LGPD no EAD: é hora de definir prioridades

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ganhou bastante destaque a partir da segunda metade do ano passado, quando foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, após dois anos de tramitação e muitas idas e vindas – assunto sobre o qual não vou me debruçar agora. O que interessa saber é que a lei já está em vigor, embora as punições previstas por ela só passarão a ser aplicadas em agosto de 2021.

Um impacto direto da LGPD para o “grande público” são aquelas mensagens de uso de cookies que praticamente todos os sites passaram a exibir, que permitem entender o uso dos dados coletados. Assim como o campo obrigatório para consentimento de uso das informações em formulários online.

Mas a LGPD não é só isso.

Baseado no Regulamento Europeu de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD torna obrigatórias uma série de práticas que antes eram apenas recomendadas. Sob pena de multa de 2% do faturamento anual da empresa em caso de descumprimento ou desconhecimento das normas.

Entre elas estão o due diligence sobre dados pessoais, auditoria sobre tratamento, gestão do consentimento e anonimização, relatório de impacto, segurança dos dados, plano de comunicação no caso de incidentes de segurança, prevenção de conflitos… E isso ainda nem é tudo. Se você se assustou ou não faz ideia do que sejam alguns desses termos, melhor correr!

E o EAD?

É claro que os impactos da LGPD também seriam sentidos nas plataformas de Ensino a Distância e AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem). Esses serviços coletam dados de seus usuários para inscrição, acesso, comunicação e emissão de certificados.

Então, garantir que os alunos concordem com a utilização das informações repassadas deve ser entendido como um “primeiro mandamento” das empresas que gerenciam plataformas de educação.

Ou seja: é preciso redobrar a atenção para a captura de dados, sejam eles quais forem, e ser bem claro sobre a utilidade de cada um deles para a plataforma. Não é permitido modificar o motivo do uso sem autorização prévia do proprietário das informações.

O momento é de desligar o piloto automático e avaliar que tipo de informação é necessária para o modelo de operação da ferramenta. Nome, gênero, cargo, endereço, e-mail, telefone. Isso basta? Precisa de mais alguma coisa? Será que precisa mesmo? Não peça informações só porque todo mundo pede. É imprescindível documentar as justificativas de cada dado coletado como um controle interno para auditoria externa, ou seja, governamental. 

Com isso você evita o desgaste na gestão dos dados e se assegura de que dados não muito relevantes vazem em caso de ataques cibernéticos – aos quais o EAD não está imune, embora seja muito raro acontecer.

De toda forma, não espere a punição, pois já estão valendo. Vamos atrás das mudanças necessárias para se adequar ao LGPD. Estamos combinados?

LGPD no Medportal

Aqui no Medportal temos atenção redobrada com a segurança sobre os dados e as ações de coleta, uso e descarte de informações. 

Nos preocupamos com a adequação à legislação desde a implantação do projeto educacional de cada cliente, orientando-o sobre as informações adequadas e permitidas, bem como na segurança das informações restritas. Por exemplo: nossa solução possibilita a personalização de campos como forma de tornar os planejamentos educacionais mais ágeis e intuitivos. Uma boa estratégia de implantação permite que com três cliques os conteúdos sejam distribuídos a centenas ou milhares de colaboradores. Para resguardar a conformidade desses campos, nossa equipe faz uma curadoria e orienta o cliente sobre as melhores práticas.

Além disso, contamos com ferramentas de auditoria e relatórios que permitem que o próprio cliente acompanhe os dados particulares de suas bases a fim de sanear o que for necessário. Clientes que usam nossas soluções de comercialização de conteúdos contam com solução de mercado com Certificação PCI, firewall de camadas de nível 7 e o mesmo patamar de segurança requerido, por exemplo, por ambientes bancários.

Nossos engenheiros auditam constantemente a base de dados para avaliar eventuais riscos. Adotamos medidas de segurança para nossos servidores de hospedagem a fim de evitar ameaças como DNS hijacking e ataques DDos, que, a partir da injeção de malwares ou ransomwares, poderiam causar o comprometimento potencial dos dados de nossos clientes.

Grupo Cene: educação, capilaridade e engajamento do colaborador como fatores essenciais para qualidade do atendimento

Foto: Grupo Cene / Reprodução

400 colaboradores diretos e 5000 indiretos, além de 20 unidades de saúde: Organização de saúde investe em treinamentos digitais como ferramenta de sucesso

Com as crescentes evoluções digitais e o grande fluxo de informações e atualizações profissionais, o futuro é o novo agora. Por isso, há uma preocupação das organizações de saúde em atender as mudanças da nova era online e conectada — principalmente em relação à capacitação dos profissionais e técnicas de gestão. Neste sentido, foi através da educação corporativa digital que o Grupo Cene – em atuação desde 1986 em serviços de saúde -, na vanguarda do mercado, enxergou há alguns anos a oportunidade de investir no conhecimento, capacitação dos colaboradores e, consequentemente, na qualidade de atendimento aos pacientes.

