XIII Fórum Anual do NEEPPR debate educação e liderança

Educação e liderança em tempos de crise. Esse foi o tema do XIII Fórum Anual do Núcleo de Enfermeiros de Educação Permanente do Paraná (NEEPPR), realizado totalmente online dia 25 de novembro com participação do Medportal.

Composto por 80 profissionais, o NEEPPR engloba 50 hospitais paranaenses e tem entre suas principais missões promover a troca e o debate em torno da gestão de projetos de educação continuada – de forma a frisar o protagonismo da enfermagem no cuidado ao paciente.

“Não temos um bom hospital se não temos uma boa enfermagem”, observou o CEO do Medportal, Thiago Constancio, um dos palestrantes convidados.

Caminho inevitável

De forma alguma os líderes podem se abster de participar do cenário de transformação promovido pelas mídias digitais. Esse foi um dos pontos ressaltados por Constancio em sua apresentação.

Segundo ele, a pandemia promoveu a adesão abrupta ao digital. No entanto, esse início pegou as pessoas despreparadas, com estruturas não tão consolidadas como agora – e com as lideranças muitas vezes sem as habilidades necessárias para conduzir esta migração.

“Por isso, mesmo que haja resistência por parte da equipe, a liderança não pode se eximir do digital. Devemos fazer isso para conhecer e apontar o que funciona e o que não funciona para a área da saúde. Os líderes devem chamar a responsabilidade para si, especialmente em momentos de incertezas”, explicou o CEO do Medportal.

Para se ter ideia da relevância crescente do digital durante a crise do novo coronavírus, a plataforma do Medportal registrou em 2021 um consumo oito vezes superior ao do ano anterior.

Características

A fim de dar conta desse novo caminho de desenvolvimento e treinamento de pessoas, Constancio sugeriu algumas qualidades que os líderes precisam desenvolver.

. Visionário: é preciso vislumbrar novos cenários e adotar um pensamento que não seja tão linear, mas exponencial – ou seja, capaz de alcançar muito mais pessoas e impactar mais vidas.

. Aprendiz conectado: precisamos estar sempre em aprendizado, “aprendendo a aprender” e também a desaprender o que não tem mais relevância. “Levamos 10 mil horas para nos tornarmos especialistas em algo. Hoje, tudo muda tão rápido que achar tempo para tudo isso é muito difícil. O digital nos ajuda nesta tarefa”, afirmou Constancio.

. Colaborador e facilitador: a estrutura hierárquica hoje em dia não é mais tão vertical quanto a de anos atrás. Por isso, a liderança precisa estar aberta a negociar de maneira mais horizontal, facilitando o trabalho em/da equipe.

. Criativo e designer: o líder também deve ser capaz de usar as tecnologias para projetar as tarefas de sua equipe, recorrendo aos avanços digitais de maneira criativa; é preciso desenhar os projetos de forma colaborativa com o seu time.

. Eficiente e guiado por dados: é necessário ter clareza de que as informações podem ajudar na tomada de decisões melhores. Por isso, deve-se sempre recorrer a elas, o que muitas vezes ocorre em tempo real hoje em dia.

Papel especial

Constancio relembrou um ponto importante e muitas vezes desconsiderado: a importância que os profissionais de saúde têm dentro de uma comunidade.

“Todos nós temos uma licença social por sermos da saúde: nós somos ouvidos, a comunidade está sempre disposta a dar atenção ao profissional de saúde. Essa entrada nos traz uma responsabilidade muito grande, em especial às lideranças.”

Para dar conta dessa função, o CEO do Medportal recomendou uma última habilidade aos líderes: a predição, ou seja, a capacidade de antecipar alguns cenários que estão por vir.

“Conseguimos isso quando nos aproximamos da comunidade e nos abrimos para captar as tendências. Precisamos sempre criar imagens e, em cima delas, agirmos”, finalizou.

De acordo com o presidente do NEEPPR, Marcos Ribeiro, a semente foi plantada. “Agora, resta esperar, pois ainda vamos colher grandes frutos.  

Contato

Aqui em nosso blog você encontra outros artigos que mostram um pouco mais sobre as diversas frentes de atuação do Medportal. Leia, compartilhe e, em caso de dúvidas, críticas e sugestões, entre em contato.

Hospital São Vicente de Curitiba: parceria de sucesso com o Medportal

Com 82 anos de história, o Hospital São Vicente de Curitiba é referência no transplante de fígado e rim em todo País. São 142 leitos, 24 deles destinados para Tratamento Intensivo (UTI), Pronto Atendimento 24 horas, Centro Médico nas mais diferentes especialidades, Centro de Especialidades, serviço de exames e laboratório de análises e sete salas de cirurgia – distribuídos em 10 mil metros quadrados de construção.

O hospital conta com 630 funcionários efetivos, mais de 700 médicos em seu corpo clínico e funcionários terceirizados que apoiam em diversas áreas. Todos eles capacitados e treinados por meio da plataforma do Medportal.

“Realizávamos os processos de educação permanente por meio de treinamentos presenciais. Mas, há um limite de expansão para isso, que esbarra muitas vezes na própria jornada de trabalho dos profissionais. Foram eles, inclusive, que começaram a pedir por mais capacitação; por isso, recorremos ao Medportal”, explica Emanuelle Pacheco, analista de desenvolvimento e capacitação do São Vicente.

Na prática

Desde então, são 169 cursos na plataforma, com 1.039 alunos cadastrados. “Precisávamos de uma ferramenta capaz de disponibilizar cursos de forma rápida e dinâmica. A maior parte dos nossos colaboradores é composta por enfermeiros e técnicos, que atuam em mais de um hospital e necessitam encaixar os cursos dentro desta rotina, sem ficarem tanto tempo fora do posto de trabalho”, conta a analista.

Essa, aliás, é uma das vantagens da plataforma do Medportal: ela possibilita que se crie treinamentos de acordo com a demanda de cada instituição. “De início, utilizamos os treinamentos já disponíveis dentro da plataforma – o que fazemos até hoje, às vezes com alguns complementos e adequações de acordo com nossa necessidade. Depois, começamos a construir nosso próprio material, seguindo a orientação dos gestores de cada área”, revela Emanuelle.

Para se chegar ao conteúdo ideal, é realizada uma reunião com os gestores, para compreender o que é preciso ser desenvolvido e de que forma: se por vídeo ou de maneira mais interativa. “Em seguida, realizo o desenvolvimento do material do treinamento, o gestor valida e disponibilizamos na plataforma”, diz a analista.

Feedback

O retorno dos colaboradores sobre os treinamentos foi excelente, segundo as palavras da própria Emanuelle. “O pessoal adorou, o feedback foi muito positivo, todos gostam bastante dos treinamentos online, pois viram que é possível adquirir bons conteúdos de uma forma rápida e prática. Aqui em nossa região, desconheço outro hospital que ofereça isso.”

