Grupo São Cristóvão Saúde: compromisso com a qualidade e a segurança do paciente

Considerada uma das maiores referências em saúde na cidade de São Paulo, o Grupo São Cristóvão Saúde, instituição que atua há mais de 100 anos na terra da garoa, consolidou-se pelo atendimento de excelência aos seus beneficiários. E foi nesse contexto de fomentar os princípios base da organização, que investir em um programa de educação continuada digital entrou no radar da Alta Direção.

A especialista em treinamento e desenvolvimento do Grupo São Cristóvão, Lena Barreto, é assertiva ao pontuar que a instituição está continuamente em busca de melhorias e formas de garantir a segurança e qualidade dos serviços prestados pelos profissionais. Por isso, destaca a importância de investir na capacitação de seus colaboradores de forma estratégica e contínua. “Nosso sistema de gestão da qualidade impulsionou diversos processos de Recursos Humanos, desafiando-nos a buscar novas ferramentas para garantir a capacitação de nossos colaboradores de forma estratégica e continua”.  

A premissa de qualidade vai além do pilar de atendimento ao paciente, se estendendo à integração e engajamento do colaborador junto à cultura institucional e aos demais membros da equipe — principalmente quando se trata de novas contratações. “O colaborador precisa receber informações quando ingressa na instituição, da nossa cultura, de questões mais técnicas, e do quanto o trabalho individual interfere na percepção dos nossos beneficiários.  

O início da parceria do São Cristóvão com o Medportal foi durante o período de pandemia. Lena explica que antes da plataforma de educação digital, a maioria dos cursos realizados pelos colaboradores eram feitos presencialmente. “Nós admitimos mais de 500 profissionais desde o início da pandemia até dezembro. E conseguimos garantir que todos eles tivessem o conteúdo de integração em sua totalidade. Além disso, conseguimos fazer com que alguns treinamentos que eram mais técnicos e teóricos, fossem migrados para a plataforma, possibilitando um modelo mais híbrido”.

Vale destacar que com a adoção da ferramenta, o antigo desafio de conciliar o tempo das aulas presenciais com a carga horária de trabalho dos colaboradores diminuiu significativamente.  

 “Foi um ganho muito grande ter a plataforma ao nosso lado nesse momento. Com a utilização conseguimos garantir que os colaboradores, no ingresso à instituição, recebessem todas as informações necessárias para uma atuação alinhada à estratégia Institucional”, exclama.

Liderança engajada com o projeto educacional 

Para o sucesso desta inovação foi fundamental obter o comprometimento da equipe de gestores, contribuindo significativamente para a adesão dos colaboradores. Nesse ponto a especialista destaca ” que o incentivo à educação digital pelos Stakeholders é o diferencial que a instituição carrega com orgulho. “Hoje as lideranças nos procuram para que possamos incluir e compartilhar os conteúdos na plataforma com o público interno. Eles compreendem não só a importância, mas veem a utilização da plataforma como um grande aliado. Por outro lado , os colaboradores se sentiram protegidos, pois atendemos aos protocolos de saúde: não aglomerar, não colocar todos em uma mesma sala para ter um treinamento”, completa. 

Além disso, esse apoio foi essencial para garantir a conclusão dos treinamentos de todos os colaboradores nesse contexto crítico mundial de saúde, uma vez que puderam concluir a capacitação nos horários mais convenientes, além de não comprometer a rotina das atividades habituais.  

Resultados para além do econômico-financeiro

Sobre a estratégia de planejamento dos conteúdos para os colaboradores, a especialista revela que buscam potencializar as habilidades de cada profissional de acordo com o seu departamento. Sendo assim, o recurso da plataforma Medportal de possibilitar a personalização dos treinamentos é primordial para esse planejamento. Além disso, Lena exemplifica que a gestão dos resultados passa também pelo desempenho dos profissionais nos treinamentos. “A partir dos gaps da avaliação de competências, por exemplo, eu consigo elaborar conteúdo que possa trabalhar esses desafios que surgiram. Outro ponto é que para replicar o conteúdo para um quadro de 2000 colaboradores o tempo despendido para atingir simultaneamente todos os envolvidos seria muito extenso. Hoje, com o recurso da plataforma, conseguimos treinar um número muito superior de profissionais em um intervalo de tempo muito menor do que antes”, comenta.

Produzir treinamentos em escala e com qualidade é uma tarefa que garante impactos positivos e minimiza a incidência de possíveis problemas durante a capacitação da equipe técnica. “Gastamos um período muito importante nisso, porque [o conteúdo] estará virtual para o colaborador e eu não estarei fisicamente presente. Mas a plataforma me dá subsídios para que eu possa abrir meios de contato junto ao aluno e que ele possa direcionar essas dúvidas para nós assim que surgirem. Dessa forma, conseguimos fazer essa tratativa de forma mais individualizada”, elucida. 

Sobre o retorno financeiro do projeto, Lena comenta que a análise é feita levando em consideração a economia que a plataforma pode trazer, mas sem nunca perder de vista a qualidade do aprendizado. 

Lena destaca que o novo modelo dispensa a necessidade de contar com um profissional dedicado por 16 horas semanais à integração, bem como o serviço de coffee break que também acaba pesando no balanço final. Possibilitando aos profissionais dedicar maior tempo à busca pela melhoria contínua de processos internos e produção de conteúdo “Fazemos esse levantamento para mostrar para a diretoria o quanto a plataforma nos trouxe de retorno”, finaliza.

O CEO do Grupo São Cristóvão Saúde, Dr. Valdir Pereira Ventura, divulgou alguns dos resultados obtidos nos primeiros meses de operacionalização da plataforma de educação digital. Entre os destaques, ele pontuou a taxa de adesão de 85% dos colaboradores, além de uma retenção de conhecimento de 92%. Como saldo final, a satisfação dos colaboradores foi de 94%. Quase um ano depois desses dados, o impacto positivo da estratégia de capacitação permanece em alta, a adesão passou de 85% para 98% dos treinamentos planejados concluídos. Para o futuro, a prioridade é evoluir ainda mais a estrutura dos treinamentos e o engajamento dos alunos. E assim, o São Cristóvão se fortalece como uma referência no setor, trabalhando sempre com brilho nos olhos e paixão pelas pessoas.

Gestor de RH é uma das bases para sucesso da educação corporativa

Nada funciona tão perfeitamente como um equilibrado trabalho multidisciplinar, em que há integração entre os departamentos de uma empresa. Especialmente quando se fala em educação corporativa. Explorar a sinergia entre a gestão de treinamentos assistenciais e o desenvolvimento do colaborador é fundamental. Nesse sentido, a colaboração do gestor de RH nas decisões e no engajamento dos treinamentos faz toda diferença na obtenção dos melhores resultados.

Uma equipe de educação corporativa bem estruturada é essencial, e com  o envolvimento do RH, o processo é potencializado. O foco da educação continuada deve ser nos conteúdos e formato dos treinamentos. O ideal é que o RH dê um “empurrãozinho” para aumentar o alcance e engajamento dos colaboradores aos cursos.

Com a Rede D’Or São Luiz, um dos clientes do Medportal, foi assim. A influência do gestor de RH na educação corporativa foi fundamental para alcançar, engajar, treinar e capacitar em novos protocolos os 51 mil colaboradores do grupo. Um grande desafio, superado com a percepção de que os trabalhos são complementares.

