Entrevista: conheça a história do hospital que inovou ao utilizar a plataforma de EAD para realizar processos seletivos

Ao fundo, Hospital Ministro Costa Cavalcanti. Foto: Divulgação HMCC.


O Instituto de Ensino e Pesquisa já era um processo estabelecido no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), que utilizava a plataforma de LMS (Learning Machine System) do Medportal desde abril de 2019 para difundir conteúdos digitais entre os seus colaboradores. E, diante da pandemia, quando se viram obrigados a mudar todo o sistema de processos seletivos da instituição, não tiveram dúvida ao recorrer ao Medportal e propor uma inovação: realizar as provas dos processos seletivos pela plataforma.  

A iniciativa foi tão bem sucedida que só no primeiro semestre de 2021, o hospital aplicou 3.690 provas por meio da plataforma. Toda a configuração nas avaliações foi feita de forma personalizada para o HMCC. 

Só para se ter uma ideia, quando termina o tempo configurado para a realização da prova, a janela é salva e se fecha automaticamente. E mesmo que o candidato tente, não conseguirá realizar a prova novamente.

Para a Coordenadora Administrativa do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do HMCC, Denise Luciane Pesamosca, a iniciativa foi fundamental e ajudou a poupar o tempo e a saúde dos colaboradores, que antes precisavam deixar seus postos para aplicar as provas. Em entrevista ao Medportal, ela falou sobre os benefícios que percebeu com essa inovação.

E também comentou sobre as outras formas de utilização da plataforma, que vão ao encontro de uma das principais missões do HMCC: promover a cultura humanizada buscando excelência no atendimento. “Com um conhecimento mais direcionado, conseguimos preparar o colaborador para que ele atenda da melhor forma os pacientes, ao mesmo tempo, zelando por sua própria saúde”, afirmou. 

O atendimento humanizado prioriza a qualidade assistencial, o respeito à dignidade do paciente e a necessidade de repensar a gestão dos processos de trabalho. Com a educação continuada, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti consegue manter os colaboradores próximos e engajados, buscando inovar nos conteúdos para atender as demandas do setor. 

Confira abaixo a entrevista na íntegra e veja os benefícios dessa inovação.

ENTREVISTA

Desde quando vocês optaram por estabelecer a educação continuada e como foi essa decisão?

A educação continuada tem alguns anos e já trabalhamos em alguns modelos. Antigamente, ela estava vinculada ao RH, era voltada para admissão do colaborador. Depois, direcionamos para enfermagem, por ser onde tem o maior público e assistência direta ao paciente, porém havia a necessidade de uma unificação com o setor responsável por ensino na instituição, surgiu a proposta de trazer a educação continuada para o instituto de ensino e pesquisa. 
O IEP é também voltado para a educação corporativa, que abrange a área médica, a fisioterapia, farmácia, o administrativo, enfim, todas as demais. Hoje temos três enfermeiros que trabalham tanto no treinamento prático, quanto no teórico. E contamos com a plataforma do Medportal, que é por onde oferecemos diversos cursos, tanto obrigatórios, quanto facultativos, para todas as áreas. Na plataforma temos cursos de biossegurança, radioproteção, resíduos, entre outros.

E que mudanças na utilização da plataforma vocês realizaram nos últimos dois anos?

Com a pandemia, tivemos muitas mudanças, uma delas foi a contratação de novos colaboradores. E nós conseguimos levar esse desafio para a plataforma no sentido de desenvolver as avaliações. 

De imediato, a equipe do Medportal topou nos auxiliar nesse projeto para que pudéssemos realizar as provas por ali. E desde então trabalhamos nesse formato, tanto para candidato interno, quanto para externo. 

Conseguimos personalizar exatamente como gostaríamos, inclusive com tempo determinado para abrir e fechar as provas, e com adaptação dos formatos: temos provas de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, com imagens etc. Foi realmente muito positivo.  

Quais benefícios a instituição mapeou em relação a iniciar os processos de contratação com a plataforma de educação digital?

Para aplicarmos uma prova para 1.000 candidatos, precisávamos recrutar muitos colaboradores a fim de acompanhar as provas nas salas. Com a pandemia, que impôs a redução de pessoas por salas nas provas, precisaríamos aumentar o número de salas e de colaboradores que teriam que deixar as suas atividades para aplicar essas provas. 

Além disso, havia geração de horas extras em outras demandas. Então, conseguimos reduzir esse cenário drasticamente, porque o colaborador não precisa mais ser retirado de seu trabalho para aplicar a prova. Sem contar que foi uma maneira mais fácil, porque corrigir 1.000 provas demora. Então foi um gatilho que realmente nos possibilitou otimizar o tempo e otimizar a equipe.

Outro ponto importante e que fez toda a diferença é que conseguimos introduzir o Medportal também para fazer a integração desses novos colaboradores. Antes, eram três dias de palestras e três dias em que recrutávamos os nossos colaboradores, em geral da gerência, para recepcionar os recém-chegados. E o cronograma prevê essas atividades todo mês, então, geramos uma boa economia de tempo. Com a plataforma, produzimos os vídeos, reunimos as informações e tudo é feito por ali. 

Como é o processo de contratação como um todo?

Além da prova escrita, eles fazem o teste psicológico e depois a entrevista. Então, todo esse conteúdo teórico foi transferido para a plataforma, que já faz uma primeira seleção. Depois fazemos as outras duas etapas presencialmente. 

E a capacitação digital consegue auxiliar para além desse momento de avaliação?

Sim, com certeza. Ainda mais se considerarmos que hoje é difícil quem não fique tanto tempo no celular, e tudo pode ser feito pelo celular. Por exemplo, para o colaborador desprender um tempo para sair de casa a fim de fazer um treinamento, nem sempre é possível por vários motivos: não tem com quem deixar o filho ou tem algum outro impedimento. E com a plataforma, o colaborador pode realizar os cursos e treinamentos a qualquer momento. Então, nós temos no hospital uma sala de informática à disposição do colaborador. Além disso, a plataforma é liberada em todos os computadores do hospital e, com isso, ele consegue acessar o conteúdo em seu próprio setor. 

E a plataforma ajuda na divulgação da cultura institucional para que o novo colaborador se integre ao ambiente e se adapte aos protocolos da instituição. Temos trabalhado isso porque queremos ver essa semente se desenvolvendo sempre. Curiosamente, nesta semana, recebi uns cinco e-mails de gerentes pedindo informações sobre a plataforma porque querem inserir cursos. Então, essa procura vem crescendo muito porque eles entendem que a plataforma está aí para agregar. 

E como vocês regam essa semente, o que fazem para que ela cresça e floresça?

Sempre tentando inovar, colocando cursos novos, mostrando os benefícios desse modelo de treinamento, uma vez que ele trabalha com avaliação pré e pós, então, nós conseguimos ver o quanto que realmente esse treinamento teve resultado sobre o colaborador. Assim, temos utilizado cada vez mais a plataforma, gerando relatórios e analisando as notas a fim de motivar ainda mais o colaborador.

E como vocês avaliam se esses objetivos estão sendo atingidos, que indicadores vocês utilizam para essa avaliação?

Estabelecemos uma nota mínima de 70 pontos na prova para que o colaborador atinja um nível desejado. Também avaliamos a frequência no curso e estamos sempre acompanhando esses resultados.

E foi interessante porque fizemos um treinamento em que alguns colaboradores não atingiram essa nota mínima, e como a plataforma mostra onde eles erraram, a supervisora da unidade pôde chamá-los e tirar as dúvidas de todos eles, então, ela reforçou um conteúdo importante que tinha deixado dúvida para alguns. Essa possibilidade de acompanhamento é muito interessante.

E quais as expectativas para o futuro em relação à educação digital no HMCC?

Que nós possamos difundir esse conteúdo cada vez mais, esse é o maior desafio. E para isso precisamos estimular o colaborador para que ele acesse a plataforma com frequência, seguro de que ali terá um novo conteúdo para ele. Nosso desejo é que os colaboradores sintam a necessidade de buscar mais conhecimento espontaneamente. É outro trabalho diário e constante que temos tentado fazer.

Aprimorar os processos seletivos da sua instituição também é um desafio, este é mais um motivo para você entrar em contato com o Medportal para que possamos apoiar a sua instituição de saúde. Clique aqui e converse com nossos especialistas.

