A importância do engajamento de colaboradores na educação continuada em saúde

Em qualquer área, gestores enfrentam um grande desafio quando precisam engajar seus times em projetos institucionais, sejam eles voluntários ou não. A participação, que deveria ser algo natural para os colaboradores, é interrompida por diversos pequenos obstáculos: falta de agenda, desinteresse pela atividade, corporativismo, autos sabotagem, ausência de visão de prioridade entre outras.
A solução mais comum, e longe da ideal, é tornar a participação obrigatória. Algo que a pedagogia e a psicologia já mostraram que não funciona: o engajamento não pode ser imposto; o interesse deve vir do participante. Curiosidade e o reconhecimento do valor daquele conteúdo são os primeiros passos para que o aprendizado ocorra.
E é claro que essa realidade também se aplica aos profissionais da área assistencial em hospitais. Com o desafio adicional de que, em grande parte, programas que exigem o engajamento das equipes são voltados para o aprimoramento de habilidades técnicas.
Mas como, então, promover o engajamento desses colaboradores sem perder de vista a necessidade de melhorar processos de forma contínua, o olhar para a cultura institucional e a padronização exigida por organizações de acreditação hospitalar?
A assistência em hospitais não pode correr o risco de oscilar de acordo com o humor e a vontade dos trabalhadores, correto? Na verdade, o problema está justamente nesse tipo de pensamento.
 
O aprendiz como protagonista
Há um conceito na área de educação chamado andragogia. No qual, de forma geral, podemos dizer que se trata de um modo diferente de conduzir o ensino de adultos, com respeito a sua independência e autonomia e, sem deixar de considerar que, diferentemente das crianças, eles são indivíduos que já trazem um volume considerável de experiências e conhecimentos.
Sendo assim, na andragogia, o professor se torna um facilitador no processo de aprendizagem. O que é intensificado em programas de educação continuada em hospitais, onde boa parte dos colaboradores são profissionais com graduação (e eventualmente níveis até superiores de formação). Ou seja: são indivíduos aos quais não se pode apenas impor conhecimento, como se fosse um decreto a ser obedecido. Isso, além de ineficaz, poderia provocar o descrédito de todo o processo, levando à perda de tempo, recursos e ao desgaste da instituição como um todo. Um verdadeiro desastre.
É evidente que funcionários orientados por sistemas impositivos também podem manter o funcionamento de um hospital em um bom nível, mas por que correr o risco de colocar tudo a perder com equipes insatisfeitas?
 
Engajamento como meta
Para exemplificar melhor, vamos relembrar a pesquisa feita em 2017 pela a Health Leaders, empresa norte-americana que gera insights e dados para o mercado da saúde, com 129 executivos sêniores e líderes clínicos para avaliar o impacto de programas de educação e desenvolvimento de líderes na enfermagem.
Como resultado, eles apontaram que a educação contínua, baseada em evidências, constrói líderes fortes e desenvolve um papel crucial na melhoria do envolvimento, do recrutamento e da permanência dos colaboradores.
Desta forma, estabelece-se um ciclo: bons projetos de educação continuada aumentam a satisfação e engajamento dos colaboradores. E colaboradores satisfeitos e engajados participarão de projetos de educação continuada de forma mais efetiva, aumentando a qualidade da experiência e maximizando seus resultados. E, a partir disso, também fica mais fluido incutir a cultura institucional, evitando aqueles obstáculos citados no início do texto.
 
Solução em educação online
Em tempos de pandemia e considerando a habitual dificuldade em integrar equipes de diferentes departamentos em um hospital, um facilitador para o engajamento é implantar ferramentas de educação contínua online.
Ferramentas digitais permitem personalizar a experiência de capacitação do colaborador. E esse processo é iniciado através de um ambiente de aprendizagem virtual, que será formado por treinamentos produzidos sob medida para atender às suas necessidades individuais de capacitação e desenvolvimento, alinhadas às diretrizes estratégicas corporativas.
Essas ferramentas digitais permitem até a contextualização de linguagem do conteúdo de acordo com o segmento do colaborador: imagine que um mesmo tema pode ter uma abordagem científica para médicos e mais lúdica para outros segmentos profissionais dentro da mesma instituição, sem grande impacto no orçamento
O Medportal trabalha com soluções personalizadas em plataformas de treinamento e capacitação, possibilitando que os funcionários possam realizar os cursos em horários distintos, pelo computador ou dispositivos móveis, e dando visibilidade aos gestores quanto à participação de cada um nos programas.
Além disso, é possível implementar o programa de educação digital com uma biblioteca que contém mais de 100 treinamentos prontos para uso.
Para saber mais, entre em contato conosco ou acesse nosso blog com mais conteúdos para auxiliar você no processo de implementação da educação digital.