O Grupo Cene iniciou suas atividades em 1986 pela enfermeira e empresária Sueli Noronha Kaiser com as atividades de comércio e locação de equipamentos hospitalares. Ela implantou um dos primeiros serviços de atendimento Home Care do Brasil na cidade de São José do Rio Preto. Atualmente, o Gurpo possui a maior e mais completa estrutura de desospitalização do interior paulista e é uma das 3 maiores do Brasil. Além disso, a organização também expandiu em outros segmentos como varejo, agronegócios, trade internacional e mais.

Depois de alguns anos utilizando ferramentas de mercado voltadas para o ensino genérico, percebeu que o grande desafio era aumentar a aderência de seus colaboradores. Educação Corporativa requer recursos especiais para medir efetividade, engajar os profissionais, além de uma interface digital amigável que seja inclusiva para funcionários de qualquer formação e geração.

Com o foco em um atendimento humanizado e qualificado a seus parceiros, clientes e o colaborador, um dos principais desafios que Wesley Landim Parra, gestor de educação continuada no Grupo Cene, é potencializar a experiência de seu corpo clínico de forma integrada aos princípios básicos que compõe a missão da organização, bem como otimizar tempo e recursos financeiros. “Preciso tentar fazer com que esse colaborador se engaje a se desenvolver. Nós entendemos que o desenvolvimento é necessário por normativa, por uma demanda legal para cumprirmos com uma meta de vigilância sanitária e de conselhos da classe. Nós transmitimos para o nosso colaborador, que quanto mais ele se desenvolver, melhor irá ficar a visualização dele sobre o mercado. Não queremos perdê-lo, mas investimos em treinamento para o deixar preparado individualmente. Por isso tentamos fornecer o máximo de formação e capacitação. Também investimos em treinamentos externos, mas os internos, nós atualizamos constantemente”, afirma Wesley.

Enfermeiro de formação, o profissional pontua que a maturidade acerca de estabelecer um projeto digital constituiu uma jornada no Cene. “Quando eu assumi, em 2018, até então, não tínhamos educação continuada a distância. Os treinamentos eram presenciais e o departamento estava em transição e reestruturação. Ele existia há bastante tempo, mas estava em formatação e então fomos construindo os processos. E na época, tivemos a oportunidade de implementar a primeira plataforma de educação a distância. Produzíamos os conteúdos de forma bem simples, utilizávamos o celular e material básico para fornecer esses conteúdos”, pontua Landim.

Resultados, análise e aceleração do projeto

Com sede em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, essa decisão se fez ainda mais acertada devido à grande capilaridade do Grupo Cene, que, ao todo, possui mais 20 filiais. Os serviços da instituição atendem 16 estados e mais de 550 municípios e entre os principais, se destaca como um dos pioneiros em Home Care no país, além de ter a Central de Atendimento 24h e a Terceirização de ambulatórios. “A Cene é uma empresa muito grande. Então, trazer esse colaborador para fazer o treinamento, demandava muito tempo e recursos. Foi então quando a diretoria começou a ter uma visão melhor sobre essa estratégia de educação digital. Por isso, implementamos e começamos a produzir esses conteúdos [digitais]. Trouxemos um jornalista para fazer parte da equipe, que foi o Flávio Diogo Marques Gutierrez, que hoje trabalha com comunicação interna”, completa Wesley.

Para exponenciar esse projeto de capacitação, o Medportal é a empresa escolhida para apoiar o Cene para o treinamento de seus colaboradores. “Acabamos ganhando mais espaço e agora conquistamos o Medportal. Estamos aumentando os treinamentos de prateleira e também inserindo o máximo de conteúdos que a gente conta por aqui”, acrescenta o gestor. Além de contar com um estúdio para o apoio na produção de treinamentos digitais, Landim destaca que, pelo quantitativo de colaboradores e o crescimento contínuo das demandas, poder contar com uma Biblioteca de Conteúdos, é essencial. “O Grupo Cene conta com 400 colaboradores diretos e 5.000 indiretos. O setor de educação continuada conta com um único funcionário que sou eu. Atuo como analista e também como enfermeiro de aplicação de treinamentos. Esses conteúdos de prateleira do Medportal, vieram para me auxiliar. Mas eu não deixo de validar, não deixo de adaptar eles para nossa realidade“, elucida Landim.

Para Wesley Landim Parra, a jornada do colaborador no projeto de educação digital é tão importante quanto o conteúdo apresentado.