Sobre o HMCC

Inaugurado em julho de 1979, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti foi construído pela Itaipu Binacional inicialmente para atender seus trabalhadores durante a construção da maior usina hidrelétrica do mundo. No entanto, o hospital foi muito além de sua missão original e passou a ser referência em saúde para uma grande região. Em 1994 foi instituída a Fundação de Saúde Itaiguapy para administrar o Hospital Ministro Costa Cavalcanti. A partir desse ano, o hospital vem passando por uma série de reformas estruturais para oferecer o mais alto nível de atendimento hospitalar da região. Em 1996, o HMCC iniciou o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde e atualmente mais de 60% dos atendimentos são destinados aos usuários do SUS.

Sobre o Medportal

O Medportal trabalha oferecendo ferramentas para que organizações de saúde implementem e gerenciem programas de educação digital. São mais de 300 mil profissionais de saúde, de aproximadamente 220 organizações ativas em suas plataformas especializadas em conteúdo e capacitação digital. Como resultado do programa, os clientes apresentam considerável redução de custos em treinamentos, melhorias em NPS de clientes, inteligência em dados, relatórios e benchmark com outras instituições de saúde.

As instituições clientes tem a possibilidade de inserir seus próprios protocolos e treinamentos nas plataformas, além disso, com a biblioteca de conteúdos do Medportal, organizações de saúde podem iniciar projetos de educação digital com treinamentos prontos para uso, elaborados com a expertise de especialistas em áreas estratégicas da educação. Entre em contato com nossos especialistas e implemente um programa de Educação Digital.

Ensino phygital na saúde: uma experiência de aprendizagem atrativa e sustentável

Embora a educação presencial ainda seja a zona de conforto de muitas pessoas, o ensino híbrido chegou de mansinho e foi se estabelecendo até tornar-se um programa de educação formal. Esse modelo traz o melhor da educação presencial com a cereja do bolo do EAD. 

Mas talvez o termo “híbrido” já não seja mais suficiente para abarcar o novo modelo de aprendizagem. Por isso hoje fala-se em “phygital” – ou figital – que compreende justamente essa convergência do mundo físico com o mundo virtual e suas implicações reais no processo de ensino.

Muita gente defende que esse modelo veio para ficar.

O professor José Moran é um deles. Pesquisador e designer de ecossistemas inovadores na educação, Moran é um dos fundadores do “Projeto Escola do Futuro” da USP (Universidade de São Paulo), onde deu aulas de Novas Tecnologias. 

Em seu artigo “Educação híbrida: um conceito chave para a educação, hoje”, o pesquisador reforça que apenas mudando a educação é possível mudar o mundo. E é preciso começar por nós mesmos.

Então, que comecemos com conhecimento, afinal, tem tido um crescente aumento na demanda de ações de formação. Isso porque está cada vez mais claro que aquela nuvem que integra conhecimento, experiências e boas práticas impacta o resultado do negócio.

E o phygital cumpre a função principal da educação de auxiliar o aprendizado do estudante, por meio da comunicação e do compartilhamento de informações, com o objetivo de construir histórias de vida que façam sentido, que possibilitem uma melhor compreensão do mundo, que despertem a capacidade de lidar com o próximo e de entender o funcionamento de si mesmo. E é primordial entendermos que, mais que nunca, se queremos estar atualizados nos dias de hoje, estudar é tarefa para a vida toda.

A educação já é um dos pilares evolutivos da maioria das corporações, que disponibilizam programas educacionais para o desenvolvimento de seus colaboradores de acordo com seus os objetivos estratégicos.Tais programas, primordialmente, precisam estimular os colaboradores a evoluir como pessoas, desenvolvendo a capacidade de fazer escolhas pessoais e técnicas adequadas, de modo a se libertarem das dependências, tornarem-se mais produtivos e realizados e contribuírem para o crescimento de suas corporações.

Mas afinal, o que é o ensino híbrido?

“O ensino híbrido é um programa de educação formal no qual um aluno aprende, pelo menos em parte, por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, lugar, modo e/ou ritmo do estudo, e pelo menos em parte em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência”.

A definição acima é do professor de Administração de Empresas na Harvard Business School, Clayton M. Christensen, considerado um dos maiores especialistas do mundo em inovação e crescimento.

Em seu artigo “Ensino Híbrido: uma Inovação Disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos”, escrito em parceria com Michael B. Horn e Heather Staker, Christensen explica que esta forma híbrida é uma tentativa de oferecer as vantagens da educação online combinadas com todos os benefícios da sala de aula tradicional.

E ainda conceituando o ensino híbrido, o autor afirma que as práticas de Rotação por Estações, Sala de Aula Invertida e Laboratório Rotacional seguem o modelo de inovações híbridas sustentadas e incorporam as principais características tanto da sala de aula tradicional quanto do ensino online.

Já as práticas Flex, A La Carte, Virtual Enriquecido e de Rotação Individual têm se desenvolvido de forma mais disruptiva em relação ao sistema tradicional, e até por isso geram mais impacto nos estudantes. Vejamos o que elas significam.


Modelos sustentados e modelos disruptivos

As práticas que integram essas duas categorias de ensino híbrido dizem respeito ao nível de inovação e de disrupção que se consegue projetar nas experiências educacionais híbridas.

  • MODELOS SUSTENTADOS

A Rotação por Estações propõe a utilização de diferentes recursos, como realidade aumentada, animação, entre outros, para experiências práticas do cotidiano, como lavar corretamente as mãos de modo a garantir a segurança do colaborador.

Na Sala de Aula Invertida o aluno é convidado a passar por um processo de formação para que tenha suporte, know how para discutir determinados assuntos no encontro presencial. Em outras palavras, é uma capacitação que prepara o estudante para que o momento presencial seja afinado.

Laboratório Rotacional é o momento em que o aluno tira dúvidas, conversa com o tutor, que deve ser preparado para conduzi-lo, e desenvolve atividades. 

As práticas dos modelos sustentados visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas para os estudantes.

  • MODELOS DISRUPTIVOS

As práticas Flex trazem uma variação das atividades entre momentos síncronos e assíncronos. 

Na proposta A La Carte, o aluno faz a curadoria do conteúdo e escolhe o quê, quando e como aprender. Ele monta a sua própria trilha de aprendizagem.

O modelo Virtual Enriquecido proporciona, basicamente, oportunidades para que os alunos tenham momentos síncronos e assíncronos com a mesma regularidade. Ou seja, para cada 1h de aprendizado online autônomo, ele deve ter 1h de aprendizado com a turma, seja no presencial ou no virtual, como tem sido permitido ultimamente. 

E, por fim, a Rotação Individual estabelece roteiros didáticos para percursos específicos para cada aluno, que atendam de maneira personalizada as suas demandas pessoais. É uma excelente forma de ensino, porém exige mais tempo e dedicação. Atualmente a tecnologia e a Inteligência Artificial aplicadas ao processo de aprendizagem facilitam a sua adoção em maior escala.

Os modelos disruptivos também visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas, com o diferencial de que impactam mais justamente pela disrupção, pela novidade.


Benefícios do ensino híbrido

São inúmeros os benefícios do ensino híbrido. Não é à toa que tantos pesquisadores defendem que ele será definitivamente estabelecido e adotado como o modelo padrão de educação em um futuro próximo. 

O primeiro ponto de destaque é a interação que ele possibilita, as pessoas constroem colaborativamente o tempo todo. O ensino híbrido também estimula a aprendizagem ativa, ou seja, o aluno torna-se o protagonista do seu processo de aprendizagem, participando ativamente, se valendo desses momentos online para ter contato com conteúdos que alimentam discussões, laboratórios e estudos de caso do presencial. 

Todo esse contexto promove uma aprendizagem significativa, isto é, o aluno aprende para além da tela do Zoom. Ele se torna capaz de ensinar o que aprendeu e aplicar aquele conhecimento em outro contexto. Em outras palavras, as novas competências já se tornaram uma memória de longo prazo

O ensino híbrido gera uma melhora no engajamento em relação ao EAD, por exemplo, com os encontros em que se estimula a turma e potencializa todas as discussões, porque o foco está no que realmente é significativo para os alunos.