O papel da educação para a evolução dos padrões de qualidade assistencial

Na teoria, parece fácil. Os protocolos existem há tempos e, embora sejam eventualmente modificados ou atualizados, já são bem conhecidos por gestores de hospitais e demais empresas de assistência em saúde.
Na prática, o cenário é outro. O funcionamento de um hospital depende da integração entre diversos setores – médico, tecnológico, administrativo, financeiro, assistencial e, se for o caso, até mesmo de docência e pesquisa.
Além disso, há muito mais em jogo do que somente obedecer a protocolos. Apesar de serem vastos e detalhados, eles muitas vezes não contemplam dificuldades específicas que surgem quando lidamos com vidas humanas.
Também é preciso considerar que cada hospital ou outra instituição de saúde tem uma cultura institucional que precisa ser respeitada – e que quase sempre vai muito além de protocolos, justamente para a busca da excelência e qualidade no atendimento.
 
Educação como combustível
Se pudéssemos enxergar um hospital como uma grande máquina, talvez seja correto dizer que cada departamento é uma engrenagem que conta com: diretoria médica, enfermagem, limpeza, administrativo e RH. Os funcionários, gerentes e diretores são o motor, que garantem a força para que tudo funcione adequadamente.
Mas de nada adianta uma máquina moderna, com engrenagens bem sintonizadas entre si, e um motor tinindo, se não houver um combustível para colocar tudo em operação. E esse combustível é a educação.
Um programa de educação continuada é vital para hospitais – tanto para a atualização e reforço de conhecimentos técnicos e científicos para as equipes quanto para a transferência da cultura institucional aos colaboradores.
E não estamos falando de educação na acepção mais ampla do termo. Afinal, qualquer orientação passada informalmente nos corredores pode ser enquadrada como uma ação educativa.
Mas sim: estamos falando de um programa formal, com propósito, profissionais especializados envolvidos, conteúdo elaborado de acordo com as necessidades de cada time, aplicação sistematizada e acompanhamento de indicadores de efetividade. Seriedade contra o improviso e comprometimento com a cultura organizacional da instituição
 
Educação para quê, afinal?
As finalidades da implantação da educação continuada em hospitais podem variar, e vão desde a inclusão de uma nova filosofia adotada pelo grupo gestor (em uma aquisição ou reposicionamento de marca, por exemplo), até a busca por alguma acreditação ou nível de acreditação específicos – o que é mais comum.
Independente do fim, o meio é sempre o mesmo se o programa for bom e bem aplicado: melhora de procedimentos, aumento da segurança, equipes melhor informadas, com mais conhecimento, segurança e trabalhando com mais satisfação. O que leva ao benefício maior, que é ter o paciente e seus familiares bem atendidos, em situações que podem ser de bastante fragilidade.
É importante ressaltar que, na nossa visão, não basta encarar a saúde do paciente como objetivo final a qualquer custo. O tratamento pressupõe a aplicação de métodos, com análise de contexto e das necessidades do momento. E isso é uma demanda que a educação sem dúvida pode ajudar a suprir. Talvez não exclusivamente, mas ela certamente ajuda bastante.
 
Conheça nossa solução
O Medportal oferece plataformas de educação continuada para organizações de saúde. Como resultado de nossos programas, os clientes apresentam considerável redução de custos em treinamentos e melhorias em NPS de clientes.
Estamos prontos para implantar ambientes virtuais de aprendizagem personalizados de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde, além de oferecer inteligência em dados, relatórios e benchmark com outras instituições.
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Por que hospitais devem ter um gestor de educação continuada?

No nosso artigo anterior, destacamos que, em geral, atualmente existe um bom nível de maturidade entre hospitais e empresas de saúde quanto à importância de implementar e gerir programas de educação continuada.
Anterior a isso, no entanto, é preciso contar com um profissional que fará a administração deste tipo de processo na instituição: o gestor de educação continuada.
Neste artigo, falaremos sobre a importância deste tipo de profissional para hospitais e como exatamente ele pode contribuir na evolução de práticas educacionais nas instituições.
 