Por isso, a taxa de conclusão das aulas sempre foi alta e hoje chega aos 93%. Para que este percentual cresça ainda mais, o departamento de Recursos Humanos do São Vicente trabalha próximo aos gestores e utiliza os recursos da plataforma do Medportal para gerar relatórios e avaliações.

“Geramos relatórios semanalmente para que as lideranças de cada área auxiliem os colaboradores que estão com alguma dificuldade em acompanhar os cursos. Também fizemos um sistema de avaliação de tarefas antes e depois do curso, para verificarmos se houve avanços. As notas sempre melhoram.”

Foi estipulada ainda uma quantidade mensal de treinamentos, para que não haja sobrecarga e subaproveitamento do material: normalmente, é disponibilizado um conteúdo sobre competências, outro de segurança no trabalho e outro para a área assistencial.

Investimento

A analista considera que a contratação de uma plataforma de ensino continuado é um excelente investimento. “Hoje, devido à pandemia, as empresas estão olhando muito a questão do custo. Mas, treinamento não é custo; é investimento. Contar com um colaborador treinado e motivado é muito melhor do que ter alguém sem engajamento, desestimulado, que pode até por isso buscar outra instituição para trabalhar.”

Segundo ela, trata-se de um caminho sem volta, pois o público incorporou o online a sua jornada de aprendizado. Outro ponto é a economia. “Há redução nos custos de logística, de estrutura para inscrições e deslocamento. De fato, é algo que veio para ficar”, aponta Emanuelle.

Para quem deseja implantar uma estrutura de educação continuada, a analista sugere planejamento e confiança na plataforma – que dá todos os subsídios e suporte para que o processo seja tranquilo. “Além disso, o Medportal já oferece alguns conteúdos muito bons, principalmente para a área assistencial. O que é muito prático e nos poupa muito tempo”, finalizou.

Dicas para criação de conteúdo digital para médicos

A educação digital voltada para médicos requer alguns cuidados. Compilamos algumas dicas neste artigo.

A produção de conteúdo digital para médicos requer cuidados e a observação de algumas especificidades. Isso porque trata-se de um público com uma rotina de trabalho muito particular, além de contarem com uma gama de conteúdos já disponíveis – tanto online, quanto presencial – e que ainda estava sobrecarregado durante a pandemia.

Por isso, a produção precisa cumprir de antemão algumas exigências para que, logo num primeiro momento, a atenção dos médicos seja captada. Para a elaboração deste artigo, entrevistamos duas profissionais que estão à frente da criação e estruturação de conteúdo de ensino digital em suas empresas, ambas parceiras do Medportal.

A partir da experiência das duas, criamos alguns tópicos destrinchando o assunto. Assim, desde já, agradecemos a atenção e disponibilidade da gerente de Educação Corporativa da Takaoka Anestesia, Ana Paula Pimenta; e da gerente médica da Aspen Pharma, Dra. Rosana Decotelli.

Cocriação

A fim de que o médico não sinta que determinado conteúdo seja somente mais um dentro de um oceano de informações, é preciso, antes de qualquer coisa, entender ao que ele gostaria de ter acesso dentro da plataforma.

Para que não tropecemos em erro, o caminho mais garantido é o da cocriação: ou seja, envolver os profissionais na construção de conteúdo. “Realizamos foccus group com alguns médicos para entender quais eram as principais necessidades, os temas mais relevantes para que assim, pudéssemos produzir os conteúdos”, observa Ana Paula, contratada especialmente para desenvolver a área de educação corporativa  da Takaoka Anestesia – que hoje conta com mais de 300  anestesistas atuantes em quatro grandes hospitais da capital paulista e ao lado de cirurgiões de renome.

Já a Dra. Rosana lembra que, hoje em dia, a apresentação por si só de dados ou artigos científicos não é mais capaz de prender a atenção, como ocorria tempos atrás. “Hoje o acesso às publicações científicas é bastante simples e fácil, muitas vezes os estudos chegam no nosso e-mail sem nem buscarmos. Por isso, para produção de conteúdo, convidamos os experts no assunto, para que compartilhem suas experiências, e falem como aplicar a melhor evidência científica na prática clínica.”

Deparamo-nos, assim, com um novo desafio: a forma.

Interatividade

Além do conteúdo prime e certeiro, é preciso levar o formato em consideração. Não é mais possível cativar um público exigente e muito ocupado com uma simples aula expositiva. “Nossos eventos são mais interativos, há mais bate-papo, discussão de casos clínicos, simulação realística – e menos aula com explanação de dados. Os profissionais estão entediados dos mesmos formatos tradicionais”, conta Dra. Rosana.

Ana Paula lembra também que os cursos on-line não podem ser muito longos, uma vez que o médico geralmente não tem um grande intervalo de tempo disponível; além disso, aulas muito extensas dificultam a absorção.

“Os vídeos devem ter de cinco a  oito  minutos. Há conteúdos, por exemplo, que têm até uma hora de duração, mas foram editados e divididos em várias aulas”, explica Ana Paula. 

Divulgação e aceitação

Mesmo com todo cuidado na seleção do material e no jeito de apresentá-lo, é comum haver uma resistência inicial a tudo o que é novo; faz parte da natureza humana.

Um caminho para ampliar a aceitação, relatado por ambas as especialistas, é contar com o apoio das lideranças. A Takaoka Anestesia, por exemplo, além do apoio da área de marca e comunicação , recorreu aos seus gerentes de unidade, presentes em cada um dos hospitais que atendem. Foram eles que reforçaram a divulgação e auxiliaram no “barulho interno”.

Além disso, os gerentes têm o poder de determinar que alguns cursos sejam obrigatórios às suas equipes. “Também lançamos este ano um programa de educação médica que reconhece , através de pontos, os profissionais de acordo com as atividades de educação que realizam. Isso aumentou o engajamento”, revela Ana Paula.

Em um segundo momento, quando o conteúdo se torna mais conhecido e o uso da plataforma consolida-se – a mais simples, tradicional e garantida forma de divulgação entra em ação: o boca a boca. “A partir de então houve uma procura e uma adesão maiores, o que nos deixou muito satisfeitos”, diz a Dra. Rosana. Para se ter ideia, a Aspen Pharma já soma 28 mil visualizações de conteúdo em mais de 70 instituições de saúde, apenas no ecossistema Medportal.

Feedback

Para que o ciclo virtuoso se feche, é preciso que as ferramentas digitais disponibilizem espaço para o feedback dos usuários – e, se possível, de pacientes e outros profissionais envolvidos. Só assim é possível deduzir se a rota está adequada, ou se correções precisam ser feitas.