O Medportal, empresa líder em educação e conteúdos digitais para o setor de saúde, disponibiliza para seus clientes, mais de 100 treinamentos prontos para uso, divididos em três eixos estratégicos: Segurança do Paciente, Melhores Práticas Assistenciais e Qualidade e Excelência Operacional. Do total de conteúdos digitais do Cene, 39% são da Biblioteca do Medportal. “Desde 2019 intensificamos a produção de conteúdo aqui no Medportal, justamente por compreender a necessidade premente das instituições de saúde desenvolverem uma cultura de educação contínua para seus colaboradores, com variedade de conteúdos atrativos e desafiadores. Estabelecemos uma célula multidisciplinar, formada por enfermeiros, médicos e designer instrucional. Nosso propósito com essa ação foi acelerar o projeto educacional de nossos clientes de modo que eles possam colher resultados mais rápidos e com menos custos” ressalta Daniela Pereira, CCO do Medportal

Inovação centrada na experiência do colaborador

Além de exponenciar os treinamentos, o Cene estabeleceu ainda um processo contínuo para aprimorar a experiência do colaborador. “Para que primeiro, a gente mantenha a qualidade em nosso atendimento e, em segundo, também segurança para nossos clientes. Focamos nesses dois pontos da normativa”, pondera Wesley. Em contribuição com esse objetivo, o gestor comenta ainda sobre o “Cene Educa”, aplicativo para celular de desenvolvimento próprio, que conecta a plataforma de educação continuada Medportal e outro aplicativo de comunicação interna e no qual os funcionários conseguem fazer o download gratuito através do apontamento da câmera do celular para o QR Code que fica disponível na programação da TV corporativa nas empresas do Grupo. A escolha da plataforma, como comenta o próprio gestor, foi feita através de um trabalho de escuta dos colaboradores e que agora podem realizar seus treinamentos na palma das mãos, através do celular, sem maiores dificuldades.

Além disso, com essa pesquisa interna, é perceptível continuamente a visão dos funcionários acerca de melhorias e desafios na capacitação. “A gente consegue ter esse retorno deles para a melhoria desses ambientes virtuais. Conseguimos trazer para eles a melhor forma de fazerem o treinamento on the job sem prejudicar no horário de trabalho. Então eles conseguem fracionar o tempo dentro do horário de trabalho e concluir a sua carga. É uma venda diária. Preciso falar que proporciona tais benefícios e que se fosse presencial, você não estaria no setor e precisaria se deslocar. No momento da pandemia, você estaria com um rodízio dentro do auditório, porque tem o distanciamento ou nem poderia ter o treinamento. Tentamos vender o máximo possível dessa funcionalidade”, expõe Parra.

Receita de sucesso

O projeto educacional do Grupo Cene é ambicioso e pretende atingir todos os colaboradores. Apoiado em uma estratégia educacional fundamentada na expertise e na tecnologia, com pouco mais de 3 meses de implantação, já atingiu aproximadamente 1.300 colaboradores, com mais de 4.100 cursos concluídos. Uma média de 3,3 cursos concluídos por aluno. Esse é um grande feito, considerando a característica da audiência que está em constante locomoção, com uma agenda desafiadora de visita bastante intensificada pelo agravamento da pandemia. Dado o cenário de alta demanda hospitalar, muitos pacientes são direcionados para o atendimento domiciliar, elevando o número de atendimentos do grupo.

Para o futuro, os objetivos perpassam gamificar a plataforma de forma a incentivar que a busca por capacitação seja sempre a primeiro momento do próprio colaborador, além de aumentar em 80% o engajamento dos mesmos. “Estamos estruturando essa escala para que eles tenham autonomia para buscar o máximo de informações possíveis”, finaliza Wesley.

Desenvolvimento de lideranças em saúde: por que é fundamental?

A verdadeira essência de uma empresa são as pessoas e esta premissa é ainda mais marcante para hospitais e demais instituições de saúde, que lidam diariamente com vidas. Desta forma, é fundamental que seja estabelecido um ambiente propício ao desenvolvimento contínuo destes colaboradores, para que possam exercer suas funções com maestria e eficiência. Neste contexto, há alguns fatores que interferem na implementação de processos relacionados a este fim, sendo um deles a atuação dos líderes. Responsáveis por guiar a equipe em direção aos melhores resultados, o líder precisa ter autonomia, amplo conhecimento, entendimento da cultura da empresa e capacidade de trabalhar em equipe. É fundamental que seja estabelecida uma relação próxima e transparente entre o líder e a equipe.