E além de todos esses benefícios reunidos – educação personalizada, aprendizagem significativa, melhoria do engajamento, flexibilidade – ainda reduz as despesas com os encontros presenciais. De um modo geral, o ensino híbrido melhora a experiência de aprendizagem do aluno.

E isso é ainda mais identificável na área da saúde. Porque muitos treinamentos dependem de simulações que não podem ser feitas somente pelo computador – como por exemplo procedimentos de ressuscitação, punção lombar, traqueostomia e demais intervenções, de urgência ou não.

Ou seja: o ensino híbrido não só é recomendável, como muitas vezes é essencial. É a combinação entre o conteúdo certo de EAD e de técnicas presenciais acelerando o conhecimento, o que determina o sucesso do programa. 


Um grande diferencial

Nesse contexto todo, as plataformas de LMS (Learning Machine System) se configuram como um grande diferencial no ensino híbrido, já que são ferramentas importantes para um ensino à distância moderno, viabilizando interação, treinamentos e produção de conteúdo personalizado. 

Para o professor da USP, “a aprendizagem se constrói num processo equilibrado entre a construção coletiva – através de múltiplas formas de colaboração em diversos grupos – e a personalizada – em que cada um percorre roteiros diferenciadores. A aprendizagem acontece no movimento fluido, constante e intenso entre a comunicação grupal e a pessoal, entre a colaboração com pessoas motivadas e o diálogo de cada pessoa consigo mesma, com todas as instâncias que a compõem e definem, numa reelaboração permanente”.

Nesse sentido, quando se fala em tecnologias híbridas, como as plataformas de LMS, fala-se também em integração. “Híbrido também pode ser um currículo mais flexível, que planeje o que é básico e fundamental para todos e que permita, ao mesmo tempo, caminhos personalizados para atender às necessidades de cada aluno”, defende Moran.

E é exatamente nesse contexto que o Medportal atua, oferecendo conteúdo de formação básica para profissionais do setor da Saúde, mas também possibilitando a criação de conteúdos personalizados. A tecnologia do Medportal permite que a instituição de saúde personalize trilhas de aprendizagem facilitando a aplicação dos modelos de aprendizagem híbrida acima descritos.

Para saber mais sobre ensino híbrido ou sobre a plataforma Medportal, clique aqui e entre em contato conosco. 

Engajamento, aprendizagem e gamificação na área da Saúde: um caminho desafiador e de conquistas como o do Pac-Man

Intervalo de turno e lá está o colaborador com o celular nas mãos, muitas vezes jogando Candy Crush para desestressar. Outro dia, um deles até se esqueceu de comer porque estava jogando. O cenário é comum não só em hospitais, mas em tantas outras empresas, independentemente de suas áreas de atuação. 

Em Saúde não é diferente. Onde há ser humano, há mentes que precisam desanuviar para depois se concentrar novamente, como ocorria no célebre Pac-Man e nos tantos jogos digitais que existem atualmente. E com tantos recursos disponíveis, conseguir engajamento de seus colaboradores num processo de aprendizagem contínua se torna um desafio. 

A gamificação, contudo, pode ser a ferramenta adequada para resolver esse imbróglio, justamente porque tem a missão de tornar a aprendizagem envolvente por meio do entrelaçamento cuidadoso da mecânica, da dinâmica e de elementos do jogo no design instrucional. O processo deve ser sistemático e deliberado, onde o interlocutor não é passivo, mas participa de todas as etapas.

Experiências de aprendizagem gamificadas

Quando uma empresa decide aderir à gamificação, precisa estar atenta a alguns detalhes importantes. Por exemplo, existe uma diferença entre plataforma de aprendizagem gamificada e experiências de aprendizagem gamificadas.

Especialista no assunto, Felipe Vila, fundador da Vila dos Games, explicou esses conceitos durante sua apresentação no Programa de Certificação Healthcare E-Leadership, e inspirou a produção deste artigo.

De acordo com o especialista, plataformas podem ter características de um jogo, inclusive em alguns casos com a aparência de um jogo, mas não incluem todos os elementos necessários para que se configurem efetivamente como um jogo. Em geral, são trilhas cheias de objetos de aprendizagem em diversos formatos, tais como vídeos, atividades, leituras ou até pequenos jogos organizados numa trilha gamificada. 

Ou seja, uma trilha de aprendizagem digital que tem associados a ela recursos como pontos, placares, avatares etc., mas que não é um jogo exatamente. É, sim, uma trilha que usa elementos de jogos para se tornar mais interessante.

Essa situação é bastante diferente de um jogo em que o colaborador aprende na prática, isto é, seguindo um sistema das regras do jogo como ocorre nos tradicionais Banco Imobiliário, War, Ludo etc.

Ué, então o que são as tais experiências de aprendizagem gamificadas? São aquelas que inserem os colaboradores em um jogo de aprendizagem mesmo, permitindo que – jogando – eles aprofundem o conhecimento sobre determinado assunto.

Conceitos

Segundo Brian Burke, vice-presidente de pesquisa do Grupo Gartner, gamificação é o uso de mecânicas de jogo e design da experiência para engajar e motivar as pessoas a atingirem as suas metas. E esse é um ponto bastante interessante, voltaremos nele logo abaixo. 

Já para Karl Kapp, cofundador da Enterprise Game Stack, gamificação é um recurso de design, uma maneira de projetar o aprendizado para torná-lo envolvente, afinal, o game de aprendizagem tem como propósito gerar memória de aprendizagem efetiva.

O envolvimento que os jogos proporcionam favorece essa aprendizagem, reforçando a frase eternizada pelo filósofo chinês Confúcio: “Conte-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu apenas me lembrarei. Envolva-me e eu realmente compreenderei”.

O caminho desafiador e de conquistas

Há dois importantes diferenciais que as empresas devem estar atentas ao colocar em prática experiências de aprendizagem gamificadas: um deles é a conexão com várias partes do cérebro; o outro é o que mencionamos acima sobre motivar o colaborador a atingir suas próprias metas.

Vamos ao primeiro diferencial: estudos apontam que quando se cria experiências imersivas que se conectam com várias partes do cérebro, a chance de gerar memória de longo prazo é muito maior.

Isso significa que os jogos devem ter desafios que estimulam o cérebro com regras, estratégias, movimentação, pressão de tempo, surpresas, conversa, cores e ícones, desafio épico, conversas, entre outros elementos da gamificação.

Vale reforçar, portanto, que a gamificação na aprendizagem pode incluir elementos tão diversos quanto narrativas históricas, design, avatar, personagens, sistema de causa e consequência, sistema de pontuação, equipe competição, cooperação, enfim, recursos do universo dos jogos. 

O segundo diferencial é que a gamificação precisa engajar as pessoas para que possam atingir as suas próprias metas, em outras palavras, incentivá-las a fazer algo que elas já queriam fazer. Ou seja, é preciso encontrar uma conexão entre propósitos pessoais e propósitos organizacionais, sem a qual, a gamificação seria um caminho mais tortuoso.

Então, encontrar um propósito de aprendizagem que atenda a organização, mas também que se conecte com o propósito de aprendizagem e desenvolvimento individual é fundamental para a empresa que quer começar a pensar numa estratégia de gamificação.

Aplicação na Saúde

Todo o processo visto neste artigo é perfeitamente aplicável em hospitais e outras instituições da área da Saúde que reconhecem a educação continuada como um diferencial nos resultados dos serviços prestados aos clientes e pacientes. 

Também é possível gerar engajamento e levantar informações através de jogos com os pacientes. Um caso bastante conhecido nesse sentido é o do Hospital SickKids, em Toronto, que precisava aferir o nível de dor em crianças que passavam por tratamento quimioterápico. 

Parte do processo de tratamento realizado naquela importante instalação de oncologia pediátrica envolvia a manutenção de diários detalhados sobre a dor. Para conseguir essa façanha, o hospital introduziu um jogo na rotina dos pacientes, que ganhou não só a atenção das crianças, mas o destaque nos veículos de comunicação

Com tema de investigação policial e atores famosos de filmes policiais, o Pain Squad Mobile App apresentava alguns mistérios para as crianças desvendarem e, de tempos em tempos, as convidava para relatar como estava o nível de dor. 

O jogo não só tornou mais fácil para os pacientes da SickKids preencherem os diários necessários para o tratamento, como também lhes deu um senso de propósito. Os games, portanto, podem ser utilizados para aprendizagem, mudança de comportamento e sensibilização. 