Com essa dimensão, manter os colaboradores engajados e zelar pela segurança deles só foi possível devido à educação corporativa totalmente digital e integrada com a gestão de RH. A pandemia levou a Rede D’Or a uma experiência prática e acelerada em relação ao RH Digital. Para Rafael Froes, diretor de Recursos Humanos, Integração, Pós-Aquisição e Central de Atendimento da Rede D’Or São Luiz, o ambiente externo fez quase tudo se tornar digital, obrigando o RH a acompanhar a evolução tecnológica, com plataformas ágeis e inteligência artificial. A pontuação do gestor foi feita durante a Websérie do Medportal “As fronteiras digitais da educação em hospitais”.

“O RH precisa agregar valor estratégico aos profissionais, focando no bem-estar dos colaboradores e em resultados melhores para a empresa. E, desta forma, se torna parte do processo de decisão e de transformação de conceitos”, observou.

Integração digital

E é claro que essa transformação digital deve incluir também a plataforma de educação continuada – como a do Medportal. No Hospital Dom Alvarenga, a ferramenta também gerou resultados significativos, como mostramos neste texto. “A plataforma entrou para ampliar a visão das pessoas de quanto o treinamento é importante”, diz Adriana Perez Soares, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas do hospital.

Tanto que o planejamento agora é de usar a educação digital para outros treinamentos e capacitações que antes eram feitas somente de forma presencial ou híbrida. “A nossa expectativa é conseguir inserir totalmente na plataforma o plano de capacitação de experiência, que agora vai durar 180 dias”, diz Adriana.

Educação corporativa no onboarding

Em decorrência da pandemia, muitos hospitais precisaram ampliar seus quadros de enfermagem de forma abrupta, com um volume considerável de novos colaboradores. Foi necessário reinventar os processos de recrutamento e seleção e aqui, também, as ferramentas digitais mostraram mais uma vez sua importância.

Na Rede D’Or, a solução foi digitalizar todo o processo de onboarding. A estratégia adotada foi totalmente concentrada na plataforma de EAD, que trouxe diversos benefícios na integração dos novos colaboradores em um momento tão delicado. 

Envolver equipes multidisciplinares – compostas por RH, Qualidade, Educação Continuada e Gerência de Enfermagem – foi a solução para a construção de todos esses conteúdos personalizados. “Foram mais de 40 novos conteúdos e treinamentos para colaboradores e mais de 158 mil acessos em três meses de pico da pandemia. A resposta dos nossos colaboradores foi bastante positiva em relação ao conteúdo disponibilizado na plataforma de EAD”, destaca Rafael Froes, do RH da Rede.

O mesmo sucesso foi obtido no Dom Alvarenga. “A plataforma é utilizada no processo de integração do funcionário novo, que tem acesso aos conteúdos com sugestões da trilha do conhecimento. A aceitação tem sido excelente”, diz Adriana Perez Soares, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas do hospital.

Economia de tempo

Mais um exemplo positivo nesse sentido vem do Hospital Santa Catarina, em Blumenau (SC). “No ano passado (2020) transformamos o processo de integração de novos colaboradores, que passou a ser 100% digital. Antes, um novo enfermeiro demorava em média 24 horas para chegar à assistência. Atualmente, em 6 horas, ele já pode assumir seu posto”, diz Juliete Steffan, enfermeira do setor de Educação Continuada do hospital.

Segundo ela, além de otimizar o tempo do novo colaborador, a adoção da plataforma digital para o onboarding impacta também na disponibilidade das lideranças que tinham que acompanhá-los durante esse tempo. “Imagine o que isso significa em época de pandemia! Ao fim, de modo geral, liberamos ao todo 4 dias por mês de várias lideranças que se revezavam monitorando os processos de integração de novos colaboradores”, afirma Juliete.

Ou seja: a educação corporativa traz benefícios evidentes desde o onboarding, até a agilidade na disponibilização de novos conteúdos, missão essencial em tempos de tantas mudanças. A integração de setores como TI e RH, co-criando programas e abordagens, pode ser determinante para expandir o alcance e abrangência dos programas educacionais.

Para saber mais sobre a plataforma de EAD do Medportal, clique aqui e entre em contato conosco. Assista aos episódios da Websérie do Medportal, todos os episódios são gratuitos e estão disponíveis aqui.

Tecnologia, liderança e comunicação: receita de sucesso no atendimento a pacientes

Foto: Hospital Dom Alvarenga / Divulgação

Quando o Hospital Dom Alvarenga decidiu adotar a educação continuada, sabia que esse era um caminho certeiro para melhorar a qualidade do trabalho oferecido e manter seus colaboradores sempre atualizados. O que ninguém imaginava era ter um engajamento tão forte nessa iniciativa, com percentuais de participação tão importantes. 

No último ano, além de registrar alta escalabilidade, com o crescimento dos alunos matriculados em cursos, o índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas. O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia. 

A caminhada exigiu dedicação dos profissionais de Desenvolvimento de Pessoas, que precisaram encontrar alternativas para estimular a participação dos colaboradores. Eles sabiam que não seria fácil, mas a certeza do efeito positivo, os motivou a seguir em frente dispostos a abrir caminhos. E, assim, se tornaram exemplo nessa empreitada de treinamentos que, em decorrência da pandemia, passaram a ser exclusivamente online. 

A escolha da ferramenta digital de educação continuada do Medportal, contudo, veio muito antes do coronavírus ser disseminado mundo afora. Essa parceria já tem mais de dois anos de cultivo, nutrição e bons frutos.

“A plataforma reduz muito o tempo do colaborador com educação continuada. Em sala de aula, o processo demora mais, porque tem que preencher questionários, entre outras questões que acabam atrasando. Nesse sentido, a plataforma otimiza muito o tempo. Às vezes, o colaborador nem acredita que não precisará sair de seu setor para se atualizar e que em poucos minutos terá avançado mais uma etapa na jornada do conhecimento”, relatou Adriana Perez Soares, Coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas.

A consolidação da educação continuada
Quando decidiu apresentar a plataforma de treinamentos para o Hospital, a equipe de Desenvolvimento de Pessoas, em parceria com o Departamento de Marketing e Comunicação, gravou um vídeo, que foi enviado por e-mail para os colaboradores.

Dois meses depois, perceberam que a adesão ainda não estava como gostariam, então passaram a enviar e-mails mensalmente para estimular o acesso. O passo certeiro foi dado quando todos os gestores foram envolvidos no processo e passaram a estimular os seus liderados nessa experiência da educação continuada digital. 

“Nós percebemos que as pessoas têm medo da tecnologia, sem contar que o novo assusta. Mas com o incentivo do gestor, com paciência e com explicações didáticas sobre como a plataforma funciona, tudo fluiu melhor”, comentou Adriana.

Segundo ela, outra estratégia utilizada na consolidação dos treinamentos, foi recrutar alguns colaboradores para produzir o conteúdo. Atualmente, o Dom Alvarenga tem 91 cursos cadastrados na plataforma, dos quais apenas 30 foram criados pelo Medportal

“O lado bom de não criar conteúdo sozinho é que os profissionais falam a linguagem do setor. Então, por exemplo, quando a farmacêutica gravou o vídeo, utilizou termos que são familiares para os colaboradores, e isso gera empatia. E os cursos do Medportal são muito importantes, porque complementam a nossa grade. A gente tem percebido a inserção de novos conteúdos constantemente, ainda mais agora que tudo ficou online, isso é muito bom”, falou Adriana. 

Em princípio, a intenção era promover treinamentos técnicos. Mas atualmente, a plataforma também é utilizada para os treinamentos comportamentais. “Eu recebi vários elogios ao programa na última reunião que tivemos, então, a plataforma entrou para ampliar a visão das pessoas sobre o quanto o treinamento é importante”, destacou Adriana.

Hoje, a plataforma já é utilizada no processo de integração do funcionário novo, que tem acesso aos conteúdos com sugestões da trilha do conhecimento. A aceitação tem sido excelente.

