Por que a aderência é essencial no sucesso da educação corporativa em saúde?

O sucesso da educação corporativa está diretamente ligado à aderência aos cursos e treinamentos. Isso porque somente com presença, dedicação e engajamento, os colaboradores absorvem o conteúdo difundido. E esse é um dos principais objetivos da educação continuada: ampliar o conhecimento.

Sendo assim, a aderência é essencial em processos de educação corporativa que almejam o sucesso. Na verdade, ser bem sucedido nesse caso, depende quase que exclusivamente da aderência. Mas há um grande desafio envolvido nessa questão: manter as equipes empenhadas com treinamentos de modo a concluí-los completamente.

Essa é uma missão que depende das empresas, da qualidade dos treinamentos oferecidos e da forma como os gestores propõem a inserção deles na rotina do colaborador. Vale reforçar: quanto maior a aderência, isto é, quanto mais colaboradores concluírem os cursos de educação continuada, mais as chances dos resultados elevados aumentam significativamente.

Sucesso da educação corporativa

Há tempo, as organizações vêm percebendo que apenas a remuneração não é mais suficiente para manter um profissional motivado e para preservar o engajamento de colaboradores qualificados na empresa.

Os treinamentos vêm justamente para agregar valor à posição de trabalho oferecida. O investimento na capacitação de colaboradores é fundamental para melhorar os resultados de qualquer negócio, independentemente do porte da empresa.

Quando se tem uma equipe preparada e alinhada com as necessidades corporativas, o resultado é um aumento na produtividade, na criatividade e na inovação, seja em produtos ou na prestação de serviços.

Um projeto de educação continuada de qualidade contribui para o crescimento do profissional e, consequentemente, para o surgimento de novas ideias e de um ambiente de trabalho favorável ao desenvolvimento do negócio.

Agora, para garantir o sucesso da educação continuada, é preciso estar atento à aderência. E para evitar que ela seja baixa, alguns detalhes devem ser observados.

Pequenos detalhes, grandes resultados

O primeiro detalhe é o conteúdo abordado, que deve fazer sentido para o colaborador e ter aplicação prática em seu dia a dia.

O foco tem que ser em manter o interesse da pessoa naquele assunto e o seu engajamento, para que ela não só participe do treinamento e esteja atenta ao conteúdo, mas também conclua todas as etapas.

Para isso, é essencial conhecer bem o público que vai receber o curso, seus interesses e seu comportamento, para planejar estratégias que aumentem o engajamento. Há muitas possibilidades a explorar: vídeos animados, ferramentas interativas como um quiz ou dinâmica de jogos. 

Além de programas híbridos, que combinam o formato digital mais tradicional e atividades síncronas (ao vivo) para um contato mais “real” com o instrutor. Tudo como forma de estímulo positivo, para que no processo o aluno se torne também protagonista, em vez de apenas receber o conteúdo de forma passiva.

Efeitos da baixa aderência

Com o baixo engajamento, o ROI (retorno sobre o investimento) na educação em saúde e nos treinamentos corporativos acaba sendo mais baixo, já que os colaboradores não absorvem o conteúdo e, portanto, não desenvolvem de maneira completa as  habilidades que poderiam, de fato, contribuir com a melhoria de sua performance. Desta forma, não aplicam o conhecimento na empresa e não geram tantos resultados diferentes, como sempre se verifica em treinamentos corporativos, quando há aderência.

Todos esses pontos devem ser planejados na fase de estruturação da educação corporativa, afinal, o formato das aulas que integram o treinamento, o material complementar disponibilizado, a capacidade dos professores e a expertise de quem vai viabilizar a capacitação fazem toda a diferença para gerar engajamento. E esse engajamento, como vimos, é essencial para o sucesso da educação continuada.

E na saúde não poderia ser diferente

Na saúde, o cenário é ainda mais desafiador. Imagine a variedade de escalas e interesses de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, enfim, toda gama de profissionais envolvidos em uma instituição de saúde.

Ou seja: dependendo do alvo do curso, o engajamento não virá com o abuso de features e formatos, mas justamente com conteúdos mais sóbrios e aprofundados.

Muitas vezes, é justamente a parcimônia na utilização das ferramentas que garantirá a aderência e, consecutivamente, o sucesso dos programas de educação corporativa.

Carreiras mais acostumadas com trabalhos científicos, por exemplo, ficarão muito mais à vontade com a exibição de dados em detrimento de atividades mais leves.

Soluções

As soluções oferecidas pelo Medportal resolvem diversos problemas encontrados pelas instituições, como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe, a necessidade de modernizar a capacitação e a facilidade da aplicação do treinamento, além da possibilidade de rapidamente ajustar conteúdos de acordo com os diversos públicos-alvo, o que personifica a jornada de aprendizagem do colaborador.

Nossa plataforma tem sido amplamente compreendida como interessante pelos colaboradores das empresas, já que fornece uma sólida base de conhecimento e possibilita que os colaboradores se desenvolvam no exercício de suas funções, o que os torna mais seguros e gera mais resultados nas mais de 240 instituições que possuem um programa de educação digital com o Medportal.

Como exemplo prático, comparamos o primeiro trimestre de 2020 e o de 2021. Com isso, foi possível observar que nos primeiros meses deste ano, os profissionais de saúde que se capacitam através das soluções do Medportal consumiram 8 vezes mais treinamentos que no ano anterior. Registramos uma elevação de 1085% nas matrículas dos treinamentos digitais nas plataformas que administramos. Esses dados representam que a educação digital é uma premissa cada vez mais presente em instituições de saúde.

Para saber mais detalhes, entre em contato conosco.

