No Dia do Professor, quem comemora somos todos nós

Hoje é Dia do Professor, a profissão-base, responsável por formar todas as outras. No Medportal, sabemos que nossa estrutura de disseminação do conhecimento e da educação por meio das plataformas digitais sequer existiria sem a vocação para o ensino que nasce em alguns corações: de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas e demais profissionais da área de saúde que diariamente estendem o seu cuidado e atenção tanto para os pacientes quanto para os colaboradores que compartilham a sua rotina.

Sabemos que ser um educador em um contexto de saúde é muito mais do que cumprir determinada carga horária ao longo da semana. Assim como a medicina, a educação se insere dentro daquela categoria que exige dedicação permanente, estudo constante, atualizações e tarefas extraclasse – sem falar no mais impressionante: a capacidade de mudar vidas, por meio do carinho e da atenção aos alunos.

Trata-se de um ofício; em alguns casos, quase um sacerdócio, com doação e entrega sem fim – e muitas vezes pouco reconhecida à altura. Mas, não aqui no Medportal. Nossa missão é justamente unir a vocação do ensino com a da saúde de uma forma única, por meio da tecnologia e das técnicas mais modernas de educação.

Desafio

Para que este desafio tão grande seja cumprido, expandimos a abordagem sobre a transmissão do conhecimento. Quem nos acompanha com frequência sabe da importância que o Medportal destina à autonomia do aluno em nossa plataforma, de maneira que ele seja responsável por compor sua própria jornada de conhecimento. Os profissionais que gerenciam os projetos de educação digital em suas instituições de saúde possuem um papel fundamental nisso, pois são capazes de promover a divulgação de conteúdos de qualidade e eficiente para seus colaboradores.

Por isso, também é nossa tarefa auxiliar nossos parceiros a encontrar lideranças com vocação para o ensino – de forma que elas se transformem em mentores, orientadores e professores, capazes de produzir conteúdo rapidamente aplicável na prática e na rotina exigente da saúde. Assim, entre um plantão e outro, entre um atendimento e uma cirurgia, nossos alunos se dedicam a serem profissionais e pessoas ainda melhores. E tudo isso é possível devido a um contínuo trabalho em equipe que permite o aprimoramento das nossas habilidades técnicas e interpessoais.

Nesse contexto, além de dedicarmos esforço contínuo para a construção, melhoria e evolução de nossa plataforma, também nos preocupamos em estar à frente na aplicação de conceitos como a andragogia, paragogia, microlearning, aprendizado contínuo, interatividade, trilhas de aprendizado, entre outros. O que permite que a experiência em educação digital seja potencializada com as melhores práticas educacionais.

Equipe fortalecida em conteúdo digital

Um ponto importante é que não conseguiríamos nada disso sem nossa equipe de conteudistas, que nestes dez anos de história do Medportal empenham parte de sua vida e sua bagagem de conhecimento para a criação constante de conteúdos digital da mais alta qualidade para o ensino de saúde à distância.

Desde então, chegamos à impressionante marca de 350 mil alunos, em mais de 300 instituições atendidas. Nossa meta é que esses números cresçam ainda mais, sempre atrelados à melhoria constante do conteúdo. Afinal, quem ensina tem de ser o primeiro a dar exemplo e caminhar rumo ao autodesenvolvimento contínuo.

Agradecemos, por fim, a todos que acompanham nosso trabalho. Vocês nos dão força para continuar! Nosso blog e redes sociais também são fonte de conhecimento e aprendizado. Compartilhe e não deixe de entrar em contato. Vamos juntos pela rota digital da educação!

CIO Survey 2020: o impacto da covid-19 nas decisões dos líderes mundiais sobre tecnologia

A CIO Survey da KPMG e Harvey Nas é a maior pesquisa de liderança de tecnologia da informação do mundo, com participação de executivos de 83 países. O relatório deste ano, que se refere a 2020, traz números reveladores sobre o antes e o depois da pandemia – em especial quanto ao impacto da COVID-19 nas decisões tecnológicas das empresas.

Neste artigo, analisamos toda a pesquisa e separamos as alterações de dados mais significativas, contextualizando-as para a área da saúde. Quais os impactos da capacitação da força de trabalho; melhoria da segurança e confiança dos profissionais; e melhoria no envolvimento dos funcionários para as organizações de saúde? Contamos ainda com o auxílio da Advisor do Medportal, Daniela Pereira, para contextualizar os números e refletir sobre sua aplicação para a área da saúde.


Fonte: InforChannel Edição Abril 45.

A pesquisa incluiu mais de 4,2 mil líderes do setor da tecnologia e foi realizada em duas etapas. A primeira, de dezembro de 2019 a março de 2020, época em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não havia declarado a pandemia e os efeitos do novo coronavírus concentravam-se na China. A segunda, de maio a agosto de 2020, já com a COVID-19 tendo se alastrado por todo o mundo.

Em 2020, as prioridades em termos de preocupação eram: ampliar o engajamento do cliente (34%), oferecer desempenho de TI estável e consistente (29%), melhorar a segurança e confiança (21%). Em 2021, outros pontos surgem, revelando o impacto da pandemia.

Capacitação da força de trabalho

De acordo com a CIO Survey, antes da pandemia, 14% dos líderes de tecnologia tinham o desafio dos CEO´s e board das empresas de capacitar seus colaboradores por meio da tecnologia. Depois, o número passou para 21%.

Ao transportar tais números para o contexto da saúde, Daniela comenta: “Pensando nos processos assistenciais, os envolvidos na linha de frente do combate à covid-19 precisavam estar prontos para responder com rapidez e acerto aos graves problemas dos muitos pacientes que lotaram os hospitais. O caminho mais eficiente para isso é via educação digital, que dá escala com baixo impacto financeiro”, comenta a conselheira.

Ela lembra ainda que, no auge da pandemia, houve um turnover grande de funcionários – alguns esgotados por stress e outros, contaminados com o novo coronavírus. Com isso, muitas lideranças tiveram de surgir em meio à crise, para de repente preencherem postos vagos. “Somente por meio da educação digital foi possível às instituições capacitarem tão rápido novos líderes”, completa Pereira.

Nesse contexto, é importante salientar que a capacitação adequada faz com que o profissional de saúde se sinta mais seguro e confiante ao praticar as suas atividades. “O despreparo é um ponto gerador de stress, principalmente em um cenário como o da pandemia, por conta da quantidade e criticidade dos pacientes. A educação adequada, no tempo adequado, faz com que o profissional tenha propriedade e sinta-se empoderado no que faz”, observa Daniela.

Melhoria na segurança e confiança

Além disso, a qualidade e perspectivas dos colaboradores também é um ponto que foi considerado na pesquisa. Antes da COVID-19, 21% das empresas preocupavam-se em promover a melhoria da segurança e da confiança das equipes por vias tecnológicas. Depois, 25%. Isso representa que, se, por um lado, a pressão pela implementação de novas tecnologias foi acelerada pela pandemia, manter a segurança e a confiança nas novas soluções, integradas às tecnologias preexistentes, foi premissa.

