LGPD no EAD: é hora de definir prioridades

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ganhou bastante destaque a partir da segunda metade do ano passado, quando foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, após dois anos de tramitação e muitas idas e vindas – assunto sobre o qual não vou me debruçar agora. O que interessa saber é que a lei já está em vigor, embora as punições previstas por ela só passarão a ser aplicadas em agosto de 2021.

Um impacto direto da LGPD para o “grande público” são aquelas mensagens de uso de cookies que praticamente todos os sites passaram a exibir, que permitem entender o uso dos dados coletados. Assim como o campo obrigatório para consentimento de uso das informações em formulários online.

Mas a LGPD não é só isso.

Baseado no Regulamento Europeu de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD torna obrigatórias uma série de práticas que antes eram apenas recomendadas. Sob pena de multa de 2% do faturamento anual da empresa em caso de descumprimento ou desconhecimento das normas.

Entre elas estão o due diligence sobre dados pessoais, auditoria sobre tratamento, gestão do consentimento e anonimização, relatório de impacto, segurança dos dados, plano de comunicação no caso de incidentes de segurança, prevenção de conflitos… E isso ainda nem é tudo. Se você se assustou ou não faz ideia do que sejam alguns desses termos, melhor correr!

E o EAD?

É claro que os impactos da LGPD também seriam sentidos nas plataformas de Ensino a Distância e AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem). Esses serviços coletam dados de seus usuários para inscrição, acesso, comunicação e emissão de certificados.

Então, garantir que os alunos concordem com a utilização das informações repassadas deve ser entendido como um “primeiro mandamento” das empresas que gerenciam plataformas de educação.

Ou seja: é preciso redobrar a atenção para a captura de dados, sejam eles quais forem, e ser bem claro sobre a utilidade de cada um deles para a plataforma. Não é permitido modificar o motivo do uso sem autorização prévia do proprietário das informações.

O momento é de desligar o piloto automático e avaliar que tipo de informação é necessária para o modelo de operação da ferramenta. Nome, gênero, cargo, endereço, e-mail, telefone. Isso basta? Precisa de mais alguma coisa? Será que precisa mesmo? Não peça informações só porque todo mundo pede. É imprescindível documentar as justificativas de cada dado coletado como um controle interno para auditoria externa, ou seja, governamental. 

Com isso você evita o desgaste na gestão dos dados e se assegura de que dados não muito relevantes vazem em caso de ataques cibernéticos – aos quais o EAD não está imune, embora seja muito raro acontecer.

De toda forma, não espere a punição, pois já estão valendo. Vamos atrás das mudanças necessárias para se adequar ao LGPD. Estamos combinados?

LGPD no Medportal

Aqui no Medportal temos atenção redobrada com a segurança sobre os dados e as ações de coleta, uso e descarte de informações. 

Nos preocupamos com a adequação à legislação desde a implantação do projeto educacional de cada cliente, orientando-o sobre as informações adequadas e permitidas, bem como na segurança das informações restritas. Por exemplo: nossa solução possibilita a personalização de campos como forma de tornar os planejamentos educacionais mais ágeis e intuitivos. Uma boa estratégia de implantação permite que com três cliques os conteúdos sejam distribuídos a centenas ou milhares de colaboradores. Para resguardar a conformidade desses campos, nossa equipe faz uma curadoria e orienta o cliente sobre as melhores práticas.

Além disso, contamos com ferramentas de auditoria e relatórios que permitem que o próprio cliente acompanhe os dados particulares de suas bases a fim de sanear o que for necessário. Clientes que usam nossas soluções de comercialização de conteúdos contam com solução de mercado com Certificação PCI, firewall de camadas de nível 7 e o mesmo patamar de segurança requerido, por exemplo, por ambientes bancários.

Nossos engenheiros auditam constantemente a base de dados para avaliar eventuais riscos. Adotamos medidas de segurança para nossos servidores de hospedagem a fim de evitar ameaças como DNS hijacking e ataques DDos, que, a partir da injeção de malwares ou ransomwares, poderiam causar o comprometimento potencial dos dados de nossos clientes.

Saúde e transformação digital: quais as tendências para 2020?