LGPD no EAD: é hora de definir prioridades

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ganhou bastante destaque a partir da segunda metade do ano passado, quando foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, após dois anos de tramitação e muitas idas e vindas – assunto sobre o qual não vou me debruçar agora. O que interessa saber é que a lei já está em vigor, embora as punições previstas por ela só passarão a ser aplicadas em agosto de 2021.

Um impacto direto da LGPD para o “grande público” são aquelas mensagens de uso de cookies que praticamente todos os sites passaram a exibir, que permitem entender o uso dos dados coletados. Assim como o campo obrigatório para consentimento de uso das informações em formulários online.

Mas a LGPD não é só isso.

Baseado no Regulamento Europeu de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD torna obrigatórias uma série de práticas que antes eram apenas recomendadas. Sob pena de multa de 2% do faturamento anual da empresa em caso de descumprimento ou desconhecimento das normas.

Entre elas estão o due diligence sobre dados pessoais, auditoria sobre tratamento, gestão do consentimento e anonimização, relatório de impacto, segurança dos dados, plano de comunicação no caso de incidentes de segurança, prevenção de conflitos… E isso ainda nem é tudo. Se você se assustou ou não faz ideia do que sejam alguns desses termos, melhor correr!

E o EAD?

É claro que os impactos da LGPD também seriam sentidos nas plataformas de Ensino a Distância e AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem). Esses serviços coletam dados de seus usuários para inscrição, acesso, comunicação e emissão de certificados.

Então, garantir que os alunos concordem com a utilização das informações repassadas deve ser entendido como um “primeiro mandamento” das empresas que gerenciam plataformas de educação.

Ou seja: é preciso redobrar a atenção para a captura de dados, sejam eles quais forem, e ser bem claro sobre a utilidade de cada um deles para a plataforma. Não é permitido modificar o motivo do uso sem autorização prévia do proprietário das informações.

O momento é de desligar o piloto automático e avaliar que tipo de informação é necessária para o modelo de operação da ferramenta. Nome, gênero, cargo, endereço, e-mail, telefone. Isso basta? Precisa de mais alguma coisa? Será que precisa mesmo? Não peça informações só porque todo mundo pede. É imprescindível documentar as justificativas de cada dado coletado como um controle interno para auditoria externa, ou seja, governamental. 

Com isso você evita o desgaste na gestão dos dados e se assegura de que dados não muito relevantes vazem em caso de ataques cibernéticos – aos quais o EAD não está imune, embora seja muito raro acontecer.

De toda forma, não espere a punição, pois já estão valendo. Vamos atrás das mudanças necessárias para se adequar ao LGPD. Estamos combinados?

LGPD no Medportal

Aqui no Medportal temos atenção redobrada com a segurança sobre os dados e as ações de coleta, uso e descarte de informações. 

Nos preocupamos com a adequação à legislação desde a implantação do projeto educacional de cada cliente, orientando-o sobre as informações adequadas e permitidas, bem como na segurança das informações restritas. Por exemplo: nossa solução possibilita a personalização de campos como forma de tornar os planejamentos educacionais mais ágeis e intuitivos. Uma boa estratégia de implantação permite que com três cliques os conteúdos sejam distribuídos a centenas ou milhares de colaboradores. Para resguardar a conformidade desses campos, nossa equipe faz uma curadoria e orienta o cliente sobre as melhores práticas.

Além disso, contamos com ferramentas de auditoria e relatórios que permitem que o próprio cliente acompanhe os dados particulares de suas bases a fim de sanear o que for necessário. Clientes que usam nossas soluções de comercialização de conteúdos contam com solução de mercado com Certificação PCI, firewall de camadas de nível 7 e o mesmo patamar de segurança requerido, por exemplo, por ambientes bancários.

Nossos engenheiros auditam constantemente a base de dados para avaliar eventuais riscos. Adotamos medidas de segurança para nossos servidores de hospedagem a fim de evitar ameaças como DNS hijacking e ataques DDos, que, a partir da injeção de malwares ou ransomwares, poderiam causar o comprometimento potencial dos dados de nossos clientes.

Lab Rede lança plataforma de educação continuada em parceria com o Medportal

 O Lab Rede, laboratório de referência em diagnósticos especializados, lançou na última semana o Rede Digital, uma plataforma de educação continuada, disponibilizada pelo Medportal. O lançamento foi anunciado e detalhado durante um Webinar no YouTube.

A iniciativa corrobora a postura inovadora dos diretores do laboratório, que nasceu em 2000, fruto de um sonho transformado em realidade por empreendedores que buscavam oferecer exames especializados com alto padrão de qualidade, rapidez e custos compatíveis. O foco na força de trabalho e na competência de profissionais sempre se manteve.

A novidade vai bem ao encontro da aplicabilidade da educação e dos conteúdos do Medportal para o segmento laboratorial. “Esse movimento de entrada no mundo digital, no mundo do conhecimento e de compartilhamento de informações é algo que hoje se coloca como basilar, como fundamento no desenvolvimento das organizações. E para ter organizações mais fortes, precisamos olhar para as pessoas. O caminho escolhido pelo Lab Rede é certeiro”, afirmou Thiago Constancio, CEO do Medportal.

Para o presidente do Conselho Administrativo do Lab Rede, Marcelo Galasini, uma nova plataforma de educação digital após a pandemia, mais do que necessária, tornou-se urgente. A importância de profissionais constantemente atualizados e treinados é inequívoca.

“Precisamos viabilizar a troca de informações com qualidade, sabemos que o conhecimento pode inspirar novas atitudes e é isso que queremos. Essa decisão faz parte do nosso processo de buscar melhoria contínua em nossas atividades laboratoriais”, disse.