Nesta lógica, de acordo com a revista Info Channel, “o ecossistema de fornecedores mudou. O velho e arraigado hábito de recorrer sempre aos mesmos grandes fornecedores passa a dar lugar a olhar também para outros parceiros, como as startups. Elas tendem a ser mais criativas e inovadoras que as grandes corporações”. Portanto, apostar na agilidade e inovação demandam uma disrupção interna, nas próprias equipes de TI dos hospitais.

Há ainda o desafio de capacitação dessas equipes para apoio e implementação de novas tecnologias para rápida resposta aos desafios da pandemia: prover serviços de qualidade com o menor contato humano possível. Aqui elenca-se a telemedicina, ferramentas de trabalho a distância, soluções para atendimento remoto a pacientes internados etc. 

Além dos aspectos técnicos, há uma série de elementos culturais a serem desenvolvidos para que as equipes de tecnologia sejam elas próprias as catalisadoras do movimento de transformação digital dentro das instituições de saúde, tendência acelerada e precipitada pela pandemia.

Nesse sentido, as plataformas de ensino a distância são importantes aliadas do CIO e do RH das organizações de saúde para suportarem programas estruturados de desenvolvimento das equipes de tecnologia.

Melhoria do envolvimento dos funcionários

Dos itens da pesquisa destacados pelo Medportal, este foi o que mais sofreu variação. Antes da pandemia, apenas 6% dos CIOs tinham como objetivo utilizar a tecnologia para melhorar o envolvimento dos funcionários. Com a pandemia, 25% incorporaram esse objetivo às suas metas corporativas.

“A educação é um dos pilares para se estabelecer a identidade cultural de uma instituição. Outro ponto importante para isso é contar com o envolvimento das pessoas, para que elas se sintam parte da comunicação estratégica e de soft skills do ambiente de trabalho, revelando o cuidado da empresa com o funcionário”, conta Daniela.

Ela frisa ainda que as ferramentas tecnológicas, por conta de sua interatividade, são capazes de diagnosticar quais os reais interesses dos funcionários, personalizar trilhas – e também quais suas fortalezas. “Por meio de avaliações constantes, é possível identificar as expertises do profissional e direcionar conteúdo para que ele passe a aplicá-las imediatamente”, conclui a Advisor.

Esperamos que este artigo tenha sido útil para você. Leve o conhecimento adiante, compartilhe nosso conteúdo. Ficou alguma dúvida? Entre em contato conosco!

Santa Casa de São Paulo aponta vantagens da plataforma de EAD da Medportal

Instituição com 460 anos, somente em meados do ano passado a Santa Casa de São Paulo adotou o ensino à distância (EAD) como ferramenta de treinamento e capacitação de seus colaboradores. Para dar esse passo tão importante, a plataforma escolhida foi a da Medportal.

De lá para cá, são impressionantes 11,7 mil alunos cadastrados em 61 treinamentos. Além disso, o objetivo inicial de escalabilidade foi atingido: 83% dos colaboradores concluíram os programas de desenvolvimento customizado propostos.

“Hoje conseguimos atingir um número de pessoas muito maior do que com os treinamentos presenciais, que têm sua importância. Mas, o EAD ajuda muito quando precisamos atingir uma massa de pessoas maior, em pouco tempo”, revela a supervisora de Treinamento e Desenvolvimento Pessoal da Santa Casa de São Paulo, Angela Vieira Gomes.

Com isso, os ganhos são válidos tanto para quem aplica, como para quem recebe o curso: os profissionais de RH têm mais horas livres para desenvolver outros conteúdos e projetos; enquanto a equipe que está sendo treinada fica menos tempo fora do local de trabalho, com impacto menor às suas atividades-padrão.

Os números falam

Outra vantagem da plataforma da Medportal é que todos os acessos podem ser mensurados. Com isso,  os gestores da Santa Casa de São Paulo acompanham de perto a evolução do time: quais grupos obtêm resultados melhores e quais áreas demandam atenção.

A Santa Casa de São Paulo, por exemplo, quer avaliar suas distintas unidades. Portanto, acompanha quais de suas cinco unidades têm mais acessos ao treinamento e em quais setores, quais cursos possuem maior receptividade globalmente e por unidade, entre outros. “No comparativo hora/homem entre o treinamento presencial e o EAD, com certeza o ensino à distância leva vantagem”, pontua Angela.

Além da boa utilização da plataforma da Medportal, tais resultados só são atingidos com a participação e incentivo  das lideranças. “Hoje os gestores já nos procuram e indicam cursos que desejam aplicar em suas áreas”, diz a supervisora.

Os resultados são tão animadores que, a partir de setembro, a Santa Casa de São Paulo vai passar a inclusões semanais de cursos; hoje isso ocorre a cada 15 dias. “Embora nós tenhamos um número alto de adesões, a intenção é fazer com que as pessoas continuem acessando sempre. Por isso, já temos um planejamento para trazer conteúdos mais interativos, mudando um pouco a cara dos treinamentos”, expõe Angela.

O objetivo, segundo ela, é que o colaborador não espere sair um comunicado de que há um treinamento novo na plataforma para acessá-la, e sim que a utilize de tempos em tempos, de maneira proativa, para controlar o ritmo do próprio ensino.

Processo seletivo e pesquisas

Com a adoção da tecnologia, a acessibilidade ao uso e a versatilidade do Medportal provocam a criatividade das equipes. Por isso, tornou-se hábito na Santa Casa de São Paulo recorrer às ferramentas da plataforma para executar os desafios do dia a dia.

Assim, além dos treinamentos, a Santa Casa de São Paulo já pretende utilizar o Medportal para fazer processos seletivos, com entrevistas on-line; e realizar pesquisas, com divulgação de metas e resultados.

Outra característica da plataforma que a instituição deseja adotar é a interação dos usuários, estimulando-os a se tornarem ativos no processo de aprendizagem. Para isso, um espaço para vídeos registrando as dúvidas dos colaboradores está nos planos. 

Como dica a outros profissionais de Recursos Humanos, Angela é categórica: confiem no conteúdo da plataforma, porque realmente funciona. “No começo há sempre dificuldades, é algo novo e demanda um pouco de tempo para que as pessoas se acostumem. Quando isso acontece, todos conseguem ver os benefícios: tanto quem recebe, como quem aplica os cursos.”

Angela também ressalta o apoio que recebe da Medportal no desenvolvimento de novos projetos e soluções. Essa é, aliás, uma de nossas maiores preocupações: apresentar sempre as novidades da evolução da tecnologia e também inovações aplicadas por outros clientes da plataforma — em um grande círculo virtuoso que se retroalimenta.

A supervisora revela ainda um desejo: que a parceria entre a Santa Casa de São Paulo e Medportal dure por muitos anos. “tem nos auxiliado bastante”, completa.

Conteúdo digital para ensino em saúde: confira as dicas do Medportal

A produção de conteúdo digital para educação corporativa em saúde requer uma série de cuidados, para que esse conteúdo seja desejável pelo colaborador. Afinal, a área está longe de ser homogênea: há profissionais de diversas idades e níveis de experiência, com formações e funções variadas. Do diretor que fez carreira de décadas em uma instituição ao auxiliar de enfermagem recém-formado, todos fazem parte da saúde.

Há ainda uma série de ferramentas e metodologias de ensino que devem ser consideradas, pois o ensino digital tem características próprias, diferentes das tradicionais aulas presenciais a que estamos todos acostumados nos tempos de escola, faculdade e ensino técnico.

