Café da manhã Medportal e Anahp: inclusão na era digital

“Conhecimento e inclusão na era digital: como liderar em tempos difíceis?”. Este foi o tema do café da manhã online promovido dia 5 de outubro pelo Medportal, em parceria com a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp).

O evento contou com a participação de três grandes players do setor – Rede D’Or São Luiz, Santa Casa da Bahia e a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo – que expuseram suas opiniões e experiências sobre como ensinar, capacitar e avaliar profissionais de saúde por meio de plataformas de ensino à distância.

Em linhas gerais, todos foram unânimes em dizer: sem as ferramentas digitais de ensino, seria impossível disseminar conteúdo qualificado de maneira rápida e eficiente a uma grande quantidade de profissionais – em especial durante a pandemia. Todas as três instituições são parceiras e usuárias do Medportal.

Estrutura massiva

A Santa Casa da Bahia, por exemplo, administra nove unidades, entre hospitais, museus, faculdade, cemitério e ações sociais. Ao todo, são 5,7 mil colaboradores, a maior parte deles (3,3 mil) concentrada no Hospital Santa Izabel, com pouco mais de 500 leitos. O início dos trabalhos com a plataforma do Medportal ocorreu em fevereiro deste ano.

De lá para cá, são 5,6 mil colaboradores matriculados, em 17 cursos implantados. “O desafio inicial foi engajar a nossa comunidade de colaboradores para participar de forma ativa da gestão de conhecimento”, conta Monica Bezerra, diretora corporativa de Tecnologia e Operações da Santa Casa.

Já a Beneficência Portuguesa é responsável por 7,1 mil profissionais, sendo 4,6 mil médicos ativos, espalhados em dois hospitais e uma clínica especializada no atendimento à mulher. São 900 leitos, sendo mais de 200 de UTI. A parceria com o Medportal teve início em julho do ano passado. Desde então, a aderência é de 97%, com 187 cursos liberados.

Ao todo, 20 mil alunos concluíram os cursos, com 1,7 mil certificados emitidos somente para médicos. Em julho, a BP também passou a utilizar a plataforma de RTC do Medportal – módulo de comunicação em tempo real que possibilitou, por exemplo, que profissionais do turno da noite estudassem  de madrugada. Com isso, foi possível alcançar um público que poderia estar desabilitado a um fluxo síncrono de treinamentos. “Sem a plataforma, não conseguiríamos chegar a todos os colaboradores, com divulgação em massa e adesão em todos os níveis”, revelou Fabricio Amando do Nascimento, gerente-executivo de Tecnologia da Informação da BP.

Por sua vez, a Rede D’or São Luiz engloba 61 hospitais em 11 estados – com 56 mil colaboradores e 87 mil médicos. “Durante a pandemia, não bastava tomar as decisões certas, também tínhamos que tomá-las rapidamente”, explicou a diretora de Qualidade Assistencial do grupo, Dra. Helidea Lima.

O grupo começou a usar o Medportal pouco antes da crise do coronavírus e contou com a plataforma para a estruturação do seu canal de EAD: o Portal Saber – onde estão concentradas atividades de formação de lideranças, autodesenvolvimento e protagonismo de carreira. Em 2021, foram 52,1 mil horas de treinamento por ensino à distância, crescimento de 15% com relação ao ano anterior.

Alcance personalizado

A plataforma do Medportal é estruturada para que as instituições tenham liberdade de inserir o próprio conteúdo, da maneira como for mais conveniente para seus objetivos. “Isso é um ponto positivo dentro de nossa estratégia. Ainda assim, já temos conteúdos feitos de maneira que 80% dos hospitais do País possam utilizar”, explicou o CEO do Medportal, Dr. Thiago Constancio, que moderou o encontro. Hoje, as soluções atendem cerca de 340 mil profissionais de 240 instituições de saúde.

“Lançamos mão de toda ferramenta disponível. Quando falamos em educação, falamos em gestão de conhecimento como o impulsionador do planejamento estratégico. Mas, são as pessoas que definem o jogo, que de verdade fazem a evolução acontecer. São elas que nos movem, o resto é aporte e suporte”, afirmou a diretora da Santa Casa.

Já o gerente-executivo da Beneficência Portuguesa ressalta que o espaço físico já não é mais um problema para a transmissão de conhecimento. “O acesso à plataforma nos permite ir para todos os públicos. No entanto, não podemos implantar a tecnologia somente pela tecnologia. Ela é a aceleradora de todos os processos. Mas, é preciso que se discuta bastante o mecanismo de inclusão dos cursos. Hoje, pelo excesso de temas disponíveis em todos os lugares, a curadoria é importantíssima.”

Na Rede D’or São Luiz, a capacitação das equipes mais do que dobrou depois do uso da tecnologia. “Pegamos toda base de conteúdo que já existia no Medportal e fizemos a formatação deste conteúdo para a nossa realidade. Temos 61 hospitais e um dos grandes desafios é convencer as pessoas sobre a importância do aprendizado, para que nosso propósito chegue ao colaborador e, consequentemente, reflita no paciente”, finalizou Dra. Helidea.

Conteúdo disponível

Para quem quiser conferir tudo o que foi debatido no café da manhã do Medportal com a Anahp, o conteúdo já está disponível em nosso canal do Youtube. Clique aqui para acessar.

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CIO Survey 2020: o impacto da covid-19 nas decisões dos líderes mundiais sobre tecnologia

A CIO Survey da KPMG e Harvey Nas é a maior pesquisa de liderança de tecnologia da informação do mundo, com participação de executivos de 83 países. O relatório deste ano, que se refere a 2020, traz números reveladores sobre o antes e o depois da pandemia – em especial quanto ao impacto da COVID-19 nas decisões tecnológicas das empresas.

Neste artigo, analisamos toda a pesquisa e separamos as alterações de dados mais significativas, contextualizando-as para a área da saúde. Quais os impactos da capacitação da força de trabalho; melhoria da segurança e confiança dos profissionais; e melhoria no envolvimento dos funcionários para as organizações de saúde? Contamos ainda com o auxílio da Advisor do Medportal, Daniela Pereira, para contextualizar os números e refletir sobre sua aplicação para a área da saúde.


Fonte: InforChannel Edição Abril 45.

A pesquisa incluiu mais de 4,2 mil líderes do setor da tecnologia e foi realizada em duas etapas. A primeira, de dezembro de 2019 a março de 2020, época em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não havia declarado a pandemia e os efeitos do novo coronavírus concentravam-se na China. A segunda, de maio a agosto de 2020, já com a COVID-19 tendo se alastrado por todo o mundo.

Em 2020, as prioridades em termos de preocupação eram: ampliar o engajamento do cliente (34%), oferecer desempenho de TI estável e consistente (29%), melhorar a segurança e confiança (21%). Em 2021, outros pontos surgem, revelando o impacto da pandemia.

Capacitação da força de trabalho

De acordo com a CIO Survey, antes da pandemia, 14% dos líderes de tecnologia tinham o desafio dos CEO´s e board das empresas de capacitar seus colaboradores por meio da tecnologia. Depois, o número passou para 21%.

Ao transportar tais números para o contexto da saúde, Daniela comenta: “Pensando nos processos assistenciais, os envolvidos na linha de frente do combate à covid-19 precisavam estar prontos para responder com rapidez e acerto aos graves problemas dos muitos pacientes que lotaram os hospitais. O caminho mais eficiente para isso é via educação digital, que dá escala com baixo impacto financeiro”, comenta a conselheira.