O webinar sobre o lançamento do Rede Digital foi apresentado por Ana Carolina Caetano e contou com a participação de Priscila Santos, consultora de RH; Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD e Pedro Gomes, gerente comercial do Lab Rede, além de Thiago e Marcelo.

Curadoria

Atualmente, há uma disseminação de informações expressivamente não delineadas para o objetivo de empresas no setor de saúde. Portanto, é fundamental catalisar um processo de educação digital direcionada. 

“Precisamos organizar o fluxo de informações com as pessoas dentro das organizações, o que exige uma curadoria. E o que o Lab Rede está fazendo é justamente criar esse movimento de curadoria de conteúdo de modo que traga resultados para o dia a dia da organização”, ressaltou o CEO do Medportal.

Segundo ele, com a pandemia, até 80% dos treinamentos que antes eram presenciais podem entrar num modelo de educação à distância. “Com isso, ampliamos o acesso à informação curada de qualidade e entregamos mais valor. Esse projeto está calcado em entregar mais valor para as pessoas, comodidade no aprendizado e resultado para as organizações”, afirmou Thiago.

Para a consultora de RH Priscila Santos, não poderia haver melhor caminho. “Estamos vivendo grandes desafios. O maior deles é a capacidade de engajar e manter um time produtivo, principalmente quando se fala em negócio voltado para o ramo de saúde. E precisamos de conhecimento, que é o propulsor da transformação humana. Ele transforma uma sociedade, que dirá uma empresa”, destacou.

Implementação da plataforma de EAD

Que o EAD aumenta a integração entre as pessoas é fato. Mas, além disso, acelera a velocidade de entrega de informação curada. A implementação da plataforma de EAD já gerou resultados comprovados em muitas organizações, como CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, ANAHP – Associação Nacional dos Hospitais Privados, AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

“Iniciamos a parceria com a Medportal em 2018, já com o intuito de ganhar atualidade, implementar o EAD e as metodologias híbridas de ensino. E tivemos resultados de excelência. O segredo é ter foco na execução, consistência e acreditar que, de fato, a educação agrega valor para o colaborador e para o negócio”, comentou Maita Munhoz, coordenadora de educação continuada da AACD.Para conhecer as soluções do Medportal ou tirar dúvidas sobre as possibilidades de implementação de plataformas EAD, entre em contato conosco.

Rede Digital: objetivo é gerar informações com qualidade, inspirando novas atitudes e buscando a melhoria contínua das atividades laboratoriais

A Transformação Digital na área da saúde é responsabilidade dos gestores de tecnologia?

Qual é o papel de um gestor de tecnologia em um hospital? É uma pergunta simples, mas que leva a uma reflexão importante na resposta.

A função primordial de um CIO (Chief Information Officer) é manter em pé os sistemas de informação que abastecem a instituição. É óbvio, mas essa função ganha um status diferenciado quando o cliente é um hospital.
Falhas no sistema podem causar problemas reais para pacientes – os chamados “eventos adversos”. Por isso, em hospitais, o cuidado com a simples manutenção dos sistemas é uma tarefa à parte.

Sanada essa questão, qual é o próximo passo? Para onde avançar? Para buscar essas e outras respostas, recorremos a Cláudio Giulliano Alves da Costa, CEO da Folks, empresa especializada em consultoria e treinamento em saúde digital, representante oficial e exclusiva da HIMSS Analytics para América Latina.

CIOs como protagonistas
Os CIOs de hospitais brasileiros acostumaram-se por anos a serem demandados em vez de demandarem. Acabaram por adotar uma postura passiva e pouco pró-ativa na solução de problemas. Parte disso é fruto do próprio perfil dos profissionais, mas, em grande parte, isso se deve ao próprio sistema de gestão, centralizador e fechado, adotado pelas instituições. Mas esse contexto está em profunda transformação.

Prova disso pode ser demonstrada pelo Índice de Maturidade Digital medido pela Folks em seus hospitais parceiros. No Brasil, o índice médio de maturidade é de 44% (de 0% a 100%). Isso significa que os hospitais cumprem o básico em relação à tecnologia: possuem sistemas informatizados para hotelaria, prontuário eletrônico e funções back office (financeiro, RH, etc).

Mas, de forma geral, muitas instituições ainda não deram o passo à frente. Como exemplos práticos do que seria esse avanço, Cláudio Giulliano cita o check in online do pronto socorro, antes mesmo do paciente se dirigir ao hospital (“para chegar com a ficha pronta e o atendimento liberado pelo plano de saúde”), ou o GPS Indoor, para que o paciente possa se localizar com mais precisão na hora de fazer um exame dentro do hospital.

“Ainda falta muito (para a transformação digital completa nos hospitais), mas é algo que todos estão buscando”, afirma Cláudio.

Capacitar é preciso
Segundo ele, a chave para essa evolução está na capacitação dos CIOs. “Fazer a transformação digital depende de conhecimento, e esse é um grande gap no Brasil. A maior parte dos CIOs não está preparado para liderar a transformação digital nos hospitais. E isso inclui também buscar outras habilidades da função, como liderança e comunicação”, afirma.

O CEO da Folks, que é médico e tem mestrado em Informática em Saúde, diz que um bom CIO, que ele classifica como “CIO visionário”, tem que se apoiar em um tripé de competências: tecnologia, saúde e gestão.

Tecnologia e educação corporativa
Empoderado pelo conhecimento, o CIO passaria a atuar elaborando planos em vez de apenas executá-los. “Ele deve se reposicionar enquanto profissional, deve se rebelar, no bom sentido. E deve fazer isso para ele e para outros gestores, porque uma andorinha só não faz verão”, ilustra Cláudio.