Além disso, o mais importante: um processo educacional efetivo reflete em qualidade assistencial e positivamente na saúde e no bem-estar do paciente e, por consequência, da população como um todo.

A coordenadora da Área de Conteúdo do Medportal, Viviane Zanetti, dá algumas dicas sobre como pensar e estruturar uma plataforma de educação digital em saúde consistente com todos esses pré-requisitos.

Características

Viviane explica que a produção de conteúdo digital em saúde tem que ser relevante para o público-alvo, conter informações atualizadas e validadas por órgãos competentes. Além disso, deve ser acessível e oferecer conhecimento de forma rápida e efetiva.

É preciso ter em mente que a área da saúde é interdisciplinar. Por isso, uma boa estratégia para diferenciar o conteúdo é segmentá-lo de acordo com o perfil de cada grupo. “Criar trilhas de aprendizado de acordo com cada perfil, considerando cargo, área de atuação e perfil de competências ajuda a organizar o conteúdo de forma que o aluno o considere relevante”, afirma a coordenadora da Medportal.

Outro ponto: devido ao do aparato digital que intermedeia o aprendizado, há uma série de ferramentas tecnológicas que podem ser empregadas na produção e transmissão do conteúdo – Jamboard, EDPuzzle, Canva, Padlet e GoConqr são algumas delas. “Além de tornar o conteúdo mais interativo, essas ferramentas auxiliam a desenvolver a cultura digital no aluno, o que é necessário, pois a tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas”, aponta Viviane.

Público heterogêneo

A saúde é um dos maiores ramos do conhecimento, e abrange uma infinidade de áreas, ramos e setores – com os mais diferentes níveis de qualificação profissional. Faça um exercício: quantas especialidades médicas você consegue citar de cabeça? É muita coisa!

Por isso, não pode haver um único e homogêneo produto de conteúdo digital. “Escrever para esse público exige adequação da linguagem, direcionando-a a cada grupo, para que a informação seja transmitida de forma clara e imediatamente compreendida”, conta Viviane.

Agindo assim, fica mais fácil para o aluno notar o valor de determinada informação em sua prática. A coordenadora dá ainda outra dica: utilizar nas aulas exemplos com situações do dia a dia do aluno, aproximando o conteúdo da experiência da pessoa. “A realidade é a melhor abordagem.”

Métodos de aprendizagem

Ao trabalhar com educação digital em saúde, tenha em mente que você também está lidando com um público especializado, com conhecimento teórico e prático em diversos níveis. Assim, busque se aprofundar em conceitos que enxerguem o aprendizado de uma forma mais ampla, que transcenda a lógica professor-aluno – tais como a andragogia, a paragogia e o microlearning.

É possível que você já tenha topado com esses termos por aí ou mesmo tenha lido algo do tipo aqui mesmo em nosso blog. Ainda assim, vale a pena relembrar do que trata cada um deles.

Na andragogia, o próprio aluno é quem está no centro do aprendizado, com mais independência com relação à figura do professor. Ele é capaz de correr atrás do que é mais útil para si. “Nesse sentido, a andragogia pode ser trabalhada para melhorar o engajamento, por meio de ações que promovam o conteúdo, de forma que o aluno entenda a importância e busque conhecimento, com autonomia”, explica Viviane.

Já a paragogia é um conjunto de técnicas e práticas que estimula a constante troca e colaboração entre os participantes. “Para isso, estratégias como trabalhos e projetos em equipe podem ser utilizados, o que favorece muito a criação de uma cultura de aprendizagem”, diz a coordenadora.

Por fim, o conceito de microlearning foca em pequenos cursos e atividades de curto prazo, geralmente bastante relacionados à prática. “É uma excelente técnica para melhorar o engajamento no treinamento on-the-job [aquele no qual a pessoa aprende competências sem precisar sair do seu posto de trabalho]. O conhecimento é oferecido de forma rápida, objetiva e versátil – e pode ser trabalhado de várias formas, como vídeos e textos cursos, infográficos e jogos”, revela Viviane.

Agentes do processo

O objetivo ao se utilizar esses conceitos é fazer com que os alunos se tornem protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem e desenvolvimento profissional. Para isso, é necessário que você também invista em táticas de feedback e autoavaliação – tudo para que o aluno conheça a si mesmo, identifique lacunas e como pode melhorar.

“Ter uma plataforma que proponha conteúdos para o aluno, de acordo com dados que apontem suas necessidades individuais, favorece uma troca de experiência mais espontânea e relevante para ele, aumentando seu engajamento e autonomia”, argumenta a coordenadora.

Mensure os resultados

Por fim, não se esqueça de mensurar os resultados. “Ao produzir um conteúdo, é importante que tenhamos em mente qual será o objetivo, o que pretendemos que o aluno aperfeiçoe e que resultados queremos obter a partir dessa mudança”, explica Viviane.

Conferir os resultados é fundamental não só para avaliar o desempenho e a retenção do aluno ao final do treinamento, mas também para que seja possível acompanhar os indicadores institucionais que mostram se o conteúdo oferecido de fato foi efetivo.

Por exemplo: após aulas sobre “prevenção de lesão por pressão”, é preciso saber se o índice desse tipo de contusão no setor responsável diminuiu.

Gostou de nossas dicas? Aqui em nosso blog você encontra mais detalhes sobre alguns dos temas apresentados e tem contato com outros temas relevantes na área de saúde. Mantenha-se informado conosco e, se possível, compartilhe e deixe seu comentário.

Educação digital: o meio se tornou mensagem

A educação precisa, cada dia mais, ter o digital como uma das plataformas básicas para cativar alunos, especialmente as gerações mais jovens. Como disse no fim dos anos 1960 um dos mais conhecidos e influentes teóricos da Comunicação, o canadense Marshall McLuhan, o “meio é a mensagem”. Quase 60 anos depois, ele não poderia estar mais correto.

“A tecnologia está deixando de ser só um meio para ter também um caráter de mensageira. As pessoas querem, desejam, têm interesse e se engajam por meio da tecnologia”, afirmou o CEO do Medportal, Thiago Constancio, em bate-papo on-line com o médico-gerente do departamento de Educação Continuada do Imed Group, Alexandre Ísola. O encontro serviu como uma preparação para o II Simed – Simpósio Imed de Cuidados do Paciente Crítico, que foi realizado na última semana.

Segundo Constancio, cada vez mais é preciso revestir o momento do aprendizado com o fator tec. “Trata-se de uma revolução. A forma de aprender mudou; a tecnologia é condição sine qua non para termos os melhores desempenhos – principalmente para as gerações mais novas”, ponderou.

Covid e multilearning

Se o mundo já vinha em um processo de transposição de consumo de informação e conteúdo permeado pelas plataformas digitais, durante a pandemia do novo coronavírus essa transição se tornou urgente para a manutenção das instituições.

Além disso, neste atual cenário de incertezas, passou a ser mais do que necessário primar pela eficiência operacional, com o uso mais racional possível dos recursos. E isso casou em cheio com o gosto crescente das pessoas pelas plataformas digitais.