Cada um com a sua função
Profissionais focados podem ajudar instituições de saúde a alcançar resultados expressivos na melhoria de processos, motivando e potencializando as habilidades e competências dos colaboradores e principalmente, fomentando ciclos de melhoria contínua dos processos e disseminação da cultura institucional.
Do ponto de vista educacional, instituições de saúde podem ser divididas em três grandes categorias quando o assunto é educação continuada: as que têm programas do tipo totalmente operantes, com um profissional com dedicação exclusiva na coordenação; as que têm educação continuada, mas com a gestão compartilhada de profissionais que acumulam outras funções; e as que simplesmente não têm programa consistente para o treinamento de equipes.
Por isso mesmo, o benefício imediato da presença de um gestor de educação continuada nos hospitais é justamente o de garantir que outros gestores de área não se sobrecarreguem com uma função extra. De quebra, isso também certifica que a educação continuada será executada de forma séria e consistente, sem improvisos.
 
Pensando no melhor
Superada esta etapa, vamos ao papel do gestor de educação continuada propriamente dito: implantar um programa que garanta a evolução técnica constante dos departamentos do hospital, seguindo as frequentes atualizações de protocolos e metodologias, além de incutir a cultura corporativa do grupo.
Além dos aspectos pedagógicos e técnicos, a gestão educacional requer imersão nas métricas de adesão de colaboradores, abrangência, dentre outras, de modo que alcance os resultados estratégicos definidos pela instituição.
Também já falamos como a educação corporativa ajuda a garantir a transferência da visão do grupo para todas as pontas dos processos. Algo essencial em hospitais, em que as equipes lidam diariamente com vidas humanas em situação de fragilidade.
Além disso, a educação corporativa é essencial para hospitais que buscam acreditações, pois permite a escalabilidade dos treinamentos e a adoção em massa de padrões técnicos exigidos.
 
Quem é esse profissional?
Para um gestor de educação continuada em hospitais, não basta ter conhecimento de práticas, protocolos, equipamentos e do funcionamento de uma instituição de saúde. É essencial que ele tenha experiência em capacitação profissional de equipes de saúde; que saiba avaliar impactos das ações gerenciais e prever possíveis conflitos; e que consiga apresentar soluções para o desenvolvimento das demandas e necessidades da equipe assistencial.
Também pesam a favor do gestor de educação continuada algumas características valorizadas em qualquer ambiente corporativo, tais como um bom relacionamento interpessoal, liderança, flexibilidade, experiência e autoridade. Afinal, se ele vai implantar um programa de capacitação, é importante que também seja capacitado – e que provoque uma sensação de segurança, e não de dúvida, nos demais funcionários.
O líder de educação continuada precisa, ainda, aprender a aplicar suas habilidades por meio de ferramentas digitais – o processo de digitalização, inclusive, foi em grande parte aprofundado pela pandemia. Mas ele não precisa ser proficiente no uso dessas plataformas, já que elas estão lá justamente para ajudá-lo, tornando o manuseio acessível e intuitivo.
Sua prioridade é entender e diagnosticar as lacunas de conhecimento e promover a transformação digital no ritmo apropriado para o capital humano de cada instituição. E quer saber a melhor parte? Muitas vezes ele próprio, gestor educacional, acelera sua transformação digital pessoal à medida em que encara esse desafio. Basta escolher as ferramentas adequadas.
 
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O Medportal trabalha oferecendo ferramentas para que organizações de saúde implementem e gerenciem programas de educação digital. Estamos preparados para apoiar líderes e gestores a estabelecer um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde.
Nossa solução resolve diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade cada vez mais latente de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditações, entre outros.
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Educação continuada em saúde: aprendizagem para geração de valor

A educação continuada tem sido cada vez mais adotada como alternativa por empresas de diversos setores e tamanhos como forma de transferir a cultura organizacional aos colaboradores. E isso vale para ocupantes dos cargos no topo ou na base da pirâmide corporativa.
Mas e quando se trata de empresas da área de saúde?
Hospitais, por exemplo, lidam diretamente com o limiar entre vida e morte e possíveis repercussões de grande impacto no dia a dia dos seus pacientes. Trabalham diante de contextos complexos, às vezes críticos, com foco em cuidar do ser humano, integrá-lo e muitas vezes capacitá-lo a uma nova realidade de vida. Isso requer muito mais que o conhecimento técnico da academia. Dessa forma, fica evidente a importância da educação continuada nesse ambiente.
Neste artigo, falaremos sobre a importância da educação continuada para a geração de valor entre equipes e como os projetos podem ser implantados em prol do bem-estar de todos os envolvidos.
 
