Lab Rede lança plataforma de educação continuada em parceria com o Medportal

 O Lab Rede, laboratório de referência em diagnósticos especializados, lançou na última semana o Rede Digital, uma plataforma de educação continuada, disponibilizada pelo Medportal. O lançamento foi anunciado e detalhado durante um Webinar no YouTube.

A iniciativa corrobora a postura inovadora dos diretores do laboratório, que nasceu em 2000, fruto de um sonho transformado em realidade por empreendedores que buscavam oferecer exames especializados com alto padrão de qualidade, rapidez e custos compatíveis. O foco na força de trabalho e na competência de profissionais sempre se manteve.

A novidade vai bem ao encontro da aplicabilidade da educação e dos conteúdos do Medportal para o segmento laboratorial. “Esse movimento de entrada no mundo digital, no mundo do conhecimento e de compartilhamento de informações é algo que hoje se coloca como basilar, como fundamento no desenvolvimento das organizações. E para ter organizações mais fortes, precisamos olhar para as pessoas. O caminho escolhido pelo Lab Rede é certeiro”, afirmou Thiago Constancio, CEO do Medportal.

Para o presidente do Conselho Administrativo do Lab Rede, Marcelo Galasini, uma nova plataforma de educação digital após a pandemia, mais do que necessária, tornou-se urgente. A importância de profissionais constantemente atualizados e treinados é inequívoca.

“Precisamos viabilizar a troca de informações com qualidade, sabemos que o conhecimento pode inspirar novas atitudes e é isso que queremos. Essa decisão faz parte do nosso processo de buscar melhoria contínua em nossas atividades laboratoriais”, disse.

O webinar sobre o lançamento do Rede Digital foi apresentado por Ana Carolina Caetano e contou com a participação de Priscila Santos, consultora de RH; Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD e Pedro Gomes, gerente comercial do Lab Rede, além de Thiago e Marcelo.

Curadoria

Atualmente, há uma disseminação de informações expressivamente não delineadas para o objetivo de empresas no setor de saúde. Portanto, é fundamental catalisar um processo de educação digital direcionada. 

“Precisamos organizar o fluxo de informações com as pessoas dentro das organizações, o que exige uma curadoria. E o que o Lab Rede está fazendo é justamente criar esse movimento de curadoria de conteúdo de modo que traga resultados para o dia a dia da organização”, ressaltou o CEO do Medportal.

Segundo ele, com a pandemia, até 80% dos treinamentos que antes eram presenciais podem entrar num modelo de educação à distância. “Com isso, ampliamos o acesso à informação curada de qualidade e entregamos mais valor. Esse projeto está calcado em entregar mais valor para as pessoas, comodidade no aprendizado e resultado para as organizações”, afirmou Thiago.

Para a consultora de RH Priscila Santos, não poderia haver melhor caminho. “Estamos vivendo grandes desafios. O maior deles é a capacidade de engajar e manter um time produtivo, principalmente quando se fala em negócio voltado para o ramo de saúde. E precisamos de conhecimento, que é o propulsor da transformação humana. Ele transforma uma sociedade, que dirá uma empresa”, destacou.

Implementação da plataforma de EAD

Que o EAD aumenta a integração entre as pessoas é fato. Mas, além disso, acelera a velocidade de entrega de informação curada. A implementação da plataforma de EAD já gerou resultados comprovados em muitas organizações, como CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, ANAHP – Associação Nacional dos Hospitais Privados, AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

“Iniciamos a parceria com a Medportal em 2018, já com o intuito de ganhar atualidade, implementar o EAD e as metodologias híbridas de ensino. E tivemos resultados de excelência. O segredo é ter foco na execução, consistência e acreditar que, de fato, a educação agrega valor para o colaborador e para o negócio”, comentou Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD.Para conhecer as soluções do Medportal ou tirar dúvidas sobre as possibilidades de implementação de plataformas EAD, entre em contato conosco.

Rede Digital: objetivo é gerar informações com qualidade, inspirando novas atitudes e buscando a melhoria contínua das atividades laboratoriais

Como a integração de sistemas de tecnologia pode ajudar hospitais

Com tantas demandas, quase não percebemos como a integração entre tecnologias nos ajuda no nosso dia a dia. O cartão de crédito integrado com o site de compras ou o aplicativo de delivery, o player de vídeo integrado com o app de mensagens… São inúmeros exemplos.

Não seria diferente com os hospitais, que apesar do grande fluxo e cuidado com trabalho, também lida com as mudanças digitais da nova era. Mas, apesar dos incontáveis benefícios, em que pé está a integração de sistemas de tecnologia nessas instituições? De que forma ela pode ser potencializada e por qual razão é tão importante? E, nesse contexto, como fica a educação corporativa?

São algumas perguntas que tentaremos responder neste artigo. Boa leitura!

O que é interoperabilidade?

Para falarmos sobre integração de sistemas em hospitais, iniciaremos apresentando o conceito de interoperabilidade. No qual, trata-se de estimular altos níveis de integração entre os sistemas de TI, dispositivos e instituições. A ideia é levar a comunicação e a troca de dados entre profissionais e processos a consideráveis níveis de excelência.