“Com a tecnologia, conseguimos entregar conteúdo apropriado para determinado contexto e segmento profissional. O que não era realidade há pouco tempo – e ainda não é para a maior parte das instituições, em que se entregam pacotes prontos, fechados de conteúdo, para grupos extremamente diversos”, apontou Constancio.

Esse contexto explica um dos conceitos mais valorizados hoje em dia pelas plataformas de educação: o multilearning, que usa estratégias híbridas de ensino e transmissão de conteúdo, sejam elas digitais, presenciais ou as chamadas figital – em que ambas ocorrem simultaneamente. Assim, pessoas com necessidades e ritmos diferentes aprendem como melhor convém a elas.

Locomotiva econômica

Além de sua justa e digna missão de entregar a melhor assistência ao paciente, curando-o ou prevenindo doenças, o setor da saúde é também uma potência econômica, com alto nível de empregabilidade. Durante a pandemia, em que praticamente todos os setores recuaram, por motivos óbvios, o de saúde continuou a contratar.

Com isso, a demanda por tecnologia para capacitar e ajudar esses profissionais, que chegam a não se tornarem obsoletos depois de quatro ou cinco anos, também é crescente. “Qual o desafio para as lideranças? É ser eficiente usando a tecnologia, para que ela gere o máximo de benefícios para esse novo contingente de pessoas direcionadas ao cuidado”, alertou Constancio.

Para ele, isso acontece quando a liderança consegue oferecer oportunidades de desenvolvimento a seus profissionais, como formar de atrair as pessoas a conteúdos importantes não só à instituição, mas também para que cada uma delas encontre sua essência.

“Você só consegue ir para o alto desempenho, a performar acima da média se tem paixão pelo que faz. Para isso, vocação não é suficiente; tem também a lágrima da disciplina que faz o sujeito ir além e se entregar ao processo de aprendizado e excelência”, concluiu o CEO do Medportal.

Paragogia: a nova tendência na educação em saúde

Especialistas em educação corporativa em saúde cada vez mais utilizam em suas teorias e práticas de ensino o conceito de paragogia. Pode ser que você nunca tenha ouvido falar nesse termo, mas é provável que já tenha participado de algumas dinâmicas e exercícios que têm como base essa ideia. Nada mais justo, portanto, do que explicar adequadamente do que se refere.

Antes, vamos a outros conceitos-base que potencializam essa ideia. Se paragogia ainda é um termo estranho à maioria, a palavra pedagogia é mais do que conhecida. Trata-se de uma disciplina acadêmica, dedicada à arte e à ciência do ensino. Ela também define um tipo específico de educação, aquele típico de colégios e universidades, em que o ensino é transferido de uma figura central (o professor) para vários alunos.

Aluno como protagonista

Com o passar do tempo, quanto mais conhecimento o aluno adquire, a independência dele em relação ao professor aumenta. Com bagagem de conhecimento suficiente, o aprendiz consegue trilhar os próprios caminhos. E o primeiro passo neste sentido passa por outro conceito, o de andragogia – quando é o próprio aluno que está no centro de seu aprendizado.

As práticas de andragogia são bastante comuns no ensino de adultos. Nessa fase da vida, já carregamos tanta informação prévia que precisamos saber por que é interessante aprender algo novo. Por isso, aqui o educador precisa valorizar a experiência prévia do aluno, que é muito mais autônomo e capaz de decidir o que de fato quer aprender. Nesta prática também acontece de as pessoas aprenderem entre si, compartilhando conhecimento.

É nesse estágio que está grande parte do ensino corporativo praticado hoje em dia. A tecnologia favorece a implantação de programas que colocam o aluno como protagonista, com modelos de ensino híbrido ou totalmente digital, conteúdo personalizado e trilhas adaptáveis.

Evolução em etapas

Por fim, antes que entremos de fato na paragogia, há o conceito de heutagogia. Nessa fase, o aluno já avançou de tal forma na pirâmide do ensino que ele mesmo escolhe e organiza o que necessita aprender, com uma ação muito menor do professor ou facilitador. O aluno torna-se uma espécie de pesquisador, tomando a iniciativa de correr atrás do que é necessário para seu aprimoramento.

Reparou que da fase da pedagogia, passando pela andragogia, até chegar a heutagogia forma-se uma escada ascendente? Esse é o ideal de ensino: tornar o aluno cada vez mais independente, dono dos rumos do próprio saber, capaz de aprender e ao mesmo tempo ensinar o próximo.

Enfim, a paragogia

Enfim, chegamos ao que permeia e amarra todo este fluxo de especialização: a paragogia. Trata-se de um conjunto de técnicas e práticas de aprendizagem que tem por objetivo a constante colaboração e troca entre os participantes – em que cada um desempenha o duplo papel de ajudante e aprendiz.

Nas práticas de paragogia, cinco ideias servem como base:

1. A valorização da própria experiência dos alunos;

2. Levar em consideração nosso impulso intrínseco para melhorar;

3. O duplo papel de ajudante e aprendiz que cada participante deve exercer;

4. Considerar sempre o contexto;

5. Novatos e experientes trabalham juntos.

A residência médica é um grande exemplo de paragogia. Nela, diante de um desafio, todos aprendem e todos ensinam. Os novatos inspiram-se nos mais experientes que, por sua vez, em muitos aspectos, atualizam-se com os recém-chegados. Todos em busca da solução de um problema: no caso, a saúde do paciente e o bem-estar da população, em geral.

Grandes desafios, pequenos passos

Outras práticas vindas do mundo corporativo e que cada dia mais chegam à área da saúde também estão permeadas de técnicas de paragogia. É o caso, por exemplo, da chamada “Kata de melhoria”, que tem por objetivo a resolução de um desafio por meio de pequenos passos – mesmo que irregulares –, mas trilhados na direção correta.

Agora que entendemos um pouco mais sobre as ideias e práticas da paragogia, conte-nos: já participou de alguma dinâmica que levava em consideração esses conceitos – mesmo que, na época, eles não estivessem nítidos para você? Acreditamos que sim.

Afinal, como bem disse em uma das aulas aqui do Medportal o médico-gerente do Departamento de Educação Continuada do Imed Group, Alexandre Marini Ísola, “a área da saúde respira paragogia”. Bons estudos!

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Entrevista: conheça a história do hospital que inovou ao utilizar a plataforma de EAD para realizar processos seletivos

Ao fundo, Hospital Ministro Costa Cavalcanti. Foto: Divulgação HMCC.


O Instituto de Ensino e Pesquisa já era um processo estabelecido no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), que utilizava a plataforma de LMS (Learning Machine System) do Medportal desde abril de 2019 para difundir conteúdos digitais entre os seus colaboradores. E, diante da pandemia, quando se viram obrigados a mudar todo o sistema de processos seletivos da instituição, não tiveram dúvida ao recorrer ao Medportal e propor uma inovação: realizar as provas dos processos seletivos pela plataforma.  

A iniciativa foi tão bem sucedida que só no primeiro semestre de 2021, o hospital aplicou 3.690 provas por meio da plataforma. Toda a configuração nas avaliações foi feita de forma personalizada para o HMCC. 

Só para se ter uma ideia, quando termina o tempo configurado para a realização da prova, a janela é salva e se fecha automaticamente. E mesmo que o candidato tente, não conseguirá realizar a prova novamente.