Conceitualização
Para a analista de desenvolvimento de pessoas do Hospital Dom Alvarenga, a psicóloga Marcella de Abreu, conceituar os termos é uma forma de reforçar o conteúdo, dando clareza sobre o seu significado e facilitando um posicionamento do colaborador. 

“Hoje há muitos assuntos abordados ao mesmo tempo, mas as pessoas não se aprofundam em nada. Aquilo que está na internet é tido como verdade e pronto. Então, é preciso despertar esta reflexão e estimular a conceitualização”, afirmou.

Para ela, a geração mais jovem tem um lado muito favorável, que é o de estar pronta para o EAD, para o online, para o imediatismo. Por outro lado, ainda precisa desse enriquecimento de conteúdo. 

“E nesse sentido, os conteúdos disponibilizados pelo Medportal são fundamentais, porque somos um setor de Saúde, trabalhamos com regulamentações, então, é importante saber o que diz a Lei, o que é obrigatoriedade etc. E o Medportal vem com treinamentos rápidos, que abordam o que precisa em poucos minutos, e junto com isso ainda estimula a reflexão”, observou Marcella.

Na avaliação da psicóloga, a mudança de comportamento no EAD ocorre quando há estímulo ao autoconhecimento. E toda essa conceitualização ajuda o colaborador a ampliar a consciência sobre si mesmo e sobre o seu papel diante do mundo. 

“Para ter bons resultados dentro de uma empresa, é preciso ter líderes que saibam quais são os seus pontos fracos e os pontos fortes. O gestor que não se conhece, dificilmente vai conseguir liderar uma equipe. Ele precisa primeiro se conhecer, para depois saber como lidar com o seu próximo”, explicou.

Premiação
Os resultados obtidos foram tão importantes que o diretor técnico do Hospital Dom Alvarenga decidiu premiar o setor que atingiu 100% de conclusão dos cursos. Para Adriana, esse foi um belo incentivo, mas não foi o fator fundamental do sucesso na educação continuada. 

“Nós fazemos uma avaliação mensal e acreditamos que esse resultado se deve a uma junção da cultura educacional que conseguimos consolidar, trabalhando isso desde o início, ao apoio da Diretoria e ao estímulo dos gestores”, finalizou.

Resultados atestam eficácia da aplicação do Ensino a Distância (EAD) em Saúde

Os resultados gerados com a implantação do EAD em Saúde impressionam. No Medportal temos registrado ótimas experiências com a implantação de modelos digitais ou híbridos para treinamento de equipes, em detrimento do modelo presencial.

Um ecossistema muito rico que orbita em torno de um objetivo muito claro: potencializar e otimizar o treinamento, com economia de tempo e recursos. Em um processo que envolve nossos especialistas e nossos clientes, reforçando nossa missão de difundir conhecimento.

Um bom exemplo é a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Habituada com o modelo híbrido de educação continuada, a instituição decidiu ampliar os treinamentos online no início de 2020, por força da pandemia do coronavírus, e aumentou em 40% o volume de cursos disponibilizados em parceria com o Medportal. Um ano depois, a associação registrou alta de 80% no número de alunos cadastrados na plataforma.

“Conseguimos disponibilizar os novos cursos para os colaboradores em menos de um mês. Transformamos até o nosso onboarding, então o treinamento de integração, de acolhimento do novo funcionário, passou a ser feito em videoaulas. Lançamos conteúdos atualizados, como o uso correto da máscara cirúrgica, higienização das mãos, paramentação e desparamentação, entre vários outros temas. Foi realmente muito interessante”, comenta Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD.

As informações da coordenadora de educação continuada da AACD foram explanadas durante o Webinar de lançamento do Rede Digital, uma plataforma de educação continuada do Lab Rede, disponibilizada em parceria com o Medportal. Com mais de 70 anos de atuação, a associação já nasceu a partir de um trabalho visionário do especialista em ortopedia Dr. Renato da Costa Bonfim, que observando a evolução tecnológica dos centros de reabilitação no exterior, diante da epidemia de paralisia infantil que ocorria na década de 1950 no Brasil, entendeu que o país precisava de um novo modelo de assistência em Ortopedia e Reabilitação. Então, ele criou a AACD.

No início dos anos 90, a associação criou o Hospital Ortopédico, para garantir aos pacientes acesso a cirurgias de excelência. Atualmente, a AACD conta com mais oito unidades de reabilitação em diferentes locais do Brasil. 

Educação continuada

O setor de educação continuada da AACD nasceu com foco no Hospital Ortopédico, quando passou a desenvolver, com as equipes assistenciais, um trabalho bastante produtivo e de apoio à implementação das práticas de qualidade e de segurança. 

“Ou seja, antes da implementação do ambiente virtual de aprendizagem, nós já tínhamos um setor de educação permanente atuante, porém direcionado para uma das unidades, o hospital ortopédico”, explicou Maita. 

Em 2018, já com o intuito de se manter atualizada conforme as tendências em educação continuada, a AACD decidiu implementar o EAD e as metodologias híbridas de ensino, iniciando, então, a parceria com o Medportal.

“No primeiro ano, a atuação ainda permaneceu focada no hospital ortopédico. Tivemos os esforços de implantação, formatação da plataforma, cadastro de novos alunos, lançamos novos cursos e tivemos pouco mais de 700 alunos incluídos na plataforma, sendo que cerca de 250 se matricularam e concluíram os cursos”, relatou a coordenadora de educação continuada da instituição.

Logo no primeiro ano, ficou evidente a diferença na  integração médica e no acolhimento do novo colaborador. “Esse foi um projeto que nos trouxe ganhos reais e resultados positivos, tivemos redução do tempo de cadastro médico na instituição, foi bem bacana”, ressaltou Maita. 

A virada de chave, no entanto, ocorreu com a ampliação do EAD em Saúde, depois que a pandemia do coronavírus foi decretada, em março de 2020.

A virada do EAD em Saúde na AACD

Com o início da pandemia, os treinamentos e os cursos presenciais foram suspensos e, logo, cancelados. “E nós precisávamos responder rapidamente para que pudéssemos manter as atividades, a atualização dos profissionais da assistência, inclusive sobre os temas que naquele momento eram relevantes, para que pudéssemos garantir a segurança do profissional e dos nossos pacientes”, relembrou Maita.

Era hora de expandir. E com a propulsão desse momento e o reforço da parceria com o Medportal, o treinamento online pôde ser estendido para todas as unidades. Além disso, o volume de cursos aumentou, gerando alta no número de alunos cadastrados. E o que chamou muito a atenção foi o número de alunos matriculados. 

“Hoje, quase 90% dos alunos cadastrados na plataforma estão matriculados em um dos nossos cursos online. E além de acompanhar essa adesão aos treinamentos, acompanhamos também a avaliação de aprendizagem e o NPS por curso. O nosso NPS médio é de 81, o que nos faz acreditar que, de forma geral, os nossos colaboradores gostam das atividades oferecidas e do ambiente virtual a que eles têm acesso”, finalizou Maita durante o evento.

O evento promovido pelo Lab Rede foi uma troca rica de experiências entre os atores que promovem mudanças no setor. Um bom exemplo de como a colaboração, acima de qualquer relação apenas mercadológica, pode gerar bons frutos. São essas experiências que geram aprendizado, que posteriormente é replicado para outros integrantes . Um ecossistema reformado e em constante atualização, retroalimentado por tecnologia, conexões, e que alavanca as melhores práticas de educação, liderança digital e inovação para a área da saúde. Para saber mais detalhes sobre EAD em Saúde, clique aqui e entre em contato conosco.