Geração de valor
Quando gestores de saúde são questionados a respeito dos grandes motivadores para a implantação de projetos de educação continuada em suas instituições, algumas respostas chegam antes e com mais intensidade que outras.
Por exemplo, estabelecer a padronização de processos; solidificar a necessidade de utilizar protocolos e evidências científicas robustas ou prover metas para as equipes no sentido de alcançar (e conseguir manter) certificações.
Tudo isso é bastante relevante e até mesmo indispensável. Vale também se atentar a um benefício anterior, tão importante quanto todos esses: a disseminação assertiva e eficaz da cultura institucional. Isso é algo essencial em serviços de saúde, visto que o cliente final é um paciente. Atendê-lo bem e engajá-lo faz toda a diferença em sua saúde, bem-estar e em sua satisfação e pode impactar até em sua recuperação e processos assistenciais.
Dessa forma, a transferência de cultura está longe de ser um objetivo único ou final. É possível atingi-lo sem abrir mão da busca pela padronização de processos, pelo cumprimento de protocolos ou pelos critérios para acreditação. É algo extremamente estratégico e que pode ser executado concomitantemente. Na verdade, é um enorme facilitador. Com exemplo, podemos citar os resultados da AACD, reconhecida como Excelência em saúde em 2020.
 
Múltiplas camadas
Iniciativas estruturadas de educação continuada em saúde também podem coexistir como resposta a demandas mais elementares, como a atualização de procedimentos para a equipe médica e de enfermagem. Acredite: até nas orientações que aparentemente dependem apenas de conhecimento técnico, estão embutidos os valores da instituição. E educar para o cuidado do indivíduo, e não da doença, é necessário.
Felizmente, cada vez mais hospitais, clínicas e laboratórios têm despertado para a importância de manter programas de educação continuada. Ao compartilhar seus propósitos com as equipes de maneira efetiva e escalável, conseguem motivar, unir e engajar, promovendo saúde, com o paciente no centro do cuidado. É um processo em que todos ganham: a instituição, os colaboradores, os pacientes e a sociedade.
 
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O Medportal trabalha oferecendo ferramentas para que organizações de saúde implementem e gerenciem programas de educação digital. São mais de 250 mil profissionais de saúde, de aproximadamente 220 organizações ativas em suas plataformas especializadas em conteúdo e capacitação digital. Como resultado do programa, os clientes apresentam considerável redução de custos em treinamentos e melhorias em NPS de clientes.
O Medportal está preparado para apoiar líderes e gestores a estabelecer um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde, além de oferecer inteligência em dados, relatórios e benchmark com outras instituições de saúde.
Além de inserir seus próprios protocolos e treinamentos nas plataformas, com a biblioteca de conteúdos do Medportal, organizações de saúde podem iniciar projetos de educação digital com treinamentos prontos para uso, elaborados com a expertise de especialistas em áreas estratégicas da educação.
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AACD: Educação Corporativa Digital como pilar para o reconhecimento ‘Excelência da Saúde 2020’

O ano de 2020 foi um verdadeiro propulsor de mudanças na rotina da sociedade, principalmente na educação, já que os recentes acontecimentos deixaram evidentes as necessidades de adaptação, mudança e desenvolvimento de pessoas e organizações. Além disso, para instituições de saúde, capacitar seus profissionais continuamente é um tópico estratégico e desafiador. Entre as premissas que permeiam o setor, há a variação na jornada de trabalho e também a dispersão dos colaboradores nos diferentes setores. Para a AACD, a implementação de um ambiente virtual de aprendizagem foi essencial para solucionar essa questão e capacitar os seus funcionários.
Os resultados são notórios, como aponta a enfermeira e coordenadora de Educação Permanente da AACD, Maita Marques. “Através da ferramenta de aprendizagem digital é possível democratizar o conhecimento e romper barreiras físicas. O que colabora com a mudança de cultura tão necessária neste momento de novas rotinas e processos.” Referência em ortopedia e reabilitação de todas as faixas etárias, a AACD nasceu do desejo do Dr. Renato da Costa Bomfim em contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência física do país. 70 anos após a sua fundação, a Associação possui um hospital ortopédico, oito unidades de reabilitação espalhadas pelo Brasil e em 2019 realizou cerca de 880 mil atendimentos.