Formatos

Para terminar, vale uma rápida abordagem sobre os formatos das experiências de aprendizagem gamificadas, que podem ser presenciais ou digitais. Games presenciais proporcionam experiências síncronas, coletivas e que requerem baixa tecnologia. Em geral, são facilitados. 

Já os games digitais são experiências assíncronas, individuais, não facilitadas e que requerem alta tecnologia. Dentro desse formato, contudo, incluem-se os chamados games virtuais, que se configuram como um caminho do meio, possibilitando uma experiência síncrona, coletiva, facilitada e que requer um nível médio de tecnologia. 

Este último formato permite a troca de melhores práticas, diálogo, interação e acolhimento. Já imaginou um jogo de onboarding para receber os novos colaboradores de seu hospital? Seria interessante, não?

Para saber mais sobre gamificação, educação continuada em hospitais ou instituições da área da Saúde, entre em contato conosco.

4 motivos para tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital

Elevar os resultados do hospital diante de um cenário de transformação digital e necessidade de inclusão nesse novo universo é um desafio e tanto. Ao mesmo tempo em que deve se adequar a essa nova realidade, as instituições de saúde não podem deixar de atender as expectativas dos pacientes, além de, ainda, não deixar de lado o cuidado com os profissionais que atuam na linha de frente.

A tendência é que a procura por atendimento hospitalar só aumente ao longo dos próximos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida para 2060 será de 81 anos. Ou seja, vislumbra-se a elevação do número de pacientes no mercado da saúde e uma crescente demanda por serviços de saúde.

A busca pela melhoria hospitalar passa, necessariamente, pela gestão de talentos, afinal, o hospital é composto por pessoas que cuidam de pessoas. Profissionais de saúde com habilidades desenvolvidas, capacidades técnicas aprimoradas e olhar atento à saúde de seus pacientes. 

E é justamente para esses profissionais que o olhar de gestores e diretores deve se voltar, porque sua evolução e seu aprimoramento técnico estão diretamente relacionados aos resultados do hospital. Neste artigo vamos abordar 4 motivos para ajudar você a tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital. 

Talvez você já possa imaginar, mas eles têm a ver com os profissionais que atuam na instituição. E têm a ver também com tecnologia em educação à distância, que nesse contexto todo impera como uma solução fundamental para otimizar processos, promover mais eficiência no atendimento e suportar esse aumento de demanda. 

1. Por que mudar?

O mundo está em constante mudança e essa é uma máxima preconizada pelo filósofo Heráclito, que viveu em 500 a.C., que defendia com veemência que tudo flui. E ele tinha razão. A valorização profissional de hoje é muito maior do que se via antigamente. Ainda bem!

E uma importante maneira de valorizar os profissionais é garantir uma educação continuada praticável, viável e de qualidade.

Com a pandemia e a evolução tecnológica e digital, os cenários mudaram ainda mais e obrigaram as instituições a se adequar. Nesse sentido, viabilizar uma experiência de aprendizagem e comunicação personalizada de acordo com a necessidade de cada aluno é um importante caminho para conquistar resultados melhores para o hospital. Quem não mudar, vai ficar para trás.

2. Por que agora?

A resposta é quase óbvia. Porque ninguém sabe quanto tempo essa pandemia vai durar. E também porque nenhum hospital pode ou quer perder os seus colaboradores, profissionais treinados e capacitados para exercer suas funções. E, ainda, porque a ferramenta correta de educação continuada pode elevar os resultados do hospital.

Quer só um exemplo? Imagine fazer o onboarding de sua empresa em uma plataforma digital robusta e com potencial para ser totalmente personalizada? E, com isso, assegurar aos seus colaboradores um embarque seguro para atuar no hospital. Sim, é importante que seja agora. Indo além, imagine que sem uma plataforma digital, esse onboarding estaria sendo realizado pelos melhores e mais experientes profissionais, que deixariam seus postos na linha de frente do cuidado para treinar repetidas vezes o mesmo conteúdo para cada nova turma de novatos . Evitar o desperdício é a máxima de qualquer boa gestão.

3. Por que – afinal – investir recursos em EAD?

Os resultados gerados com a implantação do EAD em Saúde impressionam. No Medportal temos registrado ótimas experiências com a implantação de modelos digitais ou híbridos para treinamento de equipes, em detrimento do modelo presencial.

Só para se ter uma ideia, um de nossos clientes – o Hospital Dom Alvarenga – decidiu adotar a educação continuada em parceria com o Medportal e registrou alta escalabilidade, com crescimento dos alunos matriculados em cursos. O índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas.

O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia.

Já a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) decidiu ampliar os treinamentos online no início de 2020, por força da pandemia do coronavírus, e aumentou em 40% o volume de cursos disponibilizados em parceria com o Medportal. 

O EAD permitiu que a instituição levasse o conteúdo educacional para todas as suas unidades, para além do Hospital Ortopédico. Um ano depois, a associação registrou alta de 80% no número de alunos cadastrados na plataforma.

E em termos de orçamento, os resultados com a adoção de uma ferramenta digital são surpreendentes. No Medportal, o investimento para um projeto básico de educação corporativa digital pode ser iniciado a partir de R$0,95/mês por colaborador para a maioria dos clientes.

4. Por que o Medportal?

Quando percebemos que o aprendizado efetivo demanda conteúdo, ferramentas adequadas e estratégias, ampliamos o nosso escopo com o desenvolvimento do Medportal, uma ferramenta digital que permite prover uma experiência de aprendizado customizada para cada instituição e seus colaboradores.

Com o Medportal, é possível incentivar a capacitação e o intercâmbio de conhecimento por meio de um ambiente virtual de aprendizagem (Learning Management System – LMS) completo e intuitivo. E, com isso, ter uma equipe eficiente e bem treinada, alinhada aos objetivos estratégicos da sua instituição.

Para saber mais detalhes sobre as nossas soluções, acesse nosso site ou clique aqui e entre em contato conosco.

Conhecimento, atualização e criatividade: a produção de conteúdo em educação corporativa na Saúde

A produção de conteúdo em educação corporativa na área da Saúde é um desafio que exige conhecimento, atualização e criatividade. O conhecimento é necessário não só para a elaboração de cada tema, mas principalmente para a definição de objetivos estratégicos, considerando todo o contexto. 

Já a atualização é fundamental, especialmente na área da Saúde, que tem um caráter muito dinâmico. E a criatividade, bem, nem precisamos dizer o quanto ela auxilia nas tarefas de produção e organização dos materiais, de modo a torná-los palatáveis, de fácil acesso e atrativos. Como disse Steve Jobs, “criatividade é a arte de conectar ideias”, e é justamente desta forma que ela auxilia na educação corporativa. 

A Biblioteca de Conteúdo do Medportal é construída com base nas temáticas mais relevantes para os clientes. A produção de cada material sempre se inicia com um estudo do cenário atual, em busca das tendências e novidades do mercado. Além disso, anualmente realizamos uma pesquisa com os nossos clientes para levantar as necessidades de treinamento.

O Medportal conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais renomados da área da saúde e especialistas em educação digital para a aplicação dos conceitos de microlearning e andragogia, direcionando a produção contínua de conteúdo.

Os desafios vencidos e o fortalecimento da solução 

Os principais desafios na produção de conteúdo em educação corporativa na Saúde são manter a biblioteca atualizada e desenvolver os assuntos de maneira abrangente, de modo que o mesmo treinamento possa ser aplicado em diversas regiões do país ou diferentes tipos de serviço.

Mas justamente o caminho percorrido para vencer os desafios foi o que ajudou a consolidar a solução oferecida pelo Medportal, com uma biblioteca robusta, com capacidade para atender aos objetivos estratégicos de hospitais e de outras instituições do setor da Saúde. 

A atualização da biblioteca ocorre periodicamente, tanto dentro de uma programação pré-estabelecida, quanto para acompanhar os novos protocolos, procedimentos e tratamentos. Com o surgimento da pandemia, por exemplo, novos temas foram inseridos e alguns deles se consolidaram entre os assuntos mais procurados na plataforma. 

Os treinamentos do Medportal estão divididos em grandes áreas do conhecimento: segurança do paciente, melhores práticas assistenciais, legislação obrigatória no setor de saúde e qualidade e excelência operacional.

