Tecnologia, liderança e comunicação: receita de sucesso no atendimento a pacientes

Foto: Hospital Dom Alvarenga / Divulgação

Quando o Hospital Dom Alvarenga decidiu adotar a educação continuada, sabia que esse era um caminho certeiro para melhorar a qualidade do trabalho oferecido e manter seus colaboradores sempre atualizados. O que ninguém imaginava era ter um engajamento tão forte nessa iniciativa, com percentuais de participação tão importantes. 

No último ano, além de registrar alta escalabilidade, com o crescimento dos alunos matriculados em cursos, o índice de cursos concluídos foi de 97,89%, com nota média de 97,66 nas provas. O resultado foi a melhora do atendimento aos pacientes, com profissionais mais bem preparados e seguros, especialmente diante do momento inesperado de pandemia. 

A caminhada exigiu dedicação dos profissionais de Desenvolvimento de Pessoas, que precisaram encontrar alternativas para estimular a participação dos colaboradores. Eles sabiam que não seria fácil, mas a certeza do efeito positivo, os motivou a seguir em frente dispostos a abrir caminhos. E, assim, se tornaram exemplo nessa empreitada de treinamentos que, em decorrência da pandemia, passaram a ser exclusivamente online. 

A escolha da ferramenta digital de educação continuada do Medportal, contudo, veio muito antes do coronavírus ser disseminado mundo afora. Essa parceria já tem mais de dois anos de cultivo, nutrição e bons frutos.

“A plataforma reduz muito o tempo do colaborador com educação continuada. Em sala de aula, o processo demora mais, porque tem que preencher questionários, entre outras questões que acabam atrasando. Nesse sentido, a plataforma otimiza muito o tempo. Às vezes, o colaborador nem acredita que não precisará sair de seu setor para se atualizar e que em poucos minutos terá avançado mais uma etapa na jornada do conhecimento”, relatou Adriana Perez Soares, Coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas.

A consolidação da educação continuada
Quando decidiu apresentar a plataforma de treinamentos para o Hospital, a equipe de Desenvolvimento de Pessoas, em parceria com o Departamento de Marketing e Comunicação, gravou um vídeo, que foi enviado por e-mail para os colaboradores.

Dois meses depois, perceberam que a adesão ainda não estava como gostariam, então passaram a enviar e-mails mensalmente para estimular o acesso. O passo certeiro foi dado quando todos os gestores foram envolvidos no processo e passaram a estimular os seus liderados nessa experiência da educação continuada digital. 

“Nós percebemos que as pessoas têm medo da tecnologia, sem contar que o novo assusta. Mas com o incentivo do gestor, com paciência e com explicações didáticas sobre como a plataforma funciona, tudo fluiu melhor”, comentou Adriana.

Segundo ela, outra estratégia utilizada na consolidação dos treinamentos, foi recrutar alguns colaboradores para produzir o conteúdo. Atualmente, o Dom Alvarenga tem 91 cursos cadastrados na plataforma, dos quais apenas 30 foram criados pelo Medportal

“O lado bom de não criar conteúdo sozinho é que os profissionais falam a linguagem do setor. Então, por exemplo, quando a farmacêutica gravou o vídeo, utilizou termos que são familiares para os colaboradores, e isso gera empatia. E os cursos do Medportal são muito importantes, porque complementam a nossa grade. A gente tem percebido a inserção de novos conteúdos constantemente, ainda mais agora que tudo ficou online, isso é muito bom”, falou Adriana. 

Em princípio, a intenção era promover treinamentos técnicos. Mas atualmente, a plataforma também é utilizada para os treinamentos comportamentais. “Eu recebi vários elogios ao programa na última reunião que tivemos, então, a plataforma entrou para ampliar a visão das pessoas sobre o quanto o treinamento é importante”, destacou Adriana.

Hoje, a plataforma já é utilizada no processo de integração do funcionário novo, que tem acesso aos conteúdos com sugestões da trilha do conhecimento. A aceitação tem sido excelente.

Conceitualização
Para a analista de desenvolvimento de pessoas do Hospital Dom Alvarenga, a psicóloga Marcella de Abreu, conceituar os termos é uma forma de reforçar o conteúdo, dando clareza sobre o seu significado e facilitando um posicionamento do colaborador. 

“Hoje há muitos assuntos abordados ao mesmo tempo, mas as pessoas não se aprofundam em nada. Aquilo que está na internet é tido como verdade e pronto. Então, é preciso despertar esta reflexão e estimular a conceitualização”, afirmou.

Para ela, a geração mais jovem tem um lado muito favorável, que é o de estar pronta para o EAD, para o online, para o imediatismo. Por outro lado, ainda precisa desse enriquecimento de conteúdo. 

“E nesse sentido, os conteúdos disponibilizados pelo Medportal são fundamentais, porque somos um setor de Saúde, trabalhamos com regulamentações, então, é importante saber o que diz a Lei, o que é obrigatoriedade etc. E o Medportal vem com treinamentos rápidos, que abordam o que precisa em poucos minutos, e junto com isso ainda estimula a reflexão”, observou Marcella.

Na avaliação da psicóloga, a mudança de comportamento no EAD ocorre quando há estímulo ao autoconhecimento. E toda essa conceitualização ajuda o colaborador a ampliar a consciência sobre si mesmo e sobre o seu papel diante do mundo. 

“Para ter bons resultados dentro de uma empresa, é preciso ter líderes que saibam quais são os seus pontos fracos e os pontos fortes. O gestor que não se conhece, dificilmente vai conseguir liderar uma equipe. Ele precisa primeiro se conhecer, para depois saber como lidar com o seu próximo”, explicou.