Cálculo do ROI na educação em Saúde – a iniciativa que tem impulsionado hospitais

Muito se fala atualmente sobre propósito e motivação. Mas é preciso pensar: quais os gatilhos que cada um de nós tem para motivar-se? Num mundo cada vez mais digital, onde a informação está a todo tempo mais próxima de nossos mouses, a chave para essa pergunta pode ser: ter a compreensão e a dimensão real do resultado de nosso trabalho para o desempenho da empresa. E isso se chama impacto.

Não que isso seja uma tarefa fácil, mas há um senso comum de que nosso engajamento é maior e mais profundo à medida que temos maior clareza do caminho a percorrer e de onde queremos chegar.

Portanto, é fundamental correlacionar os nossos resultados pessoais aos das instituições em que trabalhamos. Várias metodologias ajudam nesse sentido: Peter Drucker, por exemplo, introduziu em 1950 o MBO (Management by Objectives)*, o que na era digital evoluiu para o OKR (Objectives and Key Results)**. Isso para abordar as mais conhecidas, mas há várias outras. O fato é que precisamos de indicadores que se relacionem com os resultados do negócio. 

Quando pensamos em educação corporativa na saúde, não é diferente. Conhecer e dimensionar seu impacto no resultado das instituições é determinante para evolução. Temos conversado com vários clientes e prospects e percebemos quão ampla pode ser essa atividade, de reconhecer o impacto no negócio. Como em todo processo de estabelecimento e mensuração de resultados, há que se começar por indicadores mais gerais, e o financeiro talvez seja o mais palpável.

Nesse sentido, o cálculo do ROI na educação em saúde pode ser um dos primeiros indicadores a ser mensurados. Mas isso só faz sentido em cenários de evolução da estratégia educacional e de modelos de ensino consistentes. 

Como exemplo, posso citar as reuniões de avaliação de resultados com os clientes do Medportal. Nelas, é possível perceber que o ROI aferido durante o primeiro ano de implantação do projeto chega a ser surpreendente. A iniciativa tem impulsionado hospitais e outras instituições a optar, seguramente, pelo treinamento por meio de uma plataforma robusta e digital de educação continuada.

A escolha do melhor caminho a ser seguido leva em conta, necessariamente, o retorno sobre o investimento (ROI). Não só para balizar o resultado dos gastos, mas também – e principalmente – porque esse retorno sinaliza o sucesso do modelo de educação utilizado.

Em geral, o que se espera de um programa de educação continuada é que ele forneça condições para o colaborador ter mais produtividade, eficiência e que esteja feliz por reconhecer a iniciativa como um investimento da empresa em sua carreira. Com isso, consequentemente, o ambiente de trabalho também melhora e se torna ainda mais propício ao crescimento da empresa.

Modelos para o cálculo do ROI na educação

Fazer o cálculo do ROI pode ser simples se você tiver um modelo a ser seguido. Existem várias possibilidades para essa checagem, e a escolha deve considerar o formato que melhor se adequa ao perfil do seu negócio. 

Para clientes que estão começando no Medportal, com foco em educação corporativa assistencial, recomendamos alguns modelos que trazem clareza sobre a diferença entre optar por um treinamento presencial ou uma plataforma digital. 

Um dos modelos mais básicos, leva em consideração as horas economizadas da equipe. Para chegar a esse dado, é preciso anotar e estimar o valor das horas de dedicação de instrutores, alunos e organizadores e então fazer o cálculo.

Vamos usar como exemplo um treinamento básico de enfermagem, de 1 hora de duração, qualquer que seja o tema, que pretende abranger toda a equipe. Imagine que o hospital tenha 1000 enfermeiros: seriam necessárias 25 turmas, com 40 alunos cada para atingir o objetivo. Normalmente esses treinamentos são ministrados pelos profissionais mais qualificados do corpo assistencial, como coordenadores ou gerentes de enfermagem.

Nesse contexto que te apresentei, a migração para o digital significa liberar minimamente 25 horas desse profissional, o que pode representar uma economia de aproximadamente R$ 1.100,00 se usamos o salário médio de mercado de gerentes de enfermagem***.

Ainda assim, também deve-se estimar as horas gastas com logística para os alunos. Para cada turma estima-se, em média, 20 minutos de deslocamento até o treinamento, mais o coffee break. Cada um dos 1000 enfermeiros estariam fora de seus postos assistenciais durante esse tempo, o que totaliza 333 horas utilizadas. Portanto, utilizando o salário médio de mercado para enfermeiros***, chegamos ao valor equivalente a R$ 7.284,00.

Para potencializar esse argumento, ainda é importante contabilizar quantas horas seriam usadas para a organização e gestão do evento presencial de educação. Nesse caso, para cada turma estima-se, em média, três horas para preparação, divulgação, coordenação do local e das matrículas — além dos registros de participação.

InvestimentoQuantidade de Horas Total Financeiro
Instrutor25R$ 1.100,00
Deslocamento enfermeiros333R$ 7.284,00
Gestão de cada Turma75R$ 1.643,00
TOTAL R$ 10.027,00

Parece pouco. Agora considere todos os treinamentos necessários para uma equipe de enfermagem que busca altos índices de eficiência e qualidade. Podemos tomar como base a Biblioteca de Conteúdos Técnicos do Medportal para termos uma dimensão. 

Nela, temos em torno de 1200 minutos de conteúdo considerado obrigatório para hospitais acreditados ou em processo de acreditação, ou seja, 20 horas de conteúdo digital. Se usamos o mesmo racional, para alcançar todo esse conteúdo para os 1000 enfermeiros, o investimento seria de R$ 200.540,00 (20 x R$ 10.027,00) . 

Claro que é uma comparação simplista, pois 1 minuto de conteúdo digital equivale a muito mais que 1 minuto de curso presencial. Se a proporção for 1 minuto digital para 5 minutos presenciais, esse valor fica em R$ 1.002.700,00.

Se você considerar o tempo gasto em treinamentos utilizando os conteúdos prontos da Biblioteca de Conteúdos do Medportal, chegará a um valor correspondente à economia de horas de dedicação da equipe do seu hospital. 

Esses valores não deixam dúvidas quanto à economicidade do modelo digital, sem falar na abrangência.

Mas não para aí

Mesmo tempos depois da migração para o modelo digital, a ampliação das aplicações permite alcançar mais ganhos. São vários casos que nossos clientes compartilham. 

Em um deles, o hospital decidiu substituir um treinamento presencial optando por transformá-lo em um modelo híbrido: conteúdo digital pela plataforma Medportal e simulação presencial. Chegou a um ROI interessante, considerando apenas a equipe de enfermagem que deveria realizar o curso em 2020. 

Isso porque o hospital subsidia a presença dos enfermeiros, então o valor agregado que conquistou com a plataforma foi bem marcante – R$ 376,5 mil!

E esse não foi um caso isolado. O hospital Santa Catarina, de Blumenau (SC), também calculou o ROI na educação em Saúde e durante a reunião de avaliação de resultados apresentou os seus números, demonstrando a satisfação pela escolha realizada. 

De maneira geral, entendemos que o digital integrado ao treinamento presencial é um modelo que gera muito valor às organizações. O que se tem percebido como um todo nas empresas de Saúde que se dispõem a calcular o ROI dos treinamentos corporativos é que a transformação digital da educação traz eficiência e escalabilidade. E, é claro, a geração de valor para a instituição, seus colaboradores e clientes.

*Drucker, P., The Practice of Management, Harper, New York, 1954; Heinemann, London, 1955; revised edn, Butterworth-Heinemann, 2007.