A educação corporativa contribui e muito com o resultado do serviço oferecido pela entidade ou instituição que, em geral, tem foco nos pacientes. Talvez justamente por isso, os treinamentos que trazem temas ligados às metas internacionais para a segurança do paciente são os mais acessados na biblioteca. 

Atualmente, com a pandemia, temas como a higienização das mãos e o uso correto dos EPIs também tiveram grande procura, gerando aderência na educação corporativa

Conteúdo personalizado

Além de atender aos objetivos estratégicos das instituições de Saúde, o Medportal também disponibiliza a possibilidade de construir trilhas personalizadas, conforme as demandas da instituição. 

Com isso, mesmo utilizando o conteúdo pronto da biblioteca, o cliente pode produzir os seus próprios conteúdos com as especificidades de cada serviço, além de incluir documentos e materiais de apoio na plataforma, construindo uma Trilha de Conhecimento personalizada, mesclando conteúdos próprios e conteúdos do portal.

A Biblioteca de Conteúdo do Medportal dispõe tanto de conceitos técnicos, quanto científicos. Com um conhecimento digital qualificado na ponta do mouse, o conteúdo está pronto para distribuição e incorporação interna pelas instituições.

Promover a evolução contínua das capacidades técnicas, com maior destaque aos conteúdos especializados para hospitais, é a missão da Biblioteca Científica do Medportal, que possui treinamentos estratégicos para que os profissionais possam aprender sobre assuntos relacionados à segurança do paciente cirúrgico, aplicações das principais recomendações dos protocolos de saúde na terapia intensiva e evolução da segurança anestésica no Brasil, dentre outros temas. 

Para saber mais detalhes sobre as nossas soluções, clique aqui e entre em contato conosco. 

Cálculo do ROI na educação em Saúde – a iniciativa que tem impulsionado hospitais

Muito se fala atualmente sobre propósito e motivação. Mas é preciso pensar: quais os gatilhos que cada um de nós tem para motivar-se? Num mundo cada vez mais digital, onde a informação está a todo tempo mais próxima de nossos mouses, a chave para essa pergunta pode ser: ter a compreensão e a dimensão real do resultado de nosso trabalho para o desempenho da empresa. E isso se chama impacto.

Não que isso seja uma tarefa fácil, mas há um senso comum de que nosso engajamento é maior e mais profundo à medida que temos maior clareza do caminho a percorrer e de onde queremos chegar.

Portanto, é fundamental correlacionar os nossos resultados pessoais aos das instituições em que trabalhamos. Várias metodologias ajudam nesse sentido: Peter Drucker, por exemplo, introduziu em 1950 o MBO (Management by Objectives)*, o que na era digital evoluiu para o OKR (Objectives and Key Results)**. Isso para abordar as mais conhecidas, mas há várias outras. O fato é que precisamos de indicadores que se relacionem com os resultados do negócio. 

Quando pensamos em educação corporativa na saúde, não é diferente. Conhecer e dimensionar seu impacto no resultado das instituições é determinante para evolução. Temos conversado com vários clientes e prospects e percebemos quão ampla pode ser essa atividade, de reconhecer o impacto no negócio. Como em todo processo de estabelecimento e mensuração de resultados, há que se começar por indicadores mais gerais, e o financeiro talvez seja o mais palpável.

Nesse sentido, o cálculo do ROI na educação em saúde pode ser um dos primeiros indicadores a ser mensurados. Mas isso só faz sentido em cenários de evolução da estratégia educacional e de modelos de ensino consistentes. 

Como exemplo, posso citar as reuniões de avaliação de resultados com os clientes do Medportal. Nelas, é possível perceber que o ROI aferido durante o primeiro ano de implantação do projeto chega a ser surpreendente. A iniciativa tem impulsionado hospitais e outras instituições a optar, seguramente, pelo treinamento por meio de uma plataforma robusta e digital de educação continuada.

A escolha do melhor caminho a ser seguido leva em conta, necessariamente, o retorno sobre o investimento (ROI). Não só para balizar o resultado dos gastos, mas também – e principalmente – porque esse retorno sinaliza o sucesso do modelo de educação utilizado.

Em geral, o que se espera de um programa de educação continuada é que ele forneça condições para o colaborador ter mais produtividade, eficiência e que esteja feliz por reconhecer a iniciativa como um investimento da empresa em sua carreira. Com isso, consequentemente, o ambiente de trabalho também melhora e se torna ainda mais propício ao crescimento da empresa.

Modelos para o cálculo do ROI na educação

Fazer o cálculo do ROI pode ser simples se você tiver um modelo a ser seguido. Existem várias possibilidades para essa checagem, e a escolha deve considerar o formato que melhor se adequa ao perfil do seu negócio. 

Para clientes que estão começando no Medportal, com foco em educação corporativa assistencial, recomendamos alguns modelos que trazem clareza sobre a diferença entre optar por um treinamento presencial ou uma plataforma digital. 

Um dos modelos mais básicos, leva em consideração as horas economizadas da equipe. Para chegar a esse dado, é preciso anotar e estimar o valor das horas de dedicação de instrutores, alunos e organizadores e então fazer o cálculo.

Vamos usar como exemplo um treinamento básico de enfermagem, de 1 hora de duração, qualquer que seja o tema, que pretende abranger toda a equipe. Imagine que o hospital tenha 1000 enfermeiros: seriam necessárias 25 turmas, com 40 alunos cada para atingir o objetivo. Normalmente esses treinamentos são ministrados pelos profissionais mais qualificados do corpo assistencial, como coordenadores ou gerentes de enfermagem.

Nesse contexto que te apresentei, a migração para o digital significa liberar minimamente 25 horas desse profissional, o que pode representar uma economia de aproximadamente R$ 1.100,00 se usamos o salário médio de mercado de gerentes de enfermagem***.

Ainda assim, também deve-se estimar as horas gastas com logística para os alunos. Para cada turma estima-se, em média, 20 minutos de deslocamento até o treinamento, mais o coffee break. Cada um dos 1000 enfermeiros estariam fora de seus postos assistenciais durante esse tempo, o que totaliza 333 horas utilizadas. Portanto, utilizando o salário médio de mercado para enfermeiros***, chegamos ao valor equivalente a R$ 7.284,00.

Para potencializar esse argumento, ainda é importante contabilizar quantas horas seriam usadas para a organização e gestão do evento presencial de educação. Nesse caso, para cada turma estima-se, em média, três horas para preparação, divulgação, coordenação do local e das matrículas — além dos registros de participação.

InvestimentoQuantidade de Horas Total Financeiro
Instrutor25R$ 1.100,00
Deslocamento enfermeiros333R$ 7.284,00
Gestão de cada Turma75R$ 1.643,00
TOTAL R$ 10.027,00

Parece pouco. Agora considere todos os treinamentos necessários para uma equipe de enfermagem que busca altos índices de eficiência e qualidade. Podemos tomar como base a Biblioteca de Conteúdos Técnicos do Medportal para termos uma dimensão. 

Nela, temos em torno de 1200 minutos de conteúdo considerado obrigatório para hospitais acreditados ou em processo de acreditação, ou seja, 20 horas de conteúdo digital. Se usamos o mesmo racional, para alcançar todo esse conteúdo para os 1000 enfermeiros, o investimento seria de R$ 200.540,00 (20 x R$ 10.027,00) . 

Claro que é uma comparação simplista, pois 1 minuto de conteúdo digital equivale a muito mais que 1 minuto de curso presencial. Se a proporção for 1 minuto digital para 5 minutos presenciais, esse valor fica em R$ 1.002.700,00.

Se você considerar o tempo gasto em treinamentos utilizando os conteúdos prontos da Biblioteca de Conteúdos do Medportal, chegará a um valor correspondente à economia de horas de dedicação da equipe do seu hospital. 

Esses valores não deixam dúvidas quanto à economicidade do modelo digital, sem falar na abrangência.

Mas não para aí

Mesmo tempos depois da migração para o modelo digital, a ampliação das aplicações permite alcançar mais ganhos. São vários casos que nossos clientes compartilham. 

Em um deles, o hospital decidiu substituir um treinamento presencial optando por transformá-lo em um modelo híbrido: conteúdo digital pela plataforma Medportal e simulação presencial. Chegou a um ROI interessante, considerando apenas a equipe de enfermagem que deveria realizar o curso em 2020. 