Essa mudança, para ele, implica também no planejamento de capacitações para a própria equipe de TI usando plataformas de educação corporativa.

“A integração entre tecnologia e educação em hospitais é uma página virada, isso já foi superado. Funciona muito bem. O que falta ainda são os CIOs definirem um plano de capacitação em saúde digital. Entenderem que eles podem influenciar nos conteúdos”.

Parceria com o Medportal
Há um ano, a Folks criou a Folks Academy, para oferecer cursos a executivos e demais trabalhadores da saúde utilizando utilizando a tecnologia do Medportal. Cláudio destaca a rapidez na implantação e o apoio do Medportal para maior agilidade na disponibilização do conteúdo. Afirma que esse período foi de grande aprendizado.
“Vimos que microaulas de até 10 minutos funcionam melhor. O participante pega aquele conteúdo e internaliza. Também realizamos momentos síncronos para tirar dúvidas e provocar questionamentos nos alunos”, afirma.

Segundo ele, a parceria deu tão certo que o programa será expandido nas próximas semanas com o lançamento da Digital Health Academy. “Teremos uma oferta maior de cursos, com conteúdo de outras instituições e participação de professores renomados”, explica.

Além disso, o objetivo agora é criar uma matriz de competências para um plano de desenvolvimento de carreira do participante. “Não vamos deixar o aluno solto. Ele vai escolher uma trilha de acordo com seus objetivos profissionais. Se daqui a dois anos ele quer estar em determinada posição, que competências ele precisa adquirir para chegar lá?”, finaliza Cláudio.

Saiba porque é importante integrar os sistemas de educação continuada ao ecossistema de TI em hospitais e instituições de saúde

Quando se pensa em tecnologia da informação para hospitais, as primeiras ideias que surgem são relacionadas ao atendimento de pacientes: prontuário digital, unificação de dados, facilidade de acesso a informações para diagnóstico, entre outros.
Nada mais justo, já que a principal missão das instituições de saúde que atuam na área assistencial é atender bem a seus pacientes. Dessa forma, é necessário que a instituição tenha um sistema eficiente para que um médico tenha acesso a um raio-X, por exemplo, no menor tempo e com a maior qualidade possível.
Mas, falar em tecnologia da informação em um hospital, pressupõe a construção de um cenário muito mais amplo. Por isso, propomos a seguir o exercício de imaginar a jornada de um paciente no hospital para verificarmos o quanto de tecnologia é empregada.
O setor de atendimento recebe o paciente, coleta seus dados e abre a solicitação de pagamento, geralmente pelo plano de saúde;

  • A contabilidade emite a nota fiscal e acrescenta o valor às receitas do hospital;
  • O financeiro fica com o registro para calcular impostos;
  • O setor de atendimento encaminha o paciente para a triagem;
  • A triagem encaminha o paciente para o atendimento com o médico responsável;
  • O médico responsável encaminha o paciente para a enfermaria ou para a realização de exames;
  • Os resultados são disponibilizados no sistema para acesso do médico;
  • O paciente retorna ao consultório para avaliação final, podendo ou não ser encaminhado para o setor de internação (o que, no caso, desencadeia uma nova jornada).

Imagine que cada pequeno processo citado acima demande um software específico, teremos a utilização de pelo menos oito programas diferentes. É como se cada processo fosse executado por empresas distintas, que não conversam entre si – mas que integram o mesmo ecossistema.
 
Integração como solução
Mesmo nos dias atuais, com a transformação digital já bem inserida em ambientes corporativos e a difusão de empresas dedicadas a soluções em TI cada vez maior, ainda há hospitais que atuam como o modelo descrito acima – em menor ou maior grau. Em alguns casos até de forma híbrida, mesclando processos digitais e analógicos impostos pela limitação de investimento.
Como consequência, isso pode gerar custos desnecessários, queda na eficiência e, na ponta do processo, um atendimento para o paciente que certamente poderia ser melhor.
Por isso, o ideal é migrar para o mundo digital em todos os pontos da jornada e realizar a integração dos sistemas. Dessa forma  os softwares conversarão entre si e garantirão, tanto o registro de procedimentos e informações referentes ao atendimento dos pacientes, quanto o seu acesso de forma facilitada.
 
A educação continuada no contexto da TI
Por aqui, já falamos em artigos anteriores sobre a relevância da educação continuada para o treinamento de equipes em hospitais, da necessidade de um gestor especializado na área e do engajamento dos colaboradores em todo o processo.
Também tratamos da importância da educação digital e dos AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) principalmente em meio à pandemia da COVID-19, em que é necessário capacitar equipes com a maior velocidade possível, sem abrir mão da qualidade no conteúdo.
Diante desse cenário, é essencial que a integração dos sistemas de TI também contemple os sistemas de educação continuada – o que nem sempre acontece. A educação continuada geralmente é vista como um processo independente, feito à parte, sem conexão com outros procedimentos, o que gera ineficiência.
Com a integração, seria possível anexar ao registro do colaborador se ele já concluiu determinado treinamento, identificar os colaboradores que acabaram de ser promovidos e portanto demandam novos conteúdos, entre outras possibilidades. Os gestores, de todas as áreas, poderiam enxergar em que pé está a capacitação de cada time para atribuir responsabilidades distintas de forma muito mais rápida e eficiente.
 
Conheça o Medportal
O Medportal oferece ferramentas de educação digital para organizações de saúde. Nosso time está preparado para dar suporte a líderes e gestores no estabelecimento de um ambiente virtual de aprendizagem personalizado de acordo com as necessidades e objetivos da instituição de saúde – inclusive com a integração dos sistemas.
Nossa solução resolve diversos problemas encontrados pelas instituições, tais como a dificuldade de estabelecer o treinamento diante das diferentes escalas de cada equipe; a necessidade de modernizar a capacitação; a facilidade de controle e visibilidade da aplicação do treinamento e a busca por acreditações, entre outros.
Entre em contato para conhecer nossas soluções e obter mais informações sobre os nossos serviços!