Premiação
Os resultados obtidos foram tão importantes que o diretor técnico do Hospital Dom Alvarenga decidiu premiar o setor que atingiu 100% de conclusão dos cursos. Para Adriana, esse foi um belo incentivo, mas não foi o fator fundamental do sucesso na educação continuada. 

“Nós fazemos uma avaliação mensal e acreditamos que esse resultado se deve a uma junção da cultura educacional que conseguimos consolidar, trabalhando isso desde o início, ao apoio da Diretoria e ao estímulo dos gestores”, finalizou.

Cálculo do ROI na educação em Saúde – a iniciativa que tem impulsionado hospitais

Muito se fala atualmente sobre propósito e motivação. Mas é preciso pensar: quais os gatilhos que cada um de nós tem para motivar-se? Num mundo cada vez mais digital, onde a informação está a todo tempo mais próxima de nossos mouses, a chave para essa pergunta pode ser: ter a compreensão e a dimensão real do resultado de nosso trabalho para o desempenho da empresa. E isso se chama impacto.

Não que isso seja uma tarefa fácil, mas há um senso comum de que nosso engajamento é maior e mais profundo à medida que temos maior clareza do caminho a percorrer e de onde queremos chegar.

Portanto, é fundamental correlacionar os nossos resultados pessoais aos das instituições em que trabalhamos. Várias metodologias ajudam nesse sentido: Peter Drucker, por exemplo, introduziu em 1950 o MBO (Management by Objectives)*, o que na era digital evoluiu para o OKR (Objectives and Key Results)**. Isso para abordar as mais conhecidas, mas há várias outras. O fato é que precisamos de indicadores que se relacionem com os resultados do negócio. 

Quando pensamos em educação corporativa na saúde, não é diferente. Conhecer e dimensionar seu impacto no resultado das instituições é determinante para evolução. Temos conversado com vários clientes e prospects e percebemos quão ampla pode ser essa atividade, de reconhecer o impacto no negócio. Como em todo processo de estabelecimento e mensuração de resultados, há que se começar por indicadores mais gerais, e o financeiro talvez seja o mais palpável.

Nesse sentido, o cálculo do ROI na educação em saúde pode ser um dos primeiros indicadores a ser mensurados. Mas isso só faz sentido em cenários de evolução da estratégia educacional e de modelos de ensino consistentes. 

Como exemplo, posso citar as reuniões de avaliação de resultados com os clientes do Medportal. Nelas, é possível perceber que o ROI aferido durante o primeiro ano de implantação do projeto chega a ser surpreendente. A iniciativa tem impulsionado hospitais e outras instituições a optar, seguramente, pelo treinamento por meio de uma plataforma robusta e digital de educação continuada.

A escolha do melhor caminho a ser seguido leva em conta, necessariamente, o retorno sobre o investimento (ROI). Não só para balizar o resultado dos gastos, mas também – e principalmente – porque esse retorno sinaliza o sucesso do modelo de educação utilizado.

Em geral, o que se espera de um programa de educação continuada é que ele forneça condições para o colaborador ter mais produtividade, eficiência e que esteja feliz por reconhecer a iniciativa como um investimento da empresa em sua carreira. Com isso, consequentemente, o ambiente de trabalho também melhora e se torna ainda mais propício ao crescimento da empresa.

Modelos para o cálculo do ROI na educação

Fazer o cálculo do ROI pode ser simples se você tiver um modelo a ser seguido. Existem várias possibilidades para essa checagem, e a escolha deve considerar o formato que melhor se adequa ao perfil do seu negócio. 

Para clientes que estão começando no Medportal, com foco em educação corporativa assistencial, recomendamos alguns modelos que trazem clareza sobre a diferença entre optar por um treinamento presencial ou uma plataforma digital. 

Um dos modelos mais básicos, leva em consideração as horas economizadas da equipe. Para chegar a esse dado, é preciso anotar e estimar o valor das horas de dedicação de instrutores, alunos e organizadores e então fazer o cálculo.

Vamos usar como exemplo um treinamento básico de enfermagem, de 1 hora de duração, qualquer que seja o tema, que pretende abranger toda a equipe. Imagine que o hospital tenha 1000 enfermeiros: seriam necessárias 25 turmas, com 40 alunos cada para atingir o objetivo. Normalmente esses treinamentos são ministrados pelos profissionais mais qualificados do corpo assistencial, como coordenadores ou gerentes de enfermagem.

Nesse contexto que te apresentei, a migração para o digital significa liberar minimamente 25 horas desse profissional, o que pode representar uma economia de aproximadamente R$ 1.100,00 se usamos o salário médio de mercado de gerentes de enfermagem***.

Ainda assim, também deve-se estimar as horas gastas com logística para os alunos. Para cada turma estima-se, em média, 20 minutos de deslocamento até o treinamento, mais o coffee break. Cada um dos 1000 enfermeiros estariam fora de seus postos assistenciais durante esse tempo, o que totaliza 333 horas utilizadas. Portanto, utilizando o salário médio de mercado para enfermeiros***, chegamos ao valor equivalente a R$ 7.284,00.

Para potencializar esse argumento, ainda é importante contabilizar quantas horas seriam usadas para a organização e gestão do evento presencial de educação. Nesse caso, para cada turma estima-se, em média, três horas para preparação, divulgação, coordenação do local e das matrículas — além dos registros de participação.

InvestimentoQuantidade de Horas Total Financeiro
Instrutor25R$ 1.100,00
Deslocamento enfermeiros333R$ 7.284,00
Gestão de cada Turma75R$ 1.643,00
TOTAL R$ 10.027,00

Parece pouco. Agora considere todos os treinamentos necessários para uma equipe de enfermagem que busca altos índices de eficiência e qualidade. Podemos tomar como base a Biblioteca de Conteúdos Técnicos do Medportal para termos uma dimensão. 