Com o atual cenário de pandemia, em vigor desde março de 2020, a instituição apresentou crescimento na capacitação através da metodologia EAD de seus funcionários. “Notamos um salto no uso da plataforma e na aderência aos treinamentos em relação a períodos anteriores. As matrículas aumentaram 70%, sendo que mais de 91% concluíram seus conteúdos”*, completa a coordenadora. Sobre o alcance dos objetivos dos treinamentos, Marques comenta que são medidos a partir do monitoramento de horas de treinamentos pelo efetivo, adesão ao treinamento e compreensão do conteúdo por meio de avaliação de aprendizagem, além acompanhar a aplicabilidade de conteúdos críticos para a instituição através de indicadores de resultado.

O Medportal, empresa especializada em educação e conteúdo digital para o setor saúde, foi o parceiro escolhido para exponenciar os resultados de treinamento e desenvolvimento da AACD. Em de 2020, foram 2,4 milhões de matrículas acumuladas em treinamentos nas mais de 220 organizações que utilizam as soluções desenvolvidas pela organização. O número vai ao encontro do cenário apresentado em muitas instituições de saúde, além de expor que a preocupação em atender às mudanças da nova era digital é uma realidade de líderes e gestores.

Para o CEO do Medportal, médico e doutor em Inovação e Estratégia em Saúde pelo Instituto de Economia da UFRJ, Dr. Thiago Constancio, essa premissa é cada vez mais verdadeira. “Para pensar em desenvolvimento tecnológico em ambientes de saúde, é preciso considerar todos os elementos que compõem o segmento como um só sistema. A educação também deve entrar nessa agenda de prioridades”, pondera.

O resultado da capacitação digital na AACD impacta diretamente no desenvolvimento dos funcionários. No ano passado, a instituição foi uma das grandes homenageadas no prêmio Excelência da Saúde 2020, que premia os destaques em diversas áreas, como inovação e tecnologia, ensino e pesquisa e melhor atendimento ao paciente. Rosana Faro, gerente de Gestão de Pessoas da AACD, reforça que com a ferramenta de aprendizagem digital é possível viabilizar o conhecimento para todos os níveis de cargos: “Atualmente conseguimos que todos acessem os conteúdos e participem dos programas de treinamento. Com a plataforma conseguimos disseminar a cultura de aprendizagem, pois a facilidade de navegação e acesso quebra barreiras e resistências”.

Para o futuro, Rosana é categórica ao apresentar que o processo de aprendizagem digital é contínuo e com desafios para os líderes e gestores de uma instituição de saúde, mas com amplitude satisfatória: “As pessoas se movem para o caminho em que percebem os resultados, portanto mostre a elas quais os benefícios e impactos da aprendizagem constantes e estará ajudando não só em sua evolução profissional, como pessoal também”, finaliza.

*Dados analisados até dezembro de 2020

Grandes players capacitam gratuitamente profissionais e líderes de saúde

Com o crescimento exponencial em casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (COVID-19) no mundo, há uma preocupação das instituições de saúde em atender a estes pacientes de acordo com as melhores práticas estabelecidas pelas autoridades e contribuir para evitar a maior propagação da doença. Frente a isso, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), entidade com maior representatividade dos profissionais com função de administração e gestão na área de saúde em Portugal,  juntou-se ao Medportal, empresa de inteligência em educação e conteúdo digital para o setor de saúde, para instituir o movimento #TODOSCONTRACOVID19, que reúne as principais informações e treinamentos sobre COVID-19 destinadas aos profissionais e lideranças de saúde.

Com acesso totalmente gratuito, a iniciativa somou mais de 26 mil acessos em apenas um mês de lançamento. Para a sua concepção, uma rigorosa curadoria de conteúdo foi estabelecida entre 41 instituições de grande reputação nacional e internacional. O objetivo do projeto é simples: fundamentar os conteúdos por área e usabilidade e, desta forma, agregar maior comodidade, escala e excelência à atualização de médicos, enfermeiros, técnicos e líderes de saúde que atuam no atual cenário de pandemia. Dentre as informações disponíveis, estão protocolos oficiais e normas técnicas emitidos pelo Ministério da Saúde e Anvisa, além de artigos, videoaulas e treinamentos digitais produzidos por especialistas de múltiplas áreas de atuação, como manejo clínico, infectologia, epidemiologia e cardiologia.

Durante a pandemia, os profissionais de saúde estão sendo muito impactados pela infecção causada pelo novo coronavírus. Por isso, existe uma preocupação das instituições de saúde em como treinar e capacitar rapidamente os médicos, enfermeiros e técnicos para atuarem na linha de frente de combate a Covid-19. Diante deste cenário, configurou-se uma rotina voltada a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis combinada a outros fatores para enfrentar esse processo.

