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Treinamentos melhoram o desfecho das emergências

Treinamentos e novas tecnologias educacionais melhoram o desfecho das emergências em saúde

Um dos maiores desafios no dia a dia de um hospital é lidar com as situações de emergência dentro dos padrões de agilidade e presteza necessários. Torna-se fundamental para as lideranças das instituições de saúde garantirem que todos os profissionais estão plenamente preparados para lidar com as situações nas quais o fator “tempo” torna-se variável chave. São nestas situações, em que não há tempo para pensar, refletir, discutir ou consultar, que as instituições e profissionais se destacam, considerando que os pacientes atendidos por equipes excepcionalmente preparadas e entrosadas apresentam desfechos clínicos muito mais favoráveis.
Podemos citar alguns exemplos, pois diversas são as emergências clínicas em que qualquer atraso na atuação da equipe resulta em consequências drásticas e significativas ao paciente.
Em uma PCR (parada cardio-respiratória) por exemplo, é sabido que:

Ou seja, nestes casos o sucesso das ações é tempo dependente: para cada minuto perdido entre o colapso e a desfibrilação as chances de sobrevivência diminuem de 7% a 10% por minuto se a RCP não for efetivamente iniciada.
Quão relevante se torna, em uma situação quanto esta, se os profissionais que estão atendendo o paciente sabem exatamente o que fazer e como fazer? Quantos minutos (e com quais consequências) são perdidos quando os profissionais responsáveis por um atendimento como este não conhecem profundamente as rotinas, protocolos e estrutura dos hospitais em que estão atuando? Em uma PCR é admissível que a enfermagem, médicos, fisioterapeutas não tenham plena proficiência dos equipamentos (monitores, desfibriladores, respiradores, etc) disponíveis no hospital em que atuam? De quem é a responsabilidade de garantir que todos os profissionais de saúde da instituição estejam plenamente capacitados a atuar em uma situação crítica como esta, só do próprio profissional de saúde ou cabe também à instituição garantir esta capacitação?
Podemos citar outros exemplos de situações clínicas na qual a variável tempo torna-se primordial nos resultados institucionais:

Podemos concluir que, nas diversas situações clínicas conhecidas como “tempo-dependentes”, a atuação de toda a equipe precisa estar totalmente harmônica e otimizada, para que tudo funcione de maneira rápida e perfeita. Tais medidas representam um desafio para os hospitais e demais instituições de saúde, pois torna-se imperativo que todos os colaboradores estejam plenamente treinados, atualizados e engajados com a cultura e protocolos institucionais. Portanto, cada vez mais estas organizações vêm investindo em novos conteúdos e tecnologias educacionais (plataformas online, conteúdo colaborativo, gamification, sistemas online de avaliação, ambientes de interação para educação do time, etc) com o objetivo de disponibilizar aos seus colaboradores, com o que há de mais moderno do ponto de vista educacional, todo o conhecimento necessário (técnico, emocional, comportamental e institucional).
 
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Referências:

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