Chefe x líder

Existe certa confusão ao se definir liderança, causada principalmente ao se classificar um líder somente a partir de sua posição no trabalho. O mais correto seria questionar o quanto determinadas pessoas exercem influências positivas (ou negativas) sobre os demais e qual sua bagagem de conhecimento – independente de seu cargo. Nesse caso, torna-se mais fácil destacar quem genuinamente está comprometido com o crescimento da equipe e com a entrega da missão da empresa.

Em um hospital, por exemplo, pode haver líderes distribuídos na equipe da recepção, administrativo, corpo técnico de enfermagem, educação, qualidade, dentre outros. Por outro lado, o “chefe” é aquele que tão somente ocupa determinada posição dentro de uma estrutura hierárquica empresarial, sem que exerça influência positiva ou transformadora junto à equipe. Os processos administrativos nesse modelo são totalmente verticais, voltados para objetivos sistêmicos e sem espaço para a opinião dos demais membros.

Processos interativos e capacitação

Promover um ambiente que abrace a participação dos “liderados” torna-se fundamental, uma vez que ampliará a visão, pluralidade e satisfação da equipe com os objetivos traçados. Isso se torna possível a partir de uma efetiva e contínua capacitação de todos os colaboradores, preferencialmente no modelo híbrido (presencial e online ao mesmo tempo).

Em empresas que atuam no ramo da saúde, esta preocupação deve ser ainda maior pois o “objeto” do trabalho é a vida. Profissionais comprometidos com a cultura da empresa entregam mais valor e excelência aos clientes.

A consultora em educação e gestão em saúde, Ivana Siqueira, durante entrevista para a Websérie do Medportal, comenta sobre os aspectos inerentes à importância da capacitação e atuação em equipe, afirmando que as instituições da saúde precisam de pessoas que saibam executar bem suas tarefas de modo prático. Ela cita ainda a pluralidade que existe nos hospitais, os quais possuem grande efetivo de recursos humanos, e como construir casos de sucesso: “A questão é como pegar todas essas pessoas de diferentes níveis sociais e aplicar. A grande sacada seria, com todas essas diferentes categorias profissionais, tornar tudo bastante interativo e amigável”.

Referências:

Entrevista Ivana Siqueira para Websérie Medportal: Transformação Digital e o Profissional

https://exame.abril.com.br/pme/o-que-acontece-na-empresa-quando-o-lider-nao-sabe-comandar/

Educação digital: cinco livros essenciais para 2020

Com as crescentes evoluções no mundo digital, o futuro é o novo agora. Para entender e atender as mudanças vigentes, a educação é ferramenta imperativa para transformar as pessoas. Ela contribui para gerar impacto nas esferas corporativas e sociais. Em instituições de saúde, investir em capacitação é essencial para qualificar os colaboradores a desempenharem suas habilidades com maior assertividade.
Partindo deste pressuposto o Medportal preparou uma lista com cinco livros essenciais para você ler no início deste ano sobre educação e inteligência digital. Confira as indicações:

1. A Produção do Material Didático para EaD,  de Dalvaci Bento.

Sinopse: O livro apresenta a construção de materiais impressos e digitais e a aplicação de estratégias pedagógicas e tecnológicas em materiais didáticos. Aborda a escrita dialógica na produção de materiais EaD e o papel do designer instrucional na produção EaD; também mostra qual deve ser o formato dos cursos, quais estratégias pedagógicas podem ser usadas e, claro, a importância do uso da internet no EaD.

2. Modelo de Desenvolvimento de Profissionais no Cuidado em Saúde, de Ivana Lucia Correa Pimentel de Siqueira, Helen Maria Benito Scapolan Petrolino e Ana Maria Calil Sallum.

Sinopse: O livro possui como tema o desenvolvimento das pessoas que atuam na complexa atividade de cuidar, perseguindo esse objetivo ao estudar assuntos, tais como: (1) oportunidade de crescimento; (2) estratégias de educação; (3) competência na saúde; (4) comunicação como ferramenta básica; (5) qualidade e segurança assistencial; (6) treinamento e desenvolvimento de Enfermagem.

3. Como Preparar Conteúdos Para EaD, de Andrea Filatro.

Sinopse: O livro foi escrito para profissionais que estão sendo desafiados a preparar conteúdos para cursos a distância ou ações de formação ou capacitação que utilizam mídias e tecnologias. Na produção, são descritas as grandes etapas da preparação de conteúdos começando por entender os alunos, o contexto institucional e as necessidades de aprendizagem e incluindo como planejar, elaborar e validar os diversos tipos de conteúdos e respectivas atividades de aprendizagem.

4. Gamification – Como Criar Experiências de Aprendizagem Engajadoras, de Flora Alves.

Sinopse: O livro mostra como profissionais que trabalham com ensino e instrução podem utilizar elementos dos games para potencializar resultados. Para isso, a autora esmiúça o conceito, cita exemplos reais e mostra como e quando colocar o gamification em prática.