O Presidente da APAH (Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares) – Alexandre Lourenço, reforça a importância de ultrapassar as barreiras geográficas através da tecnologia e, através da educação, auxiliar a enfrentar a pandemia. “É uma excelente oportunidade para disseminar as boas práticas e diretrizes que temos adotado em Portugal, bem como proporcionar aos profissionais de saúde, uma plataforma que abarca conteúdos das mais variadas especialidades, bem como um contexto internacional bastante diferenciado. Nós da APAH agradecemos a parceria com o Brasil e esperamos que esta disseminação de informação seja muito útil”, completa.

O médico e CEO do Medportal, Thiago Constancio, acredita que a oferta gratuita de conteúdo sistematizado e de alta relevância só é possível a partir da colaboração de importantes instituições de saúde. Além da APAH, outros grandes players embarcaram na jornada de capacitar gratuitamente profissionais e líderes de saúde, como British Medical Journal, Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), iMedGroup Brasil, Informa Hospitalar, Anahp, Instituto D’or, SOBRASP, QMentum International, 3M entre outras. Thiago acredita que com essa parceira, é possível ajudar as pessoas a adotar as melhores práticas no combate à doença causada pelo vírus. “É importante que façamos parte da solução do problema. Com esse movimento, podemos ajudar diretamente os profissionais de saúde e a população em geral. Com a colaboração destas instituições e voluntários, reunimos em um só local o que é relevante para a expansão de medidas de segurança e assistência ao paciente adoecido pelo novo vírus”, afirma.

Semelhantemente a Alexandre Lourenço, Thiago Constancio justifica que a capacitação é essencial neste momento. “Quando temos uma equipe dentro da instituição altamente treinada para lidar com a pandemia, colaboramos para que este panorama de saúde seja controlado o mais breve possível”, declara. Constancio ainda discorre sobre a necessidade de filtrar adequadamente a grande carga de informações sobre o novo coronavírus. “Estamos lidando com muito conteúdos disponíveis na mídia, mas também podem ser informações que não condizem com o atual panorama ou que não tem uma fonte legítima. Por isso é essencial que exista uma maturidade tecnológica e intelectual diante desta situação. Foi esse cuidado que existiu no desenvolvimento do Todos Contra Covid-19”, finaliza.

O #TODOSCONTRACOVID19 é gratuito e pode ser acessado por dispositivos móveis ou desktops através do site  www.todoscontracovid19.com.br.

Desenvolvimento de lideranças em saúde: por que é fundamental?

A verdadeira essência de uma empresa são as pessoas e esta premissa é ainda mais marcante para hospitais e demais instituições de saúde, que lidam diariamente com vidas. Desta forma, é fundamental que seja estabelecido um ambiente propício ao desenvolvimento contínuo destes colaboradores, para que possam exercer suas funções com maestria e eficiência. Neste contexto, há alguns fatores que interferem na implementação de processos relacionados a este fim, sendo um deles a atuação dos líderes. Responsáveis por guiar a equipe em direção aos melhores resultados, o líder precisa ter autonomia, amplo conhecimento, entendimento da cultura da empresa e capacidade de trabalhar em equipe. É fundamental que seja estabelecida uma relação próxima e transparente entre o líder e a equipe.

Chefe x líder

Existe certa confusão ao se definir liderança, causada principalmente ao se classificar um líder somente a partir de sua posição no trabalho. O mais correto seria questionar o quanto determinadas pessoas exercem influências positivas (ou negativas) sobre os demais e qual sua bagagem de conhecimento – independente de seu cargo. Nesse caso, torna-se mais fácil destacar quem genuinamente está comprometido com o crescimento da equipe e com a entrega da missão da empresa.

Em um hospital, por exemplo, pode haver líderes distribuídos na equipe da recepção, administrativo, corpo técnico de enfermagem, educação, qualidade, dentre outros. Por outro lado, o “chefe” é aquele que tão somente ocupa determinada posição dentro de uma estrutura hierárquica empresarial, sem que exerça influência positiva ou transformadora junto à equipe. Os processos administrativos nesse modelo são totalmente verticais, voltados para objetivos sistêmicos e sem espaço para a opinião dos demais membros.

Processos interativos e capacitação

Promover um ambiente que abrace a participação dos “liderados” torna-se fundamental, uma vez que ampliará a visão, pluralidade e satisfação da equipe com os objetivos traçados. Isso se torna possível a partir de uma efetiva e contínua capacitação de todos os colaboradores, preferencialmente no modelo híbrido (presencial e online ao mesmo tempo).