Transformação digital, educação à distância, gamification, inteligência artificial, internet das coisas, novo comportamento dos consumidores e novas necessidades para os profissionais. Essas são algumas das novidades que têm invadido diversos mercados e, no setor da saúde, não poderia ser diferente.

Em 2020 a transformação digital em saúde deve se intensificar com o boom das healthtechs, startups que combinam tecnologia com serviços em saúde. Da mesma forma como aconteceu recentemente no mercado financeiro, empresas inovadoras começam a remodelar agora a maneira como os pacientes se relacionam com médicos e hospitais. A digitalização de processos passará a ser uma necessidade para aqueles que oferecem serviços de saúde.

Em 2019 foram amplamente debatidos temas como confidencialidade dos dados dos pacientes, telemedicina, tele-educação. Para 2020 será preciso avançar o entendimento sobre assistência médica orientada por dados, viabilizando melhor tomada de decisões clínicas. Inovação não está relacionada apenas à tecnologia, mas também às dores e mudanças de comportamento da sociedade. Torna-se cada vez mais essencial que os profissionais de saúde compreendam a importância de estarem atualizados com as principais demandas e tendências da área, visando sempre a busca por inovação e excelência.

Listamos abaixo algumas tendências para este ano:

1. Telemedicina

Com a mudança de comportamento dos consumidores, novas demandas vêm sendo discutidas no setor. A tecnologia poderia permitir, por exemplo, que mais pacientes (escala) sejam atendidos em locais distantes (capilaridade), a custos menores (economia) e com muita qualidade? A telemedicina viabiliza que pacientes recebam informações sobre a sua saúde, diagnóstico e tratamento de forma mais rápida, sem precisarem ir até a instituição de saúde.

No Brasil esse tema encontra-se em plena discussão. A regulamentação sobre  a telemedicina foi atualizada e, logo em seguida, revogada pelo CFM no primeiro trimestre de 2019. Considerando o interesse sobre o tema, muitos acreditam que este assunto retornará para pauta em 2020.

2- Inteligência Artificial

Soluções de Inteligência Artificial (IA) em saúde já existem, ainda que timidamente, em alguns serviços no Brasil e no exterior. A partir deste ano a tendência é ampliar a presença desta tecnologia em outros serviços, tanto como auxílio no diagnóstico de doenças como na gestão, por exemplo, com a identificação de padrões no preenchimento de formulários e relatórios.

A Inteligência Artificial pode ter aplicações diversas na saúde: desenvolvimento de medicamentos, diagnóstico de doenças, medicina personalizada, monitoramento de pacientes, etc.

3- Realidade Virtual 

A Realidade Virtual (RV) pode melhorar a experiência humana fazendo uso da tecnologia e vem sendo utilizada na saúde em diversos contextos: educação, treinamentos e simulações, assistência à dor, reabilitação, tratamento de transtornos de estresse pós-traumático, etc.

4- Blockchain 

O blockchain tem diversas aplicações, já que descentraliza o fluxo dos dados, elimina intermediários excedentes e garante maior segurança às transações. Desta forma, é vista por especialistas como uma nova ferramenta útil em diversos processos empresariais, não somente em transações financeiras, mas também em negociações de propriedades digitais no setor industrial e de saúde.

Para a consultoria Deloitte, o papel dessa tecnologia na saúde é colocar o paciente no centro do ecossistema, aumentando a segurança, privacidade e interoperabilidade dos dados. Blockchain é um tópico importante, porque parece responder a um apelo mundial por maior transparência e confiança em relação aos dados de saúde. Esse mercado foi estimado em US$ 44,6 milhões em 2017 e pode crescer em 67,1% ao ano até 2023.

5- Processos 

O prontuário eletrônico já é realidade para muitos hospitais do Brasil e tudo indica que em 2020 sua importância será ainda maior. A solução, aos poucos, deixa de ser um simples repositório de informações para passar a integrar e correlacionar diferentes dados, tais como: dados financeiros, dados gerados pelos próprios pacientes, ferramentas de auxílio à decisão clínica. O objetivo é gerar informação e inteligência em saúde, de modo a garantir a segurança dos dados atrelada a serviços que agilizem e aumentem a qualidade do atendimento.