Saúde e transformação digital: quais as tendências para 2020?

Transformação digital, educação à distância, gamification, inteligência artificial, internet das coisas, novo comportamento dos consumidores e novas necessidades para os profissionais. Essas são algumas das novidades que têm invadido diversos mercados e, no setor da saúde, não poderia ser diferente.

Em 2020 a transformação digital em saúde deve se intensificar com o boom das healthtechs, startups que combinam tecnologia com serviços em saúde. Da mesma forma como aconteceu recentemente no mercado financeiro, empresas inovadoras começam a remodelar agora a maneira como os pacientes se relacionam com médicos e hospitais. A digitalização de processos passará a ser uma necessidade para aqueles que oferecem serviços de saúde.

Em 2019 foram amplamente debatidos temas como confidencialidade dos dados dos pacientes, telemedicina, tele-educação. Para 2020 será preciso avançar o entendimento sobre assistência médica orientada por dados, viabilizando melhor tomada de decisões clínicas. Inovação não está relacionada apenas à tecnologia, mas também às dores e mudanças de comportamento da sociedade. Torna-se cada vez mais essencial que os profissionais de saúde compreendam a importância de estarem atualizados com as principais demandas e tendências da área, visando sempre a busca por inovação e excelência.

Listamos abaixo algumas tendências para este ano:

1. Telemedicina

Com a mudança de comportamento dos consumidores, novas demandas vêm sendo discutidas no setor. A tecnologia poderia permitir, por exemplo, que mais pacientes (escala) sejam atendidos em locais distantes (capilaridade), a custos menores (economia) e com muita qualidade? A telemedicina viabiliza que pacientes recebam informações sobre a sua saúde, diagnóstico e tratamento de forma mais rápida, sem precisarem ir até a instituição de saúde.

No Brasil esse tema encontra-se em plena discussão. A regulamentação sobre  a telemedicina foi atualizada e, logo em seguida, revogada pelo CFM no primeiro trimestre de 2019. Considerando o interesse sobre o tema, muitos acreditam que este assunto retornará para pauta em 2020.

2- Inteligência Artificial

Soluções de Inteligência Artificial (IA) em saúde já existem, ainda que timidamente, em alguns serviços no Brasil e no exterior. A partir deste ano a tendência é ampliar a presença desta tecnologia em outros serviços, tanto como auxílio no diagnóstico de doenças como na gestão, por exemplo, com a identificação de padrões no preenchimento de formulários e relatórios.

A Inteligência Artificial pode ter aplicações diversas na saúde: desenvolvimento de medicamentos, diagnóstico de doenças, medicina personalizada, monitoramento de pacientes, etc.

3- Realidade Virtual 

A Realidade Virtual (RV) pode melhorar a experiência humana fazendo uso da tecnologia e vem sendo utilizada na saúde em diversos contextos: educação, treinamentos e simulações, assistência à dor, reabilitação, tratamento de transtornos de estresse pós-traumático, etc.

4- Blockchain 

O blockchain tem diversas aplicações, já que descentraliza o fluxo dos dados, elimina intermediários excedentes e garante maior segurança às transações. Desta forma, é vista por especialistas como uma nova ferramenta útil em diversos processos empresariais, não somente em transações financeiras, mas também em negociações de propriedades digitais no setor industrial e de saúde.

Para a consultoria Deloitte, o papel dessa tecnologia na saúde é colocar o paciente no centro do ecossistema, aumentando a segurança, privacidade e interoperabilidade dos dados. Blockchain é um tópico importante, porque parece responder a um apelo mundial por maior transparência e confiança em relação aos dados de saúde. Esse mercado foi estimado em US$ 44,6 milhões em 2017 e pode crescer em 67,1% ao ano até 2023.

5- Processos 

O prontuário eletrônico já é realidade para muitos hospitais do Brasil e tudo indica que em 2020 sua importância será ainda maior. A solução, aos poucos, deixa de ser um simples repositório de informações para passar a integrar e correlacionar diferentes dados, tais como: dados financeiros, dados gerados pelos próprios pacientes, ferramentas de auxílio à decisão clínica. O objetivo é gerar informação e inteligência em saúde, de modo a garantir a segurança dos dados atrelada a serviços que agilizem e aumentem a qualidade do atendimento.

6 – Novas parcerias e novos players

O relatório 2019 Global Healthcare Outlook apresenta diversas fusões e aquisições como tendência mundial no setor saúde, com destaque aos investimentos realizados por empresas cujo objetivo é ampliar ou consolidar verticais no mercado. Especialistas acreditam que 2020 será um ano ainda mais propício a investimentos de grandes grupos que almejam maior consolidação e expressão no mercado, estimando grande fluxo de capital para investimentos no setor.

