A grande onda da transformação digital na saúde

Transformação digital na saúde
A tecnologia está presente em diversos campos das nossas vidas, estamos vivendo um intenso processo de transformação digital. E quanto à saúde, como está ocorrendo o processo de transformação digital na área? Até onde já avançamos? Como tornar este processo mais efetivo?
É recorrente a fala de que as instituições de saúde estão “atrasadas” no que diz respeito à digitalização quando comparadas a outros setores, por exemplo, no uso da tecnologia a favor dos seus pacientes. Explicaremos neste artigo um pouco sobre como a transformação digital vem se desenvolvendo no âmbito da saúde e como as instituições podem e devem se preparar para uma nova realidade, a qual já se faz presente. Para que possamos fazer uma contextualização entre tecnologia e saúde, falaremos sobre as quatro grandes ondas que mudaram a maneira como as instituições de saúde evoluíram:
 

  • 1ª grande onda: Chegada das “grandes latas”

A primeira onda foi a chegada dos grandes equipamentos, os quais vieram para auxiliar e dar mais autonomia nos diagnósticos e os tornaram mais rápidos e precisos. Aparelhos de radiografia, ressonância magnética, ultra-sonografia e tomografia são alguns dos exemplos.

  • 2ª grande onda: Automatização dos processos administrativos

Na “segunda onda”, todo o fluxo administrativo do paciente dentro da instituição passa a ser automatizado, ou seja, é quando começa a existir maior controle nos agendamentos de cirurgias e exames, no planejamento da entrada e saída dos pacientes nos ambulatórios e assim por diante. Além disso, as questões financeiras passam a ser automatizadas também, agilizando, por exemplo, o processo de faturamento.

  • 3ª grande onda: Gestão do processo assistencial

Na terceira onda mais dados passam a ser coletados e trabalhados de maneira a melhorar o processo de gestão da instituição como um todo. Dados de giro de leito e do número de cirurgias, métricas das emergências e das unidades de internação, controles dos exames, são alguns exemplos de informações que passam a ser melhor medidas e gerenciadas.
A partir destes dados as instituições passam a estruturar áreas de Business Intelligence, que consistem na coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento das informações. Passam então a trabalhar melhor em questões como eficiência, gestão de custos, efetividade, entendimento dos valores de cada procedimento e assim por diante e, como corolário, passam a entender melhor a jornada dos pacientes.

  • 4ª grande onda: Introdução das informações clínicas do paciente

Nesta fase as informações clínicas dos pacientes começam a ganhar destaque. Os prontuários eletrônicos e prescrições eletrônicas tornam-se cada vez mais presentes. Passa-se a coletar e integrar dados de imagem, dos laboratórios, dos monitores, dos respiradores, etc. E assim o corpo clínico passa a ter acesso a múltiplos dados de maneira cada vez mais integrada e ágil, oferecendo maior qualidade no tratamento dos pacientes.
 
Digitalização versus Valor entregue

Neste artigo foram levantadas informações sobre a evolução da tecnologia aplicada na saúde. Entretanto, automatizar processos não significa necessariamente estar nos moldes da vanguarda da transformação digital. Para tal, é fundamental que não somente os dados saiam do papel, mas que exista inteligência por trás destas métricas a fim de garantir melhorias tanto para a instituição quanto para os pacientes.
 
Dificuldades para aplicar a transformação digital na saúde de forma correta
A primeira dificuldade a se elencar está relacionada à maneira com que a tecnologia vem sendo empregada nas instituições de saúde, muitas vezes deixando o valor entregue ao paciente em segundo plano e se desenvolvendo de maneira mais reativa do que preventiva.
Outra dificuldade neste processo é a necessidade de transformar a cultura de determinada instituição. A transformação digital faz parte de um processo maior, necessariamente correlacionado à cultura institucional e capacitação dos seus colaboradores (médicos, enfermeiros e todos os profissionais que terão acesso, em algum momento, aos dados dos pacientes). Deve-se ressaltar que o desenvolvimento do capital humano é tão importante quanto da própria tecnologia, portanto o primeiro deve sempre acompanhar o segundo. As instituições precisam assim considerar no investimento da sua modernização a necessidade de capacitar adequadamente suas equipes.
Conclusão
A transformação digital chega mais significativamente no setor saúde com certo “atraso” quando comparamos com outros setores. Entretanto, tais mudanças estão se tornando notórias e inevitáveis, trazem melhorias significativas para todos os envolvidos. É necessário que as instituições de saúde e seus líderes e profissionais estejam preparados e capacitados para que absorvam tudo isso da maneira mais ágil e positiva, a fim de agregarmos cada vez mais valor aos pacientes em suas jornadas.

Os desafios do profissional de saúde na era digital

A saúde é um dos principais setores do mercado de trabalho no Brasil. Ela movimenta hospitais, clínicas, universidades e diversos profissionais nas mais diferentes áreas que a compõe.
É uma área que vive em constantes mudanças. Com o fenômeno de envelhecimento da população e com a inserção dos hábitos digitais, é preciso reavaliar as estratégias, rever processos e fazer bom uso das tecnologias. Isto muda não somente a forma como os profissionais de saúde estudam e se preparam, mas toda a rotina e o modo operacional que envolve a profissão.
A MUDANÇA DO COMPORTAMENTO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE COMEÇA NA GRADUAÇÃO
Segundo Aluisio Gomes, médico e diretor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense em Niterói (RJ), “A mudança do comportamento da nova geração de profissionais começa na academia, onde os alunos já entram familiarizados com a tecnologia. O perfil do professor hoje está além de compartilhar os seus conhecimentos e experiências, ele também vira um mediador dessas informações trazidas e buscadas pela internet, trabalhando os aspectos éticos e curiosos dessas notícias”.
Os gestores das empresas estão cada vez mais buscando soluções que permitam interações entre as equipes e capacitações que sejam efetivas e realizadas de qualquer lugar. Atualmente, existem diversos dispositivos e ferramentas de software para aprimorar, automatizar e apoiar o trabalho.
A combinação de todas as ferramentas digitais, hardwares e softwares, que permitem trabalhar e viver melhor, mais rápido e com mais expressão serão as mais buscadas pelos profissionais. Além disso, a questão da digitalização do trabalho tem outras implicações na condução dos atendimentos, unindo experiências integradas com múltiplos dispositivos, gestão de atenção e informação, aprendizagem rápida, assistência digital em tempo real e melhor uso do tempo através da automação.
 