5. Metodologias Inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa, de Andrea Filatro e Carolina Costa Cavalcanti.

Sinopse: A expressão “metodologias inov-ativas” foi cunhada pelas autoras para designar um guarda-chuva de conceitos e estratégias que abrangem abordagens inovadoras baseadas na gestão do tempo e na economia da atenção, no design instrucional centrado no ser humano e na capacidade computacional de análise e simulação. As autoras propõem-se a tratar do tema de maneira prática, usando linguagem dialógica e permeada de recursos visuais e exemplos, mantendo sempre o lastro teórico necessário para posicionar essas metodologias dentro de um espectro mais amplo que o mero consumo de técnicas isoladas.

As recomendações envolvem produção de conteúdo, desenvolvimento de profissionais e metodologias de ensino. Boa leitura!

Referências:

https://www.amazon.com.br/Produ%C3%A7%C3%A3o-Material-Did%C3%A1tico-Para-EAD/dp/8522126933

https://www.atheneu.com.br/produto/modelo-de-desenvolvimento-de-profissionais-no-cuidado-em-saude-392

https://www.amazon.com.br/Como-Preparar-Conte%C3%BAdos-Para-Ead/dp/8553131394

https://www.saraiva.com.br/metodologias-inov-ativas-na-educacao-presencial-a-distancia-e-corporativa-10502151/p

https://www.saraiva.com.br/gamification-como-criar-experiencias-de-aprendizagem-engajadoras-um-guia-completo-8114828/p

 

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun*
* Murilo Gun foi um dos entrevistados da Websérie do Medportal em 2018.
Você sabia que no Brasil mais de 130 milhões de pessoas estão conectados à internet e que 122 milhões dessas pessoas estão presentes em pelo menos uma rede social? Isso representa quase 87% dos usuários de internet brasileiros! Os dados são do Yearbook Digital 2017 do We Are Social, que também revela que existem mais telefones celulares do que pessoas no país…
Segundo as pesquisas, as tecnologias de transformação digital devem movimentar cerca de R$ 250 bilhões até 2021. Isso envolve programas relacionados à internet das coisas (IoT), big data, inteligência artificial, machine learning e segurança da informação.
Diante desses cenários, será que nós estamos prontos para a nova Era da Transformação digital? Para Murilo Gun, especialista em criatividade, humorista, palestrante e empreendedor, estamos vivendo a espécie chamada Inteligência Artificial.
Murilo Gun, em entrevista ao Medportal, fala que a principal ferramenta da evolução humana hoje é a aprendizagem e o que nos diferencia da inteligência artificial é como nos relacionamos com as pessoas. Como habilidades do futuro da humanidade, ele cita as 5 principais:
1) Inteligência intrapessoal – “Tem a ver com autoconhecimento, gestão da emoção, inteligência emocional.” A maneira como a pessoa navega entre as emoções do dia a dia, tornando-as aliadas e não empecilhos.
2) Inteligência interpessoal – “É o relacionamento com outras pessoas, a inteligência social, pode-se dizer.” Como utilizamos as nossas características e vocações a favor do coletivo, em colaboração.
3) Inteligência interartificial – “Nesse mundo de tecnologia, você tem que se relacionar com outros seres humanos e também com esses novos “seres artificiais” que estão surgindo. Não é só saber programar ou lidar com os robôs, mas também mexer no seu WhatsApp. A maioria das pessoas são escravas do WhatsApp, ele dita a agenda delas, sequestra a atenção delas.”
4) Inteligência criativa – “Capacidade de usar uma habilidade humana que é incrível, que é a imaginação. A capacidade de criar novas imagens para dar soluções para desafios, e não apenas repetir imagens já imaginadas.”
5) Inteligência aprendedora-educadora – “É aprender a aprender e aprender a educar. É uma coisa que se mistura. Nunca tivemos a aula de aprender a aprender, o que acontece é simplesmente: vai e te vira aí, papai.”
 