6 – Novas parcerias e novos players

O relatório 2019 Global Healthcare Outlook apresenta diversas fusões e aquisições como tendência mundial no setor saúde, com destaque aos investimentos realizados por empresas cujo objetivo é ampliar ou consolidar verticais no mercado. Especialistas acreditam que 2020 será um ano ainda mais propício a investimentos de grandes grupos que almejam maior consolidação e expressão no mercado, estimando grande fluxo de capital para investimentos no setor.

Referências

https://blogbrasil.comstor.com/como-o-blockchain-pode-transformar-o-setor-da-saude

https://www.ictandhealth.com/news/digital-health-2020-ai-ar-vr-telemedicine-enter-everyday-life/

https://saudebusiness.com/colunas/o-ano-de-2020-chegou-quais-sao-as-tendencias-em-tecnologia-para-saude/

Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais

“Importante gerar e analisar os dados e educar todos os envolvidos da empresa, dizem os especialistas que participaram nos painéis do Medportal Summit”

     Aconteceu na última terça-feira (12) o Medportal Summit, com o apoio da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), onde centenas de executivos de saúde estiveram presentes, seja no local ou assistindo online a transmissão ao vivo.

     Em um cenário mundial em que bilhões de dólares são investidos anualmente na chamada “transformação digital”, o tema principal do evento foi Pessoas, Educação e Tecnologia: fatores estratégicos para hospitais.  Dr Thiago Constancio, CEO do Medportal, abriu o evento contextualizando o público a respeito dos desafios do mundo digital e também sobre a presença e apoio crescente que o Medportal tem dado aos hospitais no desenvolvimento profissional e institucional: atualmente são mais de 180 mil pessoas de aproximadamente de 220 organizações estudando com as plataformas desenvolvidas pelo Medportal.

     Em seguida, Marco Aurélio Ferreira, CEO da ANAHP, falou sobre a importância de conectar, envolver e ativar todos os stakeholders do mercado de saúde nas iniciativas do setor, por exemplo, naquelas ligadas à transformação digital, sejam estas organizações da rede pública ou privada, a fim de proteger os profissionais, as instituições e melhorar o atendimento na ponta.

“Inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.

     Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, abriu a mesa redonda “A visão da alta gestão sobre a educação digital e telemedicina para os hospitais”. Segundo Rodrigo, as empresas precisam investir em inovação e utilizar a tecnologia para otimizar o tempo da equipe assistencial e beneficiar os pacientes em tempo oportuno. Para ele “inovação é buscar todo dia uma forma diferente de melhoria”.  Lopes reforça que o líder precisa estar presente em todos os setores para identificar se a comunicação e a estratégia definida na alta gestão estão alinhadas com os que estão na ponta.

     A transformação digital precisa começar com os dirigentes da instituição, apontou Andrea Drumond, Superintendente do Hospital Renascença e Presidente do Capítulo Santa Catarina do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde. Andrea disse que não precisamos ter medo do novo e que a educação digital e a telemedicina vão acontecer inevitavelmente. Portanto os gestores precisam mudar o seu mindset, a cultura precisa se transformar. “A tecnologia é o meio, ferramenta de transformação, o fim é o cuidado com o humano”, afirmou Andrea Drumond.

     Luiz De Luca, Consultor em inovação e Gestão em Saúde, ao moderar a mesa apontou que precisamos mudar o repertório e se estamos no momento da transformação digital não podemos fazer como sempre. De Luca comentou que um líder deve se preocupar inicialmente com a gestão de habilidades de seus colaboradores, para então formar pessoas com competências mais amplas, o que melhora o diferencial competitivo da organização. Preparar pessoas é fundamental para transformar a organização, desta forma é preciso educar, transformar a cultura e, assim, todos os seus colaboradores, salientou De Luca.

     Para Andrea Drumond, é preciso engajar todos no projeto e sempre colocar o paciente no centro da atenção. “Primeiro você trabalha a comunicação entre os profissionais, depois ativa o engajamento e por último transforma a cultura empresarial.”

     De Luca finalizou a primeira mesa redonda falando que é importante envolver todos no mesmo propósito da empresa, para que eles caminhem na mesma direção e a tecnologia possa ser uma aliada neste processo.

O desafio de desenvolver líderes: qual o caminho?