PLANEJANDO TREINAMENTOS COM EFICIÊNCIA
Ivana Siqueira, ex-superintendente de Melhores Práticas do Hospital Sírio Libanês e atualmente consultora em Gestão e Educação em Saúde na DI Consult, diz que dentro de um hospital existem diversas áreas e diferentes níveis de profissionais. Para capacitar toda a sua equipe é importante primeiro entender o momento atual da sua instituição (quais são as incidências de tratamento e patologias e qual é a perspectiva?) e depois entender o perfil de seus funcionários (qualificação, tempo de casa, experiências). Após esse diagnóstico, você cria o planejamento de acordo com a pirâmide hierárquica de sua instituição, como vemos a seguir:

De acordo com Ivana: “a tecnologia veio nos ajudar nessa construção do planejamento de capacitação e treinamento dos profissionais, pois, ela pode nos avisar a periodicidade que o profissional foi treinado, pode nos informar e juntar todas as informações da instituição com as dos especialistas. Com isso, eu consigo criar um treinamento mais personalizado e dinâmico para toda a pirâmide”.
PESSOAS NO CENTRO DA ATENÇÃO
A tecnologia está presente no dia a dia de todos nós e de acordo com as pesquisas 49% das pessoas fazem buscas sobre saúde e se automedicam por “Dr. Google.” Martha Oliveira, CEO da ANAHP, associação que reúne os 100 maiores hospitais privados do país, diz que, “as instituições de saúde e os órgãos regulamentadores precisam estar preparados para essa transformação, precisamos pensar em como colocar as pessoas no centro da atenção. Os gestores precisam se abrir para essas mudanças e o treinamento da equipe é fundamental para atender esse novo perfil de paciente.”
Em um mundo que transborda informação e que muda tão rapidamente é importante as instituições e os profissionais estejam preparados com essas transformações digitais.
Por isso, todos os recursos que colaborem para a produtividade, para a saúde e para o bem estar geral devem constar nos planejamentos de todas as empresas do segmento.
Nós do Medportal acreditamos que com a tecnologia podemos não só dar eficiência a processos, mas principalmente temos possibilidades concretas de aproximar pessoas e melhorar a conveniência da aprendizagem para todos. Podemos tornar um simples treinamento em uma experiência única, leve e divertida.
SOBRE MEDPORTAL
O Medportal existe e trabalha para que seu hospital implemente e gerencie um programa inovador de educação online. Nosso foco é facilitar todo este processo e agregar maior escala e excelência a projetos educativos.
– Ambiente virtual de aprendizagem personalizado para sua instituição;
– Conteúdo online pronto para uso além dos seus próprios protocolos e treinamentos que facilmente serão disponibilizados para toda a instituição;
– Expertise na área (consultoria para implementação e acompanhamento).
Referências:
1. Websérie Medportal 2018: Transformação digital e o profissional de saúde do futuro
2. Websérie Medportal 2018: Modelos de Treinamento e Desenvolvimento de Profissionais de Saúde – Ivana Siqueira
3. Websérie MedPortal 2018: Formando para o Mercado de Trabalho em Transformação – Aluisio Gomes
4. Websérie Medportal 2018: Liderando as Mudanças Digitais na Saúde – Martha Oliveira

Segurança Assistencial em Hospitais no Brasil

CENÁRIO PREOCUPANTE
Estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2017 relatou que eventos adversos em hospitais são a segunda maior causa de morte no país, matando mais do que a soma de acidentes de trânsito, homicídios, latrocínio e câncer.
Por outro lado, o Primeiro Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil (2017) analisou dados de 133 hospitais e operadoras de Saúde, que atendem 7,6 milhões de beneficiários no Brasil, e constatou números também alarmantes: por dia, 829 pessoas morrem por sequelas causadas por erros ou eventos adversos.
Cabe ressaltar que, somente em 2016, mais de 300 mil pacientes morreram por falhas dentro dos hospitais no Brasil. Isso significa que a cada cinco minutos ocorrem três mortes que poderiam ser evitadas.
 
A NECESSIDADE DE CAPACITAÇÃO AMPLA E PRECISA
Apesar de todos os avanços no âmbito hospitalar, entendemos que todas as atividades operadas pelo ser humano estão expostas a eventuais erros, implicando em alta incidência de eventos adversos nas instituições hospitalares. É inegável que a gestão hospitalar precisa mapear a rotina assistencial e repensar os modelos vigentes de capacitação profissional, a fim de tornar possível a estruturação de novas estratégias e minimizar adversidades e erros, garantindo assim uma maior segurança ao paciente.
Para adotar medidas preventivas e de mudança de comportamento, o primeiro passo é analisar quais são as ocorrências mais comuns. Parece-nos que as Metas Internacionais de Segurança do Paciente, elaboradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) junto à Joint Commission International (JCI), são fundamentais neste caminho a trilhar, pois reúnem estratégias e práticas que podem nos ajudar a enfrentar este cenário preocupante. São elas:
Identificar corretamente o paciente: a fim de garantir que todos os cuidados e medicações sejam aplicados na pessoa correta. Torna-se fundamental o processo de identificação assertiva dos pacientes, como o registro do número de prontuário/atendimento, nome completo e dados pessoais.
Melhorar a efetividade da comunicação entre profissionais de saúde: a comunicação não efetiva entre os colaboradores pode gerar inúmeros eventos adversos, tais quais: falhas na administração de medicação, erros na realização de cirurgias e de exames diagnósticos.
Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos: os registros e controles precisam ser adequados, com prescrição legível, para assim evitar erros na prescrição de medicação, o que podem gerar efeitos indesejados, reações alérgicas, choque anafilático, entre outras intercorrências.
• Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos: promover um conjunto de ações que envolvam todas as fases do procedimento cirúrgico, como por exemplo o checklist cirúrgico, e desta forma oferecer cirurgia segura em todas as etapas (pré, peri e pós) e evitar procedimentos errados ou uso de equipamentos incorretos.
• Higienizar as mãos para evitar infecções: a infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é uma das principais preocupações dos hospitais. Processos assistenciais aprimorados podem, através de diversos métodos, diminuir o risco dessas infecções. Como exemplo podemos citar a correta higienização das mãos (da equipe e familiares).
Reduzir o risco de quedas e lesão por pressão: a implementação de medidas que tenham como meta eliminar a ocorrência de queda, que podem ser provocados por uso de leito inadequado ou posicionamento de pacientes acamados em uma mesma posição por muito tempo.
 
TREINAR COM EFICIÊNCIA
Todas as metas possuem um único objetivo em comum: prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos aos pacientes, sem que a sustentabilidade financeira da instituição seja colocada em risco. Neste contexto, o Medportal vem utilizando com êxito, em diversos hospitais, tecnologias de ensino digital, as quais têm contribuído para o treinamento padronizado e eficiente dos colaboradores, impactando diretamente na melhoria da qualidade e segurança do cuidado.
Conheça nossa plataforma para hospitais e conteúdo online sobre as metas internacionais. Eles são efetivos, ágeis e fáceis de usar! CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS!

Websérie Medportal 2018

Transformação Digital e o Profissional de Saúde do Futuro

O Medportal tem percebido a preocupação das pessoas quanto às mudanças e impactos que o mundo digital tem trazido para o dia a dia de várias instituições. Por isso, em 2017 realizamos a primeira edição da websérie; Foram centenas de gestores e lideranças de mais de 400 organizações de saúde participando e o retorno foi fantástico!
O meio digital está inserido em vários setores e, no setor de saúde, ele vem se mostrando cada vez mais um grande aliado nas estratégias das instituições. É importante compreender que o processo de transformação digital é contínuo, ainda mais quando falamos da capacitação dos colaboradores e nas melhorias de processos.
Como se posicionar diante de todas as transformações que surgem com uma velocidade cada vez maior?
Foi a partir dessa pauta que é discutida constantemente, que o Medportal se baseou para escolher o tema principal da Websérie desse ano: “Transformação Digital e o Profissional de Saúde do Futuro”.
 