**Measure What Matters: How Google, Bono, and the Gates Foundation Rock the World with OKRs, Doerr, John, New York, 2018.

***Fonte: Glassdoor.

Por que a aderência é essencial no sucesso da educação corporativa em saúde?

O sucesso da educação corporativa está diretamente ligado à aderência aos cursos e treinamentos. Isso porque somente com presença, dedicação e engajamento, os colaboradores absorvem o conteúdo difundido. E esse é um dos principais objetivos da educação continuada: ampliar o conhecimento.

Sendo assim, a aderência é essencial em processos de educação corporativa que almejam o sucesso. Na verdade, ser bem sucedido nesse caso, depende quase que exclusivamente da aderência. Mas há um grande desafio envolvido nessa questão: manter as equipes empenhadas com treinamentos de modo a concluí-los completamente.

Essa é uma missão que depende das empresas, da qualidade dos treinamentos oferecidos e da forma como os gestores propõem a inserção deles na rotina do colaborador. Vale reforçar: quanto maior a aderência, isto é, quanto mais colaboradores concluírem os cursos de educação continuada, mais as chances dos resultados elevados aumentam significativamente.

Sucesso da educação corporativa

Há tempo, as organizações vêm percebendo que apenas a remuneração não é mais suficiente para manter um profissional motivado e para preservar o engajamento de colaboradores qualificados na empresa.

Os treinamentos vêm justamente para agregar valor à posição de trabalho oferecida. O investimento na capacitação de colaboradores é fundamental para melhorar os resultados de qualquer negócio, independentemente do porte da empresa.

Quando se tem uma equipe preparada e alinhada com as necessidades corporativas, o resultado é um aumento na produtividade, na criatividade e na inovação, seja em produtos ou na prestação de serviços.

Um projeto de educação continuada de qualidade contribui para o crescimento do profissional e, consequentemente, para o surgimento de novas ideias e de um ambiente de trabalho favorável ao desenvolvimento do negócio.

Agora, para garantir o sucesso da educação continuada, é preciso estar atento à aderência. E para evitar que ela seja baixa, alguns detalhes devem ser observados.

Pequenos detalhes, grandes resultados

O primeiro detalhe é o conteúdo abordado, que deve fazer sentido para o colaborador e ter aplicação prática em seu dia a dia.

O foco tem que ser em manter o interesse da pessoa naquele assunto e o seu engajamento, para que ela não só participe do treinamento e esteja atenta ao conteúdo, mas também conclua todas as etapas.

Para isso, é essencial conhecer bem o público que vai receber o curso, seus interesses e seu comportamento, para planejar estratégias que aumentem o engajamento. Há muitas possibilidades a explorar: vídeos animados, ferramentas interativas como um quiz ou dinâmica de jogos. 

Além de programas híbridos, que combinam o formato digital mais tradicional e atividades síncronas (ao vivo) para um contato mais “real” com o instrutor. Tudo como forma de estímulo positivo, para que no processo o aluno se torne também protagonista, em vez de apenas receber o conteúdo de forma passiva.

Efeitos da baixa aderência

Com o baixo engajamento, o ROI (retorno sobre o investimento) na educação em saúde e nos treinamentos corporativos acaba sendo mais baixo, já que os colaboradores não absorvem o conteúdo e, portanto, não desenvolvem de maneira completa as  habilidades que poderiam, de fato, contribuir com a melhoria de sua performance. Desta forma, não aplicam o conhecimento na empresa e não geram tantos resultados diferentes, como sempre se verifica em treinamentos corporativos, quando há aderência.

Todos esses pontos devem ser planejados na fase de estruturação da educação corporativa, afinal, o formato das aulas que integram o treinamento, o material complementar disponibilizado, a capacidade dos professores e a expertise de quem vai viabilizar a capacitação fazem toda a diferença para gerar engajamento. E esse engajamento, como vimos, é essencial para o sucesso da educação continuada.

E na saúde não poderia ser diferente

Na saúde, o cenário é ainda mais desafiador. Imagine a variedade de escalas e interesses de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, enfim, toda gama de profissionais envolvidos em uma instituição de saúde.

Ou seja: dependendo do alvo do curso, o engajamento não virá com o abuso de features e formatos, mas justamente com conteúdos mais sóbrios e aprofundados.

Muitas vezes, é justamente a parcimônia na utilização das ferramentas que garantirá a aderência e, consecutivamente, o sucesso dos programas de educação corporativa.

Carreiras mais acostumadas com trabalhos científicos, por exemplo, ficarão muito mais à vontade com a exibição de dados em detrimento de atividades mais leves.

Soluções

As soluções oferecidas pelo Medportal resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe, a necessidade de modernizar a capacitação e a facilidade da aplicação do treinamento, além da possibilidade de rapidamente ajustar conteúdos de acordo com os diversos públicos-alvo, o que personifica a jornada de aprendizagem do colaborador.

Nossa plataforma tem sido amplamente compreendida como interessante pelos colaboradores das empresas, já que fornece uma sólida base de conhecimento e possibilita que os colaboradores se desenvolvam no exercício de suas funções, o que os torna mais seguros e gera mais resultados nas mais de 240 instituições que possuem um programa de educação digital com o Medportal.

Como exemplo prático, comparamos o primeiro trimestre de 2020 e o de 2021. Com isso, foi possível observar que nos primeiros meses deste ano, os profissionais de saúde que se capacitam através das soluções do Medportal consumiram 8 vezes mais treinamentos que no ano anterior. Registramos uma elevação de 1085% nas matrículas dos treinamentos digitais nas plataformas que administramos. Esses dados representam que a educação digital é uma premissa cada vez mais presente em instituições de saúde.

Para saber mais detalhes, entre em contato conosco.

Liderança Digital e o futuro da saúde

Dialogar sobre caminhos e desafios que gestores e líderes de saúde enfrentam ao lidar com processos inovadores digitais é uma realidade cada vez mais necessária em organizações de saúde. Esse tema amplamente debatido na mesa “Executivos Digitais”, que aconteceu na Digital Health Acceleration Week 2021, iniciativa da FOLKS – organização nacional que oferece serviços de consultoria e treinamento digital em saúde.

Para contribuir com essa temática, o Presidente do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, Francisco Balestrin, junto ao CEO do Medportal, Thiago Constancio, puderam apresentar, com maestria, suas perspectivas ao longo do que compete ao executivo da nova era digital. Além disso, sob a moderação do CIO da FOLKS, o Dr. Cláudio Giulliano, os dois convidados ainda evidenciaram que esse processo de maturidade digital é feito a partir de um processo contínuo de educação.

Como estruturar as organizações do futuro na saúde?

Durante a mesa, Francisco Balestrin foi enfático ao expressar que as mudanças de estrutura em uma organização de saúde devem movimentar a empresa como um todo. Afinal, os impactos devem ser avaliados de forma macro, com o engajamento de todos que formam o ecossistema organizacional. Neste contexto, Balestrim apresentou o conceito de governança corporativa, principal segmento responsável pelas atividades de eficiência institucional, com todo o suporte administrativo e gerencial; e o de governança clínica, composto pelo corpo clínico do hospital e principal responsável pela eficiência das atividades de todos os profissionais envolvidos tanto no atendimento, quanto no suporte aos pacientes.

Porém, pode ser um ambiente que tenha suas próprias particularidades, é essencial que alguns limites sejam quebrados. Como solução, ele pontua a governança integrativa. Iniciativa que seria capaz de empoderar o profissional de saúde e também outros agentes que utilizam das soluções tecnológicas como ferramenta de inovação e sucesso. “É um aspecto fundamental, quando você busca por essa definição. Por outro lado, se percebeu que o grande desenho que as instituições teriam, seriam sem paredes. E esse limite, ele necessariamente só poderia ser quebrado se para chegar ao seu paciente, você tivesse mecanismos digitais”, acrescentou durante a palestra.