Nela, temos em torno de 1200 minutos de conteúdo considerado obrigatório para hospitais acreditados ou em processo de acreditação, ou seja, 20 horas de conteúdo digital. Se usamos o mesmo racional, para alcançar todo esse conteúdo para os 1000 enfermeiros, o investimento seria de R$ 200.540,00 (20 x R$ 10.027,00) . 

Claro que é uma comparação simplista, pois 1 minuto de conteúdo digital equivale a muito mais que 1 minuto de curso presencial. Se a proporção for 1 minuto digital para 5 minutos presenciais, esse valor fica em R$ 1.002.700,00.

Se você considerar o tempo gasto em treinamentos utilizando os conteúdos prontos da Biblioteca de Conteúdos do Medportal, chegará a um valor correspondente à economia de horas de dedicação da equipe do seu hospital. 

Esses valores não deixam dúvidas quanto à economicidade do modelo digital, sem falar na abrangência.

Mas não para aí

Mesmo tempos depois da migração para o modelo digital, a ampliação das aplicações permite alcançar mais ganhos. São vários casos que nossos clientes compartilham. 

Em um deles, o hospital decidiu substituir um treinamento presencial optando por transformá-lo em um modelo híbrido: conteúdo digital pela plataforma Medportal e simulação presencial. Chegou a um ROI interessante, considerando apenas a equipe de enfermagem que deveria realizar o curso em 2020. 

Isso porque o hospital subsidia a presença dos enfermeiros, então o valor agregado que conquistou com a plataforma foi bem marcante – R$ 376,5 mil!

E esse não foi um caso isolado. O hospital Santa Catarina, de Blumenau (SC), também calculou o ROI na educação em Saúde e durante a reunião de avaliação de resultados apresentou os seus números, demonstrando a satisfação pela escolha realizada. 

De maneira geral, entendemos que o digital integrado ao treinamento presencial é um modelo que gera muito valor às organizações. O que se tem percebido como um todo nas empresas de Saúde que se dispõem a calcular o ROI dos treinamentos corporativos é que a transformação digital da educação traz eficiência e escalabilidade. E, é claro, a geração de valor para a instituição, seus colaboradores e clientes.

*Drucker, P., The Practice of Management, Harper, New York, 1954; Heinemann, London, 1955; revised edn, Butterworth-Heinemann, 2007.

**Measure What Matters: How Google, Bono, and the Gates Foundation Rock the World with OKRs, Doerr, John, New York, 2018.

***Fonte: Glassdoor.

Os desafios em manter a qualidade do atendimento na desospitalização

Entre os especialistas da área da saúde, já há quem considere a desospitalização um caminho sem volta. O futuro do complemento à assistência hospitalar. É uma confluência de interesses mútuos que transformam a desospitalização em uma opção óbvia para o atendimento em saúde: os efeitos do ambiente na recuperação dos pacientes; a tecnologia que permite que vários procedimentos hoje possam ser realizados fora dos hospitais e até mesmo os benefícios financeiros dessa modalidade.

Antes de avançarmos nessa discussão, vale apresentar alguns conceitos. A desospitalização pode ser definida como a assistência domiciliar realizada por profissionais de saúde, mediante o estabelecimento de prazos e metas a serem cumpridas diariamente. Por isso mesmo ela também é chamada de home care (“cuidado domiciliar”, na tradução livre).  No ambiente familiar, o paciente costuma ser menos resistente às orientações e tratamentos.

Ou seja: a desospitalização tende a oferecer uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, uma vez que o apoio e a proximidade familiar também fazem com que ele se sinta mais acolhido.

Mas é claro que a desospitalização vale apenas para casos em que o quadro clínico permita a internação domiciliar. O home care não substitui o hospital; apenas dá continuidade ao serviço na casa do paciente, com segurança e qualidade.

Os desafios
O primeiro grande desafio da desospitalização, como uma etapa até mesmo anterior à assistência em si, é provar sua necessidade. Ainda mais em um contexto de custos hospitalares elevados e resistência por parte de agentes do mercado para gastos maiores.
Um dos grandes desafios da medicina é a melhoria da eficiência financeira dos serviços. A questão em jogo aqui não é a lucratividade, e sim a sustentabilidade dos sistemas em médio e curto prazo. A ideia de que os custos com equipamentos de home care são mais altos ainda é muito presente. Mas essa realidade já está mudando.
As complicações de uma internação podem levar a gastos ainda mais elevados. Há muitas complicações inerentes ao ambiente hospitalar, como bactérias super-resistentes e o próprio período de recuperação, que tende a ser menor em casa.

Necessidade de evidências e protocolos
Por tratarem diretamente com a saúde humana, hospitais são cobertos por protocolos e procedimentos padronizados para promover sempre o melhor atendimento.

O mesmo cuidado deve ser aplicado ao home care. A política de desospitalização deve ser baseada em evidências. É importante que toda a instituição seja orientada para a atenção máxima ao manejo de doenças.
Esse desafio é ainda maior no contexto dos home care se comparado aos tradicionais hospitais, considerando que a interação entre as diversas equipes e as lideranças são pontuais. As equipes passam grande parte do tempo em unidades móveis.

Dessa forma, torna-se fundamental estar sempre atualizado em termos dos protocolos clínicos e garantir a adesão dos profissionais a eles. Isso previne grande parte dos problemas de relacionamento com pacientes e familiares e evita até problemas judiciais.

E apenas um programa de educação continuada pode garantir a adesão a esses protocolos com mais acurácia. Mesmo em domicílio, os profissionais envolvidos devem ser capazes de carregar consigo a cultura institucional e as melhores práticas. Levar o padrão de atendimento para a casa do paciente.

