Gamificação: ferramenta de aprendizado e engajamento

Tecnologia e interatividade aplicadas à educação corporativa. Esse foi o tema da última edição do Medportal Experience, que aconteceu na última quarta-feira (17) e contou com a participação do Felipe Vila, business owner da Vila dos Games – empresa com 18 anos de experiência na criação de mais de 150 jogos focados na aprendizagem.

O Medportal Experience é um evento virtual pensado para juntar clientes e parceiros em uma mesma roda de conversa, promovendo a troca de experiências em torno da educação digital em saúde. A ideia é irmos além em nossa rede de relacionamentos, aproximando todas as pontas em um forte laço de conhecimento compartilhado.

Para esta edição, o game “Metamorfose” foi o escolhido para mergulhar os participantes em uma experiência de interatividade alinhada a conceitos de inclusão, diversidade e trabalho em equipe. Desta forma, os jogadores precisaram encontrar a melhor combinação de personagens para, coletivamente, revitalizar a praça do bairro em que vivem. O resultado foi surpreendente.

Gamificação em prática

A iniciativa foi pensada para fomentar ainda mais a gamificação como estratégia para engajar e potencializar projetos de educação digital em instituições de saúde. O conceito se trata de um conjunto de técnicas que adota a mecânica de jogos como forma de aprendizado imersivo. De maneira lúdica, são propostos temas, desafios e o encaminhamento de soluções, que requerem dos participantes reflexão e a tomada de ações conjuntas para o cumprimento das tarefas. Ao todo, cerca de 20 pessoas estiveram reunidas na imersão do Metamorfose.

Inseridos no jogo estão métodos de aprendizagem que também fazem parte do escopo de ensino com que trabalha o Medportal. Assim, conceitos como os de andragogia (quando o aluno está no centro do aprendizado) e de aprendizagem ativa (quando o caminho do que aprender é tomado pelo próprio aluno) são ferramentas comuns – tanto à gamificação, quanto ao ensino digital à distância.

Em âmbito corporativo, a gamificação é muito utilizada em vendas, marketing, treinamento e desenvolvimento, além de ser um recurso importante para sensibilizar os participantes sobre temas que requerem mudanças comportamentais.

Troca

Experiências como essa garantem um bom resultado, porém, para que o contexto seja mais abrangente e impactante, é fundamental que o jogo seja visto como uma ferramenta que exige colaboração e troca de todos os profissionais envolvidos. Além disso, neste tipo de game, não há vencedores, o grupo compartilha ideias para que todos aprendam e desempenhem bem as tarefas.

Por isso, é necessário que o ambiente entre os jogadores seja amistoso, aberto à quebra de alguns paradigmas – seja ele disputado de forma presencial, digital ou virtual (que mescla ambas as ambientações). “A gamificação tem um tipo de mecânica com possibilidades infinitas. Por meio dela, conseguimos exercer o design de engajamento de maneira muito mais sistêmica. Com isso, é possível repensar as experiências para que elas sejam vividas na carne”, explica Vila.

Na prática

A gamificação pode ser usada, por exemplo, no processo seletivo de uma empresa. Para isso, desenvolve-se um jogo específico para a atração de talentos; a partir das escolhas feitas pelos jogadores, é possível traçar um mapa de competências de cada um deles – e definir qual candidato está mais apto à vaga.

Entre os mais de 150 produtos que desenvolveu, a Vila dos Games já trabalhou com grandes players da saúde, com jogos para integração de pessoas; redução de incidentes biológicos; e para campanhas voluntárias de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência para.

Surpresa

Na experiência apresentada no Medportal Experience, os participantes de início imaginavam que jogariam um game colaborativo sobre a reforma e ocupação de uma praça de bairro. A mensagem do jogo, no entanto, era mais impactante – e falava sobre os desafios diários da população trans e sobre como o respeito e valorização das diferenças nem sempre, na prática, é fácil de ser exercido.

“O jogo nos mostrou o quanto temos que aprender a refletir e a ponderar com mais consciência em torno de questões que estão encobertas em nosso dia a dia. Por meio dele, tivemos a oportunidade de olhar outros pontos de vista, para sabermos como direcionar melhor o nosso comportamento e nossa forma de atuar. Meu sentimento é de aprendizado e alegria”, resumiu o CEO do Medportal, Thiago Constancio – que além de comandar o Medportal Experience, foi um dos participantes do jogo.

Fale conosco

Todas essas iniciativas promovidas pelo Medportal visam fortalecer o relacionamento com os nossos clientes. Se você deseja saber mais sobre gamificação e sobre nosso trabalho em geral, visite outros artigos aqui em nosso blog. Ficou alguma dúvida ou, quem sabe, quer iniciar uma parceria? A casa é sua, por favor, entre em contato.

Transforme o mundo com gamificação

Atualmente, muitas empresas utilizam a estratégia de gamificação com intuito de criar modelos de envolvimento completamente novos, capazes de motivar pessoas a cumprirem metas que elas próprias até então desconheciam.

A gamificação poder ser usada não apenas para incentivar as pessoas a mudarem seus comportamentos e desenvolverem novas habilidades, mas também para estimular a inovação – ao mesmo tempo em que alcançam os objetivos da empresa. As estratégias usadas nos jogos podem motivar pessoas e até influenciá-las psicologicamente.

De fato, isso está no cerne da própria definição do termo. Para a empresa Gartner, a gamificação significa “o uso de design de experiências digitais e mecânicas de jogos para motivar e engajar as pessoas para que elas atinjam seus objetivos”.