Depois de todo esse processo, o objetivo final passa a ser o de promover a atuação a partir de uma visão 360°, de forma com que a gestão possua total controle dos processos internos – com o paciente posicionado no centro das atividades.

As vantagens da integração

Contudo, independente dos benefícios que promover um ambiente com sistemas capazes de trabalharem na otimização do tempo das equipes, assim como na sua integração e retomada de jornadas de trabalho com foco em qualidade, segurança e efetividade, a tecnologia promete ainda inúmeras vantagens. No entanto, é necessário que exista uma maturidade amplificada de processos dos gestores, principalmente os de tecnologia, para apontarem os melhores caminhos para que uma organização hospitalar trabalhe no meio digital. O CIO da Folks, Cláudio Giulliano, comentou conosco em nosso último texto, da necessidade de que líderes de tecnologia em instituições de saúde, assumam o protagonismo nas propostas e planejamento de trabalho.

Além dessa importância, há outras vantagens que podem ser percebidas:

Controle: Sem a integração, ou com a integração parcial de sistemas, o gestor de cada setor de um hospital não “enxerga” o que o outro está fazendo. Isso provoca lentidão, ineficiência, perda de tempo e dinheiro e, acima de tudo, um atendimento de qualidade abaixo do ideal para o paciente. A integração dos sistemas oferece aos gestores o acesso a todos os dados hospitalares, resultantes de diferentes processos internos, sendo cruzados em um fluxo único de informações.

Ou seja: a tomada de decisão fica mais consciente, baseada em insights que podem sair de qualquer lugar. Com o conhecimento que precisa, a gestão hospitalar passa a identificar gargalos antes mesmo deles acontecerem.

Sem retrabalho: Em pleno 2021, ainda há instituições que precisam reiniciar o atendimento quando o paciente chega em determinado setor – para internação ou para fazer um exame, por exemplo. A integração elimina o retrabalho. Os profissionais que compõem a jornada do paciente no hospital recebem as mesmas informações, apenas adicionando o que é de sua competência, sem interrupções.

Menos gastos: Um exemplo prático da economia de recursos trazida pela integração se dá com diagnósticos por imagem. Hoje em dia, é comum hospitais realizarem esse tipo de exame de forma independente do sistema de atendimento do pronto-socorro. Isso implica em gastos desnecessários com atendentes e mesmo com a impressão das imagens, que poderia ser substituída pelo envio da imagem digitalizada diretamente para o computador do médico.

Padronização: A padronização permite ampliar seu controle sobre a infraestrutura, recursos materiais e humanos, além de ajudar na produtividade. Ao criar um mapeamento dos processos, fica fácil implementar uma padronização que seja coerente às demandas da instituição.

A educação corporativa neste contexto

Diante desse cenário, é essencial que a integração dos sistemas de TI também contemple os sistemas de educação corporativa – o que nem sempre acontece. A educação continuada geralmente é vista como um processo independente, feito à parte, sem conexão com outros procedimentos, o que gera ineficiência.

Um importante aspecto a se considerar é que a educação corporativa é um investimento de mão dupla. Para o colaborador, significa refinamento técnico, atualização contínua que pode aumentar as possibilidades de ascensão profissional e sua satisfação pessoal, já que tende a prestar uma assistência com maior segurança.

Em relação à tecnologia, não podemos desconsiderar que os processos digitais de uma instituição de saúde impactam diretamente no atendimento dos pacientes. Por isso, é necessário que exista uma precisão e cuidado para que os sistemas não fiquem desconexos. E a educação continuada, pode ser uma ferramenta que auxilie os profissionais a desenvolverem sua habilidade analítica e consigam mapear melhorias de forma ágil.

Para a instituição, que consegue gerenciar programas de qualidade, suprir rapidamente gaps de conhecimento, reconhecer colaboradores a partir de dados de desenvolvimento e disseminar agilmente a cultura corporativa. E ao final, o objetivo mútuo: elevar os padrões de qualidade assistencial, melhorando desfechos e a satisfação dos pacientes.

Melhoria da experiência do colaborador

Normalmente, a educação corporativa voltada para o desenvolvimento técnico é conduzida por uma equipe (de educação, ou qualidade) e o desenvolvimento de soft skills pelas equipes de recursos humanos. Aqui também, ter uma visão 360° de cada colaborador é fundamental: traz agilidade, gestão e evita desperdícios. Ou seja, o capital humano se tornou cada vez mais importante e estratégico para as empresas.

Com a integração, seria possível anexar ao registro do colaborador se ele já concluiu determinado treinamento, identificar os colaboradores que acabaram de ser promovidos e, portanto, demandam novos conteúdos, entre outras possibilidades.

Os gestores, de todas as áreas, poderiam enxergar em que pé está a capacitação de cada time para atribuir responsabilidades distintas de forma muito mais rápida e eficiente. Se a instituição conta com sistemas robustos que geram dados de consumo de conteúdo, pode-se evoluir para consolidação de padrões próprios de desempenho educacional, que permitem comparação entre unidades, equipes, etc.

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A Transformação Digital na área da saúde é responsabilidade dos gestores de tecnologia?

Qual é o papel de um gestor de tecnologia em um hospital? É uma pergunta simples, mas que leva a uma reflexão importante na resposta.

A função primordial de um CIO (Chief Information Officer) é manter em pé os sistemas de informação que abastecem a instituição. É óbvio, mas essa função ganha um status diferenciado quando o cliente é um hospital.
Falhas no sistema podem causar problemas reais para pacientes – os chamados “eventos adversos”. Por isso, em hospitais, o cuidado com a simples manutenção dos sistemas é uma tarefa à parte.

Sanada essa questão, qual é o próximo passo? Para onde avançar? Para buscar essas e outras respostas, recorremos a Cláudio Giulliano Alves da Costa, CEO da Folks, empresa especializada em consultoria e treinamento em saúde digital, representante oficial e exclusiva da HIMSS Analytics para América Latina.

CIOs como protagonistas
Os CIOs de hospitais brasileiros acostumaram-se por anos a serem demandados em vez de demandarem. Acabaram por adotar uma postura passiva e pouco pró-ativa na solução de problemas. Parte disso é fruto do próprio perfil dos profissionais, mas, em grande parte, isso se deve ao próprio sistema de gestão, centralizador e fechado, adotado pelas instituições. Mas esse contexto está em profunda transformação.

Prova disso pode ser demonstrada pelo Índice de Maturidade Digital medido pela Folks em seus hospitais parceiros. No Brasil, o índice médio de maturidade é de 44% (de 0% a 100%). Isso significa que os hospitais cumprem o básico em relação à tecnologia: possuem sistemas informatizados para hotelaria, prontuário eletrônico e funções back office (financeiro, RH, etc).

Mas, de forma geral, muitas instituições ainda não deram o passo à frente. Como exemplos práticos do que seria esse avanço, Cláudio Giulliano cita o check in online do pronto socorro, antes mesmo do paciente se dirigir ao hospital (“para chegar com a ficha pronta e o atendimento liberado pelo plano de saúde”), ou o GPS Indoor, para que o paciente possa se localizar com mais precisão na hora de fazer um exame dentro do hospital.

“Ainda falta muito (para a transformação digital completa nos hospitais), mas é algo que todos estão buscando”, afirma Cláudio.

Capacitar é preciso
Segundo ele, a chave para essa evolução está na capacitação dos CIOs. “Fazer a transformação digital depende de conhecimento, e esse é um grande gap no Brasil. A maior parte dos CIOs não está preparado para liderar a transformação digital nos hospitais. E isso inclui também buscar outras habilidades da função, como liderança e comunicação”, afirma.

O CEO da Folks, que é médico e tem mestrado em Informática em Saúde, diz que um bom CIO, que ele classifica como “CIO visionário”, tem que se apoiar em um tripé de competências: tecnologia, saúde e gestão.

Tecnologia e educação corporativa
Empoderado pelo conhecimento, o CIO passaria a atuar elaborando planos em vez de apenas executá-los. “Ele deve se reposicionar enquanto profissional, deve se rebelar, no bom sentido. E deve fazer isso para ele e para outros gestores, porque uma andorinha só não faz verão”, ilustra Cláudio.

Essa mudança, para ele, implica também no planejamento de capacitações para a própria equipe de TI usando plataformas de educação corporativa.

“A integração entre tecnologia e educação em hospitais é uma página virada, isso já foi superado. Funciona muito bem. O que falta ainda são os CIOs definirem um plano de capacitação em saúde digital. Entenderem que eles podem influenciar nos conteúdos”.

Parceria com o Medportal
Há um ano, a Folks criou a Folks Academy, para oferecer cursos a executivos e demais trabalhadores da saúde utilizando utilizando a tecnologia do Medportal. Cláudio destaca a rapidez na implantação e o apoio do Medportal para maior agilidade na disponibilização do conteúdo. Afirma que esse período foi de grande aprendizado.
“Vimos que microaulas de até 10 minutos funcionam melhor. O participante pega aquele conteúdo e internaliza. Também realizamos momentos síncronos para tirar dúvidas e provocar questionamentos nos alunos”, afirma.

Segundo ele, a parceria deu tão certo que o programa será expandido nas próximas semanas com o lançamento da Digital Health Academy. “Teremos uma oferta maior de cursos, com conteúdo de outras instituições e participação de professores renomados”, explica.

Além disso, o objetivo agora é criar uma matriz de competências para um plano de desenvolvimento de carreira do participante. “Não vamos deixar o aluno solto. Ele vai escolher uma trilha de acordo com seus objetivos profissionais. Se daqui a dois anos ele quer estar em determinada posição, que competências ele precisa adquirir para chegar lá?”, finaliza Cláudio.

Por que investir em tecnologia para a educação em hospitais?

Já faz tempo que a tecnologia é parte indissociável do funcionamento de hospitais. O boom da transformação digital nos anos 2000 deixou isso ainda mais evidente, com o surgimento de soluções em TI para processos que antes eram analógicos.

Por isso mesmo, os investimentos em tecnologia também aumentaram bastante, em detrimento da queda com outros gastos. Por exemplo: uma empresa eventualmente contratada para gerir determinado serviço no hospital pode ter sido substituída por uma ferramenta que faz o mesmo processo com menos pessoal envolvido.

Com a pandemia de COVID-19, os investimentos em tecnologia passaram a focar em plataformas voltadas para a nova realidade, como telemedicina e o acompanhamento remoto de pacientes. Isso gerou o aumento robusto de recursos aplicados em tecnologia nos hospitais. Um levantamento da IDC (International Data Corporation), líder global em pesquisas de mercado na área da tecnologia, aponta que o investimento em soluções de TI no setor de saúde na América Latina deve atingir US$ 1,931 milhão até 2022 (cerca de R$ 10 bilhões).

E a educação continuada?

Como fica a educação continuada nesse contexto? Não há pesquisas mostrando com exatidão o quanto os hospitais pretendem investir em plataformas de AVA (Ambientes Virtuais de Aprendizagem), ou LMS (Learning Management System) nos próximos anos.

Mas uma busca rápida por notícias e artigos relacionados ao assunto revela que o foco do momento está na procura por soluções que facilitem a gestão de leitos, desospitalização e o atendimento de pacientes no contexto da pandemia.

É seguro afirmar que a maioria dos gestores hospitalares sabe da importância dos LMS para o bom funcionamento das instituições.

Como já tratamos em outros artigos, a educação continuada é vital para a manutenção da qualidade e de padrões de segurança no atendimento, além da transferência da cultura institucional, que também não pode parar.

Qual é a saída?

Diante disso, parece plausível adotar softwares gratuitos para educação continuada. O mais popular deles é o Moodle, que, além de ser gratuito, tem código aberto. Ou seja, pode ser modificado livremente sem a preocupação de infringir contratos ou políticas de software. Isso significa que as instituições de ensino podem desenvolver, adicionar, estender ou modificar recursos da plataforma através de alterações em sua programação.

Os termos “gratuito” e “livre” são bastante sedutores, mas eles não significam vida fácil para gestores educacionais, principalmente se pensamos em educação corporativa. Esses tipos de software apresentam, em sua versão padrão,funções básicas para a educação acadêmica. Em qualquer cenário, a instalação e a operação do Moodle exigem investimentos, como a estrutura de servidores em nuvem para armazenar os dados de uso da plataforma. Além disso, certamente no caso da educação corporativa, será uma demanda a mais para o departamento de TI, que eventualmente pode precisar de mais profissionais para customizá-lo

Um LMS pago pode ser mais vantajoso porque quando se pensa no custo total de funcionamento– os custos de armazenamento de dados, segurança da informação, manutenção e atualizações estão embutidos – e mais eficiente.

Ele pode ser customizado de acordo com as necessidades da instituição contratante, com uma experiência melhor que o Moodle, como a possibilidade de realizar planejamentos educacionais de forma rápida e escalável, gerar relatórios sobre a participação de funcionários que passam pelos cursos, entre tantas outras. Dessa forma, o gestor educacional ganha autonomia de ação.

Outro quesito importante é a segurança. Softwares de código livre são mais suscetíveis a ataques e invasões. O LMS pago, utiliza um sistema de replicação de dados em tempo real. Quer dizer que as informações da instituição e dos usuários são salvas a todo momento, reduzindo os riscos, a empresa responsável assume a responsabilidade de investir no aprimoramento dos sistemas de segurança.

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Saiba porque é importante integrar os sistemas de educação continuada ao ecossistema de TI em hospitais e instituições de saúde

Quando se pensa em tecnologia da informação para hospitais, as primeiras ideias que surgem são relacionadas ao atendimento de pacientes: prontuário digital, unificação de dados, facilidade de acesso a informações para diagnóstico, entre outros.
Nada mais justo, já que a principal missão das instituições de saúde que atuam na área assistencial é atender bem a seus pacientes. Dessa forma, é necessário que a instituição tenha um sistema eficiente para que um médico tenha acesso a um raio-X, por exemplo, no menor tempo e com a maior qualidade possível.
Mas, falar em tecnologia da informação em um hospital, pressupõe a construção de um cenário muito mais amplo. Por isso, propomos a seguir o exercício de imaginar a jornada de um paciente no hospital para verificarmos o quanto de tecnologia é empregada.
O setor de atendimento recebe o paciente, coleta seus dados e abre a solicitação de pagamento, geralmente pelo plano de saúde;

  • A contabilidade emite a nota fiscal e acrescenta o valor às receitas do hospital;
  • O financeiro fica com o registro para calcular impostos;
  • O setor de atendimento encaminha o paciente para a triagem;
  • A triagem encaminha o paciente para o atendimento com o médico responsável;
  • O médico responsável encaminha o paciente para a enfermaria ou para a realização de exames;
  • Os resultados são disponibilizados no sistema para acesso do médico;
  • O paciente retorna ao consultório para avaliação final, podendo ou não ser encaminhado para o setor de internação (o que, no caso, desencadeia uma nova jornada).

Imagine que cada pequeno processo citado acima demande um software específico, teremos a utilização de pelo menos oito programas diferentes. É como se cada processo fosse executado por empresas distintas, que não conversam entre si – mas que integram o mesmo ecossistema.
 
Integração como solução
Mesmo nos dias atuais, com a transformação digital já bem inserida em ambientes corporativos e a difusão de empresas dedicadas a soluções em TI cada vez maior, ainda há hospitais que atuam como o modelo descrito acima – em menor ou maior grau. Em alguns casos até de forma híbrida, mesclando processos digitais e analógicos impostos pela limitação de investimento.
Como consequência, isso pode gerar custos desnecessários, queda na eficiência e, na ponta do processo, um atendimento para o paciente que certamente poderia ser melhor.
Por isso, o ideal é migrar para o mundo digital em todos os pontos da jornada e realizar a integração dos sistemas. Dessa forma  os softwares conversarão entre si e garantirão, tanto o registro de procedimentos e informações referentes ao atendimento dos pacientes, quanto o seu acesso de forma facilitada.
 
A educação continuada no contexto da TI
Por aqui, já falamos em artigos anteriores sobre a relevância da educação continuada para o treinamento de equipes em hospitais, da necessidade de um gestor especializado na área e do engajamento dos colaboradores em todo o processo.
Também tratamos da importância da educação digital e dos AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) principalmente em meio à pandemia da COVID-19, em que é necessário capacitar equipes com a maior velocidade possível, sem abrir mão da qualidade no conteúdo.
Diante desse cenário, é essencial que a integração dos sistemas de TI também contemple os sistemas de educação continuada – o que nem sempre acontece. A educação continuada geralmente é vista como um processo independente, feito à parte, sem conexão com outros procedimentos, o que gera ineficiência.
Com a integração, seria possível anexar ao registro do colaborador se ele já concluiu determinado treinamento, identificar os colaboradores que acabaram de ser promovidos e portanto demandam novos conteúdos, entre outras possibilidades. Os gestores, de todas as áreas, poderiam enxergar em que pé está a capacitação de cada time para atribuir responsabilidades distintas de forma muito mais rápida e eficiente.
 
Conheça o Medportal
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Nossa solução resolve diversos problemas encontrados pelas instituições, tais como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditações, entre outros.
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Educação continuada e a organização do tempo em equipes hospitalares

A pandemia da COVID-19 modificou a rotina em hospitais e empresas de saúde com foco assistencial desde março do ano passado, quando os primeiros casos da doença começaram a aparecer no Brasil.
Um ano depois, a situação é crítica: hospitais públicos e particulares operam no limite de suas capacidades, mesmo com o reforço de leitos e o desdobramento de equipes em horários estendidos para dar conta da alta demanda de pacientes.
Essa nova realidade impôs um desafio e tanto para gestores de educação continuada. Como continuar a promover capacitação com as equipes tão atarefadas?
Fato é que o treinamento permanece sendo essencial. Pois, o aumento na demanda levou à necessidade de contratação de mais profissionais, que precisam estar alinhados aos procedimentos e à cultura institucional da empresa, mesmo em um momento tão turbulento.
Afinal, tocar as operações sem a integração correta entre as equipes, e a orientação adequada para procedimentos técnicos, pode ocasionar problemas graves. Especialmente em um momento como esse, em que os profissionais de saúde representam a última linha no atendimento aos pacientes infectados e no suporte aos seus familiares.
Educação continuada é vital
Uma ideia equivocada é a de que, neste momento, a educação continuada deve ser deixada em segundo plano, já que não seria uma prioridade em meio à explosão no atendimento de casos de COVID-19.
Como dissemos acima, projetos de educação continuada são vitais para a manutenção da qualidade e de padrões de segurança no atendimento, além da transferência da cultura institucional, que também não pode parar.
É importante frisar que o endurecimento da capacitação não é o cenário mais adequado – pelo contrário. É preciso ter empatia e entender o momento de dificuldade das equipes.
Como exemplo disso, em setembro do ano passado, uma pesquisa divulgada pelo PEBMED apontou que 78% dos profissionais de saúde no Brasil tiveram sinais de síndrome de Burnout no período da pandemia. A prevalência foi de 79% entre médicos, 74% entre enfermeiros e 64% entre técnicos de enfermagem.
Planejamento com cautela
Por isso mesmo, os gestores devem avaliar mudanças estratégicas na estrutura para a implementação do conteúdo e da informação em si, para que foque no necessário e essencial, de uma forma didática e mais leve possível. Mesmo sendo vista como algo obrigatório, a capacitação não precisa ser dificultosa.
Desta forma, contribuir com a efetividade dos treinamentos diante das variações tanto de horário nos hospitais, quanto da carga de trabalho diante do atual contexto de saúde, o formato dos cursos de educação continuada será facilitado no digital. Plataformas online possibilitam a flexibilidade para transmissão dos conteúdos – tudo o que as equipes mais precisam neste momento.
Daí a importância da figura de um gestor de educação continuada nos hospitais, que apontarão o sentido dessas mudanças a fim de manter o engajamento dos times.
Toda essa reorganização provocou o surgimento de novas lideranças, que passaram a gerir grandes equipes, mesmo sem muita experiência. Por isso também é importante, neste momento, a capacitação voltada para esses gestores intermediários. Tudo deve ser produzido com muito dinamismo, para permitir a disponibilização desses conteúdos em pouco tempo.
Há soluções que possibilitam o acesso às aulas pelo computador ou dispositivos móveis, em qualquer horário. E o gestor consegue enxergar quantos colaboradores efetivamente assistiram às aulas.
Conheça o Medportal
O Medportal é uma empresa especializada em ferramentas que facilitam a elaboração, execução e manutenção de programas de educação continuada em hospitais.
Estamos preparados para apoiar gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde.
Nossas soluções resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade cada vez mais latente de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditação, além da adequação de modelos de conteúdo no contexto da pandemia.
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Inteligência e eficiência para o desenvolvimento do Capital Humano

A ideia de implementar um projeto de educação digital ganhou força nos últimos meses. O que antes recebia olhares descrentes e desconfiados, hoje passa a ser a principal via para trocar, expandir conhecimento e para alinhar informações críticas entre pares e entre gestores e a operação.
Certa vez, conversando com uma especialista, ela me confidenciou: “Daniela, há alguns meses nós brigávamos com todo o hospital para que o telefone celular ficasse do lado de fora. Nossos encontros aconteciam no auditório do hospital. E agora? Tudo mudou… Isso veio pra ficar…
A discussão, portanto, passa a ser como integrar o digital ao mundo hospitalar com segurança, a fim de permanecermos nos beneficiando dessas tecnologias. Pois, convenhamos, informação contextualizada e em tempo oportuno sempre faz a diferença, não é mesmo?
Nessa linha, ouvimos por inúmeras vezes de diretores e gestores de RH, educação continuada e qualidade que o desafio não estava apenas em ter e pilotar uma plataforma de EAD. Esta parte poderia ser superada com um período de testes e constante aprendizado no manuseio da ferramenta, que é a cada dia mais intuitiva.
O ponto chave estava na seguinte constatação: o hospital não tem como principal negócio a produção de conteúdo ou treinamentos. É imensa a dificuldade de produzir, com coerência, consistência e agilidade, todo o conteúdo online necessário para treinar, capacitar e desenvolver o capital humano, já que, em geral, quem produz o conteúdo está imerso na operação…e quando de lá sai, faz muita falta. Ou seja, é caro mobilizar essas pessoas. Desenvolver um programa de educação digital com conteúdo próprio parece ser o grande desafio.
A partir destes pontos elencados, o time do Medportal se debruçou na construção estratégica de produção de conteúdo hospitalar que fosse útil a mais de 80% dos hospitais e clínicas do país. Tomamos como ponto de partida, mas não somente, a legislação obrigatória que regula o setor e bebemos da fonte dos principais programas de acreditação hospitalar atuantes no país, além das agências reguladoras e vigilância sanitária, contemplando a legislação obrigatória para a área. Outras referências importantes foram as organizações internacionais e nacionais que produzem conteúdo baseado em evidências científicas na área de qualidade assistencial e segurança do paciente, além de eficiência e combate ao desperdício.
Com isso, pudemos monitorar e apoiar os projetos digitais de alguns clientes e percebemos que, em média, os conteúdos disponíveis são decisivos para os primeiros 12 meses de projeto. Como resultado, notamos que essa Biblioteca tem conteúdo vivo e, por isso, pretendemos expandi-la e atualizá-la permanentemente.
 
A Biblioteca de Conteúdo Técnico Medportal
Assim nasceu a Biblioteca de Conteúdo Base Medportal, com mais de 100 tópicos de treinamentos produzidos por um time de especialistas que vivem e transpiram a realidade hospitalar, sob liderança de Viviane Zanetti. São treinamentos que levam em conta a metodologia Medportal de ampliação da taxa de aprendizagem do profissional de saúde.
Como Viviane explica, “os conteúdos estão organizados em eixos de conhecimento, já alinhados com a estratégia de implementação dos projetos dos clientes. Eles abrangem temas essenciais para as equipes hospitalares, como Segurança do Paciente, Ferramentas da Qualidade e Ferramentas de Gestão, dentre outros.
Em Segurança do Paciente o profissional encontra treinamentos sobre cada uma das Metas Internacionais para a Segurança do Paciente e Melhores Práticas Assistenciais, em que o aluno pode acessar conteúdos exclusivos que trazem as últimas atualizações nos procedimentos e protocolos assistenciais, de acordo com sua área de atuação.
Além disso, também temos eixos voltados para as equipes de gestão, como Ferramentas da Qualidade e Ferramentas de Gestão, com conteúdos importantíssimos para a gestão de equipes de alta performance, como por exemplo, definição de indicadores e avaliação de desempenho de corpo clínico, passando por compliance e segurança da informação”.
O conjunto destes tópicos de conteúdo tem sido utilizado por hospitais e clínicas por todo o país, de norte a sul, exclusivamente dentro das plataformas personalizadas, desenhadas com excelência pelo Medportal para estas instituições. Alguns destes economizam cerca de 12 a 18 meses de tempo e trabalho com a adoção da nossa biblioteca, enquanto produzem apenas o que é mais específico ou relacionado à vocação daquela instituição. Esse conteúdo também pode ser adicionado à plataforma, compondo o programa de educação desejado.
Como resultado, em julho do ano passado celebramos um marco: completamos mais de 1.100 minutos de conteúdo digital disponível na biblioteca. Só no ano de 2020, 88 instituições de saúde se beneficiaram dos conteúdos de nossas Bibliotecas.
 
Conteúdos Científicos, a segunda biblioteca disponível para clientes Medportal
No segundo semestre de 2020 assistimos a aceleração da educação digital em ambiente hospitalar. Assim, sentimos necessidade de dar mais tração aos conteúdos especializados e criamos a Biblioteca de Conteúdos Científicos Medportal. Iniciamos disponibilizando temas relacionados a:

  • inovação em saúde aplicada para aumentar a segurança do paciente cirúrgico e processos de melhoria da recuperação no pós-cirúrgico;
  • aplicação das recomendações do Guideline PADIS 2018 na terapia intensiva a fim de reduzir a mobimortalidade;
  • evolução da segurança anestésica no Brasil e uso seguro de medicamentos.

E em 2021 tem muito mais…
Você precisa conhecer este conteúdo. Isso fará a diferença na hora de desenvolver seu time.
 
*Colaborou com a produção deste artigo, Viviane Zanetti, enfermeira e coordenadora de conteúdo do Medportal.

AACD: Educação Corporativa Digital como pilar para o reconhecimento ‘Excelência da Saúde 2020’

O ano de 2020 foi um verdadeiro propulsor de mudanças na rotina da sociedade, principalmente na educação, já que os recentes acontecimentos deixaram evidentes as necessidades de adaptação, mudança e desenvolvimento de pessoas e organizações. Além disso, para instituições de saúde, capacitar seus profissionais continuamente é um tópico estratégico e desafiador. Entre as premissas que permeiam o setor, há a variação na jornada de trabalho e também a dispersão dos colaboradores nos diferentes setores. Para a AACD, a implementação de um ambiente virtual de aprendizagem foi essencial para solucionar essa questão e capacitar os seus funcionários.
Os resultados são notórios, como aponta a enfermeira e coordenadora de Educação Permanente da AACD, Maita Marques. “Através da ferramenta de aprendizagem digital é possível democratizar o conhecimento e romper barreiras físicas. O que colabora com a mudança de cultura tão necessária neste momento de novas rotinas e processos.” Referência em ortopedia e reabilitação de todas as faixas etárias, a AACD nasceu do desejo do Dr. Renato da Costa Bomfim em contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência física do país. 70 anos após a sua fundação, a Associação possui um hospital ortopédico, oito unidades de reabilitação espalhadas pelo Brasil e em 2019 realizou cerca de 880 mil atendimentos.

Com o atual cenário de pandemia, em vigor desde março de 2020, a instituição apresentou crescimento na capacitação através da metodologia EAD de seus funcionários. “Notamos um salto no uso da plataforma e na aderência aos treinamentos em relação a períodos anteriores. As matrículas aumentaram 70%, sendo que mais de 91% concluíram seus conteúdos”*, completa a coordenadora. Sobre o alcance dos objetivos dos treinamentos, Marques comenta que são medidos a partir do monitoramento de horas de treinamentos pelo efetivo, adesão ao treinamento e compreensão do conteúdo por meio de avaliação de aprendizagem, além acompanhar a aplicabilidade de conteúdos críticos para a instituição através de indicadores de resultado.

O Medportal, empresa especializada em educação e conteúdo digital para o setor saúde, foi o parceiro escolhido para exponenciar os resultados de treinamento e desenvolvimento da AACD. Em de 2020, foram 2,4 milhões de matrículas acumuladas em treinamentos nas mais de 220 organizações que utilizam as soluções desenvolvidas pela organização. O número vai ao encontro do cenário apresentado em muitas instituições de saúde, além de expor que a preocupação em atender às mudanças da nova era digital é uma realidade de líderes e gestores.

Para o CEO do Medportal, médico e doutor em Inovação e Estratégia em Saúde pelo Instituto de Economia da UFRJ, Dr. Thiago Constancio, essa premissa é cada vez mais verdadeira. “Para pensar em desenvolvimento tecnológico em ambientes de saúde, é preciso considerar todos os elementos que compõem o segmento como um só sistema. A educação também deve entrar nessa agenda de prioridades”, pondera.

O resultado da capacitação digital na AACD impacta diretamente no desenvolvimento dos funcionários. No ano passado, a instituição foi uma das grandes homenageadas no prêmio Excelência da Saúde 2020, que premia os destaques em diversas áreas, como inovação e tecnologia, ensino e pesquisa e melhor atendimento ao paciente. Rosana Faro, gerente de Gestão de Pessoas da AACD, reforça que com a ferramenta de aprendizagem digital é possível viabilizar o conhecimento para todos os níveis de cargos: “Atualmente conseguimos que todos acessem os conteúdos e participem dos programas de treinamento. Com a plataforma conseguimos disseminar a cultura de aprendizagem, pois a facilidade de navegação e acesso quebra barreiras e resistências”.

Para o futuro, Rosana é categórica ao apresentar que o processo de aprendizagem digital é contínuo e com desafios para os líderes e gestores de uma instituição de saúde, mas com amplitude satisfatória: “As pessoas se movem para o caminho em que percebem os resultados, portanto mostre a elas quais os benefícios e impactos da aprendizagem constantes e estará ajudando não só em sua evolução profissional, como pessoal também”, finaliza.

*Dados analisados até dezembro de 2020

Grandes players capacitam gratuitamente profissionais e líderes de saúde

Com o crescimento exponencial em casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (COVID-19) no mundo, há uma preocupação das instituições de saúde em atender a estes pacientes de acordo com as melhores práticas estabelecidas pelas autoridades e contribuir para evitar a maior propagação da doença. Frente a isso, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), entidade com maior representatividade dos profissionais com função de administração e gestão na área de saúde em Portugal,  juntou-se ao Medportal, empresa de inteligência em educação e conteúdo digital para o setor de saúde, para instituir o movimento #TODOSCONTRACOVID19, que reúne as principais informações e treinamentos sobre COVID-19 destinadas aos profissionais e lideranças de saúde.

Com acesso totalmente gratuito, a iniciativa somou mais de 26 mil acessos em apenas um mês de lançamento. Para a sua concepção, uma rigorosa curadoria de conteúdo foi estabelecida entre 41 instituições de grande reputação nacional e internacional. O objetivo do projeto é simples: fundamentar os conteúdos por área e usabilidade e, desta forma, agregar maior comodidade, escala e excelência à atualização de médicos, enfermeiros, técnicos e líderes de saúde que atuam no atual cenário de pandemia. Dentre as informações disponíveis, estão protocolos oficiais e normas técnicas emitidos pelo Ministério da Saúde e Anvisa, além de artigos, videoaulas e treinamentos digitais produzidos por especialistas de múltiplas áreas de atuação, como manejo clínico, infectologia, epidemiologia e cardiologia.

Durante a pandemia, os profissionais de saúde estão sendo muito impactados pela infecção causada pelo novo coronavírus. Por isso, existe uma preocupação das instituições de saúde em como treinar e capacitar rapidamente os médicos, enfermeiros e técnicos para atuarem na linha de frente de combate a Covid-19. Diante deste cenário, configurou-se uma rotina voltada a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis combinada a outros fatores para enfrentar esse processo.

O Presidente da APAH (Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares) – Alexandre Lourenço, reforça a importância de ultrapassar as barreiras geográficas através da tecnologia e, através da educação, auxiliar a enfrentar a pandemia. “É uma excelente oportunidade para disseminar as boas práticas e diretrizes que temos adotado em Portugal, bem como proporcionar aos profissionais de saúde, uma plataforma que abarca conteúdos das mais variadas especialidades, bem como um contexto internacional bastante diferenciado. Nós da APAH agradecemos a parceria com o Brasil e esperamos que esta disseminação de informação seja muito útil”, completa.

O médico e CEO do Medportal, Thiago Constancio, acredita que a oferta gratuita de conteúdo sistematizado e de alta relevância só é possível a partir da colaboração de importantes instituições de saúde. Além da APAH, outros grandes players embarcaram na jornada de capacitar gratuitamente profissionais e líderes de saúde, como British Medical Journal, Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), iMedGroup Brasil, Informa Hospitalar, Anahp, Instituto D’or, SOBRASP, QMentum International, 3M entre outras. Thiago acredita que com essa parceira, é possível ajudar as pessoas a adotar as melhores práticas no combate à doença causada pelo vírus. “É importante que façamos parte da solução do problema. Com esse movimento, podemos ajudar diretamente os profissionais de saúde e a população em geral. Com a colaboração destas instituições e voluntários, reunimos em um só local o que é relevante para a expansão de medidas de segurança e assistência ao paciente adoecido pelo novo vírus”, afirma.

Semelhantemente a Alexandre Lourenço, Thiago Constancio justifica que a capacitação é essencial neste momento. “Quando temos uma equipe dentro da instituição altamente treinada para lidar com a pandemia, colaboramos para que este panorama de saúde seja controlado o mais breve possível”, declara. Constancio ainda discorre sobre a necessidade de filtrar adequadamente a grande carga de informações sobre o novo coronavírus. “Estamos lidando com muito conteúdos disponíveis na mídia, mas também podem ser informações que não condizem com o atual panorama ou que não tem uma fonte legítima. Por isso é essencial que exista uma maturidade tecnológica e intelectual diante desta situação. Foi esse cuidado que existiu no desenvolvimento do Todos Contra Covid-19”, finaliza.

O #TODOSCONTRACOVID19 é gratuito e pode ser acessado por dispositivos móveis ou desktops através do site  www.todoscontracovid19.com.br.

Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.