Referências

https://blogbrasil.comstor.com/como-o-blockchain-pode-transformar-o-setor-da-saude

https://www.ictandhealth.com/news/digital-health-2020-ai-ar-vr-telemedicine-enter-everyday-life/

https://saudebusiness.com/colunas/o-ano-de-2020-chegou-quais-sao-as-tendencias-em-tecnologia-para-saude/

Educação digital: cinco livros essenciais para 2020

Com as crescentes evoluções no mundo digital, o futuro é o novo agora. Para entender e atender as mudanças vigentes, a educação é ferramenta imperativa para transformar as pessoas. Ela contribui para gerar impacto nas esferas corporativas e sociais. Em instituições de saúde, investir em capacitação é essencial para qualificar os colaboradores a desempenharem suas habilidades com maior assertividade.
Partindo deste pressuposto o Medportal preparou uma lista com cinco livros essenciais para você ler no início deste ano sobre educação e inteligência digital. Confira as indicações:

1. A Produção do Material Didático para EaD,  de Dalvaci Bento.

Sinopse: O livro apresenta a construção de materiais impressos e digitais e a aplicação de estratégias pedagógicas e tecnológicas em materiais didáticos. Aborda a escrita dialógica na produção de materiais EaD e o papel do designer instrucional na produção EaD; também mostra qual deve ser o formato dos cursos, quais estratégias pedagógicas podem ser usadas e, claro, a importância do uso da internet no EaD.

2. Modelo de Desenvolvimento de Profissionais no Cuidado em Saúde, de Ivana Lucia Correa Pimentel de Siqueira, Helen Maria Benito Scapolan Petrolino e Ana Maria Calil Sallum.

Sinopse: O livro possui como tema o desenvolvimento das pessoas que atuam na complexa atividade de cuidar, perseguindo esse objetivo ao estudar assuntos, tais como: (1) oportunidade de crescimento; (2) estratégias de educação; (3) competência na saúde; (4) comunicação como ferramenta básica; (5) qualidade e segurança assistencial; (6) treinamento e desenvolvimento de Enfermagem.

3. Como Preparar Conteúdos Para EaD, de Andrea Filatro.

Sinopse: O livro foi escrito para profissionais que estão sendo desafiados a preparar conteúdos para cursos a distância ou ações de formação ou capacitação que utilizam mídias e tecnologias. Na produção, são descritas as grandes etapas da preparação de conteúdos começando por entender os alunos, o contexto institucional e as necessidades de aprendizagem e incluindo como planejar, elaborar e validar os diversos tipos de conteúdos e respectivas atividades de aprendizagem.

4. Gamification – Como Criar Experiências de Aprendizagem Engajadoras, de Flora Alves.

Sinopse: O livro mostra como profissionais que trabalham com ensino e instrução podem utilizar elementos dos games para potencializar resultados. Para isso, a autora esmiúça o conceito, cita exemplos reais e mostra como e quando colocar o gamification em prática.

5. Metodologias Inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa, de Andrea Filatro e Carolina Costa Cavalcanti.

Sinopse: A expressão “metodologias inov-ativas” foi cunhada pelas autoras para designar um guarda-chuva de conceitos e estratégias que abrangem abordagens inovadoras baseadas na gestão do tempo e na economia da atenção, no design instrucional centrado no ser humano e na capacidade computacional de análise e simulação. As autoras propõem-se a tratar do tema de maneira prática, usando linguagem dialógica e permeada de recursos visuais e exemplos, mantendo sempre o lastro teórico necessário para posicionar essas metodologias dentro de um espectro mais amplo que o mero consumo de técnicas isoladas.

As recomendações envolvem produção de conteúdo, desenvolvimento de profissionais e metodologias de ensino. Boa leitura!

Referências:

https://www.amazon.com.br/Produ%C3%A7%C3%A3o-Material-Did%C3%A1tico-Para-EAD/dp/8522126933

https://www.atheneu.com.br/produto/modelo-de-desenvolvimento-de-profissionais-no-cuidado-em-saude-392

https://www.amazon.com.br/Como-Preparar-Conte%C3%BAdos-Para-Ead/dp/8553131394

https://www.saraiva.com.br/metodologias-inov-ativas-na-educacao-presencial-a-distancia-e-corporativa-10502151/p

https://www.saraiva.com.br/gamification-como-criar-experiencias-de-aprendizagem-engajadoras-um-guia-completo-8114828/p

 

Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun*
* Murilo Gun foi um dos entrevistados da Websérie do Medportal em 2018.
Você sabia que no Brasil mais de 130 milhões de pessoas estão conectados à internet e que 122 milhões dessas pessoas estão presentes em pelo menos uma rede social? Isso representa quase 87% dos usuários de internet brasileiros! Os dados são do Yearbook Digital 2017 do We Are Social, que também revela que existem mais telefones celulares do que pessoas no país…
Segundo as pesquisas, as tecnologias de transformação digital devem movimentar cerca de R$ 250 bilhões até 2021. Isso envolve programas relacionados à internet das coisas (IoT), big data, inteligência artificial, machine learning e segurança da informação.
Diante desses cenários, será que nós estamos prontos para a nova Era da Transformação digital? Para Murilo Gun, especialista em criatividade, humorista, palestrante e empreendedor, estamos vivendo a espécie chamada Inteligência Artificial.
Murilo Gun, em entrevista ao Medportal, fala que a principal ferramenta da evolução humana hoje é a aprendizagem e o que nos diferencia da inteligência artificial é como nos relacionamos com as pessoas. Como habilidades do futuro da humanidade, ele cita as 5 principais:
1) Inteligência intrapessoal – “Tem a ver com autoconhecimento, gestão da emoção, inteligência emocional.” A maneira como a pessoa navega entre as emoções do dia a dia, tornando-as aliadas e não empecilhos.
2) Inteligência interpessoal – “É o relacionamento com outras pessoas, a inteligência social, pode-se dizer.” Como utilizamos as nossas características e vocações a favor do coletivo, em colaboração.
3) Inteligência interartificial – “Nesse mundo de tecnologia, você tem que se relacionar com outros seres humanos e também com esses novos “seres artificiais” que estão surgindo. Não é só saber programar ou lidar com os robôs, mas também mexer no seu WhatsApp. A maioria das pessoas são escravas do WhatsApp, ele dita a agenda delas, sequestra a atenção delas.”
4) Inteligência criativa – “Capacidade de usar uma habilidade humana que é incrível, que é a imaginação. A capacidade de criar novas imagens para dar soluções para desafios, e não apenas repetir imagens já imaginadas.”
5) Inteligência aprendedora-educadora – “É aprender a aprender e aprender a educar. É uma coisa que se mistura. Nunca tivemos a aula de aprender a aprender, o que acontece é simplesmente: vai e te vira aí, papai.”
 