Ainda nesse pressuposto, o especialista lembrou que esse desejo de projetar o futuro já vem sendo debatido há alguns anos e que tornar gestores e líderes protagonistas das mudanças em hospitais, está entre os pilares do CBEXs. “Era uma necessidade que tínhamos. Não por conta do executivo, mas da instituição. Em 2014, eu tive a oportunidade de conhecer um trabalho que falava sobre como seria o hospital do futuro. E, naquele slide, sempre apresentavam algo que era incomum. Que ele seria ancorado na digitalização”, reviveu.

Para isso, ele descreveu os desafios e citou os principais autores desta premissa. “Era impossível, naquele instante, você pensar em fazer as reformulações todas dentro da instituição, sem que junto com isso não reformular também a cabeça dos gestores e de todos que fossem trabalhar naquela instituição”, descreveu.

A resposta

Neste contexto de transformar a realidade e impactar o ecossistema da saúde, a Certificação em Healthcare E-leadership surge como um importante pilar para trilhar um caminho que mescle importantes coeficientes para a qualidade, segurança e sucesso institucional. O programa, uma realização do CBEXs e Medportal, é uma iniciativa de profissionalização que possui como foco o desenvolvimento das potencialidades digitais de líderes e gestores de saúde.

O CEO do Medportal, Dr. Thiago Constancio, pontuou que o desejo de construir esse projeto surgiu de forma conjunta com o CBEXs e apoiado no que o atual contexto promove, mesmo que de forma intrínseca. “Mais recentemente, muito pelas atividades do Medportal, começamos a ser provocados pelo mercado. Nós trabalhamos ajudando as instituições a desenvolverem e treinarem melhor os seus colaboradores de forma eficiente. Percebemos que, dentro das instituições, o DNA e o agir digital ainda não estavam presentes”, dialogou Thiago.

Thiago comentou ainda que, devido às constantes mudanças tecnológicas vigentes no mercado, é preciso que essa maturidade seja cada vez mais ampliada e apropriada, como um processo multidisciplinar. “Com essa disrupção, e empresas promovendo outros cenários, até então desconhecidos e rapidamente, não conseguimos avançar sem dominarmos o mundo da tecnologia com essa nova linguagem dos negócios, da comunicação e do relacionamento como um todo”, afirmou o CEO.

Certificação Healthcare E-leadership

De caráter inovador, o programa Healthcare E-leadership é voltado para líderes e profissionais que atuam diretamente com o desenvolvimento de pessoas, tecnologia, gestão ou educação corporativa de instituições do setor de saúde. Com um conteúdo programático que aborda as principais áreas envolvidas no planejamento estratégico, análise de resultados e capacidades dinâmicas. “A ideia do executivo deve estar sempre aberta a aprender. Tendo foco e possibilidade real de escalabilidade. E como isso vem para o nosso setor. Como preparamos a força de trabalho para entregar o futuro digital? Como capacitamos essa pessoa para ser influente, para usar melhor os ativos digitais?”, perguntou Constancio.

Essa mudança de visão, ainda, interfere diretamente no grau de conhecimento do gestor e o provoca a buscar cada vez mais o intercâmbio de informações e potencialidades. O consultor em Healthcare Innovation, Luiz de Luca, elucidou durante a palestra que para antes de iniciar uma disrupção no modelo organizacional de gestão, se faz necessário o preparo para isso. “Temos que tomar cuidado com os dinossauros com capacete de astronauta. Não adianta colocar um capacete de astronauta sendo um dinossauro e achar que vai fazer coisas diferentes. A transformação vai vir muito da digitalização. É inerente ao processo”, acrescentou o especialista.

Neste pressuposto, ele elucidou ainda que a diversidade de públicos é importante para essa modificação e que é capaz de promover resultados cada vez mais satisfatórios no que diz respeito tanto ao modo de agir, quanto à estratégia. “Por outro lado, ela [transformação] está vindo muito por essa turma que é voltada ao ecossistema de inovação. E quando falamos nisso, precisamos tomar cuidado ao falarmos que são apenas pessoas jovens. Tenho interagido com pessoas que são muito maduras. Eu acredito que essa troca de experiência e de visão, eles sim irão favorecer a mudança do analógico para o digital e, logo, da mudança de comportamento”, ponderou Luiz De Luca.

A Certificação tem o seu Comitê Estratégico formado por especialistas de grande renome e integrantes de empresas que promovem em seu pilar organizacional, uma gestão assertiva e com propósito de mudanças, como Luiz De Luca, Evandro Tinoco (CBEXs), Carlos Eduardo Reis (Epimed) e Edvaldo Pereira (AMIL).

Em consonância a isto, temos na Coordenação Acadêmica, uma equipe de profissionais que reuniram esforços para pensar estratégias de engajamento dos futuros alunos e mobilizar da melhor forma o corpo docente, sendo assim, contam com a Fabiana Melo, da Rede São Camilo, Daniela Pereira e Viviane Zanetti, ambas do Medportal. A organização é finalizada pela Professora Ivana Siqueira, consultora em gestão e educação na saúde, e Thiago Constancio, que assumem a Coordenação Geral.

Como calcular o ROI na educação em hospitais?

Calcular o ROI (Return on Investment) na educação em hospitais é fundamental. Primeiro porque é preciso justificar o investimento para dar continuidade aos projetos. Segundo porque, em plena pandemia, o tempo dos colaboradores ficou mais escasso, o que fez com que investir em educação e treinamento na área da saúde se tornasse algo aparentemente supérfluo. O que nem de longe acontece.

Sabemos que a educação continuada reflete diretamente na organização do tempo em equipes hospitalares e contribui com a manutenção da qualidade e de padrões de segurança no atendimento. Já seriam argumentos suficientes para justificar o investimento. 

Por outro lado, investir em educação nos hospitais requer uma reserva no orçamento. E faz parte dos processos financeiros checar se a distribuição dos gastos tem gerado retorno, isto é, algum resultado factível para a instituição.

É por isso que calcular o ROI na educação em hospitais é primordial. O ROI é uma maneira de verificar se um determinado treinamento gera valor e faz valer a pena o investimento.

Caminhos para calcular o ROI em educação hospitalar

Ter clareza dos objetivos é o primeiro passo para calcular o ROI. É possível até usar as próprias metodologias já aplicadas em outros investimentos realizados, contudo, alguns detalhes não podem faltar. É importante verificar se o conhecimento adquirido ao longo dos treinamentos tem resultado no aumento da eficiência no ambiente de trabalho.

Medir o ROI é uma estratégia para confirmar a eficácia do treinamento e medir o valor gerado pelo conhecimento transmitido. E há vários caminhos para calcular o ROI em educação hospitalar.

Um deles é recorrer a uma calculadora de ROI de treinamento. Esta é uma maneira simples de calcular a proporção entre o custo total do programa de educação continuada em relação aos benefícios gerados por um programa de treinamento.

A conta é simples: basta pegar o retorno obtido, subtrair o valor aplicado e dividir esse resultado pelo investimento inicial. Como dissemos, a equação é simples. Complicado mesmo é calcular os componentes de cada variável.

Por isso, nesse contexto, ganham importância as tradicionais avaliações dos supervisores. Outra possibilidade é criar um estudo de impacto, ou seja, avaliar quaisquer mudanças provocadas pelo treinamento.