Isso porque o hospital subsidia a presença dos enfermeiros, então o valor agregado que conquistou com a plataforma foi bem marcante – R$ 376,5 mil!

E esse não foi um caso isolado. O hospital Santa Catarina, de Blumenau (SC), também calculou o ROI na educação em Saúde e durante a reunião de avaliação de resultados apresentou os seus números, demonstrando a satisfação pela escolha realizada. 

De maneira geral, entendemos que o digital integrado ao treinamento presencial é um modelo que gera muito valor às organizações. O que se tem percebido como um todo nas empresas de Saúde que se dispõem a calcular o ROI dos treinamentos corporativos é que a transformação digital da educação traz eficiência e escalabilidade. E, é claro, a geração de valor para a instituição, seus colaboradores e clientes.

*Drucker, P., The Practice of Management, Harper, New York, 1954; Heinemann, London, 1955; revised edn, Butterworth-Heinemann, 2007.

**Measure What Matters: How Google, Bono, and the Gates Foundation Rock the World with OKRs, Doerr, John, New York, 2018.

***Fonte: Glassdoor.

Hospital Santa Catarina de Blumenau e a tecnologia como propulsora de qualidade

Instituição de saúde destaca a importância dos ativos digitais como ferramentas para crescimento institucional e consolidação de valores entre colaboradores e pacientes

Humanização, processos bem estruturados e o comprometimento sempre com o melhor serviço prestado aos pacientes, além do bem-estar de todos os seus colaboradores. Essas são três das premissas que norteiam a rotina do Hospital Santa Catarina de Blumenau (HSC), localizado na região Sul do Brasil, que aposta em um programa de educação digital para fomentar a cultura da organização e estabelecer um padrão de qualidade em todos os âmbitos de sua rotina.

Quando foi fundado em 1920, a instituição contava apenas com 50 leitos. Esse número cresceu ao longo dos anos, junto a uma série de desafios e evoluções na gestão da organização que sempre foram superados, levando a consolidar-se como um hospital de grande prestígio, com pacientes e colaboradores no centro da atenção. E hoje, alinhado aos valores centrais, a tecnologia combinada a educação continuada digital apresenta-se como uma importante ferramenta de exponenciação e fortalecimento da instituição. Como pontua o supervisor de TI do HSC, Gustavo Weingärtner: “Temos uma área bem estruturada de educação corporativa no hospital. Essa área atua há bastante tempo e está madura em relação aos processos. Atualmente utilizamos uma ferramenta que nos dá um grande suporte: o Medportal”, completa o gestor.

Com mais de 2300 alunos ativos na plataforma de educação, o HSC possui um quadro de evolução consideravelmente expressivo em um ano de projeto educacional. Com um aumento de 55% em matrículas de colaboradores desde o ano passado. Esses dados são resultado de um planejamento efetivo e combinado a um processo de gestão que envolve não apenas o setor de educação continuada, mas também toda a área de TI. “A pandemia trouxe muito isso, que é a educação à distância, a educação online. Cada vez mais, esse processo fica enraizado nas pessoas. A necessidade de fazer reuniões, de ter treinamentos gravados e, além disso, que esses treinamentos gravados sejam ferramentas para criar engajamento”, acrescenta Gustavo.

Além de destacar a importância da flexibilidade da educação digital, no qual o colaborador pode concluir a sua capacitação no momento mais oportuno, Weingärtner comenta que a participação do setor de tecnologia da informação do Hospital na elaboração de qualquer projeto digital dentro da instituição é fundamental, pois quando bem assistido, pode lidar com os desafios de forma rápida. “Isso é muito importante. Dar autonomia para que as pessoas tenham uma ferramenta e possam acessá-la quando tem oportunidade. O desafio [no caso do Medportal] na área de TI não foi tão grande, pois recebemos a ferramenta estruturada, apenas necessitando adequar o ambiente para que ela funcionasse bem dentro da nossa rede. Após isso, o principal ponto foi disseminar esse processo de educação à distância entre os colaboradores”, pontua Weingärtner.

Para além da capacitação continuada, a tecnologia no HSC é um pilar central da rotina, que conta com sistemas integrados para conferir maior qualidade aos profissionais da instituição. O supervisor pontua que para assegurar uma entrega de valor aos pacientes, todos os setores de um hospital devem estar alinhados e comprometidos com o melhor da instituição. “Quando se trata de um hospital, com um sistema totalmente integrado, do início ao fim, no qual todo mundo utiliza o mesmo sistema, é vital termos alta disponibilidade de todos os recursos que entregamos. É imprescindível que o gestor e a equipe de TI como um todo tenham essa visão de que o hospital não pode parar de forma alguma. Estamos trazendo muita tecnologia para a vida das pessoas. Se pararmos de alguma forma a área e a tecnologia, o hospital ficará manco, pois teremos que retornar para processos antigos, manuais e com alcance limitado”, completa o gestor.

O próximo grande passo tecnológico é a integração dos dados entre a plataforma de educação e o sistema do Hospital. Para isso, já foi desenvolvido o escopo em conjunto com as equipes do Medportal e do ERP. A equipe percebeu o quanto uma solução em nuvem pode trazer agilidade e economia, inclusive nesse ponto. Desta forma, idealizaram uma interface pronta para conectar com outras ferramentas, ou seja, que no nosso caso do Medportal, não demandou customização. Já do outro lado, a simples recepção de dados demanda customização e orçamento para implementá-la, o que vai mobilizar a estrutura institucional para evoluir.

Toda essa rotina descrita por Gustavo, deixa nítido o quanto o dia a dia de um hospital também impacta diretamente nos processos de qualidade de uma organização. Neste caso, em específico, ela envolve áreas que vão desde a triagem no atendimento ao paciente, até o processo de alta. E toda essa cadeia de funcionamento lida com profissionais das mais diversas responsabilidades, nesse sentido, ter um sistema ágil integrado ao ecossistema da organização é imprescindível. “É uma instituição bastante complexa, são muitos pontos. Às vezes as pessoas de fora não conhecem muito bem como o hospital funciona, não tem uma visão tão profunda de toda a estrutura. Por trás do atendimento ao paciente, existe toda uma cadeia de apoio que é muito grande e importante. Higienização, compras, suprimentos, para citar algumas. Vai desde um detergente, um medicamento, até um material caríssimo para uma cirurgia”, exemplifica Gustavo.

Tecnologia disponível gera oportunidades continuamente

Assim como Gustavo destaca o valor de processos ágeis e bem integrados entre a equipe, para as enfermeiras do setor de Educação Continuada do Santa Catarina, Angela Poffo e Juliete Steffan, esse trabalho em conjunto ao setor de Tecnologia foi essencial para o desenvolvimento do programa de educação digital. Quase dois anos depois do início de uso, os bons resultados se renovam e consolidam o HSC com números surpreendentes: média de 1,6 conteúdo novo por semana na plataforma nos últimos 12 meses; transformação das atividades de equipe que passaram a ser em grande parte digitais e através da plataforma, como SIPAT e Semana da Enfermagem; e 93% dos dos programas propostos concluídos, sendo 90% nota média obtida pelos colaboradores (aqui colaborou o grande entusiasmo da Catarina).

Foto: Hospital Santa Catarina de Blumenau / Reprodução/Linkedin

Além disso, o apoio no processo de implementação foi essencial para direcionar quais caminhos seriam ideais para estabelecer uma metodologia educacional ágil e inovadora. “A decisão de optar pelo ensino digital trouxe muitos desafios, proporcionais ao nosso empenho em educar. No início, foi preciso aprender como lidar com essa nova tecnologia, aprender mesmo a usar a plataforma, uma nova realidade para todos. Buscar conhecimento em edição de vídeos e imagens, trabalhar com conteúdo de fácil entendimento sem sair do foco de aprendizado. Contamos muito com o apoio da Marina Santiago e do Carlos Sakuragui. Com o tempo, nosso entendimento em relação a plataforma evoluiu, trouxe novidades de personalização e uma nova forma de planejar, o que melhorou nossa operação. As mudanças tecnológicas constantes estão sendo diariamente trabalhada com os colaboradores, de fato, é uma cultura nova e requer, apoio e incentivo da educação corporativa”, expõe Angela Poffo, que, junto a Juliete, enxergam na educação uma importante ferramenta não apenas para o sucesso da instituição de saúde, mas também da rotina e conhecimento de todos os colaboradores.