Ela lembra ainda que, no auge da pandemia, houve um turnover grande de funcionários – alguns esgotados por stress e outros, contaminados com o novo coronavírus. Com isso, muitas lideranças tiveram de surgir em meio à crise, para de repente preencherem postos vagos. “Somente por meio da educação digital foi possível às instituições capacitarem tão rápido novos líderes”, completa Pereira.

Nesse contexto, é importante salientar que a capacitação adequada faz com que o profissional de saúde se sinta mais seguro e confiante ao praticar as suas atividades. “O despreparo é um ponto gerador de stress, principalmente em um cenário como o da pandemia, por conta da quantidade e criticidade dos pacientes. A educação adequada, no tempo adequado, faz com que o profissional tenha propriedade e sinta-se empoderado no que faz”, observa Daniela.

Melhoria na segurança e confiança

Além disso, a qualidade e perspectivas dos colaboradores também é um ponto que foi considerado na pesquisa. Antes da COVID-19, 21% das empresas preocupavam-se em promover a melhoria da segurança e da confiança das equipes por vias tecnológicas. Depois, 25%. Isso representa que, se, por um lado, a pressão pela implementação de novas tecnologias foi acelerada pela pandemia, manter a segurança e a confiança nas novas soluções, integradas às tecnologias preexistentes, foi premissa.

Nesta lógica, de acordo com a revista Info Channel, “o ecossistema de fornecedores mudou. O velho e arraigado hábito de recorrer sempre aos mesmos grandes fornecedores passa a dar lugar a olhar também para outros parceiros, como as startups. Elas tendem a ser mais criativas e inovadoras que as grandes corporações”. Portanto, apostar na agilidade e inovação demandam uma disrupção interna, nas próprias equipes de TI dos hospitais.

Há ainda o desafio de capacitação dessas equipes para apoio e implementação de novas tecnologias para rápida resposta aos desafios da pandemia: prover serviços de qualidade com o menor contato humano possível. Aqui elenca-se a telemedicina, ferramentas de trabalho a distância, soluções para atendimento remoto a pacientes internados etc. 

Além dos aspectos técnicos, há uma série de elementos culturais a serem desenvolvidos para que as equipes de tecnologia sejam elas próprias as catalisadoras do movimento de transformação digital dentro das instituições de saúde, tendência acelerada e precipitada pela pandemia.

Nesse sentido, as plataformas de ensino a distância são importantes aliadas do CIO e do RH das organizações de saúde para suportarem programas estruturados de desenvolvimento das equipes de tecnologia.

Melhoria do envolvimento dos funcionários

Dos itens da pesquisa destacados pelo Medportal, este foi o que mais sofreu variação. Antes da pandemia, apenas 6% dos CIOs tinham como objetivo utilizar a tecnologia para melhorar o envolvimento dos funcionários. Com a pandemia, 25% incorporaram esse objetivo às suas metas corporativas.

“A educação é um dos pilares para se estabelecer a identidade cultural de uma instituição. Outro ponto importante para isso é contar com o envolvimento das pessoas, para que elas se sintam parte da comunicação estratégica e de soft skills do ambiente de trabalho, revelando o cuidado da empresa com o funcionário”, conta Daniela.

Ela frisa ainda que as ferramentas tecnológicas, por conta de sua interatividade, são capazes de diagnosticar quais os reais interesses dos funcionários, personalizar trilhas – e também quais suas fortalezas. “Por meio de avaliações constantes, é possível identificar as expertises do profissional e direcionar conteúdo para que ele passe a aplicá-las imediatamente”, conclui a Advisor.

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Educação digital: o meio se tornou mensagem

A educação precisa, cada dia mais, ter o digital como uma das plataformas básicas para cativar alunos, especialmente as gerações mais jovens. Como disse no fim dos anos 1960 um dos mais conhecidos e influentes teóricos da Comunicação, o canadense Marshall McLuhan, o “meio é a mensagem”. Quase 60 anos depois, ele não poderia estar mais correto.

“A tecnologia está deixando de ser só um meio para ter também um caráter de mensageira. As pessoas querem, desejam, têm interesse e se engajam por meio da tecnologia”, afirmou o CEO do Medportal, Thiago Constancio, em bate-papo on-line com o médico-gerente do departamento de Educação Continuada do Imed Group, Alexandre Ísola. O encontro serviu como uma preparação para o II Simed – Simpósio Imed de Cuidados do Paciente Crítico, que foi realizado na última semana.

Segundo Constancio, cada vez mais é preciso revestir o momento do aprendizado com o fator tec. “Trata-se de uma revolução. A forma de aprender mudou; a tecnologia é condição sine qua non para termos os melhores desempenhos – principalmente para as gerações mais novas”, ponderou.

Covid e multilearning

Se o mundo já vinha em um processo de transposição de consumo de informação e conteúdo permeado pelas plataformas digitais, durante a pandemia do novo coronavírus essa transição se tornou urgente para a manutenção das instituições.

Além disso, neste atual cenário de incertezas, passou a ser mais do que necessário primar pela eficiência operacional, com o uso mais racional possível dos recursos. E isso casou em cheio com o gosto crescente das pessoas pelas plataformas digitais.

“Com a tecnologia, conseguimos entregar conteúdo apropriado para determinado contexto e segmento profissional. O que não era realidade há pouco tempo – e ainda não é para a maior parte das instituições, em que se entregam pacotes prontos, fechados de conteúdo, para grupos extremamente diversos”, apontou Constancio.

Esse contexto explica um dos conceitos mais valorizados hoje em dia pelas plataformas de educação: o multilearning, que usa estratégias híbridas de ensino e transmissão de conteúdo, sejam elas digitais, presenciais ou as chamadas figital – em que ambas ocorrem simultaneamente. Assim, pessoas com necessidades e ritmos diferentes aprendem como melhor convém a elas.

Locomotiva econômica

Além de sua justa e digna missão de entregar a melhor assistência ao paciente, curando-o ou prevenindo doenças, o setor da saúde é também uma potência econômica, com alto nível de empregabilidade. Durante a pandemia, em que praticamente todos os setores recuaram, por motivos óbvios, o de saúde continuou a contratar.

Com isso, a demanda por tecnologia para capacitar e ajudar esses profissionais, que chegam a não se tornarem obsoletos depois de quatro ou cinco anos, também é crescente. “Qual o desafio para as lideranças? É ser eficiente usando a tecnologia, para que ela gere o máximo de benefícios para esse novo contingente de pessoas direcionadas ao cuidado”, alertou Constancio.

Para ele, isso acontece quando a liderança consegue oferecer oportunidades de desenvolvimento a seus profissionais, como formar de atrair as pessoas a conteúdos importantes não só à instituição, mas também para que cada uma delas encontre sua essência.

“Você só consegue ir para o alto desempenho, a performar acima da média se tem paixão pelo que faz. Para isso, vocação não é suficiente; tem também a lágrima da disciplina que faz o sujeito ir além e se entregar ao processo de aprendizado e excelência”, concluiu o CEO do Medportal.

Ensino em saúde: as pessoas como foco

Negócios, saúde, educação, tecnologia. Nada disso tem sentido se não colocamos as pessoas como propósito. O mundo é sobre pessoas para pessoas! E essa é a nossa motivação aqui no Medportal quando pensamos em inteligência para educação em saúde, em especial após os impactos da pandemia do novo coronavírus. 

A nossa provocação é para que você trabalhe com esse conceito em mente sempre que for reestruturar sua organização – seja ela uma rede, um grande hospital ou uma pequena clínica.

Neste artigo, levanto alguns pontos de discussão sobre o por quê, hoje em dia, a experiência do usuário tem grande valor e de que maneira ela deve nortear e moldar nossos projetos.