Desospitalização na pandemia
A desospitalização ganhou uma nova importância na pandemia da COVID-19. Antes uma alternativa na assistência de alguns pacientes, a modalidade passou a ser uma estratégia para reduzir a ocupação de leitos em tempos de alta demanda e diminuir também aglomerações dentro do hospital, favorecendo o isolamento como medida de prevenção.

Mas a COVID-19, por suas características de transmissão, impôs também alguns desafios à desospitalização. Por isso, profissionais passaram a adotar o monitoramento por telefone e avaliação médica por vídeo, permitindo a redução de visitas físicas, mesmo nos casos de alta complexidade. Cada caso passou a ter uma avaliação mais criteriosa para evitar prejuízos clínicos.

Fale com o Medportal
O Medportal é uma empresa especializada em ferramentas que facilitam a elaboração, execução e manutenção de programas de educação continuada em hospitais – inclusive com foco na desospitalização.
Estamos preparados para apoiar gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da organização de saúde.

Nossas soluções resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade cada vez mais latente de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditação, além da adequação de modelos de conteúdo no contexto da pandemia.

Reflexões sobre o desafio da Gestão do conhecimento em tempos de pandemia

O ano de 2020 foi desafiador para todos, principalmente para a área de saúde. Isso porque, em um cenário de pandemia totalmente desconhecido, aumentou o número de pacientes em hospitais e isso impactou diretamente na carga de trabalho, não só das equipes assistenciais, mas também das equipes de recursos humanos. Os hospitais, verdadeiras fortalezas de atuação no combate a COVID-19, ainda lidaram e enfrentam uma alta rotatividade de profissionais afastados devido a doenças causadas por exaustão física e emocional, como o burnout – que foi a mais alta registrada na história.
Foi um trabalho incansável em todos os níveis de atividades, seja na movimentação das equipes internas para os setores mais críticos, ou no recrutamento e treinamento de novos colaboradores que precisaram ser capacitados de forma efetiva e em curto tempo. Afinal, com as crescentes taxas de internação, foi necessário ter uma equipe preparada para comportar todas as demandas do crítico contexto mundial de saúde. E com o acréscimo aos cuidados técnicos para inibir o aumento de contaminação de COVID-19 entre os profissionais, realizar uma formação presencial em salas de aula não seria possível.
Porém, para comportar todas essas demandas é necessário que exista uma gestão empenhada em reestruturar setores e treinar a equipe de forma macro, o que possibilita a integração de múltiplas etapas. Ou seja, a educação continuada não deve ser direcionada exclusivamente a áreas como enfermagem, na qual existe uma escassez crônica em todo o país, mas também em todas as outras, que passa desde os primeiros cuidados básicos até a finalização do atendimento ao paciente.
 
Liderança, educação e tecnologia
O papel da liderança é essencial para potencializar as habilidades dos profissionais que já são efetivos do corpo clínico, além de direcionar os novos colaboradores – que podem vir com diferentes níveis de capacitação – a assumirem áreas muito especializadas, como terapia intensiva e pronto atendimento, de acordo com os protocolos de saúde vigentes com foco em entregar altos valores de qualidade assistencial.
É aqui que a tecnologia presta um papel fundamental de exponenciar a capacidade e o alcance dos conteúdos estratégicos de educação. No cotidiano de hospitais, ferramentas digitais nos permitem diagnosticar de forma rápida as possíveis lacunas existentes nos corpos clínicos, além de conferir maior escalabilidade e gestão de processos aos líderes, que são os principais responsáveis em planejar e gerir o treinamentos dos profissionais.
 
Atenção a todos os detalhes e resposta rápida aos desafios
Nos últimos tempos observamos a necessidade de voltar o conteúdo de treinamento técnico, as hard skills, para as linhas básicas do cuidado intensivo, principalmente no que se refere à assistência ventilatória, como é o caso de atendimentos para pacientes com COVID-19. Mesmo o profissional bem treinado deve estar preparado para realizar os procedimentos técnicos de forma assertiva e observar novos protocolos que uma pandemia impõe. Há que se ter uma coordenação atenta e ágil para promover a disseminação do conhecimento de forma eficiente.
Por exemplo, aqui no Medportal, compreendemos a complexidade da situação e a nossa equipe de conteúdo digital se reuniu em um projeto prioritário para desenvolver treinamentos voltados para a assistência em terapia intensiva, a partir de vídeos rápidos e dinâmicos. É o que chamamos Back to Basics, cujo conceito é voltar os holofotes para as atividades elementares, que precisam da atenção detalhada. O resultado foi uma série de video-aulas curtas, de até 8 minutos, que foi largamente consumida pelas instituições que compõem nosso ecossistema.
Toda essa reorganização intra-hospitalar deu oportunidade para o surgimento de novas lideranças, que passaram a gerir grandes equipes, mesmo sem larga experiência. Atentos a esse cenário de necessidade de capacitação dessa  gestão intermediária para lidar com importantes mudanças, foi desenvolvido o pacote de Main Leadership, que oferece noções básicas de ferramentas de gestão e liderança.
Tudo isso é produzido com muito dinamismo, o que permite em curto tempo a disponibilização desses conteúdos. Para se ter uma ideia, nas primeiras semanas de 2021, oito novos treinamentos foram lançados e disponibilizados para nossos clientes, que hoje somam 240 instituições de saúde com 270 mil usuários.
Aliados a esse propósito, seguimos com nossa meta de contribuir cada vez mais para uma educação digital eficiente e inovadora, que faça a diferença e promova resultados na melhoria da performance dos profissionais, das instituições de saúde e, principalmente, impacte positivamente a saúde dos pacientes atendidos. Convidamos você a embarcar nessa jornada conosco, converse com nossos especialistas.

Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.

Ambiente Virtual Facilita Capacitação

A busca por soluções que permitem interações entre equipes e por capacitações que sejam efetivas e viáveis de qualquer lugar vem mobilizando diversos segmentos empresariais. E por lidar com pessoas em condições mais sensíveis, especificamente as instituições hospitalares precisam encontrar formas de melhorar a segurança e a assistência prestada aos seus pacientes. Felizmente, os avanços tecnológicos fizeram emergir uma gama de dispositivos e ferramentas para aprimorar, automatizar e apoiar o trabalho das equipes, tornando-se verdadeiros aliados no processo de qualificação do serviço.
Entre eles, estão os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), que colaboram para disseminar informações para os profissionais, aumentando o seu interesse pelas capacitações. O Medportal, por exemplo, é uma plataforma de atualização e extensão online em medicina e saúde, que oferece cursos para profissionais e estudantes da área em um ambiente virtual de aprendizagem, que pode ser de conteúdos personalizados pela instituição ou de conteúdos prontos nas áreas de acreditação hospitalar, assistencial e qualidade e segurança do paciente. Ao todo, mais de 160 hospitais já fizeram a adesão, dentre os quais está o Hospital Renascença, na capital sergipana.
Na visão do gerente de Tecnologia de Informação (TI) da Renascença, Themys Tadeu Neres, os processos virtuais de capacitação trazem o ambiente de Educação à Distância (EAD) para dentro das empresas. “Isso facilita, e muito, a agilidade e disponibilidade do treinamento, pois ele pode ser realizado de qualquer lugar, inclusive por celular ou tablet. Os ganhos para a instituição são enormes, pois a capacitação proporciona avaliações online, chat ao vivo com instrutores, além de todo o material em vídeo, áudio e documentos para serem vistos a qualquer momento”, pontuou Themys.
Todos os 366 colaboradores do Hospital já estão inscritos e podem fazer uso dos conteúdos do Medportal, a exemplo da técnica em Enfermagem Claudine Sousa Silva, que trabalha no Centro de Materiais e Esterilização – CME da Renascença. Ela conta como foi sua experiência inicial na plataforma. “Fiz um curso sobre humanização no atendimento e foi muito interessante. É muito proveitoso entender o quanto é necessário se doar ao paciente, dar o melhor de si e se colocar no lugar dele. Não é só chegar no quarto e fazer o básico. É preciso interagir, ser humano; isso faz a diferença. Amei o conteúdo disponível no curso”, contou.
As necessidades de treinamento dentro de uma instituição hospitalar abrangem tanto profissionais recém-admitidos quanto profissionais que já atuam há mais tempo nos diversos níveis de atendimento do corpo clínico. Na Renascença, o setor de Recursos Humanos faz esse mapeamento, com foco nas necessidades de cada setor, e as demandas são encaminhadas para o Núcleo de Educação Permanente – NEP. De acordo com a superintendente do Hospital, Andrea Drumond, a ferramenta integra um amplo programa de capacitação. “A incorporação da plataforma de Educação Digital da Medportal faz parte do conjunto de ações para qualificar a assistência prestada pela instituição, reconhecendo nosso compromisso com a saúde de qualidade, através da educação e capacitação dos nossos profissionais em prol do cuidado seguro e efetivo”, explicou.
Esse desenvolvimento de pessoas é, também para o CEO da Medportal, Thiago Constancio, a melhor escolha para a excelência da prestação de serviços médico-hospitalares diferenciados, em um mercado cada vez mais competitivo. “A utilização de plataformas digitais para treinamento e educação nos hospitais, com acompanhamento e controle de indicadores de resultado, tem sido a escolha mais racional e eficiente diante de um mundo em rápida transformação. Nos dias de hoje, fluência digital é pré-requisito para os profissionais levarem suas organizações a usufruir dos benefícios da transformação digital, e a educação digital é o primeiro passo para isso se tornar realidade”, concluiu.
Fonte: Jornal da Cidade, Aracaju (SE)

Acreditação hospitalar também é um desafio para você?

As instituições de saúde existem, na sua essência, para cuidar de pessoas, portanto devem prezar pela segurança dos seus pacientes. As acreditações hospitalares, importantes neste processo, apesar de muito conhecidas, ainda despertam algumas dúvidas.
O que é Acreditação Hospitalar?
A acreditação hospitalar é um sistema opcional cujo objetivo é a avaliação e certificação da qualidade dos serviços de saúde. Este processo tem também um caráter educativo, voltado para a melhoria contínua da instituição.
Após o período de avaliação, a instituição avaliada recebe uma chancela da acreditadora, um reconhecimento formal expondo que essa atende os requisitos necessários e demonstra capacidade para realizar as atividades com mais segurança.
Qual o objetivo da acreditação?
Com finalidade de estimular o desenvolvimento de um processo permanente de avaliação e certificação de qualidade dos serviços de saúde, a acreditação potencializa a melhoria contínua da atenção e de práticas de qualidade na assistência à saúde dos pacientes.
Qual a importância da minha instituição ser acreditada?
Os órgãos acreditadores são reconhecidos por qualificar processos que garantam qualidade, ética e resultados prestados aos pacientes. Tais processos trazem como principais benefícios:
– Maior segurança para os pacientes e profissionais;
– Melhoria na qualidade da assistência;
– Promoção do trabalho em equipe;
– Monitoramento dos processos e resultados;
– Melhora do desempenho institucional;
– Identificação de riscos;
– Visibilidade no setor, oferecendo vantagem competitiva às instituições acreditadas;
Cabe ressaltar que o processo de acreditação estimula uma capacitação constante dos colaboradores, priorizando sempre o máximo de segurança ao paciente. O selo também fortalece a confiança dos pacientes e da própria equipe no que concerne a qualidade e segurança de seus serviços prestados.
Quais são as principais acreditadoras?