Em empresas que atuam no ramo da saúde, esta preocupação deve ser ainda maior pois o “objeto” do trabalho é a vida. Profissionais comprometidos com a cultura da empresa entregam mais valor e excelência aos clientes.

A consultora em educação e gestão em saúde, Ivana Siqueira, durante entrevista para a Websérie do Medportal, comenta sobre os aspectos inerentes à importância da capacitação e atuação em equipe, afirmando que as instituições da saúde precisam de pessoas que saibam executar bem suas tarefas de modo prático. Ela cita ainda a pluralidade que existe nos hospitais, os quais possuem grande efetivo de recursos humanos, e como construir casos de sucesso: “A questão é como pegar todas essas pessoas de diferentes níveis sociais e aplicar. A grande sacada seria, com todas essas diferentes categorias profissionais, tornar tudo bastante interativo e amigável”.

Referências:

Entrevista Ivana Siqueira para Websérie Medportal: Transformação Digital e o Profissional

https://exame.abril.com.br/pme/o-que-acontece-na-empresa-quando-o-lider-nao-sabe-comandar/

Educação digital: cinco livros essenciais para 2020

Com as crescentes evoluções no mundo digital, o futuro é o novo agora. Para entender e atender as mudanças vigentes, a educação é ferramenta imperativa para transformar as pessoas. Ela contribui para gerar impacto nas esferas corporativas e sociais. Em instituições de saúde, investir em capacitação é essencial para qualificar os colaboradores a desempenharem suas habilidades com maior assertividade.
Partindo deste pressuposto o Medportal preparou uma lista com cinco livros essenciais para você ler no início deste ano sobre educação e inteligência digital. Confira as indicações:

1. A Produção do Material Didático para EaD,  de Dalvaci Bento.

Sinopse: O livro apresenta a construção de materiais impressos e digitais e a aplicação de estratégias pedagógicas e tecnológicas em materiais didáticos. Aborda a escrita dialógica na produção de materiais EaD e o papel do designer instrucional na produção EaD; também mostra qual deve ser o formato dos cursos, quais estratégias pedagógicas podem ser usadas e, claro, a importância do uso da internet no EaD.

2. Modelo de Desenvolvimento de Profissionais no Cuidado em Saúde, de Ivana Lucia Correa Pimentel de Siqueira, Helen Maria Benito Scapolan Petrolino e Ana Maria Calil Sallum.

Sinopse: O livro possui como tema o desenvolvimento das pessoas que atuam na complexa atividade de cuidar, perseguindo esse objetivo ao estudar assuntos, tais como: (1) oportunidade de crescimento; (2) estratégias de educação; (3) competência na saúde; (4) comunicação como ferramenta básica; (5) qualidade e segurança assistencial; (6) treinamento e desenvolvimento de Enfermagem.

3. Como Preparar Conteúdos Para EaD, de Andrea Filatro.

Sinopse: O livro foi escrito para profissionais que estão sendo desafiados a preparar conteúdos para cursos a distância ou ações de formação ou capacitação que utilizam mídias e tecnologias. Na produção, são descritas as grandes etapas da preparação de conteúdos começando por entender os alunos, o contexto institucional e as necessidades de aprendizagem e incluindo como planejar, elaborar e validar os diversos tipos de conteúdos e respectivas atividades de aprendizagem.

4. Gamification – Como Criar Experiências de Aprendizagem Engajadoras, de Flora Alves.

Sinopse: O livro mostra como profissionais que trabalham com ensino e instrução podem utilizar elementos dos games para potencializar resultados. Para isso, a autora esmiúça o conceito, cita exemplos reais e mostra como e quando colocar o gamification em prática.

5. Metodologias Inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa, de Andrea Filatro e Carolina Costa Cavalcanti.

Sinopse: A expressão “metodologias inov-ativas” foi cunhada pelas autoras para designar um guarda-chuva de conceitos e estratégias que abrangem abordagens inovadoras baseadas na gestão do tempo e na economia da atenção, no design instrucional centrado no ser humano e na capacidade computacional de análise e simulação. As autoras propõem-se a tratar do tema de maneira prática, usando linguagem dialógica e permeada de recursos visuais e exemplos, mantendo sempre o lastro teórico necessário para posicionar essas metodologias dentro de um espectro mais amplo que o mero consumo de técnicas isoladas.

As recomendações envolvem produção de conteúdo, desenvolvimento de profissionais e metodologias de ensino. Boa leitura!

