Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

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“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.

Equipe Medportal

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