“Ao final dos cursos os médicos avaliam o conteúdo e nos dizem se o que foi apresentado poderá impactar positivamente em seu dia-a-dia.  Importante que o conteúdo seja sempre atualizado, garantindo que os profissionais tenham acesso ao que há de mais novo em relação ao procedimento e/ou  técnica apresentada, já que nosso objetivo é capacitar os médicos para garantir o melhor cuidado aos nossos pacientes”, argumenta Ana Paula.

Da mesma forma, a aplicação imediata do conteúdo do curso aumenta a chance de um retorno satisfatório. “Recebemos muitos feedbacks positivos. Já comentaram que as informações são valiosas, que determinado conteúdo poderia ser utilizado em prática clínica no dia seguinte – ou ainda: fiquei acordado durante o evento, que bom!”, brinca Dra. Rosana.

Segundo ela, produzir conteúdo digital dá muito mais trabalho, pois requer sair do óbvio, do lugar-comum. “É preciso pensar no outside the box e ousar. Mas, é um esforço que vale a pena, o resultado compensa”.

Gostou do nosso conteúdo? Aqui em nosso blog há outros materiais que lhe darão apoio para a implantação ou desenvolvimento da educação digital em saúde. Se precisar de qualquer ajuda, estamos à disposição. Entre em contato!

Santa Casa de São Paulo aponta vantagens da plataforma de EAD da Medportal

Instituição com 460 anos, somente em meados do ano passado a Santa Casa de São Paulo adotou o ensino à distância (EAD) como ferramenta de treinamento e capacitação de seus colaboradores. Para dar esse passo tão importante, a plataforma escolhida foi a da Medportal.

De lá para cá, são impressionantes 11,7 mil alunos cadastrados em 61 treinamentos. Além disso, o objetivo inicial de escalabilidade foi atingido: 83% dos colaboradores concluíram os programas de desenvolvimento customizado propostos.

“Hoje conseguimos atingir um número de pessoas muito maior do que com os treinamentos presenciais, que têm sua importância. Mas, o EAD ajuda muito quando precisamos atingir uma massa de pessoas maior, em pouco tempo”, revela a supervisora de Treinamento e Desenvolvimento Pessoal da Santa Casa de São Paulo, Angela Vieira Gomes.

Com isso, os ganhos são válidos tanto para quem aplica, como para quem recebe o curso: os profissionais de RH têm mais horas livres para desenvolver outros conteúdos e projetos; enquanto a equipe que está sendo treinada fica menos tempo fora do local de trabalho, com impacto menor às suas atividades-padrão.

Os números falam

Outra vantagem da plataforma da Medportal é que todos os acessos podem ser mensurados. Com isso,  os gestores da Santa Casa de São Paulo acompanham de perto a evolução do time: quais grupos obtêm resultados melhores e quais áreas demandam atenção.

A Santa Casa de São Paulo, por exemplo, quer avaliar suas distintas unidades. Portanto, acompanha quais de suas cinco unidades têm mais acessos ao treinamento e em quais setores, quais cursos possuem maior receptividade globalmente e por unidade, entre outros. “No comparativo hora/homem entre o treinamento presencial e o EAD, com certeza o ensino à distância leva vantagem”, pontua Angela.

Além da boa utilização da plataforma da Medportal, tais resultados só são atingidos com a participação e incentivo  das lideranças. “Hoje os gestores já nos procuram e indicam cursos que desejam aplicar em suas áreas”, diz a supervisora.

Os resultados são tão animadores que, a partir de setembro, a Santa Casa de São Paulo vai passar a inclusões semanais de cursos; hoje isso ocorre a cada 15 dias. “Embora nós tenhamos um número alto de adesões, a intenção é fazer com que as pessoas continuem acessando sempre. Por isso, já temos um planejamento para trazer conteúdos mais interativos, mudando um pouco a cara dos treinamentos”, expõe Angela.

O objetivo, segundo ela, é que o colaborador não espere sair um comunicado de que há um treinamento novo na plataforma para acessá-la, e sim que a utilize de tempos em tempos, de maneira proativa, para controlar o ritmo do próprio ensino.

Processo seletivo e pesquisas

Com a adoção da tecnologia, a acessibilidade ao uso e a versatilidade do Medportal provocam a criatividade das equipes. Por isso, tornou-se hábito na Santa Casa de São Paulo recorrer às ferramentas da plataforma para executar os desafios do dia a dia.

Assim, além dos treinamentos, a Santa Casa de São Paulo já pretende utilizar o Medportal para fazer processos seletivos, com entrevistas on-line; e realizar pesquisas, com divulgação de metas e resultados.

Outra característica da plataforma que a instituição deseja adotar é a interação dos usuários, estimulando-os a se tornarem ativos no processo de aprendizagem. Para isso, um espaço para vídeos registrando as dúvidas dos colaboradores está nos planos. 

Como dica a outros profissionais de Recursos Humanos, Angela é categórica: confiem no conteúdo da plataforma, porque realmente funciona. “No começo há sempre dificuldades, é algo novo e demanda um pouco de tempo para que as pessoas se acostumem. Quando isso acontece, todos conseguem ver os benefícios: tanto quem recebe, como quem aplica os cursos.”

Angela também ressalta o apoio que recebe da Medportal no desenvolvimento de novos projetos e soluções. Essa é, aliás, uma de nossas maiores preocupações: apresentar sempre as novidades da evolução da tecnologia e também inovações aplicadas por outros clientes da plataforma — em um grande círculo virtuoso que se retroalimenta.

A supervisora revela ainda um desejo: que a parceria entre a Santa Casa de São Paulo e Medportal dure por muitos anos. “tem nos auxiliado bastante”, completa.

Conteúdo digital para ensino em saúde: confira as dicas do Medportal

A produção de conteúdo digital para educação corporativa em saúde requer uma série de cuidados, para que esse conteúdo seja desejável pelo colaborador. Afinal, a área está longe de ser homogênea: há profissionais de diversas idades e níveis de experiência, com formações e funções variadas. Do diretor que fez carreira de décadas em uma instituição ao auxiliar de enfermagem recém-formado, todos fazem parte da saúde.

Há ainda uma série de ferramentas e metodologias de ensino que devem ser consideradas, pois o ensino digital tem características próprias, diferentes das tradicionais aulas presenciais a que estamos todos acostumados nos tempos de escola, faculdade e ensino técnico.

Além disso, o mais importante: um processo educacional efetivo reflete em qualidade assistencial e positivamente na saúde e no bem-estar do paciente e, por consequência, da população como um todo.

A coordenadora da Área de Conteúdo do Medportal, Viviane Zanetti, dá algumas dicas sobre como pensar e estruturar uma plataforma de educação digital em saúde consistente com todos esses pré-requisitos.