Em relação aos resultados, os números indicam um sucesso nas áreas mais cotidianas dos profissionais, como ganho de tempo, melhor visualização do cenário em que um paciente está inserido, além da gestão contínua das lideranças. Como um ponto importante, esse movimento de gerenciamento da educação digital, permite ainda uma redução de aproximada de R$1200 com a integração de um novo enfermeiro*. “Ano passado transformamos o processo de integração de novos colaboradores que passou a ser 100% digital. Antes, um novo enfermeiro demorava em média 24 horas para chegar à assistência. Atualmente, em 6 horas, ele já pode assumir seu posto. Além da otimização do tempo do novo colaborador, impacta também na disponibilidade das lideranças que tinham que acompanhá-los durante esse tempo. Imagine o que isso significa em época de pandemia! Ao fim, de modo geral, liberamos ao todo 4 dias por mês de várias lideranças que se revezavam monitorando os processos de integração de novos colaboradores”, finaliza Juliete.

Para o futuro, além do foco em apresentar reflexos expressivos, seja na gestão de pessoas ou em processos de qualidade e segurança que sejam econômicos, o Hospital Santa Catarina de Blumenau segue focado em entregar o melhor sempre. Afinal, o ingrediente fundamental e nada básico já possuem: uma equipe engajada com seu legado.

*Valores considerando o salário básico de enfermeiros e coordenadores publicado na plataforma Glassdoor.

Lab Rede lança plataforma de educação continuada em parceria com o Medportal

 O Lab Rede, laboratório de referência em diagnósticos especializados, lançou na última semana o Rede Digital, uma plataforma de educação continuada, disponibilizada pelo Medportal. O lançamento foi anunciado e detalhado durante um Webinar no YouTube.

A iniciativa corrobora a postura inovadora dos diretores do laboratório, que nasceu em 2000, fruto de um sonho transformado em realidade por empreendedores que buscavam oferecer exames especializados com alto padrão de qualidade, rapidez e custos compatíveis. O foco na força de trabalho e na competência de profissionais sempre se manteve.

A novidade vai bem ao encontro da aplicabilidade da educação e dos conteúdos do Medportal para o segmento laboratorial. “Esse movimento de entrada no mundo digital, no mundo do conhecimento e de compartilhamento de informações é algo que hoje se coloca como basilar, como fundamento no desenvolvimento das organizações. E para ter organizações mais fortes, precisamos olhar para as pessoas. O caminho escolhido pelo Lab Rede é certeiro”, afirmou Thiago Constancio, CEO do Medportal.

Para o presidente do Conselho Administrativo do Lab Rede, Marcelo Galasini, uma nova plataforma de educação digital após a pandemia, mais do que necessária, tornou-se urgente. A importância de profissionais constantemente atualizados e treinados é inequívoca.

“Precisamos viabilizar a troca de informações com qualidade, sabemos que o conhecimento pode inspirar novas atitudes e é isso que queremos. Essa decisão faz parte do nosso processo de buscar melhoria contínua em nossas atividades laboratoriais”, disse.

O webinar sobre o lançamento do Rede Digital foi apresentado por Ana Carolina Caetano e contou com a participação de Priscila Santos, consultora de RH; Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD e Pedro Gomes, gerente comercial do Lab Rede, além de Thiago e Marcelo.

Curadoria

Atualmente, há uma disseminação de informações expressivamente não delineadas para o objetivo de empresas no setor de saúde. Portanto, é fundamental catalisar um processo de educação digital direcionada. 

“Precisamos organizar o fluxo de informações com as pessoas dentro das organizações, o que exige uma curadoria. E o que o Lab Rede está fazendo é justamente criar esse movimento de curadoria de conteúdo de modo que traga resultados para o dia a dia da organização”, ressaltou o CEO do Medportal.

Segundo ele, com a pandemia, até 80% dos treinamentos que antes eram presenciais podem entrar num modelo de educação à distância. “Com isso, ampliamos o acesso à informação curada de qualidade e entregamos mais valor. Esse projeto está calcado em entregar mais valor para as pessoas, comodidade no aprendizado e resultado para as organizações”, afirmou Thiago.

Para a consultora de RH Priscila Santos, não poderia haver melhor caminho. “Estamos vivendo grandes desafios. O maior deles é a capacidade de engajar e manter um time produtivo, principalmente quando se fala em negócio voltado para o ramo de saúde. E precisamos de conhecimento, que é o propulsor da transformação humana. Ele transforma uma sociedade, que dirá uma empresa”, destacou.

Implementação da plataforma de EAD

Que o EAD aumenta a integração entre as pessoas é fato. Mas, além disso, acelera a velocidade de entrega de informação curada. A implementação da plataforma de EAD já gerou resultados comprovados em muitas organizações, como CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, ANAHP – Associação Nacional dos Hospitais Privados, AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

“Iniciamos a parceria com a Medportal em 2018, já com o intuito de ganhar atualidade, implementar o EAD e as metodologias híbridas de ensino. E tivemos resultados de excelência. O segredo é ter foco na execução, consistência e acreditar que, de fato, a educação agrega valor para o colaborador e para o negócio”, comentou Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD.Para conhecer as soluções do Medportal ou tirar dúvidas sobre as possibilidades de implementação de plataformas EAD, entre em contato conosco.

Rede Digital: objetivo é gerar informações com qualidade, inspirando novas atitudes e buscando a melhoria contínua das atividades laboratoriais

Como a integração de sistemas de tecnologia pode ajudar hospitais

Com tantas demandas, quase não percebemos como a integração entre tecnologias nos ajuda no nosso dia a dia. O cartão de crédito integrado com o site de compras ou o aplicativo de delivery, o player de vídeo integrado com o app de mensagens… São inúmeros exemplos.

Não seria diferente com os hospitais, que apesar do grande fluxo e cuidado com trabalho, também lida com as mudanças digitais da nova era. Mas, apesar dos incontáveis benefícios, em que pé está a integração de sistemas de tecnologia nessas instituições? De que forma ela pode ser potencializada e por qual razão é tão importante? E, nesse contexto, como fica a educação corporativa?

São algumas perguntas que tentaremos responder neste artigo. Boa leitura!

O que é interoperabilidade?

Para falarmos sobre integração de sistemas em hospitais, iniciaremos apresentando o conceito de interoperabilidade. No qual, trata-se de estimular altos níveis de integração entre os sistemas de TI, dispositivos e instituições. A ideia é levar a comunicação e a troca de dados entre profissionais e processos a consideráveis níveis de excelência.

Depois de todo esse processo, o objetivo final passa a ser o de promover a atuação a partir de uma visão 360°, de forma com que a gestão possua total controle dos processos internos – com o paciente posicionado no centro das atividades.

As vantagens da integração

Contudo, independente dos benefícios que promover um ambiente com sistemas capazes de trabalharem na otimização do tempo das equipes, assim como na sua integração e retomada de jornadas de trabalho com foco em qualidade, segurança e efetividade, a tecnologia promete ainda inúmeras vantagens. No entanto, é necessário que exista uma maturidade amplificada de processos dos gestores, principalmente os de tecnologia, para apontarem os melhores caminhos para que uma organização hospitalar trabalhe no meio digital. O CIO da Folks, Cláudio Giulliano, comentou conosco em nosso último texto, da necessidade de que líderes de tecnologia em instituições de saúde, assumam o protagonismo nas propostas e planejamento de trabalho.

Além dessa importância, há outras vantagens que podem ser percebidas:

Controle: Sem a integração, ou com a integração parcial de sistemas, o gestor de cada setor de um hospital não “enxerga” o que o outro está fazendo. Isso provoca lentidão, ineficiência, perda de tempo e dinheiro e, acima de tudo, um atendimento de qualidade abaixo do ideal para o paciente. A integração dos sistemas oferece aos gestores o acesso a todos os dados hospitalares, resultantes de diferentes processos internos, sendo cruzados em um fluxo único de informações.

Ou seja: a tomada de decisão fica mais consciente, baseada em insights que podem sair de qualquer lugar. Com o conhecimento que precisa, a gestão hospitalar passa a identificar gargalos antes mesmo deles acontecerem.