E aqui vale verificar desde as vendas de cursos e/ou o feedback dos clientes (pacientes ou não), o tempo de habilitação de um novo profissional para estar apto a integrar as equipes assistenciais até a retenção de colaboradores, ainda mais em tempos de trabalho sob a pressão imposta pela pandemia.

Plataformas de medição

Um caminho percorrido com frequência para calcular o ROI é adotar uma das plataformas disponíveis no mercado para medir a eficácia do treinamento realizado no hospital. A vantagem dessas plataformas é a automatização de grande parte do trabalho necessário para medir o retorno sobre o investimento.

Tais plataformas permitem o envio automático de pesquisas de feedback, fazem a automatização do processo de teste para medir o aprendizado e geram relatórios com base na reação dos participantes.

Resumidamente, calcular o ROI na educação em hospitais passa por avaliar a meta inicial, a satisfação do colaborador treinado, o aprendizado, o comportamento no local de trabalho e os resultados obtidos.

Apostando na educação em hospitais

O Medportal, empresa especializada em ferramentas que facilitam a elaboração, execução e manutenção de programas de educação continuada em hospitais, tem observado ótimos resultados com os clientes que apostam nesses treinamentos. Exemplos desse investimento, podem ser observados através de instituições como a AACD, o Grupo Cene e o Hospital São Camilo, que possuem uma trajetória notável nos serviços de saúde e utilizam a educação digital como ferramenta de transformação digital. 

Estamos preparados para apoiar gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem, personalizado conforme as necessidades e os objetivos da organização de saúde.

Nossas soluções resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe, a necessidade de modernizar a capacitação e a facilidade da aplicação do treinamento. Entre em contato para obter mais informações sobre os nossos serviços e solicitar uma demonstração.

Grupo Cene: educação, capilaridade e engajamento do colaborador como fatores essenciais para qualidade do atendimento

Foto: Grupo Cene / Reprodução

400 colaboradores diretos e 5000 indiretos, além de 20 unidades de saúde: Organização de saúde investe em treinamentos digitais como ferramenta de sucesso

Com as crescentes evoluções digitais e o grande fluxo de informações e atualizações profissionais, o futuro é o novo agora. Por isso, há uma preocupação das organizações de saúde em atender as mudanças da nova era online e conectada — principalmente em relação à capacitação dos profissionais e técnicas de gestão. Neste sentido, foi através da educação corporativa digital que o Grupo Cene – em atuação desde 1986 em serviços de saúde -, na vanguarda do mercado, enxergou há alguns anos a oportunidade de investir no conhecimento, capacitação dos colaboradores e, consequentemente, na qualidade de atendimento aos pacientes.

O Grupo Cene iniciou suas atividades em 1986 pela enfermeira e empresária Sueli Noronha Kaiser com as atividades de comércio e locação de equipamentos hospitalares. Ela implantou um dos primeiros serviços de atendimento Home Care do Brasil na cidade de São José do Rio Preto. Atualmente, o Gurpo possui a maior e mais completa estrutura de desospitalização do interior paulista e é uma das 3 maiores do Brasil. Além disso, a organização também expandiu em outros segmentos como varejo, agronegócios, trade internacional e mais.

Depois de alguns anos utilizando ferramentas de mercado voltadas para o ensino genérico, percebeu que o grande desafio era aumentar a aderência de seus colaboradores. Educação Corporativa requer recursos especiais para medir efetividade, engajar os profissionais, além de uma interface digital amigável que seja inclusiva para funcionários de qualquer formação e geração.

Com o foco em um atendimento humanizado e qualificado a seus parceiros, clientes e o colaborador, um dos principais desafios que Wesley Landim Parra, gestor de educação continuada no Grupo Cene, é potencializar a experiência de seu corpo clínico de forma integrada aos princípios básicos que compõe a missão da organização, bem como otimizar tempo e recursos financeiros. “Preciso tentar fazer com que esse colaborador se engaje a se desenvolver. Nós entendemos que o desenvolvimento é necessário por normativa, por uma demanda legal para cumprirmos com uma meta de vigilância sanitária e de conselhos da classe. Nós transmitimos para o nosso colaborador, que quanto mais ele se desenvolver, melhor irá ficar a visualização dele sobre o mercado. Não queremos perdê-lo, mas investimos em treinamento para o deixar preparado individualmente. Por isso tentamos fornecer o máximo de formação e capacitação. Também investimos em treinamentos externos, mas os internos, nós atualizamos constantemente”, afirma Wesley.

Enfermeiro de formação, o profissional pontua que a maturidade acerca de estabelecer um projeto digital constituiu uma jornada no Cene. “Quando eu assumi, em 2018, até então, não tínhamos educação continuada a distância. Os treinamentos eram presenciais e o departamento estava em transição e reestruturação. Ele existia há bastante tempo, mas estava em formatação e então fomos construindo os processos. E na época, tivemos a oportunidade de implementar a primeira plataforma de educação a distância. Produzíamos os conteúdos de forma bem simples, utilizávamos o celular e material básico para fornecer esses conteúdos”, pontua Landim.

Resultados, análise e aceleração do projeto

Com sede em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, essa decisão se fez ainda mais acertada devido à grande capilaridade do Grupo Cene, que, ao todo, possui mais 20 filiais. Os serviços da instituição atendem 16 estados e mais de 550 municípios e entre os principais, se destaca como um dos pioneiros em Home Care no país, além de ter a Central de Atendimento 24h e a Terceirização de ambulatórios. “A Cene é uma empresa muito grande. Então, trazer esse colaborador para fazer o treinamento, demandava muito tempo e recursos. Foi então quando a diretoria começou a ter uma visão melhor sobre essa estratégia de educação digital. Por isso, implementamos e começamos a produzir esses conteúdos [digitais]. Trouxemos um jornalista para fazer parte da equipe, que foi o Flávio Diogo Marques Gutierrez, que hoje trabalha com comunicação interna”, completa Wesley.

Para exponenciar esse projeto de capacitação, o Medportal é a empresa escolhida para apoiar o Cene para o treinamento de seus colaboradores. “Acabamos ganhando mais espaço e agora conquistamos o Medportal. Estamos aumentando os treinamentos de prateleira e também inserindo o máximo de conteúdos que a gente conta por aqui”, acrescenta o gestor. Além de contar com um estúdio para o apoio na produção de treinamentos digitais, Landim destaca que, pelo quantitativo de colaboradores e o crescimento contínuo das demandas, poder contar com uma Biblioteca de Conteúdos, é essencial. “O Grupo Cene conta com 400 colaboradores diretos e 5.000 indiretos. O setor de educação continuada conta com um único funcionário que sou eu. Atuo como analista e também como enfermeiro de aplicação de treinamentos. Esses conteúdos de prateleira do Medportal, vieram para me auxiliar. Mas eu não deixo de validar, não deixo de adaptar eles para nossa realidade“, elucida Landim.

Para Wesley Landim Parra, a jornada do colaborador no projeto de educação digital é tão importante quanto o conteúdo apresentado.