Zona de Conforto e Zona de aprendizagem

Para Murilo Gun, o problema da zona de conforto é um problema também de nome: “Tem a zona de conforto, então qual o nome do que está fora da zona de conforto? É zona de desconforto. Aí eu chego para você e falo: tem zona de conforto e de desconforto, quer ficar em qual? Conforto, claro.”
Foi colocado um nome bonito para algo que não necessariamente é bom, e um nome feio para o que não necessariamente é ruim.
Como primeiro passo ele sugere em mudar o nome das coisas: “Zona de conforto é uma zona de ficar parado, de acomodação, estagnação. Tem que ser um nome ruim. E a de desconforto tem que ser um nome bom. Zona de crescimento, de aprendizagem.”
Por definição, ele explica, o que está na sua zona de conforto é o que você já sabe e já validou. Portanto, toda a aprendizagem e evolução está do lado de fora.
“Aí você fala assim: quer ficar em qual zona, de acomodação ou de crescimento e evolução? E é lindo quando você descobre que toda vez que você pisa um pouquinho fora da zona de conforto, dói, dá uma queimadinha ali. Mas a bicha estica. E esse é o sentido da vida, evoluir.”
Murilo lembra de quando foi ao terapeuta pela primeira vez e o médico perguntou qual o sentido da vida. “E eu falei, o sentido da vida é você realizar sua potência, evoluir e aprender. E aprender é sair da zona de acomodação e ir para a zona de aprendizagem.”
 

E como sermos criativos diante de diversas mudanças no mercado?

Segundo Gun, criatividade é a imaginação para criar possibilidades para resolver um problema.
E o primeiro passo para ser criativo é identificar e questionar o problema. Ter a clareza do que tem que ser resolvido de fato. É problema ou não? Tem solução? No setor de saúde o diagnóstico é o identificador do problema, é onde você identifica a raiz do problema ou estado de saúde do paciente.
Listamos abaixo 3 dicas dadas pelo Murilo para desenvolver a sua criatividade:
1- Autoconhecimento: conhecer as suas habilidades e se conhecer. Segundo Murilo, o “estado de flow criativo”, que seria a alta performance criativa, ocorre quando você consegue colocar na mesa as habilidade que realmente domina. Ou, como diz Murilo, “que você é ninja”.
2- Repertório: existe uma variável importante quando o assunto é desenvolver a criatividade. Segundo Murilo: “nada vem do nada. As soluções criativas e as inovações sempre surgem do que eu chamo de combinatividade. É a combinação de coisas já existentes, que você vai combinando, algumas inconscientes, outras conscientes.”
Para conseguir fazer combinações criativas, ele explica, você precisa ter um repertório de mil coisas: “A gente é muito educado a ser estudioso, especialista, vertical, e perde o curioso generalista. Você precisa desse repertório generalista para poder combinar com sua especialidade e gerar coisas diferentes.”
3- Coragem: segundo Murilo Gun, coragem é o grande gargalo de inovar e fazer coisas diferentes. E ele acrescenta: “Acho que é o gargalo da humanidade”.
O que acontece é que hoje as pessoas possuem milhares de ideias, mas não tem coragem de colocá-las em prática.“Tem muita gente aí com obesidade mental de ideias, mas engargala porque não tem coragem.”
Sabe por que isso acontece? “Muitos julgamentos alheios e expectativas desalinhadas, até com marido, mulher ou família. Falta também, para ter coragem, o pensamento enxuto de fazer pequeno, porque fazendo pequeno dá mais coragem.”
A transformação digital veio para dar mais autonomia para as pessoas. Mas o futuro da humanidade diante das tecnologias é o relacionamento com as pessoas. Uma vez que com a inteligência artificial os robôs podem aprender qualquer habilidade técnica, porém, não tão cedo a comportamental.
Para se sobressair no mercado o profissional precisará aprender como pensar e não o que pensar. O que vai na contramão de muitas escolas e da maneira como somos educados. Somos ensinados o que pensar, o que fazer, seguindo padrões. Crescemos ouvindo, dos nossos chefes, pais e professores como é maneira certa ou errada de pensar ou fazer certas coisas.
O que diante de um contexto industrial, passado, fazia sentido. No entanto, isso já não nos veste mais. As coisas mudaram e estão mudando. No nosso contexto atual as fórmulas já estão prontas, a um clique.
As mudanças são tão rápidas que o que aprendemos hoje pode não ser mais útil amanhã. Sim, não tem para onde fugir, vamos ter que aprender para sempre. Nada mais será eterno, estático, todo os dias vamos precisar nos reinventar. Por isso que é necessário, primeiro, desenvolver habilidades emocionais e de consciência.
A capacidade de combinar, relacionar e aplicar o conhecimento no mundo real passam a fazer ainda mais diferença!
 
Referências:
https://www.medportal.com.br/gestao-da-educacao-para-hospitais

Os números da Transformação Digital no Brasil


https://eusouempreendedor.com/murilo-gun-como-sair-da-zona-de-acomodacao-e-ser-mais-criativo/

Quais são as habilidades mais desejadas no profissional do futuro?