Para a Coordenadora Administrativa do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do HMCC, Denise Luciane Pesamosca, a iniciativa foi fundamental e ajudou a poupar o tempo e a saúde dos colaboradores, que antes precisavam deixar seus postos para aplicar as provas. Em entrevista ao Medportal, ela falou sobre os benefícios que percebeu com essa inovação.

E também comentou sobre as outras formas de utilização da plataforma, que vão ao encontro de uma das principais missões do HMCC: promover a cultura humanizada buscando excelência no atendimento. “Com um conhecimento mais direcionado, conseguimos preparar o colaborador para que ele atenda da melhor forma os pacientes, ao mesmo tempo, zelando por sua própria saúde”, afirmou. 

O atendimento humanizado prioriza a qualidade assistencial, o respeito à dignidade do paciente e a necessidade de repensar a gestão dos processos de trabalho. Com a educação continuada, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti consegue manter os colaboradores próximos e engajados, buscando inovar nos conteúdos para atender as demandas do setor. 

Confira abaixo a entrevista na íntegra e veja os benefícios dessa inovação.

ENTREVISTA

Desde quando vocês optaram por estabelecer a educação continuada e como foi essa decisão?

A educação continuada tem alguns anos e já trabalhamos em alguns modelos. Antigamente, ela estava vinculada ao RH, era voltada para admissão do colaborador. Depois, direcionamos para enfermagem, por ser onde tem o maior público e assistência direta ao paciente, porém havia a necessidade de uma unificação com o setor responsável por ensino na instituição, surgiu a proposta de trazer a educação continuada para o instituto de ensino e pesquisa. 
O IEP é também voltado para a educação corporativa, que abrange a área médica, a fisioterapia, farmácia, o administrativo, enfim, todas as demais. Hoje temos três enfermeiros que trabalham tanto no treinamento prático, quanto no teórico. E contamos com a plataforma do Medportal, que é por onde oferecemos diversos cursos, tanto obrigatórios, quanto facultativos, para todas as áreas. Na plataforma temos cursos de biossegurança, radioproteção, resíduos, entre outros.

E que mudanças na utilização da plataforma vocês realizaram nos últimos dois anos?

Com a pandemia, tivemos muitas mudanças, uma delas foi a contratação de novos colaboradores. E nós conseguimos levar esse desafio para a plataforma no sentido de desenvolver as avaliações. 

De imediato, a equipe do Medportal topou nos auxiliar nesse projeto para que pudéssemos realizar as provas por ali. E desde então trabalhamos nesse formato, tanto para candidato interno, quanto para externo. 

Conseguimos personalizar exatamente como gostaríamos, inclusive com tempo determinado para abrir e fechar as provas, e com adaptação dos formatos: temos provas de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, com imagens etc. Foi realmente muito positivo.  

Quais benefícios a instituição mapeou em relação a iniciar os processos de contratação com a plataforma de educação digital?

Para aplicarmos uma prova para 1.000 candidatos, precisávamos recrutar muitos colaboradores a fim de acompanhar as provas nas salas. Com a pandemia, que impôs a redução de pessoas por salas nas provas, precisaríamos aumentar o número de salas e de colaboradores que teriam que deixar as suas atividades para aplicar essas provas. 

Além disso, havia geração de horas extras em outras demandas. Então, conseguimos reduzir esse cenário drasticamente, porque o colaborador não precisa mais ser retirado de seu trabalho para aplicar a prova. Sem contar que foi uma maneira mais fácil, porque corrigir 1.000 provas demora. Então foi um gatilho que realmente nos possibilitou otimizar o tempo e otimizar a equipe.

Outro ponto importante e que fez toda a diferença é que conseguimos introduzir o Medportal também para fazer a integração desses novos colaboradores. Antes, eram três dias de palestras e três dias em que recrutávamos os nossos colaboradores, em geral da gerência, para recepcionar os recém-chegados. E o cronograma prevê essas atividades todo mês, então, geramos uma boa economia de tempo. Com a plataforma, produzimos os vídeos, reunimos as informações e tudo é feito por ali. 

Como é o processo de contratação como um todo?

Além da prova escrita, eles fazem o teste psicológico e depois a entrevista. Então, todo esse conteúdo teórico foi transferido para a plataforma, que já faz uma primeira seleção. Depois fazemos as outras duas etapas presencialmente. 

E a capacitação digital consegue auxiliar para além desse momento de avaliação?

Sim, com certeza. Ainda mais se considerarmos que hoje é difícil quem não fique tanto tempo no celular, e tudo pode ser feito pelo celular. Por exemplo, para o colaborador desprender um tempo para sair de casa a fim de fazer um treinamento, nem sempre é possível por vários motivos: não tem com quem deixar o filho ou tem algum outro impedimento. E com a plataforma, o colaborador pode realizar os cursos e treinamentos a qualquer momento. Então, nós temos no hospital uma sala de informática à disposição do colaborador. Além disso, a plataforma é liberada em todos os computadores do hospital e, com isso, ele consegue acessar o conteúdo em seu próprio setor. 

E a plataforma ajuda na divulgação da cultura institucional para que o novo colaborador se integre ao ambiente e se adapte aos protocolos da instituição. Temos trabalhado isso porque queremos ver essa semente se desenvolvendo sempre. Curiosamente, nesta semana, recebi uns cinco e-mails de gerentes pedindo informações sobre a plataforma porque querem inserir cursos. Então, essa procura vem crescendo muito porque eles entendem que a plataforma está aí para agregar. 

E como vocês regam essa semente, o que fazem para que ela cresça e floresça?

Sempre tentando inovar, colocando cursos novos, mostrando os benefícios desse modelo de treinamento, uma vez que ele trabalha com avaliação pré e pós, então, nós conseguimos ver o quanto que realmente esse treinamento teve resultado sobre o colaborador. Assim, temos utilizado cada vez mais a plataforma, gerando relatórios e analisando as notas a fim de motivar ainda mais o colaborador.

E como vocês avaliam se esses objetivos estão sendo atingidos, que indicadores vocês utilizam para essa avaliação?

Estabelecemos uma nota mínima de 70 pontos na prova para que o colaborador atinja um nível desejado. Também avaliamos a frequência no curso e estamos sempre acompanhando esses resultados.

E foi interessante porque fizemos um treinamento em que alguns colaboradores não atingiram essa nota mínima, e como a plataforma mostra onde eles erraram, a supervisora da unidade pôde chamá-los e tirar as dúvidas de todos eles, então, ela reforçou um conteúdo importante que tinha deixado dúvida para alguns. Essa possibilidade de acompanhamento é muito interessante.

E quais as expectativas para o futuro em relação à educação digital no HMCC?

Que nós possamos difundir esse conteúdo cada vez mais, esse é o maior desafio. E para isso precisamos estimular o colaborador para que ele acesse a plataforma com frequência, seguro de que ali terá um novo conteúdo para ele. Nosso desejo é que os colaboradores sintam a necessidade de buscar mais conhecimento espontaneamente. É outro trabalho diário e constante que temos tentado fazer.

Aprimorar os processos seletivos da sua instituição também é um desafio, este é mais um motivo para você entrar em contato com o Medportal para que possamos apoiar a sua instituição de saúde. Clique aqui e converse com nossos especialistas.