Características

Viviane explica que a produção de conteúdo digital em saúde tem que ser relevante para o público-alvo, conter informações atualizadas e validadas por órgãos competentes. Além disso, deve ser acessível e oferecer conhecimento de forma rápida e efetiva.

É preciso ter em mente que a área da saúde é interdisciplinar. Por isso, uma boa estratégia para diferenciar o conteúdo é segmentá-lo de acordo com o perfil de cada grupo. “Criar trilhas de aprendizado de acordo com cada perfil, considerando cargo, área de atuação e perfil de competências ajuda a organizar o conteúdo de forma que o aluno o considere relevante”, afirma a coordenadora da Medportal.

Outro ponto: devido ao do aparato digital que intermedeia o aprendizado, há uma série de ferramentas tecnológicas que podem ser empregadas na produção e transmissão do conteúdo – Jamboard, EDPuzzle, Canva, Padlet e GoConqr são algumas delas. “Além de tornar o conteúdo mais interativo, essas ferramentas auxiliam a desenvolver a cultura digital no aluno, o que é necessário, pois a tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas”, aponta Viviane.

Público heterogêneo

A saúde é um dos maiores ramos do conhecimento, e abrange uma infinidade de áreas, ramos e setores – com os mais diferentes níveis de qualificação profissional. Faça um exercício: quantas especialidades médicas você consegue citar de cabeça? É muita coisa!

Por isso, não pode haver um único e homogêneo produto de conteúdo digital. “Escrever para esse público exige adequação da linguagem, direcionando-a a cada grupo, para que a informação seja transmitida de forma clara e imediatamente compreendida”, conta Viviane.

Agindo assim, fica mais fácil para o aluno notar o valor de determinada informação em sua prática. A coordenadora dá ainda outra dica: utilizar nas aulas exemplos com situações do dia a dia do aluno, aproximando o conteúdo da experiência da pessoa. “A realidade é a melhor abordagem.”

Métodos de aprendizagem

Ao trabalhar com educação digital em saúde, tenha em mente que você também está lidando com um público especializado, com conhecimento teórico e prático em diversos níveis. Assim, busque se aprofundar em conceitos que enxerguem o aprendizado de uma forma mais ampla, que transcenda a lógica professor-aluno – tais como a andragogia, a paragogia e o microlearning.

É possível que você já tenha topado com esses termos por aí ou mesmo tenha lido algo do tipo aqui mesmo em nosso blog. Ainda assim, vale a pena relembrar do que trata cada um deles.

Na andragogia, o próprio aluno é quem está no centro do aprendizado, com mais independência com relação à figura do professor. Ele é capaz de correr atrás do que é mais útil para si. “Nesse sentido, a andragogia pode ser trabalhada para melhorar o engajamento, por meio de ações que promovam o conteúdo, de forma que o aluno entenda a importância e busque conhecimento, com autonomia”, explica Viviane.

Já a paragogia é um conjunto de técnicas e práticas que estimula a constante troca e colaboração entre os participantes. “Para isso, estratégias como trabalhos e projetos em equipe podem ser utilizados, o que favorece muito a criação de uma cultura de aprendizagem”, diz a coordenadora.

Por fim, o conceito de microlearning foca em pequenos cursos e atividades de curto prazo, geralmente bastante relacionados à prática. “É uma excelente técnica para melhorar o engajamento no treinamento on-the-job [aquele no qual a pessoa aprende competências sem precisar sair do seu posto de trabalho]. O conhecimento é oferecido de forma rápida, objetiva e versátil – e pode ser trabalhado de várias formas, como vídeos e textos cursos, infográficos e jogos”, revela Viviane.

Agentes do processo

O objetivo ao se utilizar esses conceitos é fazer com que os alunos se tornem protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem e desenvolvimento profissional. Para isso, é necessário que você também invista em táticas de feedback e autoavaliação – tudo para que o aluno conheça a si mesmo, identifique lacunas e como pode melhorar.

“Ter uma plataforma que proponha conteúdos para o aluno, de acordo com dados que apontem suas necessidades individuais, favorece uma troca de experiência mais espontânea e relevante para ele, aumentando seu engajamento e autonomia”, argumenta a coordenadora.

Mensure os resultados

Por fim, não se esqueça de mensurar os resultados. “Ao produzir um conteúdo, é importante que tenhamos em mente qual será o objetivo, o que pretendemos que o aluno aperfeiçoe e que resultados queremos obter a partir dessa mudança”, explica Viviane.

Conferir os resultados é fundamental não só para avaliar o desempenho e a retenção do aluno ao final do treinamento, mas também para que seja possível acompanhar os indicadores institucionais que mostram se o conteúdo oferecido de fato foi efetivo.

Por exemplo: após aulas sobre “prevenção de lesão por pressão”, é preciso saber se o índice desse tipo de contusão no setor responsável diminuiu.

Gostou de nossas dicas? Aqui em nosso blog você encontra mais detalhes sobre alguns dos temas apresentados e tem contato com outros temas relevantes na área de saúde. Mantenha-se informado conosco e, se possível, compartilhe e deixe seu comentário.

Grupo São Cristóvão Saúde: compromisso com a qualidade e a segurança do paciente

Considerada uma das maiores referências em saúde na cidade de São Paulo, o Grupo São Cristóvão Saúde, instituição que atua há mais de 100 anos na terra da garoa, consolidou-se pelo atendimento de excelência aos seus beneficiários. E foi nesse contexto de fomentar os princípios base da organização, que investir em um programa de educação continuada digital entrou no radar da Alta Direção.

A especialista em treinamento e desenvolvimento do Grupo São Cristóvão, Lena Barreto, é assertiva ao pontuar que a instituição está continuamente em busca de melhorias e formas de garantir a segurança e qualidade dos serviços prestados pelos profissionais. Por isso, destaca a importância de investir na capacitação de seus colaboradores de forma estratégica e contínua. “Nosso sistema de gestão da qualidade impulsionou diversos processos de Recursos Humanos, desafiando-nos a buscar novas ferramentas para garantir a capacitação de nossos colaboradores de forma estratégica e continua”.  

A premissa de qualidade vai além do pilar de atendimento ao paciente, se estendendo à integração e engajamento do colaborador junto à cultura institucional e aos demais membros da equipe — principalmente quando se trata de novas contratações. “O colaborador precisa receber informações quando ingressa na instituição, da nossa cultura, de questões mais técnicas, e do quanto o trabalho individual interfere na percepção dos nossos beneficiários.  

O início da parceria do São Cristóvão com o Medportal foi durante o período de pandemia. Lena explica que antes da plataforma de educação digital, a maioria dos cursos realizados pelos colaboradores eram feitos presencialmente. “Nós admitimos mais de 500 profissionais desde o início da pandemia até dezembro. E conseguimos garantir que todos eles tivessem o conteúdo de integração em sua totalidade. Além disso, conseguimos fazer com que alguns treinamentos que eram mais técnicos e teóricos, fossem migrados para a plataforma, possibilitando um modelo mais híbrido”.