Quem é o cliente da saúde?

Para iniciar nosso diálogo, a resposta à pergunta é bem simples e rápida: o cliente da saúde é o paciente – o que não está errado, mas é insuficiente. Isso pois, como tudo em nossa área, a saúde da pessoa e o bem-estar da população em geral é a grande meta.

Mas, para chegar a isso, precisamos agir em diversas frentes de desenvolvimento, cada uma delas desafia a priorizar  diferentes tipos de “clientes”, que ora serão os colaboradores, ora os líderes e ora os próprios pacientes. Cada um terá seu momento como protagonista na evolução corporativa e, na maioria das vezes, uma parte impulsiona a outra. Explico-me: colaboradores bem treinados, com protocolos seguros, atendem melhor aos seus pacientes.

Por isso, ao trabalhar a educação em diversas pontas, cada uma com sua particularidade, conseguimos chegar a toda organização e fazê-la, aos poucos, evoluir na percepção de valor da pessoa como centro de tudo. Sendo assim, é formado um ciclo virtuoso, com os benefícios conquistados por um segmento de clientes retroalimentando o outro.

Líderes: vamos dar os primeiros passos!

E nesse contexto, os líderes exercem um papel fundamental. Acredito que o líder é aquele que inspira os demais, ao ponto de tornar-se referência. Não se trata, portanto, de autoridade e sim de reconhecimento para conduzir toda organização às mudanças necessárias ao longo do tempo. São os visionários, aqueles que devem estar um passo à frente e abertos a novas oportunidades.

Porém, a teoria nem sempre acompanha a prática. Ainda é bastante comum encontrarmos lideranças conservadoras, indispostas a novidades, com condutas que acabam por inibir a inovação, e, por consequência, prejudicar a evolução corporativa ou, até mesmo, o ambiente de trabalho.

O contexto atual, cujas mudanças são aceleradas, desafia a liderança Forças motrizes do desenvolvimento empresarial na era digital precisam ser validadas: clientes, mercado (concorrência), inovação e valor. Analisar nossas corporações no segmento da saúde, preparar nossas instituições e adaptá-las para que essas forças estejam em estado de aceleração, mas de forma equilibrada, impulsionando a evolução corporativa. Esse é o desafio diário. 

Por isso, é muito importante que as lideranças tomem real consciência do papel que ocupam. São elas que devem iniciar o processo de mudança de mindset, trabalhando sobre três pontos: elevar a produtividade dos colaboradores, implementar a satisfação do cliente e construir uma cultura digital dentro da instituição. Isso tudo tendo os dados, o mercado e a inovação como pano de fundo.

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O Diagrama de Venn acima ilustra esse desafio e mostra como tudo está tão relacionado. Uma cultura digital facilita a coleta e análise de dados possibilitando a identificação de gargalos, automatização de algumas tarefas e processos o que reflete em incremento de produtividade e demanda foco no desenvolvimento dos colaboradores. 

Não há como ter mais produtividade, sacrificando a qualidade. Ou seja, neste contexto a qualidade assistencial deve estar ainda mais no foco das lideranças, implementando processos e protocolos que alavanquem a segurança do profissional e do paciente, elevando a satisfação de ambos. A adoção de ferramentas digitais também pode permitir mais proximidade com o paciente, entender sua jornada na instituição e desenvolver relacionamento preditivo e prestando informações contextualizadas, ou seja, no momento que o paciente necessite.

Estamos inseridos em uma sociedade globalizada, em constante movimento e o mercado acompanha essa premissa. E essa visão de continuidade e evolução também se faz presente na saúde, onde precisamos enxergar a pessoa como fim, e não como meio. E nada como a educação para atuar em todos esses pontos: desenvolvimento profissional, qualidade assistencial e relacionamento com o paciente.

Digital e figital

O digital é tão presente na nossa rotina que já se trabalha tendo como base um novo conceito: o figital – que integra a experiência física e digital em uma só, tão misturadas e dependentes uma da outra que se torna impossível diferenciá-las.

Em um mundo que começa a visualizar um cenário pós-pandemia, é impossível imaginar qualquer campo de atuação humana sem o uso da tecnologia digital. Se a vida antes era possível fora da internet, com o confinamento, uma considerável parcela de atividades passa agora por ela.

Dessa maneira, se você ainda não começou, é preciso dar início imediato às mudanças necessárias para que sua organização caminhe rumo a transformação digital. Hoje, não é mais possível promover a satisfação do cliente e dar mais subsídios de trabalho aos colaboradores sem analisar e integrar uma infinidade de dados, informações, conteúdo e serviços da integração on-line.

Foco na experiência e microlearning

Sendo assim, transportar a pessoa para o centro do negócio faz com que a experiência que ela tenha com determinado produto ou serviço seja mais importante que a própria mercadoria em si. Assim, quanto mais conhecimento uma pessoa adquire, mais ela se torna capaz de decidir os rumos e a velocidade do que ela deseja aprender. Ela passa a ter autonomia para customizar sua própria grade de ensino, de acordo com seus objetivos e necessidades.

Esse pensamento, aliado ao conceito de heutagogia, se completa com uma outra estratégia, o microlearning. São microaulas ou minicursos, de poucos minutos e altamente específicos, que somados dão ao usuário repertório suficiente para ele desenvolver uma trilha profissional personalizada.

Essa modalidade de aprendizado casa de maneira perfeita com outro conceito bastante em voga nos dias de hoje, o de lifelong learning, que encara a vida como uma grande jornada pelo conhecimento, em que sempre há algo novo para descobrir. Thiago Constancio, nosso CEO, dialoga sobre esse termo aqui.

Por fim, me diga: você aplica algum desses tópicos em sua vida pessoal, em sua trajetória profissional e/ou na instituição a qual pertence? Compartilhe a sua experiência. Testemunhos de gestão do conhecimento são importantes e fazem a informação ser cada vez mais amplificada. Por isso, não hesite em inspirar outras pessoas com o seu aprendizado.

Paragogia: a nova tendência na educação em saúde

Especialistas em educação corporativa em saúde cada vez mais utilizam em suas teorias e práticas de ensino o conceito de paragogia. Pode ser que você nunca tenha ouvido falar nesse termo, mas é provável que já tenha participado de algumas dinâmicas e exercícios que têm como base essa ideia. Nada mais justo, portanto, do que explicar adequadamente do que se refere.

Antes, vamos a outros conceitos-base que potencializam essa ideia. Se paragogia ainda é um termo estranho à maioria, a palavra pedagogia é mais do que conhecida. Trata-se de uma disciplina acadêmica, dedicada à arte e à ciência do ensino. Ela também define um tipo específico de educação, aquele típico de colégios e universidades, em que o ensino é transferido de uma figura central (o professor) para vários alunos.

Aluno como protagonista

Com o passar do tempo, quanto mais conhecimento o aluno adquire, a independência dele em relação ao professor aumenta. Com bagagem de conhecimento suficiente, o aprendiz consegue trilhar os próprios caminhos. E o primeiro passo neste sentido passa por outro conceito, o de andragogia – quando é o próprio aluno que está no centro de seu aprendizado.

As práticas de andragogia são bastante comuns no ensino de adultos. Nessa fase da vida, já carregamos tanta informação prévia que precisamos saber por que é interessante aprender algo novo. Por isso, aqui o educador precisa valorizar a experiência prévia do aluno, que é muito mais autônomo e capaz de decidir o que de fato quer aprender. Nesta prática também acontece de as pessoas aprenderem entre si, compartilhando conhecimento.