Sobre o HMCC

Inaugurado em julho de 1979, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti foi construído pela Itaipu Binacional inicialmente para atender seus trabalhadores durante a construção da maior usina hidrelétrica do mundo. No entanto, o hospital foi muito além de sua missão original e passou a ser referência em saúde para uma grande região. Em 1994 foi instituída a Fundação de Saúde Itaiguapy para administrar o Hospital Ministro Costa Cavalcanti. A partir desse ano, o hospital vem passando por uma série de reformas estruturais para oferecer o mais alto nível de atendimento hospitalar da região. Em 1996, o HMCC iniciou o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde e atualmente mais de 60% dos atendimentos são destinados aos usuários do SUS.

Sobre o Medportal

O Medportal trabalha oferecendo ferramentas para que organizações de saúde implementem e gerenciem programas de educação digital. São mais de 300 mil profissionais de saúde, de aproximadamente 220 organizações ativas em suas plataformas especializadas em conteúdo e capacitação digital. Como resultado do programa, os clientes apresentam considerável redução de custos em treinamentos, melhorias em NPS de clientes, inteligência em dados, relatórios e benchmark com outras instituições de saúde.

As instituições clientes tem a possibilidade de inserir seus próprios protocolos e treinamentos nas plataformas, além disso, com a biblioteca de conteúdos do Medportal, organizações de saúde podem iniciar projetos de educação digital com treinamentos prontos para uso, elaborados com a expertise de especialistas em áreas estratégicas da educação. Entre em contato com nossos especialistas e implemente um programa de Educação Digital.

Ensino phygital na saúde: uma experiência de aprendizagem atrativa e sustentável

Embora a educação presencial ainda seja a zona de conforto de muitas pessoas, o ensino híbrido chegou de mansinho e foi se estabelecendo até tornar-se um programa de educação formal. Esse modelo traz o melhor da educação presencial com a cereja do bolo do EAD. 

Mas talvez o termo “híbrido” já não seja mais suficiente para abarcar o novo modelo de aprendizagem. Por isso hoje fala-se em “phygital” – ou figital – que compreende justamente essa convergência do mundo físico com o mundo virtual e suas implicações reais no processo de ensino.

Muita gente defende que esse modelo veio para ficar.

O professor José Moran é um deles. Pesquisador e designer de ecossistemas inovadores na educação, Moran é um dos fundadores do “Projeto Escola do Futuro” da USP (Universidade de São Paulo), onde deu aulas de Novas Tecnologias. 

Em seu artigo “Educação híbrida: um conceito chave para a educação, hoje”, o pesquisador reforça que apenas mudando a educação é possível mudar o mundo. E é preciso começar por nós mesmos.

Então, que comecemos com conhecimento, afinal, tem tido um crescente aumento na demanda de ações de formação. Isso porque está cada vez mais claro que aquela nuvem que integra conhecimento, experiências e boas práticas impacta o resultado do negócio.

E o phygital cumpre a função principal da educação de auxiliar o aprendizado do estudante, por meio da comunicação e do compartilhamento de informações, com o objetivo de construir histórias de vida que façam sentido, que possibilitem uma melhor compreensão do mundo, que despertem a capacidade de lidar com o próximo e de entender o funcionamento de si mesmo. E é primordial entendermos que, mais que nunca, se queremos estar atualizados nos dias de hoje, estudar é tarefa para a vida toda.

A educação já é um dos pilares evolutivos da maioria das corporações, que disponibilizam programas educacionais para o desenvolvimento de seus colaboradores de acordo com seus os objetivos estratégicos.Tais programas, primordialmente, precisam estimular os colaboradores a evoluir como pessoas, desenvolvendo a capacidade de fazer escolhas pessoais e técnicas adequadas, de modo a se libertarem das dependências, tornarem-se mais produtivos e realizados e contribuírem para o crescimento de suas corporações.

Mas afinal, o que é o ensino híbrido?

“O ensino híbrido é um programa de educação formal no qual um aluno aprende, pelo menos em parte, por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, lugar, modo e/ou ritmo do estudo, e pelo menos em parte em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência”.

A definição acima é do professor de Administração de Empresas na Harvard Business School, Clayton M. Christensen, considerado um dos maiores especialistas do mundo em inovação e crescimento.

Em seu artigo “Ensino Híbrido: uma Inovação Disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos”, escrito em parceria com Michael B. Horn e Heather Staker, Christensen explica que esta forma híbrida é uma tentativa de oferecer as vantagens da educação online combinadas com todos os benefícios da sala de aula tradicional.

E ainda conceituando o ensino híbrido, o autor afirma que as práticas de Rotação por Estações, Sala de Aula Invertida e Laboratório Rotacional seguem o modelo de inovações híbridas sustentadas e incorporam as principais características tanto da sala de aula tradicional quanto do ensino online.

Já as práticas Flex, A La Carte, Virtual Enriquecido e de Rotação Individual têm se desenvolvido de forma mais disruptiva em relação ao sistema tradicional, e até por isso geram mais impacto nos estudantes. Vejamos o que elas significam.


Modelos sustentados e modelos disruptivos

As práticas que integram essas duas categorias de ensino híbrido dizem respeito ao nível de inovação e de disrupção que se consegue projetar nas experiências educacionais híbridas.

  • MODELOS SUSTENTADOS

A Rotação por Estações propõe a utilização de diferentes recursos, como realidade aumentada, animação, entre outros, para experiências práticas do cotidiano, como lavar corretamente as mãos de modo a garantir a segurança do colaborador.

Na Sala de Aula Invertida o aluno é convidado a passar por um processo de formação para que tenha suporte, know how para discutir determinados assuntos no encontro presencial. Em outras palavras, é uma capacitação que prepara o estudante para que o momento presencial seja afinado.

Laboratório Rotacional é o momento em que o aluno tira dúvidas, conversa com o tutor, que deve ser preparado para conduzi-lo, e desenvolve atividades. 

As práticas dos modelos sustentados visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas para os estudantes.

  • MODELOS DISRUPTIVOS

As práticas Flex trazem uma variação das atividades entre momentos síncronos e assíncronos. 

Na proposta A La Carte, o aluno faz a curadoria do conteúdo e escolhe o quê, quando e como aprender. Ele monta a sua própria trilha de aprendizagem.

O modelo Virtual Enriquecido proporciona, basicamente, oportunidades para que os alunos tenham momentos síncronos e assíncronos com a mesma regularidade. Ou seja, para cada 1h de aprendizado online autônomo, ele deve ter 1h de aprendizado com a turma, seja no presencial ou no virtual, como tem sido permitido ultimamente. 

E, por fim, a Rotação Individual estabelece roteiros didáticos para percursos específicos para cada aluno, que atendam de maneira personalizada as suas demandas pessoais. É uma excelente forma de ensino, porém exige mais tempo e dedicação. Atualmente a tecnologia e a Inteligência Artificial aplicadas ao processo de aprendizagem facilitam a sua adoção em maior escala.

Os modelos disruptivos também visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas, com o diferencial de que impactam mais justamente pela disrupção, pela novidade.


Benefícios do ensino híbrido

São inúmeros os benefícios do ensino híbrido. Não é à toa que tantos pesquisadores defendem que ele será definitivamente estabelecido e adotado como o modelo padrão de educação em um futuro próximo. 