     A segunda mesa teve início com a seguinte colocação da palestrante Ivana Siqueira, consultora em educação e gestão em saúde e assessora do Instituto Sócrates Guanaes: “o líder precisa ser diretor, implantador, inspirador, treinador e motivador”.

Ivana acredita que para desenvolver líderes é necessário:

– Informação para conhecer, estimular, atualizar e sintetizar;
– Agenda para discutir dados, indicadores, resultados e informações;
– Transformar dados em informação;
– Ter técnicas de busca;
– Executar habilidades de síntese;
– Dar oportunidade de decisão;
– Coragem, vontade e espaço para implementação das ideias.
“O conhecimento entre pessoas dentro e fora da empresa é vital para o desenvolvimento”, disse Ivana.

     O moderador da segunda etapa, Dr Francisco Balestrin, Presidente da International Hospital Federation e presidente do Conselho do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde), afirmou que “ser líder não é ter seguidores, mas sim, formar outros líderes”.

     Para o Dr Dario Ferreira, fundador do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, “saúde tem o desafio de ter uma assimetria muito grande entre os profissionais. O líder nos hospitais precisa compartilhar os dados assistenciais com a sua equipe, promovendo aprendizado e conhecimento com todos”. Nesse sentido: “o líder, ele precisa se adaptar e precisa ter coragem, energia, humildade e transformar a sua realidade e a da organização em que atua”, complementou Ivana durante o debate.

     Para o Dr Leonardo Brauer, diretor operacional na Imed Group Brasil, ainda falta a percepção e conhecimento dos líderes para algumas outras questões que não as estritamente técnicas: “não é só olhar o processo, mas sim perceber e entender como funciona tudo ao redor.”

     Diante disso, é preciso estarmos abertos para acompanhar essas transformações tecnológicas, e estas mudanças de pensamento precisam começar na alta gestão. Todos os envolvidos na instituição precisam estar alinhados com o seu propósito e preparados para o novo, colocando sempre o paciente no centro da atenção.

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun

O que aprendemos sobre inteligência e criatividade com Murilo Gun*
* Murilo Gun foi um dos entrevistados da Websérie do Medportal em 2018.
Você sabia que no Brasil mais de 130 milhões de pessoas estão conectados à internet e que 122 milhões dessas pessoas estão presentes em pelo menos uma rede social? Isso representa quase 87% dos usuários de internet brasileiros! Os dados são do Yearbook Digital 2017 do We Are Social, que também revela que existem mais telefones celulares do que pessoas no país…
Segundo as pesquisas, as tecnologias de transformação digital devem movimentar cerca de R$ 250 bilhões até 2021. Isso envolve programas relacionados à internet das coisas (IoT), big data, inteligência artificial, machine learning e segurança da informação.
Diante desses cenários, será que nós estamos prontos para a nova Era da Transformação digital? Para Murilo Gun, especialista em criatividade, humorista, palestrante e empreendedor, estamos vivendo a espécie chamada Inteligência Artificial.
Murilo Gun, em entrevista ao Medportal, fala que a principal ferramenta da evolução humana hoje é a aprendizagem e o que nos diferencia da inteligência artificial é como nos relacionamos com as pessoas. Como habilidades do futuro da humanidade, ele cita as 5 principais:
1) Inteligência intrapessoal – “Tem a ver com autoconhecimento, gestão da emoção, inteligência emocional.” A maneira como a pessoa navega entre as emoções do dia a dia, tornando-as aliadas e não empecilhos.
2) Inteligência interpessoal – “É o relacionamento com outras pessoas, a inteligência social, pode-se dizer.” Como utilizamos as nossas características e vocações a favor do coletivo, em colaboração.
3) Inteligência interartificial – “Nesse mundo de tecnologia, você tem que se relacionar com outros seres humanos e também com esses novos “seres artificiais” que estão surgindo. Não é só saber programar ou lidar com os robôs, mas também mexer no seu WhatsApp. A maioria das pessoas são escravas do WhatsApp, ele dita a agenda delas, sequestra a atenção delas.”
4) Inteligência criativa – “Capacidade de usar uma habilidade humana que é incrível, que é a imaginação. A capacidade de criar novas imagens para dar soluções para desafios, e não apenas repetir imagens já imaginadas.”
5) Inteligência aprendedora-educadora – “É aprender a aprender e aprender a educar. É uma coisa que se mistura. Nunca tivemos a aula de aprender a aprender, o que acontece é simplesmente: vai e te vira aí, papai.”
 