É nesse estágio que está grande parte do ensino corporativo praticado hoje em dia. A tecnologia favorece a implantação de programas que colocam o aluno como protagonista, com modelos de ensino híbrido ou totalmente digital, conteúdo personalizado e trilhas adaptáveis.

Evolução em etapas

Por fim, antes que entremos de fato na paragogia, há o conceito de heutagogia. Nessa fase, o aluno já avançou de tal forma na pirâmide do ensino que ele mesmo escolhe e organiza o que necessita aprender, com uma ação muito menor do professor ou facilitador. O aluno torna-se uma espécie de pesquisador, tomando a iniciativa de correr atrás do que é necessário para seu aprimoramento.

Reparou que da fase da pedagogia, passando pela andragogia, até chegar a heutagogia forma-se uma escada ascendente? Esse é o ideal de ensino: tornar o aluno cada vez mais independente, dono dos rumos do próprio saber, capaz de aprender e ao mesmo tempo ensinar o próximo.

Enfim, a paragogia

Enfim, chegamos ao que permeia e amarra todo este fluxo de especialização: a paragogia. Trata-se de um conjunto de técnicas e práticas de aprendizagem que tem por objetivo a constante colaboração e troca entre os participantes – em que cada um desempenha o duplo papel de ajudante e aprendiz.

Nas práticas de paragogia, cinco ideias servem como base:

1. A valorização da própria experiência dos alunos;

2. Levar em consideração nosso impulso intrínseco para melhorar;

3. O duplo papel de ajudante e aprendiz que cada participante deve exercer;

4. Considerar sempre o contexto;

5. Novatos e experientes trabalham juntos.

A residência médica é um grande exemplo de paragogia. Nela, diante de um desafio, todos aprendem e todos ensinam. Os novatos inspiram-se nos mais experientes que, por sua vez, em muitos aspectos, atualizam-se com os recém-chegados. Todos em busca da solução de um problema: no caso, a saúde do paciente e o bem-estar da população, em geral.

Grandes desafios, pequenos passos

Outras práticas vindas do mundo corporativo e que cada dia mais chegam à área da saúde também estão permeadas de técnicas de paragogia. É o caso, por exemplo, da chamada “Kata de melhoria”, que tem por objetivo a resolução de um desafio por meio de pequenos passos – mesmo que irregulares –, mas trilhados na direção correta.

Agora que entendemos um pouco mais sobre as ideias e práticas da paragogia, conte-nos: já participou de alguma dinâmica que levava em consideração esses conceitos – mesmo que, na época, eles não estivessem nítidos para você? Acreditamos que sim.

Afinal, como bem disse em uma das aulas aqui do Medportal o médico-gerente do Departamento de Educação Continuada do Imed Group, Alexandre Marini Ísola, “a área da saúde respira paragogia”. Bons estudos!

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Entrevista: conheça a história do hospital que inovou ao utilizar a plataforma de EAD para realizar processos seletivos

Ao fundo, Hospital Ministro Costa Cavalcanti. Foto: Divulgação HMCC.


O Instituto de Ensino e Pesquisa já era um processo estabelecido no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), que utilizava a plataforma de LMS (Learning Machine System) do Medportal desde abril de 2019 para difundir conteúdos digitais entre os seus colaboradores. E, diante da pandemia, quando se viram obrigados a mudar todo o sistema de processos seletivos da instituição, não tiveram dúvida ao recorrer ao Medportal e propor uma inovação: realizar as provas dos processos seletivos pela plataforma.  

A iniciativa foi tão bem sucedida que só no primeiro semestre de 2021, o hospital aplicou 3.690 provas por meio da plataforma. Toda a configuração nas avaliações foi feita de forma personalizada para o HMCC. 

Só para se ter uma ideia, quando termina o tempo configurado para a realização da prova, a janela é salva e se fecha automaticamente. E mesmo que o candidato tente, não conseguirá realizar a prova novamente.

Para a Coordenadora Administrativa do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do HMCC, Denise Luciane Pesamosca, a iniciativa foi fundamental e ajudou a poupar o tempo e a saúde dos colaboradores, que antes precisavam deixar seus postos para aplicar as provas. Em entrevista ao Medportal, ela falou sobre os benefícios que percebeu com essa inovação.

E também comentou sobre as outras formas de utilização da plataforma, que vão ao encontro de uma das principais missões do HMCC: promover a cultura humanizada buscando excelência no atendimento. “Com um conhecimento mais direcionado, conseguimos preparar o colaborador para que ele atenda da melhor forma os pacientes, ao mesmo tempo, zelando por sua própria saúde”, afirmou. 

O atendimento humanizado prioriza a qualidade assistencial, o respeito à dignidade do paciente e a necessidade de repensar a gestão dos processos de trabalho. Com a educação continuada, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti consegue manter os colaboradores próximos e engajados, buscando inovar nos conteúdos para atender as demandas do setor. 

Confira abaixo a entrevista na íntegra e veja os benefícios dessa inovação.

ENTREVISTA

Desde quando vocês optaram por estabelecer a educação continuada e como foi essa decisão?

A educação continuada tem alguns anos e já trabalhamos em alguns modelos. Antigamente, ela estava vinculada ao RH, era voltada para admissão do colaborador. Depois, direcionamos para enfermagem, por ser onde tem o maior público e assistência direta ao paciente, porém havia a necessidade de uma unificação com o setor responsável por ensino na instituição, surgiu a proposta de trazer a educação continuada para o instituto de ensino e pesquisa. 
O IEP é também voltado para a educação corporativa, que abrange a área médica, a fisioterapia, farmácia, o administrativo, enfim, todas as demais. Hoje temos três enfermeiros que trabalham tanto no treinamento prático, quanto no teórico. E contamos com a plataforma do Medportal, que é por onde oferecemos diversos cursos, tanto obrigatórios, quanto facultativos, para todas as áreas. Na plataforma temos cursos de biossegurança, radioproteção, resíduos, entre outros.

E que mudanças na utilização da plataforma vocês realizaram nos últimos dois anos?

Com a pandemia, tivemos muitas mudanças, uma delas foi a contratação de novos colaboradores. E nós conseguimos levar esse desafio para a plataforma no sentido de desenvolver as avaliações. 

De imediato, a equipe do Medportal topou nos auxiliar nesse projeto para que pudéssemos realizar as provas por ali. E desde então trabalhamos nesse formato, tanto para candidato interno, quanto para externo. 

Conseguimos personalizar exatamente como gostaríamos, inclusive com tempo determinado para abrir e fechar as provas, e com adaptação dos formatos: temos provas de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, com imagens etc. Foi realmente muito positivo.  

Quais benefícios a instituição mapeou em relação a iniciar os processos de contratação com a plataforma de educação digital?

Para aplicarmos uma prova para 1.000 candidatos, precisávamos recrutar muitos colaboradores a fim de acompanhar as provas nas salas. Com a pandemia, que impôs a redução de pessoas por salas nas provas, precisaríamos aumentar o número de salas e de colaboradores que teriam que deixar as suas atividades para aplicar essas provas. 

Além disso, havia geração de horas extras em outras demandas. Então, conseguimos reduzir esse cenário drasticamente, porque o colaborador não precisa mais ser retirado de seu trabalho para aplicar a prova. Sem contar que foi uma maneira mais fácil, porque corrigir 1.000 provas demora. Então foi um gatilho que realmente nos possibilitou otimizar o tempo e otimizar a equipe.