O primeiro ponto de destaque é a interação que ele possibilita, as pessoas constroem colaborativamente o tempo todo. O ensino híbrido também estimula a aprendizagem ativa, ou seja, o aluno torna-se o protagonista do seu processo de aprendizagem, participando ativamente, se valendo desses momentos online para ter contato com conteúdos que alimentam discussões, laboratórios e estudos de caso do presencial. 

Todo esse contexto promove uma aprendizagem significativa, isto é, o aluno aprende para além da tela do Zoom. Ele se torna capaz de ensinar o que aprendeu e aplicar aquele conhecimento em outro contexto. Em outras palavras, as novas competências já se tornaram uma memória de longo prazo

O ensino híbrido gera uma melhora no engajamento em relação ao EAD, por exemplo, com os encontros em que se estimula a turma e potencializa todas as discussões, porque o foco está no que realmente é significativo para os alunos.

E além de todos esses benefícios reunidos – educação personalizada, aprendizagem significativa, melhoria do engajamento, flexibilidade – ainda reduz as despesas com os encontros presenciais. De um modo geral, o ensino híbrido melhora a experiência de aprendizagem do aluno.

E isso é ainda mais identificável na área da saúde. Porque muitos treinamentos dependem de simulações que não podem ser feitas somente pelo computador – como por exemplo procedimentos de ressuscitação, punção lombar, traqueostomia e demais intervenções, de urgência ou não.

Ou seja: o ensino híbrido não só é recomendável, como muitas vezes é essencial. É a combinação entre o conteúdo certo de EAD e de técnicas presenciais acelerando o conhecimento, o que determina o sucesso do programa. 


Um grande diferencial

Nesse contexto todo, as plataformas de LMS (Learning Machine System) se configuram como um grande diferencial no ensino híbrido, já que são ferramentas importantes para um ensino à distância moderno, viabilizando interação, treinamentos e produção de conteúdo personalizado. 

Para o professor da USP, “a aprendizagem se constrói num processo equilibrado entre a construção coletiva – através de múltiplas formas de colaboração em diversos grupos – e a personalizada – em que cada um percorre roteiros diferenciadores. A aprendizagem acontece no movimento fluido, constante e intenso entre a comunicação grupal e a pessoal, entre a colaboração com pessoas motivadas e o diálogo de cada pessoa consigo mesma, com todas as instâncias que a compõem e definem, numa reelaboração permanente”.

Nesse sentido, quando se fala em tecnologias híbridas, como as plataformas de LMS, fala-se também em integração. “Híbrido também pode ser um currículo mais flexível, que planeje o que é básico e fundamental para todos e que permita, ao mesmo tempo, caminhos personalizados para atender às necessidades de cada aluno”, defende Moran.

E é exatamente nesse contexto que o Medportal atua, oferecendo conteúdo de formação básica para profissionais do setor da Saúde, mas também possibilitando a criação de conteúdos personalizados. A tecnologia do Medportal permite que a instituição de saúde personalize trilhas de aprendizagem facilitando a aplicação dos modelos de aprendizagem híbrida acima descritos.

Para saber mais sobre ensino híbrido ou sobre a plataforma Medportal, clique aqui e entre em contato conosco. 

4 motivos para tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital

Elevar os resultados do hospital diante de um cenário de transformação digital e necessidade de inclusão nesse novo universo é um desafio e tanto. Ao mesmo tempo em que deve se adequar a essa nova realidade, as instituições de saúde não podem deixar de atender as expectativas dos pacientes, além de, ainda, não deixar de lado o cuidado com os profissionais que atuam na linha de frente.

A tendência é que a procura por atendimento hospitalar só aumente ao longo dos próximos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida para 2060 será de 81 anos. Ou seja, vislumbra-se a elevação do número de pacientes no mercado da saúde e uma crescente demanda por serviços de saúde.

A busca pela melhoria hospitalar passa, necessariamente, pela gestão de talentos, afinal, o hospital é composto por pessoas que cuidam de pessoas. Profissionais de saúde com habilidades desenvolvidas, capacidades técnicas aprimoradas e olhar atento à saúde de seus pacientes. 

E é justamente para esses profissionais que o olhar de gestores e diretores deve se voltar, porque sua evolução e seu aprimoramento técnico estão diretamente relacionados aos resultados do hospital. Neste artigo vamos abordar 4 motivos para ajudar você a tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital. 

Talvez você já possa imaginar, mas eles têm a ver com os profissionais que atuam na instituição. E têm a ver também com tecnologia em educação à distância, que nesse contexto todo impera como uma solução fundamental para otimizar processos, promover mais eficiência no atendimento e suportar esse aumento de demanda. 

1. Por que mudar?

O mundo está em constante mudança e essa é uma máxima preconizada pelo filósofo Heráclito, que viveu em 500 a.C., que defendia com veemência que tudo flui. E ele tinha razão. A valorização profissional de hoje é muito maior do que se via antigamente. Ainda bem!

E uma importante maneira de valorizar os profissionais é garantir uma educação continuada praticável, viável e de qualidade.

Com a pandemia e a evolução tecnológica e digital, os cenários mudaram ainda mais e obrigaram as instituições a se adequar. Nesse sentido, viabilizar uma experiência de aprendizagem e comunicação personalizada de acordo com a necessidade de cada aluno é um importante caminho para conquistar resultados melhores para o hospital. Quem não mudar, vai ficar para trás.

2. Por que agora?

A resposta é quase óbvia. Porque ninguém sabe quanto tempo essa pandemia vai durar. E também porque nenhum hospital pode ou quer perder os seus colaboradores, profissionais treinados e capacitados para exercer suas funções. E, ainda, porque a ferramenta correta de educação continuada pode elevar os resultados do hospital.

Quer só um exemplo? Imagine fazer o onboarding de sua empresa em uma plataforma digital robusta e com potencial para ser totalmente personalizada? E, com isso, assegurar aos seus colaboradores um embarque seguro para atuar no hospital. Sim, é importante que seja agora. Indo além, imagine que sem uma plataforma digital, esse onboarding estaria sendo realizado pelos melhores e mais experientes profissionais, que deixariam seus postos na linha de frente do cuidado para treinar repetidas vezes o mesmo conteúdo para cada nova turma de novatos . Evitar o desperdício é a máxima de qualquer boa gestão.

3. Por que – afinal – investir recursos em EAD?

Os resultados gerados com a implantação do EAD em Saúde impressionam. No Medportal temos registrado ótimas experiências com a implantação de modelos digitais ou híbridos para treinamento de equipes, em detrimento do modelo presencial.

Só para se ter uma ideia, um de nossos clientes – o Hospital Dom Alvarenga – decidiu adotar a educação continuada em parceria com o Medportal e registrou alta escalabilidade, com crescimento dos alunos matriculados em cursos. O índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas.

O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia.

Já a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) decidiu ampliar os treinamentos online no início de 2020, por força da pandemia do coronavírus, e aumentou em 40% o volume de cursos disponibilizados em parceria com o Medportal. 

O EAD permitiu que a instituição levasse o conteúdo educacional para todas as suas unidades, para além do Hospital Ortopédico. Um ano depois, a associação registrou alta de 80% no número de alunos cadastrados na plataforma.

