Treinamentos de Médicos e Enfermeiros Recém-Contratados

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Como Hospitais e Clínicas têm evoluído nos treinamentos de profissionais (médicos e enfermeiros) recém contratados

O elevado índice de rotatividade de colaboradores do setor de saúde, com destaque para a enfermagem, representa um dos maiores problemas enfrentados pelos gestores da área e pode implicar negativamente na qualidade do cuidado dos pacientes e também nos custos para as empresas. Diversos estudos publicados avaliam especificamente a rotatividade (turnover) dos profissionais de enfermagem, com conclusões sempre apontando para a mesma direção: hospitais apresentam alta rotatividade destes profissionais, com taxas que variam entre 35% a 60% anualmente. Em outras palavras, a cada 2 anos o corpo técnico de enfermagem pode ser totalmente diferente, sem contar o elevado investimento necessário à admissão de um novo trabalhador, o que causa impacto relevante nos custos das instituições.

Cabe ressaltar, para cada novo colaborador contratado é demandado um esforço enorme, tanto por parte da instituição quanto do próprio profissional, para garantir a absorção de toda a cultura, valores, princípios, protocolos e procedimentos do Hospital. Além disto, é fundamental que as organizações ofereçam um pacote mínimo de conteúdo técnico que mitigue riscos inerentes a atuação destes profissionais.

Como garantir que os profissionais recém-contratados ofereçam aos pacientes os cuidados preconizados e exatamente dentro do modelo (cultural, técnico, metodológico) idealizado pela instituição? Como mitigar erros e, eventualmente, processos judicias, considerando que diariamente clínicas e hospitais de todo o mundo contratam milhares de novos profissionais e os colocam “na linha de frente” para lidar com o maior bem da sua instituição, o paciente?

Clínicas e hospitais têm investido cada vez mais no treinamento dos colaboradores admitidos, especialmente médicos e enfermeiros. Muitas instituições, preocupadas com qualidade ao atendimento dos pacientes, só permitem que os recém-contratados iniciem os trabalhos após passarem por um extenso processo de treinamento, contemplando não somente questões técnicas, mas também adesão a protocolos institucionais, adequação ao perfil da empresa (emocional, de atendimento, cultural), proficiência no uso de ferramentas e rotinas do serviço (dentre eles o uso dos prontuários eletrônicos, que muitas vezes são complexos e envolvem muitas particularidades), além da necessidade de treinar adequadamente os colaboradores no que concerne ao manejo de materiais e equipamentos padronizados para a instituição, para que a atuação profissional seja realizada da maneira e no tempo correto. São muitos os desafios a serem superados pelas instituições de saúde, dentre os quais destacamos:

  • Instituições que ainda não investem amplamente no treinamento dos novos colaboradores recém-contratados, urge o início desta movimentação. Tornou-se consenso, considerando sobretudo um mercado cada vez mais competitivo, litigioso e intolerante a erros, que as instituições liderem e cuidem ativamente desta inserção do novo profissional no serviço. Cada vez mais o entendimento (inclusive jurisprudencial) é de que esta obrigação é sim da instituição, não somente do profissional, obrigação esta de garantir que o novo colaborador que está “na linha de frente”, ali prestando o serviço, representando diretamente a instituição, esteja plenamente qualificado para tal (independente se é um profissional recém-formado com poucos dias de contratação);
  • Instituições que já oferecem treinamentos para os profissionais recém-contratados, garantindo que os mesmos só assumam suas funções após terem um mínimo aceitável de conteúdo oferecido, o desafio aqui é ampliar, melhorar, acelerar e baratear esta ação. Como potencializar a eficiência e eficácia destes treinamentos admissionais? Como garantir, em um menor espaço possível de tempo, com o menor esforço e custo possíveis, que o novo enfermeiro, técnico, médico tenham sido expostos à maior quantidade e qualidade possíveis de informação? Para tal, muitas instituições de saúde de excelência e de vanguarda têm se apropriado do conhecimento das demais indústrias e vêm aprimorado seus métodos de treinamento, passando a contemplar também modelos modernos de educação a distância, conteúdo online, gamification, realidade aumentada, dentre outros.
  • Instituições que já praticam a excelência na “recepção” dos novos colaboradores, que já oferecem conteúdo de altíssima qualidade e com toda e melhor tecnologia disponível, o desafio passa a ser implementar ferramentas e processos que assegurem adequada avaliação e certificação dos recém-contratados, de modo a garantir que todo o conteúdo oferecido foi de fato amplamente assimilado pelo colaborador. Além disto, implementar plataformas e estratégias que permitam o efetivo registro de todas as ações implementadas (segurança e relatórios), para que em situações de litígio com clientes/pacientes a empresa tenha como demonstrar que fez a sua parte, com todo o esforço possível, para que seus pacientes/clientes sejam sempre atendidos pelos melhores profissionais – todos plenamente capacitados e alinhados com os preceitos institucionais.

 
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Referência:

Rodrigo Coelho

Rodrigo Coelho

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