O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun

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O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun*
* Murilo Gun foi um dos entrevistados da Websérie do Medportal em 2018.
Você sabia que no Brasil mais de 130 milhões de pessoas estão conectados à internet e que 122 milhões dessas pessoas estão presentes em pelo menos uma rede social? Isso representa quase 87% dos usuários de internet brasileiros! Os dados são do Yearbook Digital 2017 do We Are Social, que também revela que existem mais telefones celulares do que pessoas no país…
Segundo as pesquisas, as tecnologias de transformação digital devem movimentar cerca de R$ 250 bilhões até 2021. Isso envolve programas relacionados à internet das coisas (IoT), big data, inteligência artificial, machine learning e segurança da informação.
Diante desses cenários, será que nós estamos prontos para a nova Era da Transformação digital? Para Murilo Gun, especialista em criatividade, humorista, palestrante e empreendedor, estamos vivendo a espécie chamada Inteligência Artificial.
Murilo Gun, em entrevista ao Medportal, fala que a principal ferramenta da evolução humana hoje é a aprendizagem e o que nos diferencia da inteligência artificial é como nos relacionamos com as pessoas. Como habilidades do futuro da humanidade, ele cita as 5 principais:
1) Inteligência intrapessoal – “Tem a ver com autoconhecimento, gestão da emoção, inteligência emocional.” A maneira como a pessoa navega entre as emoções do dia a dia, tornando-as aliadas e não empecilhos.
2) Inteligência interpessoal – “É o relacionamento com outras pessoas, a inteligência social, pode-se dizer.” Como utilizamos as nossas características e vocações a favor do coletivo, em colaboração.
3) Inteligência interartificial – “Nesse mundo de tecnologia, você tem que se relacionar com outros seres humanos e também com esses novos “seres artificiais” que estão surgindo. Não é só saber programar ou lidar com os robôs, mas também mexer no seu WhatsApp. A maioria das pessoas são escravas do WhatsApp, ele dita a agenda delas, sequestra a atenção delas.”
4) Inteligência criativa – “Capacidade de usar uma habilidade humana que é incrível, que é a imaginação. A capacidade de criar novas imagens para dar soluções para desafios, e não apenas repetir imagens já imaginadas.”
5) Inteligência aprendedora-educadora – “É aprender a aprender e aprender a educar. É uma coisa que se mistura. Nunca tivemos a aula de aprender a aprender, o que acontece é simplesmente: vai e te vira aí, papai.”
 

Zona de Conforto e Zona de aprendizagem

Para Murilo Gun, o problema da zona de conforto é um problema também de nome: “Tem a zona de conforto, então qual o nome do que está fora da zona de conforto? É zona de desconforto. Aí eu chego para você e falo: tem zona de conforto e de desconforto, quer ficar em qual? Conforto, claro.”
Foi colocado um nome bonito para algo que não necessariamente é bom, e um nome feio para o que não necessariamente é ruim.
Como primeiro passo ele sugere em mudar o nome das coisas: “Zona de conforto é uma zona de ficar parado, de acomodação, estagnação. Tem que ser um nome ruim. E a de desconforto tem que ser um nome bom. Zona de crescimento, de aprendizagem.”
Por definição, ele explica, o que está na sua zona de conforto é o que você já sabe e já validou. Portanto, toda a aprendizagem e evolução está do lado de fora.
“Aí você fala assim: quer ficar em qual zona, de acomodação ou de crescimento e evolução? E é lindo quando você descobre que toda vez que você pisa um pouquinho fora da zona de conforto, dói, dá uma queimadinha ali. Mas a bicha estica. E esse é o sentido da vida, evoluir.”
Murilo lembra de quando foi ao terapeuta pela primeira vez e o médico perguntou qual o sentido da vida. “E eu falei, o sentido da vida é você realizar sua potência, evoluir e aprender. E aprender é sair da zona de acomodação e ir para a zona de aprendizagem.”
 

E como sermos criativos diante de diversas mudanças no mercado?

Segundo Gun, criatividade é a imaginação para criar possibilidades para resolver um problema.
E o primeiro passo para ser criativo é identificar e questionar o problema. Ter a clareza do que tem que ser resolvido de fato. É problema ou não? Tem solução? No setor de saúde o diagnóstico é o identificador do problema, é onde você identifica a raiz do problema ou estado de saúde do paciente.
Listamos abaixo 3 dicas dadas pelo Murilo para desenvolver a sua criatividade:
1- Autoconhecimento: conhecer as suas habilidades e se conhecer. Segundo Murilo, o “estado de flow criativo”, que seria a alta performance criativa, ocorre quando você consegue colocar na mesa as habilidade que realmente domina. Ou, como diz Murilo, “que você é ninja”.
2- Repertório: existe uma variável importante quando o assunto é desenvolver a criatividade. Segundo Murilo: “nada vem do nada. As soluções criativas e as inovações sempre surgem do que eu chamo de combinatividade. É a combinação de coisas já existentes, que você vai combinando, algumas inconscientes, outras conscientes.”
Para conseguir fazer combinações criativas, ele explica, você precisa ter um repertório de mil coisas: “A gente é muito educado a ser estudioso, especialista, vertical, e perde o curioso generalista. Você precisa desse repertório generalista para poder combinar com sua especialidade e gerar coisas diferentes.”
3- Coragem: segundo Murilo Gun, coragem é o grande gargalo de inovar e fazer coisas diferentes. E ele acrescenta: “Acho que é o gargalo da humanidade”.
O que acontece é que hoje as pessoas possuem milhares de ideias, mas não tem coragem de colocá-las em prática.“Tem muita gente aí com obesidade mental de ideias, mas engargala porque não tem coragem.”
Sabe por que isso acontece? “Muitos julgamentos alheios e expectativas desalinhadas, até com marido, mulher ou família. Falta também, para ter coragem, o pensamento enxuto de fazer pequeno, porque fazendo pequeno dá mais coragem.”
A transformação digital veio para dar mais autonomia para as pessoas. Mas o futuro da humanidade diante das tecnologias é o relacionamento com as pessoas. Uma vez que com a inteligência artificial os robôs podem aprender qualquer habilidade técnica, porém, não tão cedo a comportamental.
Para se sobressair no mercado o profissional precisará aprender como pensar e não o que pensar. O que vai na contramão de muitas escolas e da maneira como somos educados. Somos ensinados o que pensar, o que fazer, seguindo padrões. Crescemos ouvindo, dos nossos chefes, pais e professores como é maneira certa ou errada de pensar ou fazer certas coisas.
O que diante de um contexto industrial, passado, fazia sentido. No entanto, isso já não nos veste mais. As coisas mudaram e estão mudando. No nosso contexto atual as fórmulas já estão prontas, a um clique.
As mudanças são tão rápidas que o que aprendemos hoje pode não ser mais útil amanhã. Sim, não tem para onde fugir, vamos ter que aprender para sempre. Nada mais será eterno, estático, todo os dias vamos precisar nos reinventar. Por isso que é necessário, primeiro, desenvolver habilidades emocionais e de consciência.
A capacidade de combinar, relacionar e aplicar o conhecimento no mundo real passam a fazer ainda mais diferença!
 
Referências:
https://www.medportal.com.br/gestao-da-educacao-para-hospitais

Os números da Transformação Digital no Brasil


https://eusouempreendedor.com/murilo-gun-como-sair-da-zona-de-acomodacao-e-ser-mais-criativo/

Quais são as habilidades mais desejadas no profissional do futuro?

Equipe Medportal

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