Zona de Conforto e Zona de aprendizagem

Para Murilo Gun, o problema da zona de conforto é um problema também de nome: “Tem a zona de conforto, então qual o nome do que está fora da zona de conforto? É zona de desconforto. Aí eu chego para você e falo: tem zona de conforto e de desconforto, quer ficar em qual? Conforto, claro.”
Foi colocado um nome bonito para algo que não necessariamente é bom, e um nome feio para o que não necessariamente é ruim.
Como primeiro passo ele sugere em mudar o nome das coisas: “Zona de conforto é uma zona de ficar parado, de acomodação, estagnação. Tem que ser um nome ruim. E a de desconforto tem que ser um nome bom. Zona de crescimento, de aprendizagem.”
Por definição, ele explica, o que está na sua zona de conforto é o que você já sabe e já validou. Portanto, toda a aprendizagem e evolução está do lado de fora.
“Aí você fala assim: quer ficar em qual zona, de acomodação ou de crescimento e evolução? E é lindo quando você descobre que toda vez que você pisa um pouquinho fora da zona de conforto, dói, dá uma queimadinha ali. Mas a bicha estica. E esse é o sentido da vida, evoluir.”
Murilo lembra de quando foi ao terapeuta pela primeira vez e o médico perguntou qual o sentido da vida. “E eu falei, o sentido da vida é você realizar sua potência, evoluir e aprender. E aprender é sair da zona de acomodação e ir para a zona de aprendizagem.”
 

E como sermos criativos diante de diversas mudanças no mercado?

Segundo Gun, criatividade é a imaginação para criar possibilidades para resolver um problema.
E o primeiro passo para ser criativo é identificar e questionar o problema. Ter a clareza do que tem que ser resolvido de fato. É problema ou não? Tem solução? No setor de saúde o diagnóstico é o identificador do problema, é onde você identifica a raiz do problema ou estado de saúde do paciente.
Listamos abaixo 3 dicas dadas pelo Murilo para desenvolver a sua criatividade:
1- Autoconhecimento: conhecer as suas habilidades e se conhecer. Segundo Murilo, o “estado de flow criativo”, que seria a alta performance criativa, ocorre quando você consegue colocar na mesa as habilidade que realmente domina. Ou, como diz Murilo, “que você é ninja”.
2- Repertório: existe uma variável importante quando o assunto é desenvolver a criatividade. Segundo Murilo: “nada vem do nada. As soluções criativas e as inovações sempre surgem do que eu chamo de combinatividade. É a combinação de coisas já existentes, que você vai combinando, algumas inconscientes, outras conscientes.”
Para conseguir fazer combinações criativas, ele explica, você precisa ter um repertório de mil coisas: “A gente é muito educado a ser estudioso, especialista, vertical, e perde o curioso generalista. Você precisa desse repertório generalista para poder combinar com sua especialidade e gerar coisas diferentes.”
3- Coragem: segundo Murilo Gun, coragem é o grande gargalo de inovar e fazer coisas diferentes. E ele acrescenta: “Acho que é o gargalo da humanidade”.
O que acontece é que hoje as pessoas possuem milhares de ideias, mas não tem coragem de colocá-las em prática.“Tem muita gente aí com obesidade mental de ideias, mas engargala porque não tem coragem.”
Sabe por que isso acontece? “Muitos julgamentos alheios e expectativas desalinhadas, até com marido, mulher ou família. Falta também, para ter coragem, o pensamento enxuto de fazer pequeno, porque fazendo pequeno dá mais coragem.”
A transformação digital veio para dar mais autonomia para as pessoas. Mas o futuro da humanidade diante das tecnologias é o relacionamento com as pessoas. Uma vez que com a inteligência artificial os robôs podem aprender qualquer habilidade técnica, porém, não tão cedo a comportamental.
Para se sobressair no mercado o profissional precisará aprender como pensar e não o que pensar. O que vai na contramão de muitas escolas e da maneira como somos educados. Somos ensinados o que pensar, o que fazer, seguindo padrões. Crescemos ouvindo, dos nossos chefes, pais e professores como é maneira certa ou errada de pensar ou fazer certas coisas.
O que diante de um contexto industrial, passado, fazia sentido. No entanto, isso já não nos veste mais. As coisas mudaram e estão mudando. No nosso contexto atual as fórmulas já estão prontas, a um clique.
As mudanças são tão rápidas que o que aprendemos hoje pode não ser mais útil amanhã. Sim, não tem para onde fugir, vamos ter que aprender para sempre. Nada mais será eterno, estático, todo os dias vamos precisar nos reinventar. Por isso que é necessário, primeiro, desenvolver habilidades emocionais e de consciência.
A capacidade de combinar, relacionar e aplicar o conhecimento no mundo real passam a fazer ainda mais diferença!
 
Referências:
https://www.medportal.com.br/gestao-da-educacao-para-hospitais

Os números da Transformação Digital no Brasil


https://eusouempreendedor.com/murilo-gun-como-sair-da-zona-de-acomodacao-e-ser-mais-criativo/

Quais são as habilidades mais desejadas no profissional do futuro?

Medportal apoia Rede de Hospitais do ABCD Paulista com Solução Educacional!

Recentemente, Medportal e Santa Helena Saúde iniciaram projeto para treinamento de centenas de profissionais utilizando a tecnologia e as soluções educacionais do Medportal.
Criada em 11 de junho de 1980, a Santa Helena Saúde tem como principal objetivo oferecer um atendimento humanizado e de alta qualidade. Atualmente, atendendo cerca de 3.500 empresas e cerca de 300.000 beneficiários, tornou-se referência na região do ABCDMR pela qualidade dos serviços prestados.
Esta conquista foi obtida através da implementação dos mais modernos recursos tecnológicos e pelo alto nível de formação profissional de seu corpo clínico e administrativo, que preza pela ética e respeito para salvar vidas. Sendo assim, fez todo sentido para esta rede hospitalar investir na tecnologia do Medportal para, assim, garantir maior segurança no cuidado aos seus pacientes.
Parabéns Santa Helena Saúde! Agradecemos a confiança e ratificamos o nosso orgulho em apoiar estratégia tão importante!
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Especialistas elegem Medportal a melhor solução tecnológica do Hospital Innovation Summit!

No último dia 29/09, especialistas do segmento hospitalar elegeram o Medportal – Soluções Educacionais A MELHOR SOLUÇÃO TECNOLÓGICA do Hospital Shark Tank – 2015, o maior evento tecnológico de saúde da América Latina!!!
O HIS.events foi realizado no Centro de Convenções Rebouças da Universidade de São Paulo (CCR/USP), sendo o primeiro summit de inovação para o setor hospitalar no Brasil. Na ocasião, os maiores hospitais do país estiveram discutindo como melhorar a prática clínica através de novos métodos de gestão, novas tecnologias e maior integração entre as áreas de processos.
 
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Da Esquerda para a direita: Fernando Cembranelli, Vinicius Camara, Vitor Asseituno e Thiago Constancio.

 
O “Tanque dos Tubarões” reuniu os especialistas Marcelo Caldeira Pedroso (FEA-USP), José Luiz Bichuetti (CEO, Associação Congregação de Santa Catarina), Rodrigo Lopes (Diretor Executivo, Hospital Bandeirantes), Charles Souleyman Al Odeh (Diretor da Rede Própria, Grupo Amil) e Telmo Pereira (COO, Optum International). Após sabatinarem as empresas concorrentes, todas de alto nível, os Tubarões escolheram o Medportal nos critérios de relevância, escalabilidade, inovação e retorno sobre o investimento.
 
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Esta foi nossa apresentação utilizada no evento:

 
O Medportal agradece ao Juri e à organização do evento pela oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido nos últimos 5 anos, sentindo-se honrado por ter sido escolhido como o Vencedor do Hospital Shark Tank – 2015!
 
Obrigado!
 
Equipe Medportal – Soluções Educacionais
http://www.medportal.com.br/solucoes-educacionais/
 
Treinar, Avaliar e Certificar
Profissionais em Instituições ligadas ao Setor de Saúde