Outro ponto importante e que fez toda a diferença é que conseguimos introduzir o Medportal também para fazer a integração desses novos colaboradores. Antes, eram três dias de palestras e três dias em que recrutávamos os nossos colaboradores, em geral da gerência, para recepcionar os recém-chegados. E o cronograma prevê essas atividades todo mês, então, geramos uma boa economia de tempo. Com a plataforma, produzimos os vídeos, reunimos as informações e tudo é feito por ali. 

Como é o processo de contratação como um todo?

Além da prova escrita, eles fazem o teste psicológico e depois a entrevista. Então, todo esse conteúdo teórico foi transferido para a plataforma, que já faz uma primeira seleção. Depois fazemos as outras duas etapas presencialmente. 

E a capacitação digital consegue auxiliar para além desse momento de avaliação?

Sim, com certeza. Ainda mais se considerarmos que hoje é difícil quem não fique tanto tempo no celular, e tudo pode ser feito pelo celular. Por exemplo, para o colaborador desprender um tempo para sair de casa a fim de fazer um treinamento, nem sempre é possível por vários motivos: não tem com quem deixar o filho ou tem algum outro impedimento. E com a plataforma, o colaborador pode realizar os cursos e treinamentos a qualquer momento. Então, nós temos no hospital uma sala de informática à disposição do colaborador. Além disso, a plataforma é liberada em todos os computadores do hospital e, com isso, ele consegue acessar o conteúdo em seu próprio setor. 

E a plataforma ajuda na divulgação da cultura institucional para que o novo colaborador se integre ao ambiente e se adapte aos protocolos da instituição. Temos trabalhado isso porque queremos ver essa semente se desenvolvendo sempre. Curiosamente, nesta semana, recebi uns cinco e-mails de gerentes pedindo informações sobre a plataforma porque querem inserir cursos. Então, essa procura vem crescendo muito porque eles entendem que a plataforma está aí para agregar. 

E como vocês regam essa semente, o que fazem para que ela cresça e floresça?

Sempre tentando inovar, colocando cursos novos, mostrando os benefícios desse modelo de treinamento, uma vez que ele trabalha com avaliação pré e pós, então, nós conseguimos ver o quanto que realmente esse treinamento teve resultado sobre o colaborador. Assim, temos utilizado cada vez mais a plataforma, gerando relatórios e analisando as notas a fim de motivar ainda mais o colaborador.

E como vocês avaliam se esses objetivos estão sendo atingidos, que indicadores vocês utilizam para essa avaliação?

Estabelecemos uma nota mínima de 70 pontos na prova para que o colaborador atinja um nível desejado. Também avaliamos a frequência no curso e estamos sempre acompanhando esses resultados.

E foi interessante porque fizemos um treinamento em que alguns colaboradores não atingiram essa nota mínima, e como a plataforma mostra onde eles erraram, a supervisora da unidade pôde chamá-los e tirar as dúvidas de todos eles, então, ela reforçou um conteúdo importante que tinha deixado dúvida para alguns. Essa possibilidade de acompanhamento é muito interessante.

E quais as expectativas para o futuro em relação à educação digital no HMCC?

Que nós possamos difundir esse conteúdo cada vez mais, esse é o maior desafio. E para isso precisamos estimular o colaborador para que ele acesse a plataforma com frequência, seguro de que ali terá um novo conteúdo para ele. Nosso desejo é que os colaboradores sintam a necessidade de buscar mais conhecimento espontaneamente. É outro trabalho diário e constante que temos tentado fazer.

Aprimorar os processos seletivos da sua instituição também é um desafio, este é mais um motivo para você entrar em contato com o Medportal para que possamos apoiar a sua instituição de saúde. Clique aqui e converse com nossos especialistas.

Sobre o HMCC

Inaugurado em julho de 1979, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti foi construído pela Itaipu Binacional inicialmente para atender seus trabalhadores durante a construção da maior usina hidrelétrica do mundo. No entanto, o hospital foi muito além de sua missão original e passou a ser referência em saúde para uma grande região. Em 1994 foi instituída a Fundação de Saúde Itaiguapy para administrar o Hospital Ministro Costa Cavalcanti. A partir desse ano, o hospital vem passando por uma série de reformas estruturais para oferecer o mais alto nível de atendimento hospitalar da região. Em 1996, o HMCC iniciou o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde e atualmente mais de 60% dos atendimentos são destinados aos usuários do SUS.

Sobre o Medportal

O Medportal trabalha oferecendo ferramentas para que organizações de saúde implementem e gerenciem programas de educação digital. São mais de 300 mil profissionais de saúde, de aproximadamente 220 organizações ativas em suas plataformas especializadas em conteúdo e capacitação digital. Como resultado do programa, os clientes apresentam considerável redução de custos em treinamentos, melhorias em NPS de clientes, inteligência em dados, relatórios e benchmark com outras instituições de saúde.

As instituições clientes tem a possibilidade de inserir seus próprios protocolos e treinamentos nas plataformas, além disso, com a biblioteca de conteúdos do Medportal, organizações de saúde podem iniciar projetos de educação digital com treinamentos prontos para uso, elaborados com a expertise de especialistas em áreas estratégicas da educação. Entre em contato com nossos especialistas e implemente um programa de Educação Digital.

Ensino phygital na saúde: uma experiência de aprendizagem atrativa e sustentável

Embora a educação presencial ainda seja a zona de conforto de muitas pessoas, o ensino híbrido chegou de mansinho e foi se estabelecendo até tornar-se um programa de educação formal. Esse modelo traz o melhor da educação presencial com a cereja do bolo do EAD. 

Mas talvez o termo “híbrido” já não seja mais suficiente para abarcar o novo modelo de aprendizagem. Por isso hoje fala-se em “phygital” – ou figital – que compreende justamente essa convergência do mundo físico com o mundo virtual e suas implicações reais no processo de ensino.

Muita gente defende que esse modelo veio para ficar.

O professor José Moran é um deles. Pesquisador e designer de ecossistemas inovadores na educação, Moran é um dos fundadores do “Projeto Escola do Futuro” da USP (Universidade de São Paulo), onde deu aulas de Novas Tecnologias. 

Em seu artigo “Educação híbrida: um conceito chave para a educação, hoje”, o pesquisador reforça que apenas mudando a educação é possível mudar o mundo. E é preciso começar por nós mesmos.

Então, que comecemos com conhecimento, afinal, tem tido um crescente aumento na demanda de ações de formação. Isso porque está cada vez mais claro que aquela nuvem que integra conhecimento, experiências e boas práticas impacta o resultado do negócio.

E o phygital cumpre a função principal da educação de auxiliar o aprendizado do estudante, por meio da comunicação e do compartilhamento de informações, com o objetivo de construir histórias de vida que façam sentido, que possibilitem uma melhor compreensão do mundo, que despertem a capacidade de lidar com o próximo e de entender o funcionamento de si mesmo. E é primordial entendermos que, mais que nunca, se queremos estar atualizados nos dias de hoje, estudar é tarefa para a vida toda.

A educação já é um dos pilares evolutivos da maioria das corporações, que disponibilizam programas educacionais para o desenvolvimento de seus colaboradores de acordo com seus os objetivos estratégicos.Tais programas, primordialmente, precisam estimular os colaboradores a evoluir como pessoas, desenvolvendo a capacidade de fazer escolhas pessoais e técnicas adequadas, de modo a se libertarem das dependências, tornarem-se mais produtivos e realizados e contribuírem para o crescimento de suas corporações.

Mas afinal, o que é o ensino híbrido?

“O ensino híbrido é um programa de educação formal no qual um aluno aprende, pelo menos em parte, por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, lugar, modo e/ou ritmo do estudo, e pelo menos em parte em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência”.