Sem retrabalho: Em pleno 2021, ainda há instituições que precisam reiniciar o atendimento quando o paciente chega em determinado setor – para internação ou para fazer um exame, por exemplo. A integração elimina o retrabalho. Os profissionais que compõem a jornada do paciente no hospital recebem as mesmas informações, apenas adicionando o que é de sua competência, sem interrupções.

Menos gastos: Um exemplo prático da economia de recursos trazida pela integração se dá com diagnósticos por imagem. Hoje em dia, é comum hospitais realizarem esse tipo de exame de forma independente do sistema de atendimento do pronto-socorro. Isso implica em gastos desnecessários com atendentes e mesmo com a impressão das imagens, que poderia ser substituída pelo envio da imagem digitalizada diretamente para o computador do médico.

Padronização: A padronização permite ampliar seu controle sobre a infraestrutura, recursos materiais e humanos, além de ajudar na produtividade. Ao criar um mapeamento dos processos, fica fácil implementar uma padronização que seja coerente às demandas da instituição.

A educação corporativa neste contexto

Diante desse cenário, é essencial que a integração dos sistemas de TI também contemple os sistemas de educação corporativa – o que nem sempre acontece. A educação continuada geralmente é vista como um processo independente, feito à parte, sem conexão com outros procedimentos, o que gera ineficiência.

Um importante aspecto a se considerar é que a educação corporativa é um investimento de mão dupla. Para o colaborador, significa refinamento técnico, atualização contínua que pode aumentar as possibilidades de ascensão profissional e sua satisfação pessoal, já que tende a prestar uma assistência com maior segurança.

Em relação à tecnologia, não podemos desconsiderar que os processos digitais de uma instituição de saúde impactam diretamente no atendimento dos pacientes. Por isso, é necessário que exista uma precisão e cuidado para que os sistemas não fiquem desconexos. E a educação continuada, pode ser uma ferramenta que auxilie os profissionais a desenvolverem sua habilidade analítica e consigam mapear melhorias de forma ágil.

Para a instituição, que consegue gerenciar programas de qualidade, suprir rapidamente gaps de conhecimento, reconhecer colaboradores a partir de dados de desenvolvimento e disseminar agilmente a cultura corporativa. E ao final, o objetivo mútuo: elevar os padrões de qualidade assistencial, melhorando desfechos e a satisfação dos pacientes.

Melhoria da experiência do colaborador

Normalmente, a educação corporativa voltada para o desenvolvimento técnico é conduzida por uma equipe (de educação, ou qualidade) e o desenvolvimento de soft skills pelas equipes de recursos humanos. Aqui também, ter uma visão 360° de cada colaborador é fundamental: traz agilidade, gestão e evita desperdícios. Ou seja, o capital humano se tornou cada vez mais importante e estratégico para as empresas.

Com a integração, seria possível anexar ao registro do colaborador se ele já concluiu determinado treinamento, identificar os colaboradores que acabaram de ser promovidos e, portanto, demandam novos conteúdos, entre outras possibilidades.

Os gestores, de todas as áreas, poderiam enxergar em que pé está a capacitação de cada time para atribuir responsabilidades distintas de forma muito mais rápida e eficiente. Se a instituição conta com sistemas robustos que geram dados de consumo de conteúdo, pode-se evoluir para consolidação de padrões próprios de desempenho educacional, que permitem comparação entre unidades, equipes, etc.

Fale com o Medportal

O Medportal oferece ferramentas de educação digital para organizações de saúde. Nosso time está preparado para dar suporte a líderes e gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da instituição de saúde – inclusive com a integração dos sistemas.

Entre em contato para conhecer nossas soluções e obter mais informações sobre os nossos serviços!

A Transformação Digital na área da saúde é responsabilidade dos gestores de tecnologia?

Qual é o papel de um gestor de tecnologia em um hospital? É uma pergunta simples, mas que leva a uma reflexão importante na resposta.

A função primordial de um CIO (Chief Information Officer) é manter em pé os sistemas de informação que abastecem a instituição. É óbvio, mas essa função ganha um status diferenciado quando o cliente é um hospital.
Falhas no sistema podem causar problemas reais para pacientes – os chamados “eventos adversos”. Por isso, em hospitais, o cuidado com a simples manutenção dos sistemas é uma tarefa à parte.

Sanada essa questão, qual é o próximo passo? Para onde avançar? Para buscar essas e outras respostas, recorremos a Cláudio Giulliano Alves da Costa, CEO da Folks, empresa especializada em consultoria e treinamento em saúde digital, representante oficial e exclusiva da HIMSS Analytics para América Latina.

CIOs como protagonistas
Os CIOs de hospitais brasileiros acostumaram-se por anos a serem demandados em vez de demandarem. Acabaram por adotar uma postura passiva e pouco pró-ativa na solução de problemas. Parte disso é fruto do próprio perfil dos profissionais, mas, em grande parte, isso se deve ao próprio sistema de gestão, centralizador e fechado, adotado pelas instituições. Mas esse contexto está em profunda transformação.

Prova disso pode ser demonstrada pelo Índice de Maturidade Digital medido pela Folks em seus hospitais parceiros. No Brasil, o índice médio de maturidade é de 44% (de 0% a 100%). Isso significa que os hospitais cumprem o básico em relação à tecnologia: possuem sistemas informatizados para hotelaria, prontuário eletrônico e funções back office (financeiro, RH, etc).

Mas, de forma geral, muitas instituições ainda não deram o passo à frente. Como exemplos práticos do que seria esse avanço, Cláudio Giulliano cita o check in online do pronto socorro, antes mesmo do paciente se dirigir ao hospital (“para chegar com a ficha pronta e o atendimento liberado pelo plano de saúde”), ou o GPS Indoor, para que o paciente possa se localizar com mais precisão na hora de fazer um exame dentro do hospital.

“Ainda falta muito (para a transformação digital completa nos hospitais), mas é algo que todos estão buscando”, afirma Cláudio.

Capacitar é preciso
Segundo ele, a chave para essa evolução está na capacitação dos CIOs. “Fazer a transformação digital depende de conhecimento, e esse é um grande gap no Brasil. A maior parte dos CIOs não está preparado para liderar a transformação digital nos hospitais. E isso inclui também buscar outras habilidades da função, como liderança e comunicação”, afirma.

O CEO da Folks, que é médico e tem mestrado em Informática em Saúde, diz que um bom CIO, que ele classifica como “CIO visionário”, tem que se apoiar em um tripé de competências: tecnologia, saúde e gestão.

Tecnologia e educação corporativa
Empoderado pelo conhecimento, o CIO passaria a atuar elaborando planos em vez de apenas executá-los. “Ele deve se reposicionar enquanto profissional, deve se rebelar, no bom sentido. E deve fazer isso para ele e para outros gestores, porque uma andorinha só não faz verão”, ilustra Cláudio.

Essa mudança, para ele, implica também no planejamento de capacitações para a própria equipe de TI usando plataformas de educação corporativa.

“A integração entre tecnologia e educação em hospitais é uma página virada, isso já foi superado. Funciona muito bem. O que falta ainda são os CIOs definirem um plano de capacitação em saúde digital. Entenderem que eles podem influenciar nos conteúdos”.

Parceria com o Medportal
Há um ano, a Folks criou a Folks Academy, para oferecer cursos a executivos e demais trabalhadores da saúde utilizando utilizando a tecnologia do Medportal. Cláudio destaca a rapidez na implantação e o apoio do Medportal para maior agilidade na disponibilização do conteúdo. Afirma que esse período foi de grande aprendizado.
“Vimos que microaulas de até 10 minutos funcionam melhor. O participante pega aquele conteúdo e internaliza. Também realizamos momentos síncronos para tirar dúvidas e provocar questionamentos nos alunos”, afirma.

Segundo ele, a parceria deu tão certo que o programa será expandido nas próximas semanas com o lançamento da Digital Health Academy. “Teremos uma oferta maior de cursos, com conteúdo de outras instituições e participação de professores renomados”, explica.

Além disso, o objetivo agora é criar uma matriz de competências para um plano de desenvolvimento de carreira do participante. “Não vamos deixar o aluno solto. Ele vai escolher uma trilha de acordo com seus objetivos profissionais. Se daqui a dois anos ele quer estar em determinada posição, que competências ele precisa adquirir para chegar lá?”, finaliza Cláudio.