Referências:

https://www.amazon.com.br/Produ%C3%A7%C3%A3o-Material-Did%C3%A1tico-Para-EAD/dp/8522126933

https://www.atheneu.com.br/produto/modelo-de-desenvolvimento-de-profissionais-no-cuidado-em-saude-392

https://www.amazon.com.br/Como-Preparar-Conte%C3%BAdos-Para-Ead/dp/8553131394

https://www.saraiva.com.br/metodologias-inov-ativas-na-educacao-presencial-a-distancia-e-corporativa-10502151/p

https://www.saraiva.com.br/gamification-como-criar-experiencias-de-aprendizagem-engajadoras-um-guia-completo-8114828/p

 

Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.

Ambiente Virtual Facilita Capacitação

A busca por soluções que permitem interações entre equipes e por capacitações que sejam efetivas e viáveis de qualquer lugar vem mobilizando diversos segmentos empresariais. E por lidar com pessoas em condições mais sensíveis, especificamente as instituições hospitalares precisam encontrar formas de melhorar a segurança e a assistência prestada aos seus pacientes. Felizmente, os avanços tecnológicos fizeram emergir uma gama de dispositivos e ferramentas para aprimorar, automatizar e apoiar o trabalho das equipes, tornando-se verdadeiros aliados no processo de qualificação do serviço.
Entre eles, estão os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), que colaboram para disseminar informações para os profissionais, aumentando o seu interesse pelas capacitações. O Medportal, por exemplo, é uma plataforma de atualização e extensão online em medicina e saúde, que oferece cursos para profissionais e estudantes da área em um ambiente virtual de aprendizagem, que pode ser de conteúdos personalizados pela instituição ou de conteúdos prontos nas áreas de acreditação hospitalar, assistencial e qualidade e segurança do paciente. Ao todo, mais de 160 hospitais já fizeram a adesão, dentre os quais está o Hospital Renascença, na capital sergipana.
Na visão do gerente de Tecnologia de Informação (TI) da Renascença, Themys Tadeu Neres, os processos virtuais de capacitação trazem o ambiente de Educação à Distância (EAD) para dentro das empresas. “Isso facilita, e muito, a agilidade e disponibilidade do treinamento, pois ele pode ser realizado de qualquer lugar, inclusive por celular ou tablet. Os ganhos para a instituição são enormes, pois a capacitação proporciona avaliações online, chat ao vivo com instrutores, além de todo o material em vídeo, áudio e documentos para serem vistos a qualquer momento”, pontuou Themys.
Todos os 366 colaboradores do Hospital já estão inscritos e podem fazer uso dos conteúdos do Medportal, a exemplo da técnica em Enfermagem Claudine Sousa Silva, que trabalha no Centro de Materiais e Esterilização – CME da Renascença. Ela conta como foi sua experiência inicial na plataforma. “Fiz um curso sobre humanização no atendimento e foi muito interessante. É muito proveitoso entender o quanto é necessário se doar ao paciente, dar o melhor de si e se colocar no lugar dele. Não é só chegar no quarto e fazer o básico. É preciso interagir, ser humano; isso faz a diferença. Amei o conteúdo disponível no curso”, contou.
As necessidades de treinamento dentro de uma instituição hospitalar abrangem tanto profissionais recém-admitidos quanto profissionais que já atuam há mais tempo nos diversos níveis de atendimento do corpo clínico. Na Renascença, o setor de Recursos Humanos faz esse mapeamento, com foco nas necessidades de cada setor, e as demandas são encaminhadas para o Núcleo de Educação Permanente – NEP. De acordo com a superintendente do Hospital, Andrea Drumond, a ferramenta integra um amplo programa de capacitação. “A incorporação da plataforma de Educação Digital da Medportal faz parte do conjunto de ações para qualificar a assistência prestada pela instituição, reconhecendo nosso compromisso com a saúde de qualidade, através da educação e capacitação dos nossos profissionais em prol do cuidado seguro e efetivo”, explicou.
Esse desenvolvimento de pessoas é, também para o CEO da Medportal, Thiago Constancio, a melhor escolha para a excelência da prestação de serviços médico-hospitalares diferenciados, em um mercado cada vez mais competitivo. “A utilização de plataformas digitais para treinamento e educação nos hospitais, com acompanhamento e controle de indicadores de resultado, tem sido a escolha mais racional e eficiente diante de um mundo em rápida transformação. Nos dias de hoje, fluência digital é pré-requisito para os profissionais levarem suas organizações a usufruir dos benefícios da transformação digital, e a educação digital é o primeiro passo para isso se tornar realidade”, concluiu.
Fonte: Jornal da Cidade, Aracaju (SE)