Novas tendências dos hospitais nos processos seletivos

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Como os Hospitais modernos estão melhorando os processos seletivos do corpo clínico e de enfermagem

A seleção de profissionais qualificados é um desafio enorme para qualquer organização, em especial clínicas, hospitais e instituições de saúde. O elevado índice de rotatividade de colaboradores do setor, com destaque para os enfermeiros, representa um dos maiores problemas enfrentados pelos gestores da área e pode implicar negativamente na qualidade do cuidado dos pacientes e nos custos para as empresas. O investimento necessário à admissão de um novo profissional é relevante e não pode ser desprezado. Diretoria, lideranças e responsáveis pelas áreas de Gente e Gestão (Recursos Humanos) têm o constante desafio de minimizar estes impactos, mantendo a operação e os serviços com constante e adequada qualidade.

Diversos estudos publicados avaliam especificamente a rotatividade (turnover) dos profissionais de enfermagem, com conclusões sempre apontando para a mesma direção: hospitais apresentam alta rotatividade com taxas que variam entre 35% a 60% anualmente.

Em artigo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi analisada a qualidade dentro das organizações hospitalares, entre elas o turnover e o absenteísmo (através do levantamento de dados, de consulta às fichas de desligamento e de entrevistas com enfermeiros chefes). Nesta pesquisa foi identificado um índice de absenteísmo de 10,88% e uma taxa de turnover de 5,27%. Sabe-se entretanto que estes números podem ser ainda maiores quando comparados com a literatura na área. Por exemplo, pesquisa recente realizada em quatro diferentes hospitais mostrou taxas de rotatividade entre 18,5 e 36,2%, numa média de 26,8%. Na literatura internacional, as taxas de desligamento superiores a 30% constituem níveis de rotatividade pouco aceitáveis e, quando atingem 50%, são consideradas comprometedoras no que se refere à produtividade e aos custos elevados para a reposição de trabalhadores. Estudo realizado em nove hospitais de Ribeirão Preto – um público, três filantrópicos e cinco particulares – apresentou taxas de rotatividade acima de 50% nos hospitais filantrópicos e particulares.

Cabe ressaltar que, dentre as causas de elevados turnovers, uma das mais significativas é a presença de processo inadequado de recrutamento e seleção. Sandra Bertelli, autora do livro “Gestão de pessoas em Administração Hospitalar” comenta: “Um recrutamento deficiente acaba gerando consequências negativas como, por exemplo, a alta rotatividade de funcionários, o aumento desnecessário dos custos para o recrutamento e poderá levar ao comprometimento do ambiente de trabalho, por recrutar profissionais pouco qualificados, acarretando, assim, sérios prejuízos a empresa”.

Desta forma, torna-se fundamental criar estratégias que facilitem o processo de seleção dos novos profissionais. A realização de testes e entrevistas já são práticas comuns na seleção de candidatos, sendo os testes considerados como uma das mais importantes fases do processo, já que eles definem quem serão os candidatos que prosseguirão para a fase final, a entrevista. Entretanto este processo de avaliação pode e deve ser apoiado por ferramentas e plataformas que facilitem o processo como um todo e, sobretudo, ofereçam um acompanhamento analítico dos resultados, permitindo portanto maior assertividade na seleção dos profissionais (que realmente tenham alinhamento ao perfil, valores e pretensões da empresa) mas também gerando economia (de tempo e recursos) para as instituições.

A recente compra da plataforma de treinamento Lynda.com pelo Linkedin pelo valor de US$ 1,5 bilhão deixa clara a interconexão entre treinamento e seleção de profissionais. As empresas, clínicas e hospitais modernos, de vanguarda, vêm cada vez mais modernizando seus processos e sistemas de seleção, adicionando ao tradicional modelo “testes-entrevistas” a possibilidade dos candidatos realizarem cursos e treinamentos relacionados às estratégias da empresa, mesmo antes dos mesmos virem a ser admitidos. Mais do que isto, conteúdos intercalados com sistemas de avaliação, no modelo de trilhas, garantem uma pré-qualificação adequada e avalia questões importantes como proatividade e capacidade de aprendizado. Este moderno processo de seleção baseado no modelo “treinamento-avaliação-certificação-seleção” permite não somente um processo mais assertivo de profissionais, mas também maior engajamento dos candidatos no processo seletivo, além de adiantar uma necessária pré-qualificação dos colaboradores que virão a ser efetivamente contratados.

 
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