A definição acima é do professor de Administração de Empresas na Harvard Business School, Clayton M. Christensen, considerado um dos maiores especialistas do mundo em inovação e crescimento.

Em seu artigo “Ensino Híbrido: uma Inovação Disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos”, escrito em parceria com Michael B. Horn e Heather Staker, Christensen explica que esta forma híbrida é uma tentativa de oferecer as vantagens da educação online combinadas com todos os benefícios da sala de aula tradicional.

E ainda conceituando o ensino híbrido, o autor afirma que as práticas de Rotação por Estações, Sala de Aula Invertida e Laboratório Rotacional seguem o modelo de inovações híbridas sustentadas e incorporam as principais características tanto da sala de aula tradicional quanto do ensino online.

Já as práticas Flex, A La Carte, Virtual Enriquecido e de Rotação Individual têm se desenvolvido de forma mais disruptiva em relação ao sistema tradicional, e até por isso geram mais impacto nos estudantes. Vejamos o que elas significam.


Modelos sustentados e modelos disruptivos

As práticas que integram essas duas categorias de ensino híbrido dizem respeito ao nível de inovação e de disrupção que se consegue projetar nas experiências educacionais híbridas.

  • MODELOS SUSTENTADOS

A Rotação por Estações propõe a utilização de diferentes recursos, como realidade aumentada, animação, entre outros, para experiências práticas do cotidiano, como lavar corretamente as mãos de modo a garantir a segurança do colaborador.

Na Sala de Aula Invertida o aluno é convidado a passar por um processo de formação para que tenha suporte, know how para discutir determinados assuntos no encontro presencial. Em outras palavras, é uma capacitação que prepara o estudante para que o momento presencial seja afinado.

Laboratório Rotacional é o momento em que o aluno tira dúvidas, conversa com o tutor, que deve ser preparado para conduzi-lo, e desenvolve atividades. 

As práticas dos modelos sustentados visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas para os estudantes.

  • MODELOS DISRUPTIVOS

As práticas Flex trazem uma variação das atividades entre momentos síncronos e assíncronos. 

Na proposta A La Carte, o aluno faz a curadoria do conteúdo e escolhe o quê, quando e como aprender. Ele monta a sua própria trilha de aprendizagem.

O modelo Virtual Enriquecido proporciona, basicamente, oportunidades para que os alunos tenham momentos síncronos e assíncronos com a mesma regularidade. Ou seja, para cada 1h de aprendizado online autônomo, ele deve ter 1h de aprendizado com a turma, seja no presencial ou no virtual, como tem sido permitido ultimamente. 

E, por fim, a Rotação Individual estabelece roteiros didáticos para percursos específicos para cada aluno, que atendam de maneira personalizada as suas demandas pessoais. É uma excelente forma de ensino, porém exige mais tempo e dedicação. Atualmente a tecnologia e a Inteligência Artificial aplicadas ao processo de aprendizagem facilitam a sua adoção em maior escala.

Os modelos disruptivos também visam proporcionar experiências de aprendizagem mais assertivas, com o diferencial de que impactam mais justamente pela disrupção, pela novidade.


Benefícios do ensino híbrido

São inúmeros os benefícios do ensino híbrido. Não é à toa que tantos pesquisadores defendem que ele será definitivamente estabelecido e adotado como o modelo padrão de educação em um futuro próximo. 

O primeiro ponto de destaque é a interação que ele possibilita, as pessoas constroem colaborativamente o tempo todo. O ensino híbrido também estimula a aprendizagem ativa, ou seja, o aluno torna-se o protagonista do seu processo de aprendizagem, participando ativamente, se valendo desses momentos online para ter contato com conteúdos que alimentam discussões, laboratórios e estudos de caso do presencial. 

Todo esse contexto promove uma aprendizagem significativa, isto é, o aluno aprende para além da tela do Zoom. Ele se torna capaz de ensinar o que aprendeu e aplicar aquele conhecimento em outro contexto. Em outras palavras, as novas competências já se tornaram uma memória de longo prazo

O ensino híbrido gera uma melhora no engajamento em relação ao EAD, por exemplo, com os encontros em que se estimula a turma e potencializa todas as discussões, porque o foco está no que realmente é significativo para os alunos.

E além de todos esses benefícios reunidos – educação personalizada, aprendizagem significativa, melhoria do engajamento, flexibilidade – ainda reduz as despesas com os encontros presenciais. De um modo geral, o ensino híbrido melhora a experiência de aprendizagem do aluno.

E isso é ainda mais identificável na área da saúde. Porque muitos treinamentos dependem de simulações que não podem ser feitas somente pelo computador – como por exemplo procedimentos de ressuscitação, punção lombar, traqueostomia e demais intervenções, de urgência ou não.

Ou seja: o ensino híbrido não só é recomendável, como muitas vezes é essencial. É a combinação entre o conteúdo certo de EAD e de técnicas presenciais acelerando o conhecimento, o que determina o sucesso do programa. 


Um grande diferencial

Nesse contexto todo, as plataformas de LMS (Learning Machine System) se configuram como um grande diferencial no ensino híbrido, já que são ferramentas importantes para um ensino à distância moderno, viabilizando interação, treinamentos e produção de conteúdo personalizado. 

Para o professor da USP, “a aprendizagem se constrói num processo equilibrado entre a construção coletiva – através de múltiplas formas de colaboração em diversos grupos – e a personalizada – em que cada um percorre roteiros diferenciadores. A aprendizagem acontece no movimento fluido, constante e intenso entre a comunicação grupal e a pessoal, entre a colaboração com pessoas motivadas e o diálogo de cada pessoa consigo mesma, com todas as instâncias que a compõem e definem, numa reelaboração permanente”.

Nesse sentido, quando se fala em tecnologias híbridas, como as plataformas de LMS, fala-se também em integração. “Híbrido também pode ser um currículo mais flexível, que planeje o que é básico e fundamental para todos e que permita, ao mesmo tempo, caminhos personalizados para atender às necessidades de cada aluno”, defende Moran.

E é exatamente nesse contexto que o Medportal atua, oferecendo conteúdo de formação básica para profissionais do setor da Saúde, mas também possibilitando a criação de conteúdos personalizados. A tecnologia do Medportal permite que a instituição de saúde personalize trilhas de aprendizagem facilitando a aplicação dos modelos de aprendizagem híbrida acima descritos.

Para saber mais sobre ensino híbrido ou sobre a plataforma Medportal, clique aqui e entre em contato conosco. 

Engajamento, aprendizagem e gamificação na área da Saúde: um caminho desafiador e de conquistas como o do Pac-Man

Intervalo de turno e lá está o colaborador com o celular nas mãos, muitas vezes jogando Candy Crush para desestressar. Outro dia, um deles até se esqueceu de comer porque estava jogando. O cenário é comum não só em hospitais, mas em tantas outras empresas, independentemente de suas áreas de atuação. 

Em Saúde não é diferente. Onde há ser humano, há mentes que precisam desanuviar para depois se concentrar novamente, como ocorria no célebre Pac-Man e nos tantos jogos digitais que existem atualmente. E com tantos recursos disponíveis, conseguir engajamento de seus colaboradores num processo de aprendizagem contínua se torna um desafio. 

A gamificação, contudo, pode ser a ferramenta adequada para resolver esse imbróglio, justamente porque tem a missão de tornar a aprendizagem envolvente por meio do entrelaçamento cuidadoso da mecânica, da dinâmica e de elementos do jogo no design instrucional. O processo deve ser sistemático e deliberado, onde o interlocutor não é passivo, mas participa de todas as etapas.