Vale destacar que com a adoção da ferramenta, o antigo desafio de conciliar o tempo das aulas presenciais com a carga horária de trabalho dos colaboradores diminuiu significativamente.  

 “Foi um ganho muito grande ter a plataforma ao nosso lado nesse momento. Com a utilização conseguimos garantir que os colaboradores, no ingresso à instituição, recebessem todas as informações necessárias para uma atuação alinhada à estratégia Institucional”, exclama.

Liderança engajada com o projeto educacional 

Para o sucesso desta inovação foi fundamental obter o comprometimento da equipe de gestores, contribuindo significativamente para a adesão dos colaboradores. Nesse ponto a especialista destaca ” que o incentivo à educação digital pelos Stakeholders é o diferencial que a instituição carrega com orgulho. “Hoje as lideranças nos procuram para que possamos incluir e compartilhar os conteúdos na plataforma com o público interno. Eles compreendem não só a importância, mas veem a utilização da plataforma como um grande aliado. Por outro lado , os colaboradores se sentiram protegidos, pois atendemos aos protocolos de saúde: não aglomerar, não colocar todos em uma mesma sala para ter um treinamento”, completa. 

Além disso, esse apoio foi essencial para garantir a conclusão dos treinamentos de todos os colaboradores nesse contexto crítico mundial de saúde, uma vez que puderam concluir a capacitação nos horários mais convenientes, além de não comprometer a rotina das atividades habituais.  

Resultados para além do econômico-financeiro

Sobre a estratégia de planejamento dos conteúdos para os colaboradores, a especialista revela que buscam potencializar as habilidades de cada profissional de acordo com o seu departamento. Sendo assim, o recurso da plataforma Medportal de possibilitar a personalização dos treinamentos é primordial para esse planejamento. Além disso, Lena exemplifica que a gestão dos resultados passa também pelo desempenho dos profissionais nos treinamentos. “A partir dos gaps da avaliação de competências, por exemplo, eu consigo elaborar conteúdo que possa trabalhar esses desafios que surgiram. Outro ponto é que para replicar o conteúdo para um quadro de 2000 colaboradores o tempo despendido para atingir simultaneamente todos os envolvidos seria muito extenso. Hoje, com o recurso da plataforma, conseguimos treinar um número muito superior de profissionais em um intervalo de tempo muito menor do que antes”, comenta.

Produzir treinamentos em escala e com qualidade é uma tarefa que garante impactos positivos e minimiza a incidência de possíveis problemas durante a capacitação da equipe técnica. “Gastamos um período muito importante nisso, porque [o conteúdo] estará virtual para o colaborador e eu não estarei fisicamente presente. Mas a plataforma me dá subsídios para que eu possa abrir meios de contato junto ao aluno e que ele possa direcionar essas dúvidas para nós assim que surgirem. Dessa forma, conseguimos fazer essa tratativa de forma mais individualizada”, elucida. 

Sobre o retorno financeiro do projeto, Lena comenta que a análise é feita levando em consideração a economia que a plataforma pode trazer, mas sem nunca perder de vista a qualidade do aprendizado. 

Lena destaca que o novo modelo dispensa a necessidade de contar com um profissional dedicado por 16 horas semanais à integração, bem como o serviço de coffee break que também acaba pesando no balanço final. Possibilitando aos profissionais dedicar maior tempo à busca pela melhoria contínua de processos internos e produção de conteúdo “Fazemos esse levantamento para mostrar para a diretoria o quanto a plataforma nos trouxe de retorno”, finaliza.

O CEO do Grupo São Cristóvão Saúde, Dr. Valdir Pereira Ventura, divulgou alguns dos resultados obtidos nos primeiros meses de operacionalização da plataforma de educação digital. Entre os destaques, ele pontuou a taxa de adesão de 85% dos colaboradores, além de uma retenção de conhecimento de 92%. Como saldo final, a satisfação dos colaboradores foi de 94%. Quase um ano depois desses dados, o impacto positivo da estratégia de capacitação permanece em alta, a adesão passou de 85% para 98% dos treinamentos planejados concluídos. Para o futuro, a prioridade é evoluir ainda mais a estrutura dos treinamentos e o engajamento dos alunos. E assim, o São Cristóvão se fortalece como uma referência no setor, trabalhando sempre com brilho nos olhos e paixão pelas pessoas.

Tecnologia, liderança e comunicação: receita de sucesso no atendimento a pacientes

Foto: Hospital Dom Alvarenga / Divulgação

Quando o Hospital Dom Alvarenga decidiu adotar a educação continuada, sabia que esse era um caminho certeiro para melhorar a qualidade do trabalho oferecido e manter seus colaboradores sempre atualizados. O que ninguém imaginava era ter um engajamento tão forte nessa iniciativa, com percentuais de participação tão importantes. 

No último ano, além de registrar alta escalabilidade, com o crescimento dos alunos matriculados em cursos, o índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas. O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia. 

A caminhada exigiu dedicação dos profissionais de Desenvolvimento de Pessoas, que precisaram encontrar alternativas para estimular a participação dos colaboradores. Eles sabiam que não seria fácil, mas a certeza do efeito positivo, os motivou a seguir em frente dispostos a abrir caminhos. E, assim, se tornaram exemplo nessa empreitada de treinamentos que, em decorrência da pandemia, passaram a ser exclusivamente online. 

A escolha da ferramenta digital de educação continuada do Medportal, contudo, veio muito antes do coronavírus ser disseminado mundo afora. Essa parceria já tem mais de dois anos de cultivo, nutrição e bons frutos.

“A plataforma reduz muito o tempo do colaborador com educação continuada. Em sala de aula, o processo demora mais, porque tem que preencher questionários, entre outras questões que acabam atrasando. Nesse sentido, a plataforma otimiza muito o tempo. Às vezes, o colaborador nem acredita que não precisará sair de seu setor para se atualizar e que em poucos minutos terá avançado mais uma etapa na jornada do conhecimento”, relatou Adriana Perez Soares, Coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas.

A consolidação da educação continuada
Quando decidiu apresentar a plataforma de treinamentos para o Hospital, a equipe de Desenvolvimento de Pessoas, em parceria com o Departamento de Marketing e Comunicação, gravou um vídeo, que foi enviado por e-mail para os colaboradores.

Dois meses depois, perceberam que a adesão ainda não estava como gostariam, então passaram a enviar e-mails mensalmente para estimular o acesso. O passo certeiro foi dado quando todos os gestores foram envolvidos no processo e passaram a estimular os seus liderados nessa experiência da educação continuada digital. 