E em termos de orçamento, os resultados com a adoção de uma ferramenta digital são surpreendentes. No Medportal, o investimento para um projeto básico de educação corporativa digital pode ser iniciado a partir de R$0,95/mês por colaborador para a maioria dos clientes.

4. Por que o Medportal?

Quando percebemos que o aprendizado efetivo demanda conteúdo, ferramentas adequadas e estratégias, ampliamos o nosso escopo com o desenvolvimento do Medportal, uma ferramenta digital que permite prover uma experiência de aprendizado customizada para cada instituição e seus colaboradores.

Com o Medportal, é possível incentivar a capacitação e o intercâmbio de conhecimento por meio de um ambiente virtual de aprendizagem (Learning Management System – LMS) completo e intuitivo. E, com isso, ter uma equipe eficiente e bem treinada, alinhada aos objetivos estratégicos da sua instituição.

Para saber mais detalhes sobre as nossas soluções, acesse nosso site ou clique aqui e entre em contato conosco.

Grupo São Cristóvão Saúde: compromisso com a qualidade e a segurança do paciente

Considerada uma das maiores referências em saúde na cidade de São Paulo, o Grupo São Cristóvão Saúde, instituição que atua há mais de 100 anos na terra da garoa, consolidou-se pelo atendimento de excelência aos seus beneficiários. E foi nesse contexto de fomentar os princípios base da organização, que investir em um programa de educação continuada digital entrou no radar da Alta Direção.

A especialista em treinamento e desenvolvimento do Grupo São Cristóvão, Lena Barreto, é assertiva ao pontuar que a instituição está continuamente em busca de melhorias e formas de garantir a segurança e qualidade dos serviços prestados pelos profissionais. Por isso, destaca a importância de investir na capacitação de seus colaboradores de forma estratégica e contínua. “Nosso sistema de gestão da qualidade impulsionou diversos processos de Recursos Humanos, desafiando-nos a buscar novas ferramentas para garantir a capacitação de nossos colaboradores de forma estratégica e continua”.  

A premissa de qualidade vai além do pilar de atendimento ao paciente, se estendendo à integração e engajamento do colaborador junto à cultura institucional e aos demais membros da equipe — principalmente quando se trata de novas contratações. “O colaborador precisa receber informações quando ingressa na instituição, da nossa cultura, de questões mais técnicas, e do quanto o trabalho individual interfere na percepção dos nossos beneficiários.  

O início da parceria do São Cristóvão com o Medportal foi durante o período de pandemia. Lena explica que antes da plataforma de educação digital, a maioria dos cursos realizados pelos colaboradores eram feitos presencialmente. “Nós admitimos mais de 500 profissionais desde o início da pandemia até dezembro. E conseguimos garantir que todos eles tivessem o conteúdo de integração em sua totalidade. Além disso, conseguimos fazer com que alguns treinamentos que eram mais técnicos e teóricos, fossem migrados para a plataforma, possibilitando um modelo mais híbrido”.

Vale destacar que com a adoção da ferramenta, o antigo desafio de conciliar o tempo das aulas presenciais com a carga horária de trabalho dos colaboradores diminuiu significativamente.  

 “Foi um ganho muito grande ter a plataforma ao nosso lado nesse momento. Com a utilização conseguimos garantir que os colaboradores, no ingresso à instituição, recebessem todas as informações necessárias para uma atuação alinhada à estratégia Institucional”, exclama.

Liderança engajada com o projeto educacional 

Para o sucesso desta inovação foi fundamental obter o comprometimento da equipe de gestores, contribuindo significativamente para a adesão dos colaboradores. Nesse ponto a especialista destaca ” que o incentivo à educação digital pelos Stakeholders é o diferencial que a instituição carrega com orgulho. “Hoje as lideranças nos procuram para que possamos incluir e compartilhar os conteúdos na plataforma com o público interno. Eles compreendem não só a importância, mas veem a utilização da plataforma como um grande aliado. Por outro lado , os colaboradores se sentiram protegidos, pois atendemos aos protocolos de saúde: não aglomerar, não colocar todos em uma mesma sala para ter um treinamento”, completa. 

Além disso, esse apoio foi essencial para garantir a conclusão dos treinamentos de todos os colaboradores nesse contexto crítico mundial de saúde, uma vez que puderam concluir a capacitação nos horários mais convenientes, além de não comprometer a rotina das atividades habituais.  

Resultados para além do econômico-financeiro

Sobre a estratégia de planejamento dos conteúdos para os colaboradores, a especialista revela que buscam potencializar as habilidades de cada profissional de acordo com o seu departamento. Sendo assim, o recurso da plataforma Medportal de possibilitar a personalização dos treinamentos é primordial para esse planejamento. Além disso, Lena exemplifica que a gestão dos resultados passa também pelo desempenho dos profissionais nos treinamentos. “A partir dos gaps da avaliação de competências, por exemplo, eu consigo elaborar conteúdo que possa trabalhar esses desafios que surgiram. Outro ponto é que para replicar o conteúdo para um quadro de 2000 colaboradores o tempo despendido para atingir simultaneamente todos os envolvidos seria muito extenso. Hoje, com o recurso da plataforma, conseguimos treinar um número muito superior de profissionais em um intervalo de tempo muito menor do que antes”, comenta.

Produzir treinamentos em escala e com qualidade é uma tarefa que garante impactos positivos e minimiza a incidência de possíveis problemas durante a capacitação da equipe técnica. “Gastamos um período muito importante nisso, porque [o conteúdo] estará virtual para o colaborador e eu não estarei fisicamente presente. Mas a plataforma me dá subsídios para que eu possa abrir meios de contato junto ao aluno e que ele possa direcionar essas dúvidas para nós assim que surgirem. Dessa forma, conseguimos fazer essa tratativa de forma mais individualizada”, elucida. 

Sobre o retorno financeiro do projeto, Lena comenta que a análise é feita levando em consideração a economia que a plataforma pode trazer, mas sem nunca perder de vista a qualidade do aprendizado. 

Lena destaca que o novo modelo dispensa a necessidade de contar com um profissional dedicado por 16 horas semanais à integração, bem como o serviço de coffee break que também acaba pesando no balanço final. Possibilitando aos profissionais dedicar maior tempo à busca pela melhoria contínua de processos internos e produção de conteúdo “Fazemos esse levantamento para mostrar para a diretoria o quanto a plataforma nos trouxe de retorno”, finaliza.

O CEO do Grupo São Cristóvão Saúde, Dr. Valdir Pereira Ventura, divulgou alguns dos resultados obtidos nos primeiros meses de operacionalização da plataforma de educação digital. Entre os destaques, ele pontuou a taxa de adesão de 85% dos colaboradores, além de uma retenção de conhecimento de 92%. Como saldo final, a satisfação dos colaboradores foi de 94%. Quase um ano depois desses dados, o impacto positivo da estratégia de capacitação permanece em alta, a adesão passou de 85% para 98% dos treinamentos planejados concluídos. Para o futuro, a prioridade é evoluir ainda mais a estrutura dos treinamentos e o engajamento dos alunos. E assim, o São Cristóvão se fortalece como uma referência no setor, trabalhando sempre com brilho nos olhos e paixão pelas pessoas.