INSCREVA-SE AQUI!

 

Websérie 2018

É uma honra para o Medportal contribuir para a disseminação de conhecimento tão relevante para a vida das instituições e dos profissionais de saúde e abordar esse tema que é o presente e o futuro!
São entrevistas incríveis e gratuitas com cerca de 20 diretores, lideranças e influenciadores de organizações de saúde no país como Anahp, Einstein, Grupo Leforte, Imed Group, Real Hospital Português, Américas Serviços Médicos, CBA, IBSP, Bionexo entre outros.
Não deixe de se inscrever gratuitamente na Websérie 2018 do Medportal e compartilhar com todos os colegas que possam se beneficiar com o conteúdo!
 

Ensino híbrido pode revolucionar os treinamentos em hospitais

Vamos imaginar o seguinte cenário no dia a dia das áreas de qualidade e educação continuada de um hospital: A área de qualidade recebe o aviso de que o hospital almeja conquistar uma Acreditação Internacional. Definem a lista de treinamentos para os processos de acreditação que devem ser realizados em pouco tempo, gerando evidências, sem desfalcar demais as equipes dos setores e ainda com um orçamento restrito. Planejam junto à educação continuada como alcançar a meta, mas ao longo do estudo de viabilidade e planejamento a preocupação aumenta cada vez mais. E agora?
Se você se identificou nesse cenário, que é mais comum do que gostaríamos, fique sabendo que o ensino híbrido facilita muito os treinamentos nesses tipos de desafios.

A realidade da educação nos hospitais

Focar no desenvolvimento do desempenho máximo das equipes é uma das maiores prioridades entre os principais gestores em saúde do país. Os líderes entendem que seu envolvimento, mesmo que macro, afeta diretamente nos resultados das equipes, isto é, delegar cegamente deixou de ser uma opção. Cada vez mais as lideranças têm procurado soluções que os auxiliem neste compromisso, tornando todo o desafio menos operacional e mais estratégico.
Em busca da solução destes desafios, surgem cenários muito complexos:

  • Preparação de toda a equipe para os processos de Acreditação;
  • Desfalque nas equipes devido aos treinamentos obrigatórios;
  • Gastos com horas extras da equipe para realização dos treinamentos;
  • Dificuldade na geração de evidências dos treinamentos realizados e do desempenho dos colaboradores;
  • Lenta integração dos novos colaboradores;
  • Alta rotatividade dos funcionários.

 

Ensino híbrido

Nos últimos anos, inúmeras metodologias e tecnologias educacionais foram criadas e estudadas por renomadas organizações e especialistas do mundo inteiro. Em 2017, a Base Nacional Comum, documento de caráter normativo referente à educação básica, deixa claro que para alcançar uma educação de qualidade, torna-se imprescindível a adesão aos novos modelos de ensino. Dentre as metodologias e tecnologias que estão demonstrando cada vez mais resultados, trazendo para a realidade hospitalar, resolvi compartilhar um pouco mais sobre o ensino híbrido.
Através do ensino presencial e online mesclados em um só modelo de educação, cria-se uma modalidade que possibilita medir a padronização do aprendizado, erros e acertos individuais, tempo e rotina dos alunos. Percebe-se, portanto, que o ensino híbrido potencializa e facilita o acesso do aluno a um conteúdo adaptado e direcionado às suas necessidades. Além disso, o planejamento dos educadores se torna muito mais assertivo e personalizado para o aluno, alcançando resultados muito melhores.
Não podemos esquecer da flexibilidade que o ensino híbrido também proporciona aos alunos. Veja abaixo algumas das ferramentas mais utilizadas:

  • Áudios
  • Imagens
  • Vídeos
  • Jogos
  • Testes online

Não restam mais dúvidas de que a utilização desse modelo de ensino pode revolucionar toda a área de educação nos hospitais, beneficiando os profissionais de saúde, hospitais e principalmente os pacientes.

Ensino híbrido nos hospitais

Existem casos de hospitais com milhares de colaboradores que implementaram o ensino híbrido na educação continuada e conseguiram treinar, gerar evidência através de avaliações online, flexibilizar os horários de treinamentos e ainda reduzir custos com a tecnologia necessária para viabilizar essa estratégia. Parece bom demais para ser verdade, mas são casos de sucesso concretos de clientes do Medportal que aderiram à essa modalidade.


Vamos revolucionar a educação no seu hospital?


 
Outros materiais para você:
Como aumentar o lucro e a qualidade dos hospitais
Treinamentos melhoram o desfecho das emergências

CLIQUE AQUI e assista gratuitamente a Websérie de entrevistas online sobre a Gestão da Educação 2.0 para hospitais


Referências:

Medportal realiza WorkShop no UDI Hospital

O projeto da plataforma Medportal de treinamentos online para os profissionais de saúde do UDI Hospital teve início no dia 30/05 com a realização de um Workshop. Participaram da atividade diretores e gerentes do hospital junto aos diretores do Medportal.
“Ver a alta direção do Hospital UDI comprometida com a realização do workshop nos deixou muito animados, principalmente quando notamos o Dr José Bonifácio,sócio do Hospital e fundador do UDI-IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa, opinando, desenhando o projeto e participando ativamente da construção. Esta experiência de consultoria para implementação do projeto é uma oportunidade rica para compartilharmos experiências exitosas com a instituição que inicia as atividades, tendo como principais ganhos o alinhamento de expectativas, a visualização das possibilidades de atuação e a aceleração na curva de aprendizagem no quesito treinamentos online”, relata o CEO do Medportal Dr Thiago Constancio.




Em um dos exercícios a alta direção do UDI Hospital decide o caminho da educação dentro da instituição.
“O Workshop foi muito bom, bastante elucidativo e nos mostrou as possibilidades e oportunidades que poderemos desenvolver em parceria com o Medportal daqui pra frente”, relata o Dr Alexandre Carvalho, Diretor do UDI Hospital.


Dr. Thiago exemplificando dores do mercado e o caminho a ser seguido com o uso da educação no apoio à acreditação hospitalar.
Localizado em São Luis, Maranhão, o  UDI Hospital é referência em medicina hospitalar na capital e interior do estado e recentemente recebeu a acreditação ONA Nível 3 por seus esforços na melhoria contínua da gestão e do atendimento, conta o Diretor Executivo, Sr José Cléber do Nascimento Costa.
O Medportal customizou plataforma e disponibilizou seu catálogo de treinamentos online para o UDI Hospital treinar e avaliar constantemente seus profissionais, iniciando pela área de enfermagem com 700 colaboradores.
 