“Nós percebemos que as pessoas têm medo da tecnologia, sem contar que o novo assusta. Mas com o incentivo do gestor, com paciência e com explicações didáticas sobre como a plataforma funciona, tudo fluiu melhor”, comentou Adriana.

Segundo ela, outra estratégia utilizada na consolidação dos treinamentos, foi recrutar alguns colaboradores para produzir o conteúdo. Atualmente, o Dom Alvarenga tem 91 cursos cadastrados na plataforma, dos quais apenas 30 foram criados pelo Medportal

“O lado bom de não criar conteúdo sozinho é que os profissionais falam a linguagem do setor. Então, por exemplo, quando a farmacêutica gravou o vídeo, utilizou termos que são familiares para os colaboradores, e isso gera empatia. E os cursos do Medportal são muito importantes, porque complementam a nossa grade. A gente tem percebido a inserção de novos conteúdos constantemente, ainda mais agora que tudo ficou online, isso é muito bom”, falou Adriana. 

Em princípio, a intenção era promover treinamentos técnicos. Mas atualmente, a plataforma também é utilizada para os treinamentos comportamentais. “Eu recebi vários elogios ao programa na última reunião que tivemos, então, a plataforma entrou para ampliar a visão das pessoas sobre o quanto o treinamento é importante”, destacou Adriana.

Hoje, a plataforma já é utilizada no processo de integração do funcionário novo, que tem acesso aos conteúdos com sugestões da trilha do conhecimento. A aceitação tem sido excelente.

Conceitualização
Para a analista de desenvolvimento de pessoas do Hospital Dom Alvarenga, a psicóloga Marcella de Abreu, conceituar os termos é uma forma de reforçar o conteúdo, dando clareza sobre o seu significado e facilitando um posicionamento do colaborador. 

“Hoje há muitos assuntos abordados ao mesmo tempo, mas as pessoas não se aprofundam em nada. Aquilo que está na internet é tido como verdade e pronto. Então, é preciso despertar esta reflexão e estimular a conceitualização”, afirmou.

Para ela, a geração mais jovem tem um lado muito favorável, que é o de estar pronta para o EAD, para o online, para o imediatismo. Por outro lado, ainda precisa desse enriquecimento de conteúdo. 

“E nesse sentido, os conteúdos disponibilizados pelo Medportal são fundamentais, porque somos um setor de Saúde, trabalhamos com regulamentações, então, é importante saber o que diz a Lei, o que é obrigatoriedade etc. E o Medportal vem com treinamentos rápidos, que abordam o que precisa em poucos minutos, e junto com isso ainda estimula a reflexão”, observou Marcella.

Na avaliação da psicóloga, a mudança de comportamento no EAD ocorre quando há estímulo ao autoconhecimento. E toda essa conceitualização ajuda o colaborador a ampliar a consciência sobre si mesmo e sobre o seu papel diante do mundo. 

“Para ter bons resultados dentro de uma empresa, é preciso ter líderes que saibam quais são os seus pontos fracos e os pontos fortes. O gestor que não se conhece, dificilmente vai conseguir liderar uma equipe. Ele precisa primeiro se conhecer, para depois saber como lidar com o seu próximo”, explicou.

Premiação
Os resultados obtidos foram tão importantes que o diretor técnico do Hospital Dom Alvarenga decidiu premiar o setor que atingiu 100% de conclusão dos cursos. Para Adriana, esse foi um belo incentivo, mas não foi o fator fundamental do sucesso na educação continuada. 

“Nós fazemos uma avaliação mensal e acreditamos que esse resultado se deve a uma junção da cultura educacional que conseguimos consolidar, trabalhando isso desde o início, ao apoio da Diretoria e ao estímulo dos gestores”, finalizou.

Cálculo do ROI na educação em Saúde – a iniciativa que tem impulsionado hospitais

Muito se fala atualmente sobre propósito e motivação. Mas é preciso pensar: quais os gatilhos que cada um de nós tem para motivar-se? Num mundo cada vez mais digital, onde a informação está a todo tempo mais próxima de nossos mouses, a chave para essa pergunta pode ser: ter a compreensão e a dimensão real do resultado de nosso trabalho para o desempenho da empresa. E isso se chama impacto.

Não que isso seja uma tarefa fácil, mas há um senso comum de que nosso engajamento é maior e mais profundo à medida que temos maior clareza do caminho a percorrer e de onde queremos chegar.

Portanto, é fundamental correlacionar os nossos resultados pessoais aos das instituições em que trabalhamos. Várias metodologias ajudam nesse sentido: Peter Drucker, por exemplo, introduziu em 1950 o MBO (Management by Objectives)*, o que na era digital evoluiu para o OKR (Objectives and Key Results)**. Isso para abordar as mais conhecidas, mas há várias outras. O fato é que precisamos de indicadores que se relacionem com os resultados do negócio. 

Quando pensamos em educação corporativa na saúde, não é diferente. Conhecer e dimensionar seu impacto no resultado das instituições é determinante para evolução. Temos conversado com vários clientes e prospects e percebemos quão ampla pode ser essa atividade, de reconhecer o impacto no negócio. Como em todo processo de estabelecimento e mensuração de resultados, há que se começar por indicadores mais gerais, e o financeiro talvez seja o mais palpável.

Nesse sentido, o cálculo do ROI na educação em saúde pode ser um dos primeiros indicadores a ser mensurados. Mas isso só faz sentido em cenários de evolução da estratégia educacional e de modelos de ensino consistentes. 

Como exemplo, posso citar as reuniões de avaliação de resultados com os clientes do Medportal. Nelas, é possível perceber que o ROI aferido durante o primeiro ano de implantação do projeto chega a ser surpreendente. A iniciativa tem impulsionado hospitais e outras instituições a optar, seguramente, pelo treinamento por meio de uma plataforma robusta e digital de educação continuada.

A escolha do melhor caminho a ser seguido leva em conta, necessariamente, o retorno sobre o investimento (ROI). Não só para balizar o resultado dos gastos, mas também – e principalmente – porque esse retorno sinaliza o sucesso do modelo de educação utilizado.

Em geral, o que se espera de um programa de educação continuada é que ele forneça condições para o colaborador ter mais produtividade, eficiência e que esteja feliz por reconhecer a iniciativa como um investimento da empresa em sua carreira. Com isso, consequentemente, o ambiente de trabalho também melhora e se torna ainda mais propício ao crescimento da empresa.

Modelos para o cálculo do ROI na educação

Fazer o cálculo do ROI pode ser simples se você tiver um modelo a ser seguido. Existem várias possibilidades para essa checagem, e a escolha deve considerar o formato que melhor se adequa ao perfil do seu negócio. 

Para clientes que estão começando no Medportal, com foco em educação corporativa assistencial, recomendamos alguns modelos que trazem clareza sobre a diferença entre optar por um treinamento presencial ou uma plataforma digital. 