  • IQG, que representa a Acreditação internacional Canadense (Qmentum), é a maior acreditadora na área da saúde na América Latina e atualmente conta com mais de 700 clientes. Apoiam a capacitação e instrumentalização das Instituições para a transformação na busca constante da excelência por meio da gestão, adaptando-as à nova realidade.
  • A Acreditação internacional mais antiga, é a Joint Commission International (JCI), representada no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), também considerada a maior do mundo.
  • A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é a que tem a maior representatividade em território nacional, a qual possui três níveis: Acreditação Ona Nível 1 — Acreditado: princípio segurança; Acreditação Ona Nível 2 — Acreditado Pleno: princípio gestão; Acreditação Ona Nível 3 — Acreditado com Excelência: princípio excelência em gestão.
  • Acreditação Nacional Integrada para Organizações de Saúde (Niaho): normatiza questões relacionadas à segurança assistencial, patrimonial e gestão do corpo clínico.
  • Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), cujo objetivo principal é otimizar a prestação de assistência à saúde por meio da tecnologia da informação.
  • Há também, a ACSA, representada no Brasil pelo IBES. Trata-se do modelo de Acreditação europeu, que tem como objetivo a melhoria contínua da qualidade do serviço de saúde.

 
Como o Medportal pode auxiliar na acreditação da sua instituição?
O Medportal desenvolve plataformas digitais educacionais e conteúdo educacional para que hospitais qualifiquem e avaliem suas equipes. Estas plataformas são personalizadas para cada cliente, de modo que o hospital passa a ter um ambiente com a sua marca e cultura. Somos focados no setor saúde, o que cria todo um ecossistema que se retroalimenta, motivo pelo qual hospitais e instituições de saúde sempre preferem trabalhar conosco. Além do nosso conteúdo que dispomos aos clientes, as instituições que optam por produzir o próprio conteúdo podem embarcar o mesmo na nossa plataforma, a utilizando para gerenciar todos os treinamentos online/offline da instituição, para avaliar online os colaboradores e obter todas as métricas necessárias com avançados relatórios.
O treinamento online tem sido um grande aliado nos processos de acreditação, conforme temos comprovado com centenas de instituições que usam nossas soluções. A plataforma do Medportal oferece mais flexibilidade e efetividade a todo este processo, viabilizando que os colaboradores estejam sempre capacitados e atualizados e permitindo, em última análise, que os pacientes sejam melhor atendidos!
Alguns dos benefícios que o Medportal oferece:
Conteúdo exclusivo e de extrema qualidade, que pode ser utilizado como apoio ao conteúdo criado pela própria instituição (o que facilita a implementação do projeto para que ocorra de forma muito mais rápida e econômica).
Disponibilização de conteúdos online, na qual os profissionais de saúde podem assistir as aulas, cursos, protocolos e seguir trilhas de conhecimento quantas vezes for necessário, além de dispensar o deslocamento de todo corpo clínico para um auditório.
Avaliações que permitem averiguar continuamente quais os profissionais mais capacitados e quais precisam de novos treinamentos, de forma totalmente assertiva, customizável e escalável.
Relatórios completos, que viabilizam que todos os indicadores sejam acompanhados pelos gestores e pessoas envolvidas no processo de capacitação, garantindo maior governança, capilaridade, segurança e transparência do processo.
Acreditamos que profissionais capacitados podem transformar a realidade da saúde no país.
Vamos revolucionar a capacitação da sua instituição?

A grande onda da transformação digital na saúde

Transformação digital na saúde
A tecnologia está presente em diversos campos das nossas vidas, estamos vivendo um intenso processo de transformação digital. E quanto à saúde, como está ocorrendo o processo de transformação digital na área? Até onde já avançamos? Como tornar este processo mais efetivo?
É recorrente a fala de que as instituições de saúde estão “atrasadas” no que diz respeito à digitalização quando comparadas a outros setores, por exemplo, no uso da tecnologia a favor dos seus pacientes. Explicaremos neste artigo um pouco sobre como a transformação digital vem se desenvolvendo no âmbito da saúde e como as instituições podem e devem se preparar para uma nova realidade, a qual já se faz presente. Para que possamos fazer uma contextualização entre tecnologia e saúde, falaremos sobre as quatro grandes ondas que mudaram a maneira como as instituições de saúde evoluíram:
 

  • 1ª grande onda: Chegada das “grandes latas”

A primeira onda foi a chegada dos grandes equipamentos, os quais vieram para auxiliar e dar mais autonomia nos diagnósticos e os tornaram mais rápidos e precisos. Aparelhos de radiografia, ressonância magnética, ultra-sonografia e tomografia são alguns dos exemplos.

  • 2ª grande onda: Automatização dos processos administrativos

Na “segunda onda”, todo o fluxo administrativo do paciente dentro da instituição passa a ser automatizado, ou seja, é quando começa a existir maior controle nos agendamentos de cirurgias e exames, no planejamento da entrada e saída dos pacientes nos ambulatórios e assim por diante. Além disso, as questões financeiras passam a ser automatizadas também, agilizando, por exemplo, o processo de faturamento.

  • 3ª grande onda: Gestão do processo assistencial

Na terceira onda mais dados passam a ser coletados e trabalhados de maneira a melhorar o processo de gestão da instituição como um todo. Dados de giro de leito e do número de cirurgias, métricas das emergências e das unidades de internação, controles dos exames, são alguns exemplos de informações que passam a ser melhor medidas e gerenciadas.
A partir destes dados as instituições passam a estruturar áreas de Business Intelligence, que consistem na coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento das informações. Passam então a trabalhar melhor em questões como eficiência, gestão de custos, efetividade, entendimento dos valores de cada procedimento e assim por diante e, como corolário, passam a entender melhor a jornada dos pacientes.