Plataforma de Ensino a Distância e Compliance nos Hospitais

A natureza da organização hospitalar impõe que a gestão do trabalho seja fortemente dependente dos profissionais, sendo estes os mais responsáveis pela eficiência e a qualidade dos processos e resultados alcançados. Nos últimos anos, mudanças dramáticas têm ocorrido na indústria de serviços de saúde no mundo todo. Por um lado a crescente pressão de demanda e a luta pela universalização de saúde. Por outro, o rápido desenvolvimento tecnológico e a inovação tecnológica médica, fazendo com que os custos do setor venham crescendo com velocidade cada vez mais elevada, deslocando-se aos demais setores da economia. Nesse contexto de pressão crescente por melhor gestão de custos, associado a um processo de regulamentação cada vez mais forte, temos presenciado um esforço grande de profissionalização das organizações de saúde, em busca de melhores níveis de eficiência e eficácia organizacional. Muito conhecido nas instituições financeiras, a área de Compliance, do inglês “comply”, agir de acordo com as regras, é a atividade de assegurar que a empresa está agindo de forma ética, absolutamente em linha com as normas, controles internos e externos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas e imposições dos órgãos de regulamentação, dentro de todos os padrões exigidos de seu segmento.
 

 
A educação continuada é colocada como elemento fundamental para o sucesso do gerenciamento de serviços de saúde, auxiliando profissionais no fortalecimento de seus conhecimentos e na maior segurança de aplicação do cuidado, indispensáveis para a qualidade na assistência. Qualidade é um dos focos permanentes da gestão, em uma perspectiva de melhoria contínua, envolvendo implementação de estrutura e processos de qualidade (comissões, protocolos, monitoramentos, análise de processos); acreditação externa; cumprimento de normas de vigilância de serviços; uso intensivo de informações; prontuários com qualidade nos registros; implementação de ferramentas de gestão clínica.
Em organizações pressionadas pelos fortes processos de regulamentação, custos crescentes e em busca de profissionalização, a plataforma de educação a distância pode ajudar no processo de implantação e implementação do programa de Compliance, dando sinergia e capilaridade ao programa através do alinhamento entre o Compliance e o ensino. Desta forma, é possível realizar programas elaborados e alinhados com a estratégia do hospital ao mesmo tempo levando conteúdo técnico relevante para profissionalização e melhoria da qualidade do serviço prestado; e regras, transparência, regulação, políticas, leis, requerimentos e normas aos funcionários e colaboradores.

Desafios na Capacitação e Atualização dos Profissionais de Saúde: Entrevista Exclusiva

Diversos são os desafios dos hospitais e demais instituições de saúde na capacitação, qualificação, atualização, suporte e acompanhamento dos seus colaboradores. Manter o corpo clínico, sobretudo médicos e enfermagem, altamente motivado, atualizado com as diretrizes técnicas mais recentes, capacitado do ponto de vista de inteligência emocional, alinhado ao perfil institucional (atendimento, cordialidade, proatividade, organização, higiene, etc) e, principalmente, ciente e atuante do preconizado nas diretrizes e protocolos instituídos em cada Hospital são metas importantes para todos os níveis da gestão. Recentemente tivemos a oportunidade de entrevistar o Coordenador do Depto. de Educação Continuada do imed Group, Dr. Alexandre Ísola, sobre capacitação e atualização de profissionais de saúde. Confira abaixo:
 