Um dos modelos mais básicos, leva em consideração as horas economizadas da equipe. Para chegar a esse dado, é preciso anotar e estimar o valor das horas de dedicação de instrutores, alunos e organizadores e então fazer o cálculo.

Vamos usar como exemplo um treinamento básico de enfermagem, de 1 hora de duração, qualquer que seja o tema, que pretende abranger toda a equipe. Imagine que o hospital tenha 1000 enfermeiros: seriam necessárias 25 turmas, com 40 alunos cada para atingir o objetivo. Normalmente esses treinamentos são ministrados pelos profissionais mais qualificados do corpo assistencial, como coordenadores ou gerentes de enfermagem.

Nesse contexto que te apresentei, a migração para o digital significa liberar minimamente 25 horas desse profissional, o que pode representar uma economia de aproximadamente R$ 1.100,00 se usamos o salário médio de mercado de gerentes de enfermagem***.

Ainda assim, também deve-se estimar as horas gastas com logística para os alunos. Para cada turma estima-se, em média, 20 minutos de deslocamento até o treinamento, mais o coffee break. Cada um dos 1000 enfermeiros estariam fora de seus postos assistenciais durante esse tempo, o que totaliza 333 horas utilizadas. Portanto, utilizando o salário médio de mercado para enfermeiros***, chegamos ao valor equivalente a R$ 7.284,00.

Para potencializar esse argumento, ainda é importante contabilizar quantas horas seriam usadas para a organização e gestão do evento presencial de educação. Nesse caso, para cada turma estima-se, em média, três horas para preparação, divulgação, coordenação do local e das matrículas — além dos registros de participação.

InvestimentoQuantidade de Horas Total Financeiro
Instrutor25R$ 1.100,00
Deslocamento enfermeiros333R$ 7.284,00
Gestão de cada Turma75R$ 1.643,00
TOTAL R$ 10.027,00

Parece pouco. Agora considere todos os treinamentos necessários para uma equipe de enfermagem que busca altos índices de eficiência e qualidade. Podemos tomar como base a Biblioteca de Conteúdos Técnicos do Medportal para termos uma dimensão. 

Nela, temos em torno de 1200 minutos de conteúdo considerado obrigatório para hospitais acreditados ou em processo de acreditação, ou seja, 20 horas de conteúdo digital. Se usamos o mesmo racional, para alcançar todo esse conteúdo para os 1000 enfermeiros, o investimento seria de R$ 200.540,00 (20 x R$ 10.027,00) . 

Claro que é uma comparação simplista, pois 1 minuto de conteúdo digital equivale a muito mais que 1 minuto de curso presencial. Se a proporção for 1 minuto digital para 5 minutos presenciais, esse valor fica em R$ 1.002.700,00.

Se você considerar o tempo gasto em treinamentos utilizando os conteúdos prontos da Biblioteca de Conteúdos do Medportal, chegará a um valor correspondente à economia de horas de dedicação da equipe do seu hospital. 

Esses valores não deixam dúvidas quanto à economicidade do modelo digital, sem falar na abrangência.

Mas não para aí

Mesmo tempos depois da migração para o modelo digital, a ampliação das aplicações permite alcançar mais ganhos. São vários casos que nossos clientes compartilham. 

Em um deles, o hospital decidiu substituir um treinamento presencial optando por transformá-lo em um modelo híbrido: conteúdo digital pela plataforma Medportal e simulação presencial. Chegou a um ROI interessante, considerando apenas a equipe de enfermagem que deveria realizar o curso em 2020. 

Isso porque o hospital subsidia a presença dos enfermeiros, então o valor agregado que conquistou com a plataforma foi bem marcante – R$ 376,5 mil!

E esse não foi um caso isolado. O hospital Santa Catarina, de Blumenau (SC), também calculou o ROI na educação em Saúde e durante a reunião de avaliação de resultados apresentou os seus números, demonstrando a satisfação pela escolha realizada. 

De maneira geral, entendemos que o digital integrado ao treinamento presencial é um modelo que gera muito valor às organizações. O que se tem percebido como um todo nas empresas de Saúde que se dispõem a calcular o ROI dos treinamentos corporativos é que a transformação digital da educação traz eficiência e escalabilidade. E, é claro, a geração de valor para a instituição, seus colaboradores e clientes.

*Drucker, P., The Practice of Management, Harper, New York, 1954; Heinemann, London, 1955; revised edn, Butterworth-Heinemann, 2007.

**Measure What Matters: How Google, Bono, and the Gates Foundation Rock the World with OKRs, Doerr, John, New York, 2018.

***Fonte: Glassdoor.

Os desafios em manter a qualidade do atendimento na desospitalização

Entre os especialistas da área da saúde, já há quem considere a desospitalização um caminho sem volta. O futuro do complemento à assistência hospitalar. É uma confluência de interesses mútuos que transformam a desospitalização em uma opção óbvia para o atendimento em saúde: os efeitos do ambiente na recuperação dos pacientes; a tecnologia que permite que vários procedimentos hoje possam ser realizados fora dos hospitais e até mesmo os benefícios financeiros dessa modalidade.

Antes de avançarmos nessa discussão, vale apresentar alguns conceitos. A desospitalização pode ser definida como a assistência domiciliar realizada por profissionais de saúde, mediante o estabelecimento de prazos e metas a serem cumpridas diariamente. Por isso mesmo ela também é chamada de home care (“cuidado domiciliar”, na tradução livre).  No ambiente familiar, o paciente costuma ser menos resistente às orientações e tratamentos.

Ou seja: a desospitalização tende a oferecer uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, uma vez que o apoio e a proximidade familiar também fazem com que ele se sinta mais acolhido.

Mas é claro que a desospitalização vale apenas para casos em que o quadro clínico permita a internação domiciliar. O home care não substitui o hospital; apenas dá continuidade ao serviço na casa do paciente, com segurança e qualidade.

Os desafios
O primeiro grande desafio da desospitalização, como uma etapa até mesmo anterior à assistência em si, é provar sua necessidade. Ainda mais em um contexto de custos hospitalares elevados e resistência por parte de agentes do mercado para gastos maiores.
Um dos grandes desafios da medicina é a melhoria da eficiência financeira dos serviços. A questão em jogo aqui não é a lucratividade, e sim a sustentabilidade dos sistemas em médio e curto prazo. A ideia de que os custos com equipamentos de home care são mais altos ainda é muito presente. Mas essa realidade já está mudando.
As complicações de uma internação podem levar a gastos ainda mais elevados. Há muitas complicações inerentes ao ambiente hospitalar, como bactérias super-resistentes e o próprio período de recuperação, que tende a ser menor em casa.