Zona de Conforto e Zona de aprendizagem

Para Murilo Gun, o problema da zona de conforto é um problema também de nome: “Tem a zona de conforto, então qual o nome do que está fora da zona de conforto? É zona de desconforto. Aí eu chego para você e falo: tem zona de conforto e de desconforto, quer ficar em qual? Conforto, claro.”
Foi colocado um nome bonito para algo que não necessariamente é bom, e um nome feio para o que não necessariamente é ruim.
Como primeiro passo ele sugere em mudar o nome das coisas: “Zona de conforto é uma zona de ficar parado, de acomodação, estagnação. Tem que ser um nome ruim. E a de desconforto tem que ser um nome bom. Zona de crescimento, de aprendizagem.”
Por definição, ele explica, o que está na sua zona de conforto é o que você já sabe e já validou. Portanto, toda a aprendizagem e evolução está do lado de fora.
“Aí você fala assim: quer ficar em qual zona, de acomodação ou de crescimento e evolução? E é lindo quando você descobre que toda vez que você pisa um pouquinho fora da zona de conforto, dói, dá uma queimadinha ali. Mas a bicha estica. E esse é o sentido da vida, evoluir.”
Murilo lembra de quando foi ao terapeuta pela primeira vez e o médico perguntou qual o sentido da vida. “E eu falei, o sentido da vida é você realizar sua potência, evoluir e aprender. E aprender é sair da zona de acomodação e ir para a zona de aprendizagem.”
 

E como sermos criativos diante de diversas mudanças no mercado?

Segundo Gun, criatividade é a imaginação para criar possibilidades para resolver um problema.
E o primeiro passo para ser criativo é identificar e questionar o problema. Ter a clareza do que tem que ser resolvido de fato. É problema ou não? Tem solução? No setor de saúde o diagnóstico é o identificador do problema, é onde você identifica a raiz do problema ou estado de saúde do paciente.
Listamos abaixo 3 dicas dadas pelo Murilo para desenvolver a sua criatividade:
1- Autoconhecimento: conhecer as suas habilidades e se conhecer. Segundo Murilo, o “estado de flow criativo”, que seria a alta performance criativa, ocorre quando você consegue colocar na mesa as habilidade que realmente domina. Ou, como diz Murilo, “que você é ninja”.
2- Repertório: existe uma variável importante quando o assunto é desenvolver a criatividade. Segundo Murilo: “nada vem do nada. As soluções criativas e as inovações sempre surgem do que eu chamo de combinatividade. É a combinação de coisas já existentes, que você vai combinando, algumas inconscientes, outras conscientes.”
Para conseguir fazer combinações criativas, ele explica, você precisa ter um repertório de mil coisas: “A gente é muito educado a ser estudioso, especialista, vertical, e perde o curioso generalista. Você precisa desse repertório generalista para poder combinar com sua especialidade e gerar coisas diferentes.”
3- Coragem: segundo Murilo Gun, coragem é o grande gargalo de inovar e fazer coisas diferentes. E ele acrescenta: “Acho que é o gargalo da humanidade”.
O que acontece é que hoje as pessoas possuem milhares de ideias, mas não tem coragem de colocá-las em prática.“Tem muita gente aí com obesidade mental de ideias, mas engargala porque não tem coragem.”
Sabe por que isso acontece? “Muitos julgamentos alheios e expectativas desalinhadas, até com marido, mulher ou família. Falta também, para ter coragem, o pensamento enxuto de fazer pequeno, porque fazendo pequeno dá mais coragem.”
A transformação digital veio para dar mais autonomia para as pessoas. Mas o futuro da humanidade diante das tecnologias é o relacionamento com as pessoas. Uma vez que com a inteligência artificial os robôs podem aprender qualquer habilidade técnica, porém, não tão cedo a comportamental.
Para se sobressair no mercado o profissional precisará aprender como pensar e não o que pensar. O que vai na contramão de muitas escolas e da maneira como somos educados. Somos ensinados o que pensar, o que fazer, seguindo padrões. Crescemos ouvindo, dos nossos chefes, pais e professores como é maneira certa ou errada de pensar ou fazer certas coisas.
O que diante de um contexto industrial, passado, fazia sentido. No entanto, isso já não nos veste mais. As coisas mudaram e estão mudando. No nosso contexto atual as fórmulas já estão prontas, a um clique.
As mudanças são tão rápidas que o que aprendemos hoje pode não ser mais útil amanhã. Sim, não tem para onde fugir, vamos ter que aprender para sempre. Nada mais será eterno, estático, todo os dias vamos precisar nos reinventar. Por isso que é necessário, primeiro, desenvolver habilidades emocionais e de consciência.
A capacidade de combinar, relacionar e aplicar o conhecimento no mundo real passam a fazer ainda mais diferença!
 
Referências:
https://www.medportal.com.br/gestao-da-educacao-para-hospitais

Os números da Transformação Digital no Brasil


https://eusouempreendedor.com/murilo-gun-como-sair-da-zona-de-acomodacao-e-ser-mais-criativo/

Quais são as habilidades mais desejadas no profissional do futuro?