Medportal:
Hoje conversaremos sobre questões relacionadas à capacitação e atualização de profissionais de saúde com o Dr. Alexandre Marini Ísola, médico pneumologista e intensivista com MBA em Administração Hospitalar e serviços de saúde; Coordenador do Depto. de Educação Continuada no Imed Group.
Antes de tudo agradecemos ao Dr. Alexandre pela disponibilidade, pelo seu tempo, pela honra de doar este tempo para conversarmos a respeito deste tema tão interessante. Muito obrigado Dr. Alexandre!
Dr. Alexandre:
“Boa tarde! Muito obrigado pelo convite. Fico muito honrado em poder participar. ”
Medportal:
Inicialmente gostaria que o senhor falasse um pouco da sua atuação no imed Group, como se estabelece o dia a dia, as rotinas. De que maneira vem se organizando e estruturando no que concerne a esta questão de capacitação e atualização dos profissionais de saúde nos hospitais em que vocês atuam?
Dr. Alexandre:
“O imed Group é uma das maiores empresas de prestação de serviços médicos no Brasil e nós atuamos basicamente na linha de cuidados críticos, com a prestação de serviços assistenciais (medicina intensiva, emergência e medicina hospitalar, conhecida por muitos como Hospitalismo), como também na linha de cuidados ambulatoriais, em Cardiologia. Somos mais de mil médicos e precisamos manter todos atualizados, garantindo uma linha de qualidade de excelência em atendimento.
A diretoria da empresa decidiu investir na estruturação de um departamento específico para a Educação Continuada dos médicos da empresa, onde nós vamos usar as ferramentas necessárias visando manter a equipe atualizada e também fidelizar o nosso médico, fazer com que ele entenda a sua participação dentro do processo de atendimento, não só para que a parte técnica seja adequadamente cumprida, mas também a parte comportamental de todos seja a melhor possível, levando satisfação para os nossos clientes, em sendo: nossos pacientes, seus familiares, nossos pares multiprofissionais, nossos contratante, enfim, todas as pessoas e empresas envolvidas na prestação de serviços pelo Imedgroup Brasil. ”
Medportal:
Como é a dinâmica desde a estruturação? A demanda de conteúdo precisa ser controlada? Como é organizado a nível estratégico, tático e operacional? Ou seja, como vocês organizam-se para geração de conteúdo e disponibilização dos mesmos para uma equipe enorme, com muitas pessoas envolvidas em diferentes localizações?
Dr. Alexandre:
“Um importante desafio em uma equipe tão grande é chegar a todos de uma forma homogênea e conseguir levar a eles este processo de educação. Como primeiro ponto, temos um departamento de qualidade muito forte, muito bem estruturado e que tem condições de fazer diagnósticos quando iniciamos com serviços novos e também uma monitoração contínua nos atuais serviços, visando encontrar eventuais gaps que possam ser sanados.
O departamento de qualidade tem um contato bastante estreito conosco no sentido de identificar onde podemos atuar e direcionar as metas de Educação Continuada.
A partir daí, traçamos um plano específico para cada necessidade, definindo as metas que queremos em termos de educação continuada.
Para isso, nós vamos usar recursos que existem no contexto educacional, utilizando-nos dos princípios da Andragogia, que permitirão embasar a criação de ferramentas apropriadas para o ensino do adulto. O ensino do adulto é bem diferente do ensino das crianças ou do adolescente. Nós precisamos criar e garantir a prontidão para o aprender. A prontidão para o aprendizado do adulto não é tão simples. E essas “cenourinhas” (estímulos) são uma das nossas necessidades para que o adulto perceba que ele tem gaps, que muitas vezes não são vistos por ele mesmo, e que estes gaps podem ser melhorados. Esses gaps não são somente técnicos, mas também comportamentais e de liderança. Assim sendo, procuramos utilizar métodos síncronos e assíncronos para fazer educação continuada, presenciais ou não, na empresa ou no local de prestação de serviço médico propriamente dito, de acordo com as necessidades e com o tipo de treinamento.
Na nossa área de atuação, é preciso também treinar habilidades; além disso, temos necessidade de treinar o raciocínio clínico, além de treinar a questão comportamental. Então, de acordo com o tipo de necessidade de treinamento, vamos usar a ferramenta mais apropriada. O Imedgroup tem investido na participação de seus líderes em cursos e congressos de simulação internacionais, no sentido de nos renovarmos e trazermos para a realidade do nosso país técnicas e recursos mais modernos em educação para adultos. Entre elas, a simulação realística, que é uma ferramenta muito rica em termos de treinamento, de aprendizagem, de reciclagem. Podemos fazer cursos presenciais onde realizamos este treinamento de habilidades em tempo real com os professores/facilitadores. Podemos também desenvolver uma ferramenta de aprendizagem à distância usando metodologia assíncrona. Nesse tipo de ferramenta, a pessoa vai ter o conforto de assistir a aula na hora em que quiser, no local em que quiser (desde que ela tenha acesso a internet), tendo acesso a um conteúdo de alta qualidade, a interagir com seu professor/ facilitador através de um fórum e, ao final da atividade, poder ser avaliado, sendo possível ao seu Coordenador acompanhar o seu desenvolvimento pessoal.
Para isso usamos uma plataforma que é justamente a plataforma do Medportal. Já temos uma parceria de dois anos com vocês e uma excelente experiência no sentido de tecnologia, que está cada vez mais se tornando importante nesta formação.
Nós desenvolvemos no nosso Portal do EAD (ead.imedgroup.com.br), Trilhas de Conhecimento dentro das quais o médico vai ser encaminhado de acordo com o serviço/área que ele está atuando.
O médico não precisa assistir apenas a trilha referente à sua área. Ele pode assistir ao conteúdo das trilhas de outras especialidades ou temas. Por exemplo, digamos que seja um emergencista, ele pode fazer a Trilha de Conhecimento em Emergência e a Trilha de Medicina intensiva. Do ponto de vista de avaliação interna, de exigências e necessidades, o médico tem que assistir, com aprovação, pelo menos a trilha de Emergência e a de Qualidade. Estas duas são obrigatórias para o médico que trabalha conosco em Emergência. Se ele for intensivista, ele terá que fazer a trilha de Intensivismo e a trilha de Qualidade. Ou seja, há um conteúdo minimamente obrigatório, porém, o conteúdo total do EAD é aberto para todos os nossos médicos das diferentes especialidades poderem se atualizar“
Medportal:
E esse conteúdo vocês mesmos fazem internamente? Ou seja, é você mesmo quem define os temas que precisam ser feitos? E como é de fato a produção deste conteúdo? Como vocês têm feito atualmente? Acho que é uma experiência muito interessante para compartilhar. Vocês têm muito conteúdo, conteúdo rico. Imagino que seja um desafio definir quais são os cursos a serem feitos e de fato produzi-los.
Dr. Alexandre:
“Todos os nossos cursos, sejam eles presenciais ou sejam eles uma Trilha no EAD, possuem um Coordenador Técnico. Esse Coordenador Técnico é quem vai avaliar quais são as principais demandas em conjunto comigo, visando criar uma lista de aulas a serem gravadas. Nós convidamos médicos, se possível dentro na nossa própria equipe do Imed Group (visando legitimar o processo e incluir as pessoas, ser um processo inclusivo). Se porventura não tivermos na nossa equipe uma pessoa para ensinar sobre determinado tema, então convidamos alguém de fora do Imedgroup para gravar essa aula. Por exemplo, por ser intensivista, eu mesmo coordeno a Trilha de Medicina Intensiva e faço o acompanhamento das novidades com os demais colegas, que também são Coordenadores de Serviço, a fim de saber quais são as demandas que eles possuem, para que possamos definir os temas e convidar professores que possam ministrar estas aulas.
As aulas são gravadas em nosso estúdio, uma empresa especializada faz a edição final e eu mesmo coloco as aulas no EAD e faço toda a gestão desse processo, já que o sistema da Medportal é fácil de usar. Fazendo o treinamento inicial, você consegue manipulá-lo bem. ”
Medportal:
E os desafios? Quais têm sido as maiores dificuldades que vocês têm enfrentado? Imagino que não seja um trabalho muito simples.
Dr. Alexandre:
“É aquilo que eu estava comentando no início. Dentro da andragogia, criar a prontidão para aprender, isso é algo desafiador. Hoje a maioria das pessoas gerenciam muito mal o seu tempo pessoal. O gerenciamento de tempo é uma coisa muito complicada. Nós fizemos algumas pesquisas internas para saber quais as dificuldades do médico para se dedicar a sua própria educação, e a gente percebeu que a primeira resposta foi: “Não tenho tempo”.
Não ter tempo é uma coisa “normal” porque demandas novas acontecem a toda hora. É esperado que, se você não se organizar, você vai ficar sempre “sem tempo”. É preciso fazer o tempo, criar o SEU tempo. Você é dono da sua vida, então se você estabelecer uma lista de prioridades, você vai conseguir criar esse tempo e vai conseguir então, ABRIR tempo na sua grade pessoal para poder se atualizar.
Desde a entrada do médico no Imedgroup, mostramos para o profissional que ele será avaliado do ponto de vista do seu desenvolvimento pessoal, onde o Coordenador dele vai estabelecer o que é esperado como um acordo: “preciso que você faça estes cursos, estas atualizações neste período. ”
À medida que for sendo avaliado com relação ao seu desenvolvimento, desempenho e sua colaboração, o médico vai avançar na carreira dentro do Imedgroup baseado em meritocracia.
É muito importante estimular e aplicar a cultura da meritocracia em nosso país. Pessoas que se desenvolvem, se dedicam, se comprometem com o processo de uma forma intensa têm que ser valorizadas e reconhecidas. Aqui dentro da empresa estamos fazendo isso, mostrando para as pessoas que elas têm espaço para crescimento. A educação continuada é um destes espaços, é uma destas vias onde nosso médico pode se desenvolver e mostrar interesse em melhorar. ”
Medportal:
Então o senhor diria que o maior desafio na realidade é o envolvimento do profissional nesse programa, o engajamento do mesmo? Porque esta questão da falta de tempo das pessoas torna esse engajamento difícil, necessitando de ferramentas de motivação, gamefication; que é um desafio grande, mas contornável, certo?
Dr. Alexandre:
“A gente sempre faz avaliações prévias e posteriores para ver o quanto o profissional cresceu. Pesquisa pós-cursos são essenciais na complementação da Gestão do Conhecimento, para ver se o conhecimento oferecido mudou a realidade onde o profissional presta serviço, porque não adianta a pessoa fazer um curso e até passar em uma prova, se ela não muda nada no seu dia-a-dia, se ela continua com os mesmos gaps, com os mesmos problemas que ela tinha antes da ação de desenvolvimento.
Elaborar, criar, executar e aplicar, seja o curso presencial ou a distância, é um processo trabalhoso. Mas eu tenho a impressão que apesar disso, é a parte menos difícil. Saber se isso impactou na vida do indivíduo que recebeu a ação de desenvolvimento e, mais ainda, se isso impactou lá na frente na qualidade do atendimento prestado ao paciente, isso é uma de nossas metas mais importantes.
Para isso precisamos comprometer as pessoas o máximo possível. Que elas sintam que não acabou a educação no momento em que concluiu a faculdade ou a residência, muito pelo contrário: que ela tem o tempo todo que estar lendo coisas novas e reciclando conhecimentos que perdemos se não usarmos, por exemplo. Às vezes ficamos sem ler alguma coisa, aquilo fica desatualizado ou a gente esquece mesmo; é da natureza humana esquecer! Então é preciso estar sempre revendo e mantendo treinada a nossa equipe.
A educação continuada hoje é um caminho obrigatório e essencial. Mas para que agregue real valor, ela precisa se reinventar continuamente. Esse valor tem que ser agregado ao médico, aos nossos contratantes, e por fim aos pacientes!
Em qualquer canto, em qualquer lugar do mundo, as pessoas têm que se revalidar, comprovando que ainda possuem a mesma capacidade demonstrada no passado, por exemplo, há alguns anos atrás. A educação continuada também tem papel nesse processo.
Outro ponto: Às vezes as pessoas gastam dinheiro para ir em determinados eventos, congressos (que são caros), ou então cursos presenciais que elas resolvem fazer, sem saber que há muita informação gratuita de qualidade na Internet, bem como recursos que a própria empresa oferece com ferramentas semelhantes, e elas simplesmente não as usam! Nós realmente precisamos criar a prontidão para o aprender. Não é fácil, é um exercício diário. Nós estamos aqui descobrindo e reinventando como fazer para que as pessoas realmente se comprometam e se empolguem com seu próprio processo de desenvolvimento. ”
Medportal:
E esse desafio não está só na mão do profissional. Vemos que até a questão de mudança de mentalidade, de esforço nesse sentido de caminhar para uma cultura de treinamento constante, isso tem que partir também da gestão. Vemos que isso acontece no imed Group e em algumas instituições, é uma co-responsabilidade, digamos assim, não só do colaborador, mas também dos gestores.
Dr. Alexandre:
“Sem dúvida A ideia é que o médico tenha a clara percepção que a empresa está comprometida em investir nele, no seu desenvolvimento pessoal, técnico e comportamental. Que ele perceba que essa decisão vem da direção para a ponta, ou seja, que a empresa tem compromisso de oferecer estas ações de desenvolvimento e levá-las até ele. Quem se dedica, quem se compromete, vai ser mais valorizado, dentro da meritocracia. Então, sem dúvida alguma, a decisão para implementação desse processo tem que vir da alta direção, como é o caso do Imedgroup Brasil. Tem que estar arraigado na Instituição.
Medportal:
Na cultura mesmo, certo?
Dr. Alexandre:
“Exatamente. Tem que ser cultural. ”
Medportal:
Dr. Alexandre, o senhor está sempre, além desse seu envolvimento direto no IMED, frequentando congressos, meios e redes relacionadas a esta questão de atualização e treinamento. O que o senhor tem visto de mais moderno? Você já citou algumas que acontece lá fora e que o imed Group vem acompanhando e instituindo aqui no Brasil. O que mais o senhor tem visto de novas tendências do ponto de vista de capacitação e atualização dos profissionais sobretudo na área da saúde? A gente vê muitas vezes a área da saúde chegando um pouquinho atrasada, depois dos outros setores e por outro lado enxerga que nas instituições de ponta, nos grupos em que há esse tipo de preocupação, muitas vezes questões de vanguarda são iniciadas também na área de saúde. Então o que o senhor tem visto que possa compartilhar conosco e com quem vai acompanhar esse nosso papo?
Dr. Alexandre:
“Na verdade, o que hoje nós temos visto de uma forma bastante intensa em termos de vanguarda, do ponto de vista educacional, é a questão de comportamento pessoal. A parte técnica de cada um, como eu disse anteriormente, já foi conquistada e comprovada quando foram habilitados, então, de alguma forma, todos têm algum grau de conhecimento técnico, que pode e deve ser sempre reciclado. No entanto a parte de comunicação, a parte comportamental e de relacionamento interpessoal ainda é muito, muito problemática.
No Departamento de Educação Continuada do Imedgroup Brasil, criamos e promovemos cursos só para comunicação em situações difíceis, para desenvolver habilidades em gestão de conflitos, e também cursos de relacionamento entre pares, relacionamento interpessoal, visando desenvolver mais a empatia no relacionamento com todos à nossa volta, como transmitir melhor a informação, transmitir o seu modelo mental. À medida em que condutas terapêuticas podem cada vez mais ser traduzidas em algoritmos, já vem sendo demonstrado que o tratamento – do ponto de vista técnico – até mesmo possa vir a ser proposto por um computador e um software apropriados no futuro. No entanto, o tratamento médico efetivo e que fará a diferença sempre dependerá do relacionamento profissional-paciente e profissional-equipe. Essa será a medicina do futuro: interpretar esses algoritmos e traduzir para nossos pacientes a melhor conduta, usando empatia e compaixão na construção do relacionamento interpessoal. Isso nenhuma máquina poderá substituir. Essa forma de atuação levará o paciente/familiar a ter uma percepção diferenciada do que está recebendo, podendo superar suas expectativas. “
Medportal:
De percepção do tratamento?
Dr. Alexandre:
“Exatamente. A comunicação pode impactar, por exemplo, no entendimento pelo paciente da sua conduta. Por exemplo, você vai atender um paciente e ao final da consulta você passou várias orientações para esse paciente e você diz: “entendeu, tudo certo”? Essa é uma pergunta inapropriada, pois é indutiva da resposta. A pessoa poderá responder: “Entendi”, mas, de fato, há uma chance de ela não ter entendido plenamente, a depender de diversos fatores. Nós, médicos, não podemos ser um desses fatores.
E é muito fácil hoje fazer a técnica do ‘teach back’. Você diz: “Muito bom Sr. João, para eu saber que tudo ficou claro para o Sr., peço que repita para mim o que o Sr. entendeu. ” É o momento de realmente percebermos se houve falhas na transmissão da informação, podendo corrigi-las. ”
Medportal:
É uma técnica simples que as vezes o médico nunca utilizou.
Dr. Alexandre:
“Melhorar seu relacionamento e sua comunicação com o paciente tem a ver com a aderência ao tratamento, com o sucesso final do tratamento. Se ele não entendeu, não vai tratar direito; pode até se prejudicar. Em nossos cursos presenciais usamos o que é chamado de SP’s (Standardized Participants). São atores especializados que vão fazer papel de família, o papel de médico ou outro profissional da saúde. Esses atores vão participar de cenários específicos de situações cotidianas e situações de comunicação difícil. Situações delicadas, onde o médico tem que apurar sua capacidade de empatia, negociação, percepção; se colocar no lugar do outro e tratar os pacientes com compaixão.
Isto é algo visto por muitas pessoas como algo piegas, “Ah, compaixão”. Não! Compaixão é exatamente ter empatia pelo problema do outro e tentar minorá-lo. Então não é piegas, não é sentimentalismo barato. Todos temos compaixão, em maior ou menor grau, nas mais diferentes situações.
Às vezes eu escuto de alguns colegas: “Ah, eu nasci sem compaixão, eu nasci sem empatia” Não! Não existe isso. Alguns têm um desenvolvimento pessoal mais acentuado nesse sentido, pela sua formação, pela sua criação, e outros não; mas é possível desenvolver. É possível você estudar, é possível você alterar sua forma de agir. E isso tudo está dentro do nosso escopo de treinamento também. Isto é algo bem atual. Precisamos encantar as pessoas. A intenção do imed Group é encantar os clientes, seja ele nosso contratante, seja nosso paciente, seja ele um familiar ou um colega médico de outra especialidade.
E o que que é encantar? Encantar é quando você tem a sua expectativa superada. Ser tratado de uma forma melhor do que você esperava.
Você recebe um atendimento (não necessariamente médico) diferente, um sorriso, de repente um brinde, alguma coisa que te deixa sair do local e pensar: “Puxa, não esperava por isso”. Uma fila pequena, uma gestão bem-feita, tudo isso faz parte deste processo de encantar.
Falando em fila, outra coisa bem moderna que também estamos fazendo dentro do Imed Group é a questão da gestão do pronto socorro, que, entre diversos assuntos, envolve também a gestão da fila, por exemplo. Toda essa parte de Educação dos nossos Coordenadores de Pronto-Socorro permite que o paciente passe o menor tempo possível, sem “desperdiça-lo”, por assim dizer, no pronto socorro. Que o tempo que o paciente fica ali seja um tempo útil e que agregue valor às suas necessidades, ou seja, que o problema que o trouxe ali seja efetivamente resolvido ou encaminhado da melhor forma.
Como agregar valor para o paciente? Trazer a ele um resultado efetivo, fazer o diagnóstico, afastar o que tem que ser afastado, confirmar o que tem que ser confirmado, tratar o que tem que ser tratado, chegar a um desfecho (tratar em casa, internar, operar etc.) dentro de um prazo aceitável e com qualidade. Tudo isso tem muito a ver com as novas tendências: melhorar o que se está entregando ao paciente e ao contratante, porque os custos são altíssimos dentro da saúde, os recursos são finitos, ou seja, nós temos então que ser eficazes. Estas são as tendências do momento, na minha opinião. ”
Medportal:
Fantástico! De que maneira vocês têm utilizado a tecnologia e de que maneira a tecnologia pode entrar como nossa aliada para solucionar esse tipo de problema, a demanda do tipo questões comportamentais?
Dr. Alexandre:
“A metodologia vai desde cursos presenciais (usar atores, usar situações) até a utilização do ensino à distância para treinar comunicação. Dicas, orientações de como fazer este processo de comunicação, explicitar esta questão. Falar de uma forma sincera dos problemas, fazer com que a pessoa que esteja assistindo a uma aula a distância se identifique com o problema, assimilando “Eu vivencio isso, isso é uma coisa que acontece comigo”. Entender como se colocar no lugar do outro, entender dicas de técnica de conversação difícil.
Tudo isso nós temos que passar não só por essa parte de técnica propriamente dita, mas como linguagem corporal, gestos, a questão facial, todas as expressões universais. Mais de 80% da nossa comunicação ou é feita por linguagem corporal ou é feito por expressões faciais. Apenas uma pequena porcentagem da nossa comunicação é feita de forma verbal.
Tudo isso podemos passar para as pessoas. Por exemplo, você vai falar com uma pessoa e não estabelece contato visual. Eu estou aqui com você na entrevista, de repente eu abaixo a cabeça e começo a ver o computador. Imediatamente houve uma desconexão.
A presença do computador hoje num consultório médico é uma realidade, todos os locais têm computador. E o médico precisa de alguma forma explicar isso para o paciente. Por exemplo: O computador não é uma desvantagem. Você pode usá-lo para mostrar um exame, para mandar uma pequena explicação sobre um assunto ao seu paciente, entre outras coisas. Além disso você tem que falar “Eu vou precisar escrever no computador por alguns minutos”. Você interrompe esse contato, mas de uma forma programada. E o paciente entende isso.
Outros exemplos simples: falar com o paciente no mesmo nível; quando o paciente estiver na cama, tentar sentar do lado dele; outra situação: estando dentro do quarto com o paciente, de repente você vai se aproximando da porta enquanto o paciente ainda está falando com você. Você põe a mão na maçaneta dando a entender a ele que você já não estou mais ali; ele está falando, mas você já está com o pensamento em outro lugar. Isso são posturas corporais e expressões faciais que infelizmente traduzem imediatamente para seu interlocutor que você perdeu o interesse na conversa, mesmo que você verbalize para ele o contrário. Esse tipo de mudança é o que visamos passar para o nosso pessoal, de forma continuada. Usar a tecnologia do ensino à distância e os métodos de ensino presenciais adequados para cada situação pode permitir ajudar nossos médicos a incrementarem seu desenvolvimento pessoal. ”
Medportal:
Tanto em treinamentos presenciais como através de plataforma, tecnologia e cursos online, é isso?
Dr. Alexandre:
“Exatamente. ”
Medportal:
Excelente. Dr. Alexandre, acho que poderíamos ficar horas aqui conversando. É muito agradável e obviamente uma honra bater esse papo com o senhor. É sempre muito enriquecedor. Nós agradecemos muito. Espero que tenhamos a oportunidade de reunirmo-nos e conversar outras vezes. Vai ser uma boa oportunidade para as pessoas terem acesso a esse conteúdo. Um grande abraço, obrigado pela oportunidade da conversa.
Dr. Alexandre:
“Eu agradeço a oportunidade. O Imed Group é uma empresa que está sempre aberta a novidades, inclusive um dos nossos valores é Inovação, e vocês tem feito inovação. É uma grande satisfação em tê-los como parceiros. ”

Saiba mais sobre Capacitação e Atualização: http://www.medportal.com.br/solucao/capacitacao-e-atualizacao

Processos de Acreditação Hospitalar: Entrevista Exclusiva

Como já se sabe, a acreditação hospitalar tem sido constante e diretamente relacionada a padrão de qualidade dos hospitais, sendo reconhecido até mesmo pelos órgãos reguladores. Entretanto apenas 4,61% dos 6.140 hospitais brasileiros possuem algum tipo de acreditação, considerando a dificuldade de se implementar tal processo. Recentemente tivemos a oportunidade de entrevistar a Gerente de Gestão da Qualidade de um dos nossos clientes, o Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, Georgia Sabino, sobre processos de acreditação. Confira abaixo:

Fale um pouco de você: formação, expertises, interesses, hobbies, área que ocupa no Hospital, atividades.

Formação em Gestão Hospitalar/FBV com MBA em Gestão Empresarial/Fundação Getúlio Vargas
Expertise em Gestão Estratégica e Planejamento (GPD;GRD)/Gestão de Projetos / Gestão de Indicadores
Cargo atual: Gerente de Gestão da Qualidade
Escopo das atividades: Gestão de Documentos Normativos / Gestão de Certificações / Gestão por Indicadores / Gestão por Resultado / Gestão de Processos / Gestão de Auditoria Interna / Staff da Alta Gestão (Negócio; Processos e Projetos)

Qual o status de sua empresa no que concerne ao assunto acreditação hospitalar (quais acreditações já conquistaram, quais estão em processo, quais almejam conquistar)?