Necessidade de evidências e protocolos
Por tratarem diretamente com a saúde humana, hospitais são cobertos por protocolos e procedimentos padronizados para promover sempre o melhor atendimento.

O mesmo cuidado deve ser aplicado ao home care. A política de desospitalização deve ser baseada em evidências. É importante que toda a instituição seja orientada para a atenção máxima ao manejo de doenças.
Esse desafio é ainda maior no contexto dos home care se comparado aos tradicionais hospitais, considerando que a interação entre as diversas equipes e as lideranças são pontuais. As equipes passam grande parte do tempo em unidades móveis.

Dessa forma, torna-se fundamental estar sempre atualizado em termos dos protocolos clínicos e garantir a adesão dos profissionais a eles. Isso previne grande parte dos problemas de relacionamento com pacientes e familiares e evita até problemas judiciais.

E apenas um programa de educação continuada pode garantir a adesão a esses protocolos com mais acurácia. Mesmo em domicílio, os profissionais envolvidos devem ser capazes de carregar consigo a cultura institucional e as melhores práticas. Levar o padrão de atendimento para a casa do paciente.

Desospitalização na pandemia
A desospitalização ganhou uma nova importância na pandemia da COVID-19. Antes uma alternativa na assistência de alguns pacientes, a modalidade passou a ser uma estratégia para reduzir a ocupação de leitos em tempos de alta demanda e diminuir também aglomerações dentro do hospital, favorecendo o isolamento como medida de prevenção.

Mas a COVID-19, por suas características de transmissão, impôs também alguns desafios à desospitalização. Por isso, profissionais passaram a adotar o monitoramento por telefone e avaliação médica por vídeo, permitindo a redução de visitas físicas, mesmo nos casos de alta complexidade. Cada caso passou a ter uma avaliação mais criteriosa para evitar prejuízos clínicos.

Fale com o Medportal
O Medportal é uma empresa especializada em ferramentas que facilitam a elaboração, execução e manutenção de programas de educação continuada em hospitais – inclusive com foco na desospitalização.
Estamos preparados para apoiar gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde.

Nossas soluções resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade cada vez mais latente de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditação, além da adequação de modelos de conteúdo no contexto da pandemia.

Reflexões sobre o desafio da Gestão do conhecimento em tempos de pandemia

O ano de 2020 foi desafiador para todos, principalmente para a área de saúde. Isso porque, em um cenário de pandemia totalmente desconhecido, aumentou o número de pacientes em hospitais e isso impactou diretamente na carga de trabalho, não só das equipes assistenciais, mas também das equipes de recursos humanos. Os hospitais, verdadeiras fortalezas de atuação no combate a COVID-19, ainda lidaram e enfrentam uma alta rotatividade de profissionais afastados devido a doenças causadas por exaustão física e emocional, como o burnout – que foi a mais alta registrada na história.
Foi um trabalho incansável em todos os níveis de atividades, seja na movimentação das equipes internas para os setores mais críticos, ou no recrutamento e treinamento de novos colaboradores que precisaram ser capacitados de forma efetiva e em curto tempo. Afinal, com as crescentes taxas de internação, foi necessário ter uma equipe preparada para comportar todas as demandas do crítico contexto mundial de saúde. E com o acréscimo aos cuidados técnicos para inibir o aumento de contaminação de COVID-19 entre os profissionais, realizar uma formação presencial em salas de aula não seria possível.
Porém, para comportar todas essas demandas é necessário que exista uma gestão empenhada em reestruturar setores e treinar a equipe de forma macro, o que possibilita a integração de múltiplas etapas. Ou seja, a educação continuada não deve ser direcionada exclusivamente a áreas como enfermagem, na qual existe uma escassez crônica em todo o país, mas também em todas as outras, que passa desde os primeiros cuidados básicos até a finalização do atendimento ao paciente.
 
Liderança, educação e tecnologia
O papel da liderança é essencial para potencializar as habilidades dos profissionais que já são efetivos do corpo clínico, além de direcionar os novos colaboradores – que podem vir com diferentes níveis de capacitação – a assumirem áreas muito especializadas, como terapia intensiva e pronto atendimento, de acordo com os protocolos de saúde vigentes com foco em entregar altos valores de qualidade assistencial.
É aqui que a tecnologia presta um papel fundamental de exponenciar a capacidade e o alcance dos conteúdos estratégicos de educação. No cotidiano de hospitais, ferramentas digitais nos permitem diagnosticar de forma rápida as possíveis lacunas existentes nos corpos clínicos, além de conferir maior escalabilidade e gestão de processos aos líderes, que são os principais responsáveis em planejar e gerir o treinamentos dos profissionais.
 
Atenção a todos os detalhes e resposta rápida aos desafios
Nos últimos tempos observamos a necessidade de voltar o conteúdo de treinamento técnico, as hard skills, para as linhas básicas do cuidado intensivo, principalmente no que se refere à assistência ventilatória, como é o caso de atendimentos para pacientes com COVID-19. Mesmo o profissional bem treinado deve estar preparado para realizar os procedimentos técnicos de forma assertiva e observar novos protocolos que uma pandemia impõe. Há que se ter uma coordenação atenta e ágil para promover a disseminação do conhecimento de forma eficiente.
Por exemplo, aqui no Medportal, compreendemos a complexidade da situação e a nossa equipe de conteúdo digital se reuniu em um projeto prioritário para desenvolver treinamentos voltados para a assistência em terapia intensiva, a partir de vídeos rápidos e dinâmicos. É o que chamamos Back to Basics, cujo conceito é voltar os holofotes para as atividades elementares, que precisam da atenção detalhada. O resultado foi uma série de video-aulas curtas, de até 8 minutos, que foi largamente consumida pelas instituições que compõem nosso ecossistema.
Toda essa reorganização intra-hospitalar deu oportunidade para o surgimento de novas lideranças, que passaram a gerir grandes equipes, mesmo sem larga experiência. Atentos a esse cenário de necessidade de capacitação dessa  gestão intermediária para lidar com importantes mudanças, foi desenvolvido o pacote de Main Leadership, que oferece noções básicas de ferramentas de gestão e liderança.
Tudo isso é produzido com muito dinamismo, o que permite em curto tempo a disponibilização desses conteúdos. Para se ter uma ideia, nas primeiras semanas de 2021, oito novos treinamentos foram lançados e disponibilizados para nossos clientes, que hoje somam 240 instituições de saúde com 270 mil usuários.
Aliados a esse propósito, seguimos com nossa meta de contribuir cada vez mais para uma educação digital eficiente e inovadora, que faça a diferença e promova resultados na melhoria da performance dos profissionais, das instituições de saúde e, principalmente, impacte positivamente a saúde dos pacientes atendidos. Convidamos você a embarcar nessa jornada conosco, converse com nossos especialistas.