Ambiente Virtual Facilita Capacitação

A busca por soluções que permitem interações entre equipes e por capacitações que sejam efetivas e viáveis de qualquer lugar vem mobilizando diversos segmentos empresariais. E por lidar com pessoas em condições mais sensíveis, especificamente as instituições hospitalares precisam encontrar formas de melhorar a segurança e a assistência prestada aos seus pacientes. Felizmente, os avanços tecnológicos fizeram emergir uma gama de dispositivos e ferramentas para aprimorar, automatizar e apoiar o trabalho das equipes, tornando-se verdadeiros aliados no processo de qualificação do serviço.
Entre eles, estão os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), que colaboram para disseminar informações para os profissionais, aumentando o seu interesse pelas capacitações. O Medportal, por exemplo, é uma plataforma de atualização e extensão online em medicina e saúde, que oferece cursos para profissionais e estudantes da área em um ambiente virtual de aprendizagem, que pode ser de conteúdos personalizados pela instituição ou de conteúdos prontos nas áreas de acreditação hospitalar, assistencial e qualidade e segurança do paciente. Ao todo, mais de 160 hospitais já fizeram a adesão, dentre os quais está o Hospital Renascença, na capital sergipana.
Na visão do gerente de Tecnologia de Informação (TI) da Renascença, Themys Tadeu Neres, os processos virtuais de capacitação trazem o ambiente de Educação à Distância (EAD) para dentro das empresas. “Isso facilita, e muito, a agilidade e disponibilidade do treinamento, pois ele pode ser realizado de qualquer lugar, inclusive por celular ou tablet. Os ganhos para a instituição são enormes, pois a capacitação proporciona avaliações online, chat ao vivo com instrutores, além de todo o material em vídeo, áudio e documentos para serem vistos a qualquer momento”, pontuou Themys.
Todos os 366 colaboradores do Hospital já estão inscritos e podem fazer uso dos conteúdos do Medportal, a exemplo da técnica em Enfermagem Claudine Sousa Silva, que trabalha no Centro de Materiais e Esterilização – CME da Renascença. Ela conta como foi sua experiência inicial na plataforma. “Fiz um curso sobre humanização no atendimento e foi muito interessante. É muito proveitoso entender o quanto é necessário se doar ao paciente, dar o melhor de si e se colocar no lugar dele. Não é só chegar no quarto e fazer o básico. É preciso interagir, ser humano; isso faz a diferença. Amei o conteúdo disponível no curso”, contou.
As necessidades de treinamento dentro de uma instituição hospitalar abrangem tanto profissionais recém-admitidos quanto profissionais que já atuam há mais tempo nos diversos níveis de atendimento do corpo clínico. Na Renascença, o setor de Recursos Humanos faz esse mapeamento, com foco nas necessidades de cada setor, e as demandas são encaminhadas para o Núcleo de Educação Permanente – NEP. De acordo com a superintendente do Hospital, Andrea Drumond, a ferramenta integra um amplo programa de capacitação. “A incorporação da plataforma de Educação Digital da Medportal faz parte do conjunto de ações para qualificar a assistência prestada pela instituição, reconhecendo nosso compromisso com a saúde de qualidade, através da educação e capacitação dos nossos profissionais em prol do cuidado seguro e efetivo”, explicou.
Esse desenvolvimento de pessoas é, também para o CEO da Medportal, Thiago Constancio, a melhor escolha para a excelência da prestação de serviços médico-hospitalares diferenciados, em um mercado cada vez mais competitivo. “A utilização de plataformas digitais para treinamento e educação nos hospitais, com acompanhamento e controle de indicadores de resultado, tem sido a escolha mais racional e eficiente diante de um mundo em rápida transformação. Nos dias de hoje, fluência digital é pré-requisito para os profissionais levarem suas organizações a usufruir dos benefícios da transformação digital, e a educação digital é o primeiro passo para isso se tornar realidade”, concluiu.
Fonte: Jornal da Cidade, Aracaju (SE)

Você tem fluência digital?*

*Artigo baseado na comunicação em áudio realizada pelo Dr Thiago Constancio em 14/06/2019 para o CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde.
O mundo vem passando por transformações importantes em profundidade e velocidade no quesito tecnologia. Quando falamos especificamente no mundo digital, as pessoas e organizações têm se preocupado em como participar em tudo que está acontecendo, não deixando essa “onda digital” passar sem que a organização aproveite e desfrute dos seus principais benefícios.
A consultoria McKinsey&Company publicou no final de 2018 um levantamento chamado “Índice de maturidade digital: Brasil” em que avaliou processos de transformação digital em 124 companhias de oito segmentos.
Resultado interessante foi encontrado: as organizações que são mais maduras digitalmente tem resultados, em termos de taxa de crescimento de Ebitda (lucro antes de impostos, depreciações e amortizações), 3 vezes maiores do que as demais empresas pesquisadas.