  • 4ª grande onda: Introdução das informações clínicas do paciente

Nesta fase as informações clínicas dos pacientes começam a ganhar destaque. Os prontuários eletrônicos e prescrições eletrônicas tornam-se cada vez mais presentes. Passa-se a coletar e integrar dados de imagem, dos laboratórios, dos monitores, dos respiradores, etc. E assim o corpo clínico passa a ter acesso a múltiplos dados de maneira cada vez mais integrada e ágil, oferecendo maior qualidade no tratamento dos pacientes.
 
Digitalização versus Valor entregue

Neste artigo foram levantadas informações sobre a evolução da tecnologia aplicada na saúde. Entretanto, automatizar processos não significa necessariamente estar nos moldes da vanguarda da transformação digital. Para tal, é fundamental que não somente os dados saiam do papel, mas que exista inteligência por trás destas métricas a fim de garantir melhorias tanto para a instituição quanto para os pacientes.
 
Dificuldades para aplicar a transformação digital na saúde de forma correta
A primeira dificuldade a se elencar está relacionada à maneira com que a tecnologia vem sendo empregada nas instituições de saúde, muitas vezes deixando o valor entregue ao paciente em segundo plano e se desenvolvendo de maneira mais reativa do que preventiva.
Outra dificuldade neste processo é a necessidade de transformar a cultura de determinada instituição. A transformação digital faz parte de um processo maior, necessariamente correlacionado à cultura institucional e capacitação dos seus colaboradores (médicos, enfermeiros e todos os profissionais que terão acesso, em algum momento, aos dados dos pacientes). Deve-se ressaltar que o desenvolvimento do capital humano é tão importante quanto da própria tecnologia, portanto o primeiro deve sempre acompanhar o segundo. As instituições precisam assim considerar no investimento da sua modernização a necessidade de capacitar adequadamente suas equipes.
Conclusão
A transformação digital chega mais significativamente no setor saúde com certo “atraso” quando comparamos com outros setores. Entretanto, tais mudanças estão se tornando notórias e inevitáveis, trazem melhorias significativas para todos os envolvidos. É necessário que as instituições de saúde e seus líderes e profissionais estejam preparados e capacitados para que absorvam tudo isso da maneira mais ágil e positiva, a fim de agregarmos cada vez mais valor aos pacientes em suas jornadas.

Os desafios do profissional de saúde na era digital

A saúde é um dos principais setores do mercado de trabalho no Brasil. Ela movimenta hospitais, clínicas, universidades e diversos profissionais nas mais diferentes áreas que a compõe.
É uma área que vive em constantes mudanças. Com o fenômeno de envelhecimento da população e com a inserção dos hábitos digitais, é preciso reavaliar as estratégias, rever processos e fazer bom uso das tecnologias. Isto muda não somente a forma como os profissionais de saúde estudam e se preparam, mas toda a rotina e o modo operacional que envolve a profissão.
A MUDANÇA DO COMPORTAMENTO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE COMEÇA NA GRADUAÇÃO
Segundo Aluisio Gomes, médico e diretor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense em Niterói (RJ), “A mudança do comportamento da nova geração de profissionais começa na academia, onde os alunos já entram familiarizados com a tecnologia. O perfil do professor hoje está além de compartilhar os seus conhecimentos e experiências, ele também vira um mediador dessas informações trazidas e buscadas pela internet, trabalhando os aspectos éticos e curiosos dessas notícias”.
Os gestores das empresas estão cada vez mais buscando soluções que permitam interações entre as equipes e capacitações que sejam efetivas e realizadas de qualquer lugar. Atualmente, existem diversos dispositivos e ferramentas de software para aprimorar, automatizar e apoiar o trabalho.
A combinação de todas as ferramentas digitais, hardwares e softwares, que permitem trabalhar e viver melhor, mais rápido e com mais expressão serão as mais buscadas pelos profissionais. Além disso, a questão da digitalização do trabalho tem outras implicações na condução dos atendimentos, unindo experiências integradas com múltiplos dispositivos, gestão de atenção e informação, aprendizagem rápida, assistência digital em tempo real e melhor uso do tempo através da automação.
 
PLANEJANDO TREINAMENTOS COM EFICIÊNCIA
Ivana Siqueira, ex-superintendente de Melhores Práticas do Hospital Sírio Libanês e atualmente consultora em Gestão e Educação em Saúde na DI Consult, diz que dentro de um hospital existem diversas áreas e diferentes níveis de profissionais. Para capacitar toda a sua equipe é importante primeiro entender o momento atual da sua instituição (quais são as incidências de tratamento e patologias e qual é a perspectiva?) e depois entender o perfil de seus funcionários (qualificação, tempo de casa, experiências). Após esse diagnóstico, você cria o planejamento de acordo com a pirâmide hierárquica de sua instituição, como vemos a seguir:

De acordo com Ivana: “a tecnologia veio nos ajudar nessa construção do planejamento de capacitação e treinamento dos profissionais, pois, ela pode nos avisar a periodicidade que o profissional foi treinado, pode nos informar e juntar todas as informações da instituição com as dos especialistas. Com isso, eu consigo criar um treinamento mais personalizado e dinâmico para toda a pirâmide”.
PESSOAS NO CENTRO DA ATENÇÃO
A tecnologia está presente no dia a dia de todos nós e de acordo com as pesquisas 49% das pessoas fazem buscas sobre saúde e se automedicam por “Dr. Google.” Martha Oliveira, CEO da ANAHP, associação que reúne os 100 maiores hospitais privados do país, diz que, “as instituições de saúde e os órgãos regulamentadores precisam estar preparados para essa transformação, precisamos pensar em como colocar as pessoas no centro da atenção. Os gestores precisam se abrir para essas mudanças e o treinamento da equipe é fundamental para atender esse novo perfil de paciente.”
Em um mundo que transborda informação e que muda tão rapidamente é importante as instituições e os profissionais estejam preparados com essas transformações digitais.
Por isso, todos os recursos que colaborem para a produtividade, para a saúde e para o bem estar geral devem constar nos planejamentos de todas as empresas do segmento.
Nós do Medportal acreditamos que com a tecnologia podemos não só dar eficiência a processos, mas principalmente temos possibilidades concretas de aproximar pessoas e melhorar a conveniência da aprendizagem para todos. Podemos tornar um simples treinamento em uma experiência única, leve e divertida.
SOBRE MEDPORTAL
O Medportal existe e trabalha para que seu hospital implemente e gerencie um programa inovador de educação online. Nosso foco é facilitar todo este processo e agregar maior escala e excelência a projetos educativos.
– Ambiente virtual de aprendizagem personalizado para sua instituição;
– Conteúdo online pronto para uso além dos seus próprios protocolos e treinamentos que facilmente serão disponibilizados para toda a instituição;
– Expertise na área (consultoria para implementação e acompanhamento).
Referências:
1. Websérie Medportal 2018: Transformação digital e o profissional de saúde do futuro
2. Websérie Medportal 2018: Modelos de Treinamento e Desenvolvimento de Profissionais de Saúde – Ivana Siqueira
3. Websérie MedPortal 2018: Formando para o Mercado de Trabalho em Transformação – Aluisio Gomes
4. Websérie Medportal 2018: Liderando as Mudanças Digitais na Saúde – Martha Oliveira

Segurança Assistencial em Hospitais no Brasil

CENÁRIO PREOCUPANTE
Estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2017 relatou que eventos adversos em hospitais são a segunda maior causa de morte no país, matando mais do que a soma de acidentes de trânsito, homicídios, latrocínio e câncer.
Por outro lado, o Primeiro Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil (2017) analisou dados de 133 hospitais e operadoras de Saúde, que atendem 7,6 milhões de beneficiários no Brasil, e constatou números também alarmantes: por dia, 829 pessoas morrem por sequelas causadas por erros ou eventos adversos.
Cabe ressaltar que, somente em 2016, mais de 300 mil pacientes morreram por falhas dentro dos hospitais no Brasil. Isso significa que a cada cinco minutos ocorrem três mortes que poderiam ser evitadas.
 
A NECESSIDADE DE CAPACITAÇÃO AMPLA E PRECISA
Apesar de todos os avanços no âmbito hospitalar, entendemos que todas as atividades operadas pelo ser humano estão expostas a eventuais erros, implicando em alta incidência de eventos adversos nas instituições hospitalares. É inegável que a gestão hospitalar precisa mapear a rotina assistencial e repensar os modelos vigentes de capacitação profissional, a fim de tornar possível a estruturação de novas estratégias e minimizar adversidades e erros, garantindo assim uma maior segurança ao paciente.
Para adotar medidas preventivas e de mudança de comportamento, o primeiro passo é analisar quais são as ocorrências mais comuns. Parece-nos que as Metas Internacionais de Segurança do Paciente, elaboradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) junto à Joint Commission International (JCI), são fundamentais neste caminho a trilhar, pois reúnem estratégias e práticas que podem nos ajudar a enfrentar este cenário preocupante. São elas:
Identificar corretamente o paciente: a fim de garantir que todos os cuidados e medicações sejam aplicados na pessoa correta. Torna-se fundamental o processo de identificação assertiva dos pacientes, como o registro do número de prontuário/atendimento, nome completo e dados pessoais.
Melhorar a efetividade da comunicação entre profissionais de saúde: a comunicação não efetiva entre os colaboradores pode gerar inúmeros eventos adversos, tais quais: falhas na administração de medicação, erros na realização de cirurgias e de exames diagnósticos.
Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos: os registros e controles precisam ser adequados, com prescrição legível, para assim evitar erros na prescrição de medicação, o que podem gerar efeitos indesejados, reações alérgicas, choque anafilático, entre outras intercorrências.
• Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos: promover um conjunto de ações que envolvam todas as fases do procedimento cirúrgico, como por exemplo o checklist cirúrgico, e desta forma oferecer cirurgia segura em todas as etapas (pré, peri e pós) e evitar procedimentos errados ou uso de equipamentos incorretos.
• Higienizar as mãos para evitar infecções: a infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é uma das principais preocupações dos hospitais. Processos assistenciais aprimorados podem, através de diversos métodos, diminuir o risco dessas infecções. Como exemplo podemos citar a correta higienização das mãos (da equipe e familiares).
Reduzir o risco de quedas e lesão por pressão: a implementação de medidas que tenham como meta eliminar a ocorrência de queda, que podem ser provocados por uso de leito inadequado ou posicionamento de pacientes acamados em uma mesma posição por muito tempo.
 
TREINAR COM EFICIÊNCIA
Todas as metas possuem um único objetivo em comum: prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos aos pacientes, sem que a sustentabilidade financeira da instituição seja colocada em risco. Neste contexto, o Medportal vem utilizando com êxito, em diversos hospitais, tecnologias de ensino digital, as quais têm contribuído para o treinamento padronizado e eficiente dos colaboradores, impactando diretamente na melhoria da qualidade e segurança do cuidado.
Conheça nossa plataforma para hospitais e conteúdo online sobre as metas internacionais. Eles são efetivos, ágeis e fáceis de usar! CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS!