Por: Redação Medportal – Rio de Janeiro
24 de junho de 2025
O cuidado centrado no paciente tem sido amplamente discutido — e por boas razões. Com a crescente complexidade do sistema de saúde e o foco global em qualidade, segurança e humanização, o tema aparece como prioridade em conferências, publicações, grandes eventos e processos de acreditação em todo o mundo. A mensagem é clara: ouvir o paciente, tratá-lo como parceiro e personalizar o cuidado são tendências que vieram para ficar. E isso vai além da boa vontade — há impactos profundos para a instituição e para a sociedade como um todo.
Do ponto de vista interno, implementar um cuidado centrado melhora a eficiência operacional, aumenta a adesão aos protocolos e fortalece a cultura de segurança entre as equipes. Isso porque, quando os profissionais entendem que o paciente é a prioridade – e que cada detalhe da sua percepção conta – há menos retrabalho, menos incidentes e menos resistência às mudanças.
Do ponto de vista externo, eleva a qualidade percebida e a reputação da instituição, fortalece o vínculo com a comunidade e ajuda a alcançar melhores desfechos clínicos. Ou seja, o cuidado centrado não só humaniza a assistência, mas também gera impactos tangíveis na sustentabilidade, no clima institucional e no compromisso das equipes com a própria vocação.
Por que esse cuidado tão necessário ainda não acontece de forma consistente?
Apesar do consenso sobre a importância do cuidado centrado, muitos gestores ainda encontram barreiras que comprometem a sua implementação:
- Modelo tradicional focado apenas na doença: muitos fluxos são pensados exclusivamente para tratar a patologia, e não a pessoa por trás do sintoma.
- Cultura que dificulta a escuta ativa: o dia a dia corrido e a hierarquia muitas vezes silenciam o profissional que quer ouvir o paciente e inovar o cuidado.
- Falta de integração entre setores: prontuários, protocolos e equipes não se comunicam bem, o que compromete a continuidade da assistência.
- Baixa personalização e entendimento do perfil do paciente: cada paciente tem contextos e valores diferentes, mas a instituição nem sempre conhece essas nuances — e isso limita a eficácia da comunicação e a adesão ao tratamento.
Teoria vs. prática no cuidado centrado no paciente: impactos na sua instituição
As consequências dessa enorme lacuna entre teoria e prática vão muito além da insatisfação de quem recebe o cuidado. Quando a assistência não está realmente centrada no paciente, cria-se um círculo vicioso que afeta:
- Segurança e qualidade: aumenta a probabilidade de eventos adversos, quedas, erros de medicação e readmissões — colocando vidas em risco e elevando custos.
- Sustentabilidade financeira: retrabalhos, glosas, reinternações e processos ineficazes comprometem a produtividade e o equilíbrio econômico da instituição.
- Engajamento da equipe: profissionais que não percebem o impacto positivo do seu trabalho tendem a perder motivação, aumentando a rotatividade e o absenteísmo.
- Imagem e reputação da instituição: a percepção negativa por parte dos pacientes e da comunidade prejudica a imagem institucional e a capacidade de captar novos públicos e investimentos.
- Cumprimento regulatório: sem processos bem definidos, a instituição corre mais risco em auditorias e perde oportunidades de certificação e acreditação.
Esse ciclo negativo pode parecer invisível no dia a dia — mas ele drena energia, recursos e confiança.
Como transformar essa realidade?
Para mudar esse cenário, a solução precisa ser estruturada e integrada a todos os níveis da instituição:
✅ Adote uma estratégia com visão ampla: o cuidado centrado depende de processos claros, que envolvam a alta direção, as equipes assistenciais e o próprio paciente. Isso significa mapear fluxos, ferramentas, responsabilidades e garantir que todos entendam seu papel no resultado final.
✅ Alinhe a educação a essa visão: a educação permanente precisa estar direcionada a competências técnicas e humanas que sustentem o cuidado centrado. Isso inclui habilidades como comunicação empática, escuta ativa, manejo cultural e tomada de decisão compartilhada.
✅ Conheça o perfil dos seus pacientes: invista em métodos que tragam esse conhecimento para a prática. Aplicar questionários simples, mapear necessidades socioculturais e incorporar essas informações ao prontuário são formas simples e eficazes de personalizar o cuidado.
✅ Transforme teoria em prática: não basta saber que o cuidado centrado é importante. É preciso capacitar as equipes para que elas saibam aplicá-lo, acompanhar resultados e revisar processos com base em evidências.
✅ Escuta ativa e melhoria contínua: por fim, crie canais reais para ouvir. Ouvir os colaboradores e os pacientes — suas percepções, críticas e sugestões — permite ajustar rotas antes que os problemas aconteçam e fortalece o senso de pertencimento e propósito em todos os níveis..
Guia do Cuidado Centrado no Paciente: uma solução prática para o dia a dia da gestão na saúde
Sabemos que transformar o cuidado e a cultura da sua instituição não é simples. Você já tem muitas responsabilidades e precisa de materiais que realmente façam sentido e que entreguem um caminho claro, prático e aplicável.
Foi pensando nessa realidade que criamos o Guia do Cuidado Centrado no Paciente. Inspirado no modelo canadense do Canadian Institute for Health Information (CIHI) e adaptado por especialistas para o dia a dia da saúde, ele oferece:
- Pilares práticos e estruturados: cinco eixos que servem de mapa para a implementação gradual e consistente.
- Checklists, planos de ação e roteiros reais: para que o gestor possa sair do planejamento e colocar a mudança em prática.
- Sugestão de conteúdos para treinamentos eficazes: para capacitar a equipe no que realmente faz a diferença.
- Capacitação para ouvir e melhorar sempre: assegurando que o cuidado centrado vire rotina e gere impacto duradouro.
Queremos apoiar você nessa jornada e tornar o cuidado centrado no paciente uma realidade palpável — que gere resultados para os pacientes, para a equipe e para a própria sustentabilidade da sua instituição.
Conclusão: o que falta para transformar a sua realidade?
O cuidado centrado no paciente representa uma oportunidade real para transformar a sua instituição:
✅ Reduzindo incidentes e retrabalhos;
✅ Fortalecendo a relação entre equipes e pacientes;
✅ Criando uma cultura sólida de qualidade e segurança;
✅ Melhorando a imagem e os indicadores institucionais.
E o melhor: é totalmente possível quando há planejamento, educação e ferramentas certas. O nosso Guia do Cuidado Centrado no Paciente foi cuidadosamente desenvolvido para que cada gestor encontre um caminho simples, direto e adaptável à sua própria realidade.
Se o momento pede novos rumos e a sua instituição busca fazer a diferença no cuidado, conte conosco. Estamos aqui para ajudar você a transformar essa visão em ação.