Você tem fluência digital?*

*Artigo baseado na comunicação em áudio realizada pelo Dr Thiago Constancio em 14/06/2019 para o CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde.
O mundo vem passando por transformações importantes em profundidade e velocidade no quesito tecnologia. Quando falamos especificamente no mundo digital, as pessoas e organizações têm se preocupado em como participar em tudo que está acontecendo, não deixando essa “onda digital” passar sem que a organização aproveite e desfrute dos seus principais benefícios.
A consultoria McKinsey&Company publicou no final de 2018 um levantamento chamado “Índice de maturidade digital: Brasil” em que avaliou processos de transformação digital em 124 companhias de oito segmentos.
Resultado interessante foi encontrado: as organizações que são mais maduras digitalmente tem resultados, em termos de taxa de crescimento de Ebitda (lucro antes de impostos, depreciações e amortizações), 3 vezes maiores do que as demais empresas pesquisadas.

Este tema, portanto, começa despertar o interesse de várias organizações.
Em seguida, o Google lança em 2019 um “índice de maturidade digital” para entender como está o nível de maturidade dos internautas brasileiros, considerando que o impacto econômico dessas mudanças tanto em um nível individual, quanto nível da organização, são bastante importantes. O estudo encontrou uma correlação positiva entre renda e o índice de competências digitais. No limite, todas as competências combinadas podem ter um impacto de até +R$380 na renda mensal de um trabalhador, equivalente a quase 40% do salário mínimo.
Interessante, não é!? E aí começamos a olhar para organizações que estão dando certo, organizações que fizeram transição ou já “nasceram” tecnológicas.
Bill Gross tem um TEDx que fala sobre os fatores que foram mais importantes para que empresas de tecnologia tivessem sucesso, entre elas o Facebook, Linkedin, Amazon… Foram entrevistados executivos de 200 empresas. Os três primeiros fatores são:
Timing: a hora certa de fazer a mudança, tomar a decisão.
Capacidade de execução; Equipe qualificada;
Ideia, em terceiro.
Depois vem modelo de negócios, recursos, orçamento, enfim, a questão é que a hora de fazer a mudança, de tomar a decisão é o ponto mais importante para o sucesso destas empresas, segundo elas próprias.
Daí, o NHS – Serviço Nacional de Saúde Britânico – que admiramos e acompanhamos bastante no Brasil, fez uma publicação também falando “atenção, precisamos preparar a força de trabalho para entregar o futuro digital da saúde.” Ou seja, um ponto de inflexão nas organizações, um ponto de preocupação com esse futuro, já está dado. E aí como as organizações, então, alcançam essa maturidade digital que tanto se discute e se apresenta como necessidade premente?

Na nossa visão, não há como isso acontecer na organização sem que as pessoas desenvolvam a tal fluência digital…
E o que é fluência digital, Thiago?
Bom, entendemos como fluência digital a capacidade das pessoas de dominarem um novo glossário de expressões, de palavras, de métodos, de atividades que estão dentro desse mundo digital, ou seja, a forma de fazer as coisas mudou. A maneira de aprender, mudou. A maneira de fazer negócios, comercializar, mudou. A maneira de se relacionar com nossos pacientes, clientes, muda drasticamente, dia após dia, e as organizações precisam se preocupar com isso, se adaptar. Não é algo somente para o pessoal de Tecnologia da Informação (TI)…
Pela experiência do Medportal, que passa por vários hospitais e outras organizações de saúde, ministrando workshops, desenvolvendo plataformas de ensino corporativo online para estas instituições, nós notamos que mais 90% das unidades de saúde no país educam e treinam como no século 19, reunindo as pessoas presencialmente nos auditórios, de forma passiva, transmitindo conteúdo em via de mão única o conteúdo.

O ponto chave aqui é que já sabemos que os resultados desse modelo não atendem mais a toda essa dinâmica de mudanças e inovações que vivemos, bem como os resultados que precisamos alcançar e entregar nos dias atuais. Dessa forma, a maneira de educar e de treinar, precisa também mudar. Não somente no colorido da foto, mas na essência, no modelo…

Por isso, parece-nos um contrassenso a instituição tentar desenvolver maturidade digital e manter-se educando e treinando analogicamente. Chamamos atenção para isso, a importância, então, de desenvolver fluência digital, colocando a “mão na massa”, utilizando métodos digitais para desenvolver essa maturidade. Essa maturidade não é adquirida sem a experimentação. A mudança de mindset e experimentação são cruciais para desenvolver capacidades dinâmicas, capacidades digitais e a organização conquistar mais e melhores resultados em termos de performance, em termos de geração de valor para sua clientela.
Concluo este breve artigo indicando para você algumas leituras e um video bastante relevantes. Destaco dois livros. O primeiro livro chama-se (i) “Multimedia Learning” do Richard E. Mayer, que nos apresenta variadas possibilidades para inovar e ter melhores resultados em termos de aprendizagem e engajamento nos programas de educação atuais. O outro livro é do (ii)Calhoun W. Wick, 6Ds – As seis disciplinas que transformam educação corporativa em resultados para o negócio, que trata e apresenta metodologia prática sobre como educar para resultados no mundo corporativo, envolvendo modelos híbridos. A terceira indicação é o (iii) vídeo da Jaqueline Weigel – Transformação digital exige mudanças imediatas (youtube) que discute como os executivos devem lidar com estas mudanças no mundo digital.

 
Estes são conteúdos obrigatórios para os hospital e outras instituições de saúde que buscam a excelência nesse admirável mundo novo. O Mundo está mudando rápido demais…
E você, já desenvolveu fluência digital?
Um abraço,
Dr. Thiago Constancio
CEO do Medportal