Ninguém poderia imaginar que empresas poderiam utilizar estratégias de jogos para deixar o time motivado.

Posso citar 3 exemplos reais que transformaram o mundo utilizando a estratégia de gamificação. É simplesmente incrível!


Exemplo 1: Jogo de Puzzle Foldit

Até 2009, a AIDS matou 30 milhões de pessoas (equivalente do Estado da Califórnia). A partir de 2010, 34 milhões de pessoas que contraíram o HIV. Durante 15 anos, muitos dos principais cientistas do mundo tentavam decifrar uma estrutura cristalina para um dos vírus causadores da AIDS, chamado Mason-Pfizer, mas não conseguiram resolvê-lo.

Felizmente, o Centro de Ciência de Jogos da Universidade de Washington (sim, esse centro existe) colaborou com o departamento de Bioquímica e criou o FoldIt, um videogame online sobre dobragem de proteínas. Foldit utiliza uma interface de quebra-cabeça semelhante a um jogo que permite que pessoas de todo o mundo “joguem” e compitam para descobrir várias estruturas de proteínas que se ajustam aos critérios de um pesquisador.

Para surpresa de todos, com mais de 240.000 “jogadores” se inscreverem para o jogo e competiram viciosamente uns contra os outros, uma solução para a estrutura do M-PMV foi encontrada em 10 dias, criando um grande avanço no campo de pesquisa de AIDS. 15 anos vs 10 dias? Vocês acham que esse fato contribuiu algum valor concreto para o mundo? Eu não tenho dúvida.


Exemplo 2: Pain Squad

Pain Squad é um jogo para celulares projetado para ajudar as crianças a combater o câncer. Em 2007, o câncer foi a causa de 13% de todas as mortes humanas (ou 7.9M pessoas). Combater o câncer não é apenas doloroso, pode ser solitário e cheio de desespero. Para tratar melhor pacientes crianças, os médicos precisam que os pacientes mantenham um “diário de dor”, registrando diariamente o que está funcionando e o que não está.

No entanto, as crianças geralmente estão cansadas demais para manter um diário e apenas gravar dados ocasionalmente, o que torna os dados completamente inúteis. A empresa Cundari, com sede em Toronto, criou um jogo de papéis com missões e recompensas, além de vídeos de incentivo para motivar essas crianças a registrar suas dores duas vezes ao dia por duas semanas.

Acontece que este jogo não só fornece médicos todos os dados que eles precisam para uma melhor investigação dos cuidados, ele também motivou as crianças a lutarem contra suas dores com um propósito. Eles agora não são apenas vítimas de câncer, mas detetives que estão descobrindo e explorando novas informações para a humanidade com intuito de derrotar o câncer de uma vez por todas!

Pain Squad foi um enorme sucesso em alguns hospitais no Canadá e está passando por mais casos de teste em mais hospitais.


Exemplo 3: Khan Academy

Se você perguntar: “O que é o jogo?”, Eles costumam dizer: “Videogames!” Eu acredito que os humanos têm um DESEJO inato de aprender, mas por alguma razão os sistemas escolares atuais não motivam as crianças a aprenderem como deveriam. O que torna a matéria pior é que muitas escolas estão obtendo seus orçamentos cortados, com professores sendo demitidos e as crianças não recebendo educação adequadamente.

Eis que surge o Khan Academy. O que costumava ser apenas um cara ensinando matemática no YouTube se tornou uma enorme coleção de mais de 3000 vídeos educacionais sobre matemática, física, química, finanças e muito mais, com milhões de pessoas aprendendo com ele. Khan Academy utiliza em sua mecânica do jogo, “árvores de habilidade de crescimento” para desbloquear novas áreas e fazer com que o aluno possa aprender novas habilidades. Muitos disseram que não poderiam se imaginar sendo bons em matemática, mas agora seu mundo mudou, graças a algumas habilidades de ensino realizado pelo Khan, e um pouco de Gamification.


Gamificação no Medportal

Aproveitando o gancho do modelo de gamificação do Khan Academy na área de ensino, a gamificação é utilizada nas soluções do Mepdortal. Construímos e estruturamos em nossa plataforma de EAD esta metodologia com o intuito de envolver e motivar times em instituições complexas da área da saúde.

Na plataforma de ensino a distância (EAD) do Medportal permitimos que os alunos possam ter a sua experiência de sala de aula registrada a cada curso concluído. A cada prova realizada seguindo de aprovação ou até mesmo com o download de material, o aluno também pode receber pontos, depende de como o gestor almeja construir a estrutura de gamificação para motivar seus times.

Com o ranqueamento definido, o próprio colaborador pode trocar seus pontos por produtos, liberação de novos cursos ou até mesmo premiação em dinheiro. Tudo depende do objetivo almejado pelos setores de RH, responsáveis por esta iniciativa de premiação do colaborador. Tudo fica claro e de maneira justa, ou seja, só resgata prêmio quem tem pontuação.

O intuito principal é de ranquear e deixar claro quem tem se esforçado para concluir etapas de treinamentos obrigatórios.

Esta incrível estratégia esta transformando o mundo e pessoas para um ambiente mais justo onde o próprio mérito é a força motriz para deixar times motivados.

E você, já pensou em motivar seu time com educação? Entre em contato conosco e saiba como construir o gamification para sua instituição de saúde.

Grande abraço, vida longa e próspera.
Até o próximo encontro.