Experiências de aprendizagem gamificadas

Quando uma empresa decide aderir à gamificação, precisa estar atenta a alguns detalhes importantes. Por exemplo, existe uma diferença entre plataforma de aprendizagem gamificada e experiências de aprendizagem gamificadas.

Especialista no assunto, Felipe Vila, fundador da Vila dos Games, explicou esses conceitos durante sua apresentação no Programa de Certificação Healthcare E-Leadership, e inspirou a produção deste artigo.

De acordo com o especialista, plataformas podem ter características de um jogo, inclusive em alguns casos com a aparência de um jogo, mas não incluem todos os elementos necessários para que se configurem efetivamente como um jogo. Em geral, são trilhas cheias de objetos de aprendizagem em diversos formatos, tais como vídeos, atividades, leituras ou até pequenos jogos organizados numa trilha gamificada. 

Ou seja, uma trilha de aprendizagem digital que tem associados a ela recursos como pontos, placares, avatares etc., mas que não é um jogo exatamente. É, sim, uma trilha que usa elementos de jogos para se tornar mais interessante.

Essa situação é bastante diferente de um jogo em que o colaborador aprende na prática, isto é, seguindo um sistema das regras do jogo como ocorre nos tradicionais Banco Imobiliário, War, Ludo etc.

Ué, então o que são as tais experiências de aprendizagem gamificadas? São aquelas que inserem os colaboradores em um jogo de aprendizagem mesmo, permitindo que – jogando – eles aprofundem o conhecimento sobre determinado assunto.

Conceitos

Segundo Brian Burke, vice-presidente de pesquisa do Grupo Gartner, gamificação é o uso de mecânicas de jogo e design da experiência para engajar e motivar as pessoas a atingirem as suas metas. E esse é um ponto bastante interessante, voltaremos nele logo abaixo. 

Já para Karl Kapp, cofundador da Enterprise Game Stack, gamificação é um recurso de design, uma maneira de projetar o aprendizado para torná-lo envolvente, afinal, o game de aprendizagem tem como propósito gerar memória de aprendizagem efetiva.

O envolvimento que os jogos proporcionam favorece essa aprendizagem, reforçando a frase eternizada pelo filósofo chinês Confúcio: “Conte-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu apenas me lembrarei. Envolva-me e eu realmente compreenderei”.

O caminho desafiador e de conquistas

Há dois importantes diferenciais que as empresas devem estar atentas ao colocar em prática experiências de aprendizagem gamificadas: um deles é a conexão com várias partes do cérebro; o outro é o que mencionamos acima sobre motivar o colaborador a atingir suas próprias metas.

Vamos ao primeiro diferencial: estudos apontam que quando se cria experiências imersivas que se conectam com várias partes do cérebro, a chance de gerar memória de longo prazo é muito maior.

Isso significa que os jogos devem ter desafios que estimulam o cérebro com regras, estratégias, movimentação, pressão de tempo, surpresas, conversa, cores e ícones, desafio épico, conversas, entre outros elementos da gamificação.

Vale reforçar, portanto, que a gamificação na aprendizagem pode incluir elementos tão diversos quanto narrativas históricas, design, avatar, personagens, sistema de causa e consequência, sistema de pontuação, equipe competição, cooperação, enfim, recursos do universo dos jogos. 

O segundo diferencial é que a gamificação precisa engajar as pessoas para que possam atingir as suas próprias metas, em outras palavras, incentivá-las a fazer algo que elas já queriam fazer. Ou seja, é preciso encontrar uma conexão entre propósitos pessoais e propósitos organizacionais, sem a qual, a gamificação seria um caminho mais tortuoso.

Então, encontrar um propósito de aprendizagem que atenda a organização, mas também que se conecte com o propósito de aprendizagem e desenvolvimento individual é fundamental para a empresa que quer começar a pensar numa estratégia de gamificação.

Aplicação na Saúde

Todo o processo visto neste artigo é perfeitamente aplicável em hospitais e outras instituições da área da Saúde que reconhecem a educação continuada como um diferencial nos resultados dos serviços prestados aos clientes e pacientes. 

Também é possível gerar engajamento e levantar informações através de jogos com os pacientes. Um caso bastante conhecido nesse sentido é o do Hospital SickKids, em Toronto, que precisava aferir o nível de dor em crianças que passavam por tratamento quimioterápico. 

Parte do processo de tratamento realizado naquela importante instalação de oncologia pediátrica envolvia a manutenção de diários detalhados sobre a dor. Para conseguir essa façanha, o hospital introduziu um jogo na rotina dos pacientes, que ganhou não só a atenção das crianças, mas o destaque nos veículos de comunicação

Com tema de investigação policial e atores famosos de filmes policiais, o Pain Squad Mobile App apresentava alguns mistérios para as crianças desvendarem e, de tempos em tempos, as convidava para relatar como estava o nível de dor. 

O jogo não só tornou mais fácil para os pacientes da SickKids preencherem os diários necessários para o tratamento, como também lhes deu um senso de propósito. Os games, portanto, podem ser utilizados para aprendizagem, mudança de comportamento e sensibilização. 

Formatos

Para terminar, vale uma rápida abordagem sobre os formatos das experiências de aprendizagem gamificadas, que podem ser presenciais ou digitais. Games presenciais proporcionam experiências síncronas, coletivas e que requerem baixa tecnologia. Em geral, são facilitados. 

Já os games digitais são experiências assíncronas, individuais, não facilitadas e que requerem alta tecnologia. Dentro desse formato, contudo, incluem-se os chamados games virtuais, que se configuram como um caminho do meio, possibilitando uma experiência síncrona, coletiva, facilitada e que requer um nível médio de tecnologia. 

Este último formato permite a troca de melhores práticas, diálogo, interação e acolhimento. Já imaginou um jogo de onboarding para receber os novos colaboradores de seu hospital? Seria interessante, não?

Para saber mais sobre gamificação, educação continuada em hospitais ou instituições da área da Saúde, entre em contato conosco.

4 motivos para tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital

Elevar os resultados do hospital diante de um cenário de transformação digital e necessidade de inclusão nesse novo universo é um desafio e tanto. Ao mesmo tempo em que deve se adequar a essa nova realidade, as instituições de saúde não podem deixar de atender as expectativas dos pacientes, além de, ainda, não deixar de lado o cuidado com os profissionais que atuam na linha de frente.

A tendência é que a procura por atendimento hospitalar só aumente ao longo dos próximos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida para 2060 será de 81 anos. Ou seja, vislumbra-se a elevação do número de pacientes no mercado da saúde e uma crescente demanda por serviços de saúde.

A busca pela melhoria hospitalar passa, necessariamente, pela gestão de talentos, afinal, o hospital é composto por pessoas que cuidam de pessoas. Profissionais de saúde com habilidades desenvolvidas, capacidades técnicas aprimoradas e olhar atento à saúde de seus pacientes. 

E é justamente para esses profissionais que o olhar de gestores e diretores deve se voltar, porque sua evolução e seu aprimoramento técnico estão diretamente relacionados aos resultados do hospital. Neste artigo vamos abordar 4 motivos para ajudar você a tomar uma decisão que pode elevar os resultados do hospital. 

Talvez você já possa imaginar, mas eles têm a ver com os profissionais que atuam na instituição. E têm a ver também com tecnologia em educação à distância, que nesse contexto todo impera como uma solução fundamental para otimizar processos, promover mais eficiência no atendimento e suportar esse aumento de demanda. 