O Medportal, empresa líder em educação e conteúdos digitais para o setor de saúde, disponibiliza para seus clientes, mais de 100 treinamentos prontos para uso, divididos em três eixos estratégicos: Segurança do Paciente, Melhores Práticas Assistenciais e Qualidade e Excelência Operacional. Do total de conteúdos digitais do Cene, 39% são da Biblioteca do Medportal. “Desde 2019 intensificamos a produção de conteúdo aqui no Medportal, justamente por compreender a necessidade premente das instituições de saúde desenvolverem uma cultura de educação contínua para seus colaboradores, com variedade de conteúdos atrativos e desafiadores. Estabelecemos uma célula multidisciplinar, formada por enfermeiros, médicos e designer instrucional. Nosso propósito com essa ação foi acelerar o projeto educacional de nossos clientes de modo que eles possam colher resultados mais rápidos e com menos custos” ressalta Daniela Pereira, CCO do Medportal

Inovação centrada na experiência do colaborador

Além de exponenciar os treinamentos, o Cene estabeleceu ainda um processo contínuo para aprimorar a experiência do colaborador. “Para que primeiro, a gente mantenha a qualidade em nosso atendimento e, em segundo, também segurança para nossos clientes. Focamos nesses dois pontos da normativa”, pondera Wesley. Em contribuição com esse objetivo, o gestor comenta ainda sobre o “Cene Educa”, aplicativo para celular de desenvolvimento próprio, que conecta a plataforma de educação continuada Medportal e outro aplicativo de comunicação interna e no qual os funcionários conseguem fazer o download gratuito através do apontamento da câmera do celular para o QR Code que fica disponível na programação da TV corporativa nas empresas do Grupo. A escolha da plataforma, como comenta o próprio gestor, foi feita através de um trabalho de escuta dos colaboradores e que agora podem realizar seus treinamentos na palma das mãos, através do celular, sem maiores dificuldades.

Além disso, com essa pesquisa interna, é perceptível continuamente a visão dos funcionários acerca de melhorias e desafios na capacitação. “A gente consegue ter esse retorno deles para a melhoria desses ambientes virtuais. Conseguimos trazer para eles a melhor forma de fazerem o treinamento on the job sem prejudicar no horário de trabalho. Então eles conseguem fracionar o tempo dentro do horário de trabalho e concluir a sua carga. É uma venda diária. Preciso falar que proporciona tais benefícios e que se fosse presencial, você não estaria no setor e precisaria se deslocar. No momento da pandemia, você estaria com um rodízio dentro do auditório, porque tem o distanciamento ou nem poderia ter o treinamento. Tentamos vender o máximo possível dessa funcionalidade”, expõe Parra.

Receita de sucesso

O projeto educacional do Grupo Cene é ambicioso e pretende atingir todos os colaboradores. Apoiado em uma estratégia educacional fundamentada na expertise e na tecnologia, com pouco mais de 3 meses de implantação, já atingiu aproximadamente 1.300 colaboradores, com mais de 4.100 cursos concluídos. Uma média de 3,3 cursos concluídos por aluno. Esse é um grande feito, considerando a característica da audiência que está em constante locomoção, com uma agenda desafiadora de visita bastante intensificada pelo agravamento da pandemia. Dado o cenário de alta demanda hospitalar, muitos pacientes são direcionados para o atendimento domiciliar, elevando o número de atendimentos do grupo.

Para o futuro, os objetivos perpassam gamificar a plataforma de forma a incentivar que a busca por capacitação seja sempre a primeiro momento do próprio colaborador, além de aumentar em 80% o engajamento dos mesmos. “Estamos estruturando essa escala para que eles tenham autonomia para buscar o máximo de informações possíveis”, finaliza Wesley.

A Transformação Digital na área da saúde é responsabilidade dos gestores de tecnologia?

Qual é o papel de um gestor de tecnologia em um hospital? É uma pergunta simples, mas que leva a uma reflexão importante na resposta.

A função primordial de um CIO (Chief Information Officer) é manter em pé os sistemas de informação que abastecem a instituição. É óbvio, mas essa função ganha um status diferenciado quando o cliente é um hospital.
Falhas no sistema podem causar problemas reais para pacientes – os chamados “eventos adversos”. Por isso, em hospitais, o cuidado com a simples manutenção dos sistemas é uma tarefa à parte.

Sanada essa questão, qual é o próximo passo? Para onde avançar? Para buscar essas e outras respostas, recorremos a Cláudio Giulliano Alves da Costa, CEO da Folks, empresa especializada em consultoria e treinamento em saúde digital, representante oficial e exclusiva da HIMSS Analytics para América Latina.

CIOs como protagonistas
Os CIOs de hospitais brasileiros acostumaram-se por anos a serem demandados em vez de demandarem. Acabaram por adotar uma postura passiva e pouco pró-ativa na solução de problemas. Parte disso é fruto do próprio perfil dos profissionais, mas, em grande parte, isso se deve ao próprio sistema de gestão, centralizador e fechado, adotado pelas instituições. Mas esse contexto está em profunda transformação.

Prova disso pode ser demonstrada pelo Índice de Maturidade Digital medido pela Folks em seus hospitais parceiros. No Brasil, o índice médio de maturidade é de 44% (de 0% a 100%). Isso significa que os hospitais cumprem o básico em relação à tecnologia: possuem sistemas informatizados para hotelaria, prontuário eletrônico e funções back office (financeiro, RH, etc).

Mas, de forma geral, muitas instituições ainda não deram o passo à frente. Como exemplos práticos do que seria esse avanço, Cláudio Giulliano cita o check in online do pronto socorro, antes mesmo do paciente se dirigir ao hospital (“para chegar com a ficha pronta e o atendimento liberado pelo plano de saúde”), ou o GPS Indoor, para que o paciente possa se localizar com mais precisão na hora de fazer um exame dentro do hospital.

“Ainda falta muito (para a transformação digital completa nos hospitais), mas é algo que todos estão buscando”, afirma Cláudio.

Capacitar é preciso
Segundo ele, a chave para essa evolução está na capacitação dos CIOs. “Fazer a transformação digital depende de conhecimento, e esse é um grande gap no Brasil. A maior parte dos CIOs não está preparado para liderar a transformação digital nos hospitais. E isso inclui também buscar outras habilidades da função, como liderança e comunicação”, afirma.

O CEO da Folks, que é médico e tem mestrado em Informática em Saúde, diz que um bom CIO, que ele classifica como “CIO visionário”, tem que se apoiar em um tripé de competências: tecnologia, saúde e gestão.

Tecnologia e educação corporativa
Empoderado pelo conhecimento, o CIO passaria a atuar elaborando planos em vez de apenas executá-los. “Ele deve se reposicionar enquanto profissional, deve se rebelar, no bom sentido. E deve fazer isso para ele e para outros gestores, porque uma andorinha só não faz verão”, ilustra Cláudio.

Essa mudança, para ele, implica também no planejamento de capacitações para a própria equipe de TI usando plataformas de educação corporativa.

“A integração entre tecnologia e educação em hospitais é uma página virada, isso já foi superado. Funciona muito bem. O que falta ainda são os CIOs definirem um plano de capacitação em saúde digital. Entenderem que eles podem influenciar nos conteúdos”.

Parceria com o Medportal
Há um ano, a Folks criou a Folks Academy, para oferecer cursos a executivos e demais trabalhadores da saúde utilizando utilizando a tecnologia do Medportal. Cláudio destaca a rapidez na implantação e o apoio do Medportal para maior agilidade na disponibilização do conteúdo. Afirma que esse período foi de grande aprendizado.
“Vimos que microaulas de até 10 minutos funcionam melhor. O participante pega aquele conteúdo e internaliza. Também realizamos momentos síncronos para tirar dúvidas e provocar questionamentos nos alunos”, afirma.

Segundo ele, a parceria deu tão certo que o programa será expandido nas próximas semanas com o lançamento da Digital Health Academy. “Teremos uma oferta maior de cursos, com conteúdo de outras instituições e participação de professores renomados”, explica.

Além disso, o objetivo agora é criar uma matriz de competências para um plano de desenvolvimento de carreira do participante. “Não vamos deixar o aluno solto. Ele vai escolher uma trilha de acordo com seus objetivos profissionais. Se daqui a dois anos ele quer estar em determinada posição, que competências ele precisa adquirir para chegar lá?”, finaliza Cláudio.