Atualmente Acreditado pela JCI e Re certificado ISO 9001:2008

Qual a dinâmica dos processos de acreditação que já ocorreram em sua instituição (de onde surge a demanda e como se encadeou o processo até a concretização do projeto como um todo, como o hospital se organiza do ponto de vista de pessoas/estrutura no que tange ao processo de acreditação hospitalar)?

A demanda relacionada ao projeto é espontânea, não há obrigatoriedade para os hospitais em ter um selo de certificação de Segurança do Paciente.

O processo começou a partir de um diagnóstico especifico e customizado para esta instituição e a partir do resultado o escopo do projeto foi implementado e revisado a cada 6 meses. Fomos acreditados em menor tempo que os outros hospitais da Região, o projeto começou em Abril de 2013 e fomos acreditados em Outubro de 2016.

A partir de cada necessidade do binômio área/processo as não-conformidades foram sanadas e o hospital foi ganhando em menos falhas/erros e consequentemente mais segurança.
As lideranças das áreas e dos processos tiveram papel fundamental como força propulsora para execução e conclusão das ações relacionadas ao projeto.
A organização em relação aos recursos necessários (RH e Estrutura) para continuidade do projeto se deu de forma racional e responsável com total aval da alta gestão.

Quais os maiores desafios, dificuldades e problemas que encontraram (e/ou encontram) nos processos de acreditação hospitalar, e como lidam e contornam atualmente os mesmos?

O maior desafio é transformar os critérios do Manual Internacional em projetos factíveis/eficientes e principalmente que as equipes de todos os níveis institucionais sintam-se partícipes e importantes na execução das tarefas mais rotineiras até as decisões mais estratégicas.

O desafio atual é manter o nível de Qualidade dentro da excelência, sem a acomodação natural relacionada a conquista do selo de Acreditação.

De que maneira, no seu ponto de vista, ferramentas de treinamento e avaliação podem ser utilizadas para facilitar e potencializar os processos de acreditação hospitalar?

Cada instituição tem sua especificidade.

Não há receita pronta de ferramentas que possa facilitar ou potencializar a execução/finalização de projetos ou tarefas com foco na conformidade. A grande maioria precisará ser customizadas ou reinventadas para o negócio hospital. É necessário que gestores de projetos robustos, a exemplo da Acreditação, tenham em mente que diferença entre o que o “mercado” oferece e o que é factível está no diagnóstico e no perfil das equipes de multiplicadores. O que pode ser fantástico para um hospital pode ser obsoleto para outro – tudo vai depender do momento (cenário) em que a instituição está e onde ela quer chegar.

Como aumentar o lucro e a qualidade dos hospitais

Como aumentar o lucro e a qualidade dos hospitais

A melhor maneira de aumentar o lucro de uma empresa é aumentando o valor entregue aos seus clientes (com consequente aumento de receitas) e reduzindo os custos e desperdícios. E considerando que a principal proposta de valor de um hospital gira em torno de curar e aliviar o sofrimento de seus clientes (pacientes e familiares), não haveria outra forma de “entregar mais valor” aos seus clientes que não melhorando a qualidade dos seus colaboradores. É notório que investir em hotelaria, espaço, equipamentos, até no restaurante do hospital agrega uma boa imagem à instituição e chama atenção de boa parte dos que ali circulam, mas toda esta bela “imagem” desmorona quando o cliente se depara com um atendimento mal orquestrado, um funcionário mal treinado, um colaborador fora do perfil de uma cultura de excelência.
Poderíamos pautar esta discussão sobre lucro em hospitais contemplando questões clássicas como gestão, hotelaria, finanças (recursos públicos, particulares e planos de saúde), marketing, exames, comunicacão, etc, mas torna-se essencial priorizar o que de mais importante existe em uma empresa, as pessoas. Nada é mais eficaz para melhorar os processos hospitalares e a assistência prestada aos pacientes do que investir nos seus colaboradores. E quando este binômio colaboradores-clientes estão plenamente satisfeitos o aumento do lucro e qualidade/prestígio do hospital só tende a aumentar.
Sabe-se que uma empresa que conta com funcionários engajados pode ter um aumento de até 30% nos lucros. No “Estudo Global sobre as Forças de Trabalho” (GWS, em inglês) aplicado em diferentes países do mundo contatou-se que a falta de engajamento dos empregados chega a causar prejuízos de aproximadamente 10%. Em outra pesquisa a Gallup, empresa americana de pesquisas de opinião, mostrou que 70% dos funcionários dizem não estarem engajados no local onde trabalham e entre os principais motivos para tal estariam falta de treinamento e oportunidades, fraca comunicação interna, atrito entre funcionários e a baixa colaboração entre eles.
Investir na qualidade de vida dos colaboradores vem se mostrando como extremamente benéfico (e rentável) para as empresas. Funcionários mais felizes, satisfeitos e com qualidade de vida são mais produtivos, assertivos e engajados, o que representa mais lucro para as empresas. O psicólogo norte-americano Daniel Goleman, autor do famoso livro Inteligência Emocional, diz que “a felicidade é o estado emocional ideal para o trabalho eficiente” e Shawn Achor complementa: a “felicidade é fácil em tempos bons, mas é uma vantagem competitiva enorme durante os períodos difíceis”. Analisando o ranking da Great Place To Work (GPTW) nota-se que as organizações que estão nas melhores colocações são também aquelas com os melhores resultados de negócios, corroborando que o investimento no bem-estar do colaborador impacta diretamente nos resultados da empresa.
Cabe ressaltar que processos de educação continuada tornam-se fundamentais no desenvolvimento e engajamento dos colaboradores. Equipe treinada cuida melhor dos pacientes e familiares, toma decisões mais assertivas, não desperdiça materiais e demais recursos, antecipa situações de risco mitigando não conformidades e passando maior segurança para pacientes e familiares. Hospitais que investem no treinamento dos seus colaboradores promovem mudanças significativas em seus resultados, considerando que profissionais mais capacitados cuidam melhor dos clientes da empresa. Além do benefício mais óbvio e imediato (capacitação técnica, por exemplo), é inexorável o efeito positivo dos treinamentos no engajamento dos colaboradores, o que, conforme discutido acima, representa retorno evidente (tangível e intangível). Estudos mostram que o fato da empresa oferecer oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional torna-se um dos principais motivos de retenção e satisfação dos colaboradores. Em pesquisa realizada com os funcionários das empresas que estão no ranking das melhores empresas para se trabalhar no Brasil (que tem índices baixíssimos de rotatividade) 45% dos funcionários apontam que a possibilidade de se desenvolver é o que os mantém na empresa.
Desta forma podemos concluir que dentre diversas medidas que são priorizadas no dia-a-dia de hospitais com o objetivo de aumentar receita e diminuir despesas uma das mais eficaz – e muitas vezes negligenciada – é o investimento na qualificação das pessoas. Funcionários mais engajados, felizes, treinados e qualificados trabalham melhor, são mais assertivos e produtivos, o que deixa os clientes (pacientes e familiares) dos hospitais mais satisfeitos, traz maior retorno à empresa e consequentemente melhora a qualidade e imagem do hospital.