1. Por que mudar?

O mundo está em constante mudança e essa é uma máxima preconizada pelo filósofo Heráclito, que viveu em 500 a.C., que defendia com veemência que tudo flui. E ele tinha razão. A valorização profissional de hoje é muito maior do que se via antigamente. Ainda bem!

E uma importante maneira de valorizar os profissionais é garantir uma educação continuada praticável, viável e de qualidade.

Com a pandemia e a evolução tecnológica e digital, os cenários mudaram ainda mais e obrigaram as instituições a se adequar. Nesse sentido, viabilizar uma experiência de aprendizagem e comunicação personalizada de acordo com a necessidade de cada aluno é um importante caminho para conquistar resultados melhores para o hospital. Quem não mudar, vai ficar para trás.

2. Por que agora?

A resposta é quase óbvia. Porque ninguém sabe quanto tempo essa pandemia vai durar. E também porque nenhum hospital pode ou quer perder os seus colaboradores, profissionais treinados e capacitados para exercer suas funções. E, ainda, porque a ferramenta correta de educação continuada pode elevar os resultados do hospital.

Quer só um exemplo? Imagine fazer o onboarding de sua empresa em uma plataforma digital robusta e com potencial para ser totalmente personalizada? E, com isso, assegurar aos seus colaboradores um embarque seguro para atuar no hospital. Sim, é importante que seja agora. Indo além, imagine que sem uma plataforma digital, esse onboarding estaria sendo realizado pelos melhores e mais experientes profissionais, que deixariam seus postos na linha de frente do cuidado para treinar repetidas vezes o mesmo conteúdo para cada nova turma de novatos . Evitar o desperdício é a máxima de qualquer boa gestão.

3. Por que – afinal – investir recursos em EAD?

Os resultados gerados com a implantação do EAD em Saúde impressionam. No Medportal temos registrado ótimas experiências com a implantação de modelos digitais ou híbridos para treinamento de equipes, em detrimento do modelo presencial.

Só para se ter uma ideia, um de nossos clientes – o Hospital Dom Alvarenga – decidiu adotar a educação continuada em parceria com o Medportal e registrou alta escalabilidade, com crescimento dos alunos matriculados em cursos. O índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas.

O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia.

Já a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) decidiu ampliar os treinamentos online no início de 2020, por força da pandemia do coronavírus, e aumentou em 40% o volume de cursos disponibilizados em parceria com o Medportal. 

O EAD permitiu que a instituição levasse o conteúdo educacional para todas as suas unidades, para além do Hospital Ortopédico. Um ano depois, a associação registrou alta de 80% no número de alunos cadastrados na plataforma.

E em termos de orçamento, os resultados com a adoção de uma ferramenta digital são surpreendentes. No Medportal, o investimento para um projeto básico de educação corporativa digital pode ser iniciado a partir de R$0,95/mês por colaborador para a maioria dos clientes.

4. Por que o Medportal?

Quando percebemos que o aprendizado efetivo demanda conteúdo, ferramentas adequadas e estratégias, ampliamos o nosso escopo com o desenvolvimento do Medportal, uma ferramenta digital que permite prover uma experiência de aprendizado customizada para cada instituição e seus colaboradores.

Com o Medportal, é possível incentivar a capacitação e o intercâmbio de conhecimento por meio de um ambiente virtual de aprendizagem (Learning Management System – LMS) completo e intuitivo. E, com isso, ter uma equipe eficiente e bem treinada, alinhada aos objetivos estratégicos da sua instituição.

Para saber mais detalhes sobre as nossas soluções, acesse nosso site ou clique aqui e entre em contato conosco.

Conhecimento, atualização e criatividade: a produção de conteúdo em educação corporativa na Saúde

A produção de conteúdo em educação corporativa na área da Saúde é um desafio que exige conhecimento, atualização e criatividade. O conhecimento é necessário não só para a elaboração de cada tema, mas principalmente para a definição de objetivos estratégicos, considerando todo o contexto. 

Já a atualização é fundamental, especialmente na área da Saúde, que tem um caráter muito dinâmico. E a criatividade, bem, nem precisamos dizer o quanto ela auxilia nas tarefas de produção e organização dos materiais, de modo a torná-los palatáveis, de fácil acesso e atrativos. Como disse Steve Jobs, “criatividade é a arte de conectar ideias”, e é justamente desta forma que ela auxilia na educação corporativa. 

A Biblioteca de Conteúdo do Medportal é construída com base nas temáticas mais relevantes para os clientes. A produção de cada material sempre se inicia com um estudo do cenário atual, em busca das tendências e novidades do mercado. Além disso, anualmente realizamos uma pesquisa com os nossos clientes para levantar as necessidades de treinamento.

O Medportal conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais renomados da área da saúde e especialistas em educação digital para a aplicação dos conceitos de microlearning e andragogia, direcionando a produção contínua de conteúdo.

Os desafios vencidos e o fortalecimento da solução 

Os principais desafios na produção de conteúdo em educação corporativa na Saúde são manter a biblioteca atualizada e desenvolver os assuntos de maneira abrangente, de modo que o mesmo treinamento possa ser aplicado em diversas regiões do país ou diferentes tipos de serviço.

Mas justamente o caminho percorrido para vencer os desafios foi o que ajudou a consolidar a solução oferecida pelo Medportal, com uma biblioteca robusta, com capacidade para atender aos objetivos estratégicos de hospitais e de outras instituições do setor da Saúde. 

A atualização da biblioteca ocorre periodicamente, tanto dentro de uma programação pré-estabelecida, quanto para acompanhar os novos protocolos, procedimentos e tratamentos. Com o surgimento da pandemia, por exemplo, novos temas foram inseridos e alguns deles se consolidaram entre os assuntos mais procurados na plataforma. 

Os treinamentos do Medportal estão divididos em grandes áreas do conhecimento: segurança do paciente, melhores práticas assistenciais, legislação obrigatória no setor de saúde e qualidade e excelência operacional.

A educação corporativa contribui e muito com o resultado do serviço oferecido pela entidade ou instituição que, em geral, tem foco nos pacientes. Talvez justamente por isso, os treinamentos que trazem temas ligados às metas internacionais para a segurança do paciente são os mais acessados na biblioteca. 

Atualmente, com a pandemia, temas como a higienização das mãos e o uso correto dos EPIs também tiveram grande procura, gerando aderência na educação corporativa

Conteúdo personalizado

Além de atender aos objetivos estratégicos das instituições de Saúde, o Medportal também disponibiliza a possibilidade de construir trilhas personalizadas, conforme as demandas da instituição. 

Com isso, mesmo utilizando o conteúdo pronto da biblioteca, o cliente pode produzir os seus próprios conteúdos com as especificidades de cada serviço, além de incluir documentos e materiais de apoio na plataforma, construindo uma Trilha de Conhecimento personalizada, mesclando conteúdos próprios e conteúdos do portal.

A Biblioteca de Conteúdo do Medportal dispõe tanto de conceitos técnicos, quanto científicos. Com um conhecimento digital qualificado na ponta do mouse, o conteúdo está pronto para distribuição e incorporação interna pelas instituições.

Promover a evolução contínua das capacidades técnicas, com maior destaque aos conteúdos especializados para hospitais, é a missão da Biblioteca Científica do Medportal, que possui treinamentos estratégicos para que os profissionais possam aprender sobre assuntos relacionados à segurança do paciente cirúrgico, aplicações das principais recomendações dos protocolos de saúde na terapia intensiva e evolução da segurança anestésica no Brasil, dentre outros temas. 

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