Este tema, portanto, começa despertar o interesse de várias organizações.
Em seguida, o Google lança em 2019 um “índice de maturidade digital” para entender como está o nível de maturidade dos internautas brasileiros, considerando que o impacto econômico dessas mudanças tanto em um nível individual, quanto nível da organização, são bastante importantes. O estudo encontrou uma correlação positiva entre renda e o índice de competências digitais. No limite, todas as competências combinadas podem ter um impacto de até +R$380 na renda mensal de um trabalhador, equivalente a quase 40% do salário mínimo.
Interessante, não é!? E aí começamos a olhar para organizações que estão dando certo, organizações que fizeram transição ou já “nasceram” tecnológicas.
Bill Gross tem um TEDx que fala sobre os fatores que foram mais importantes para que empresas de tecnologia tivessem sucesso, entre elas o Facebook, Linkedin, Amazon… Foram entrevistados executivos de 200 empresas. Os três primeiros fatores são:
Timing: a hora certa de fazer a mudança, tomar a decisão.
Capacidade de execução; Equipe qualificada;
Ideia, em terceiro.
Depois vem modelo de negócios, recursos, orçamento, enfim, a questão é que a hora de fazer a mudança, de tomar a decisão é o ponto mais importante para o sucesso destas empresas, segundo elas próprias.
Daí, o NHS – Serviço Nacional de Saúde Britânico – que admiramos e acompanhamos bastante no Brasil, fez uma publicação também falando “atenção, precisamos preparar a força de trabalho para entregar o futuro digital da saúde.” Ou seja, um ponto de inflexão nas organizações, um ponto de preocupação com esse futuro, já está dado. E aí como as organizações, então, alcançam essa maturidade digital que tanto se discute e se apresenta como necessidade premente?

Na nossa visão, não há como isso acontecer na organização sem que as pessoas desenvolvam a tal fluência digital…
E o que é fluência digital, Thiago?
Bom, entendemos como fluência digital a capacidade das pessoas de dominarem um novo glossário de expressões, de palavras, de métodos, de atividades que estão dentro desse mundo digital, ou seja, a forma de fazer as coisas mudou. A maneira de aprender, mudou. A maneira de fazer negócios, comercializar, mudou. A maneira de se relacionar com nossos pacientes, clientes, muda drasticamente, dia após dia, e as organizações precisam se preocupar com isso, se adaptar. Não é algo somente para o pessoal de Tecnologia da Informação (TI)…
Pela experiência do Medportal, que passa por vários hospitais e outras organizações de saúde, ministrando workshops, desenvolvendo plataformas de ensino corporativo online para estas instituições, nós notamos que mais 90% das unidades de saúde no país educam e treinam como no século 19, reunindo as pessoas presencialmente nos auditórios, de forma passiva, transmitindo conteúdo em via de mão única o conteúdo.

O ponto chave aqui é que já sabemos que os resultados desse modelo não atendem mais a toda essa dinâmica de mudanças e inovações que vivemos, bem como os resultados que precisamos alcançar e entregar nos dias atuais. Dessa forma, a maneira de educar e de treinar, precisa também mudar. Não somente no colorido da foto, mas na essência, no modelo…

Por isso, parece-nos um contrassenso a instituição tentar desenvolver maturidade digital e manter-se educando e treinando analogicamente. Chamamos atenção para isso, a importância, então, de desenvolver fluência digital, colocando a “mão na massa”, utilizando métodos digitais para desenvolver essa maturidade. Essa maturidade não é adquirida sem a experimentação. A mudança de mindset e experimentação são cruciais para desenvolver capacidades dinâmicas, capacidades digitais e a organização conquistar mais e melhores resultados em termos de performance, em termos de geração de valor para sua clientela.
Concluo este breve artigo indicando para você algumas leituras e um video bastante relevantes. Destaco dois livros. O primeiro livro chama-se (i) “Multimedia Learning” do Richard E. Mayer, que nos apresenta variadas possibilidades para inovar e ter melhores resultados em termos de aprendizagem e engajamento nos programas de educação atuais. O outro livro é do (ii)Calhoun W. Wick, 6Ds – As seis disciplinas que transformam educação corporativa em resultados para o negócio, que trata e apresenta metodologia prática sobre como educar para resultados no mundo corporativo, envolvendo modelos híbridos. A terceira indicação é o (iii) vídeo da Jaqueline Weigel – Transformação digital exige mudanças imediatas (youtube) que discute como os executivos devem lidar com estas mudanças no mundo digital.

 
Estes são conteúdos obrigatórios para os hospital e outras instituições de saúde que buscam a excelência nesse admirável mundo novo. O Mundo está mudando rápido demais…
E você, já desenvolveu fluência digital?
Um abraço,
Dr. Thiago Constancio
CEO do Medportal